Clipes com referência na história da arte (parte 3)
Deusa Beyoncé lançou clipe novo totalmente gravado no Museu do Louvre e isso é motivo mais do que suficiente para que eu traga a terceira parte do post sobre clipes musicais com referências na história da arte (veja aqui a parte 1 e aqui a parte 2).
Apes**t, The Carters
O álbum surpresa da Bey e do Jay Z veio acompanhado desse clipe maravilhoso, para o qual o casal simplesmente fechou o Louvre para gravação (#poder). Tem muita análise quadro a quadro rolando pela internet, e o que posso dizer, dentro da minha experiência no estudo da história da arte, é a importância de dois artistas negros usarem um espaço historicamente branco/colonizador para contar sua história e dar protagonismo a um elenco também negro. Beyoncé da Samotrácia é ♥
Somebody That I Use To Know, Gotye ft. Kimbra
Esse clipe ficou de fora das outras seleções por incompetência minha, mesmo. A obra foi dirigida por Natasha Pincus e a body art que cobre os artistas via stop motion é de autoria de Emma Hack.
Dusty My Shoulders Off, Jane Zang
Certamente você já deve ter visto um gif desse clipe rolando pelo Facebook, sem saber que se tratava da cantora chinesa Jane Zang. Nele, é possível ver referências a várias obras que ganham vida, de Van Gogh a Dalí.
Do The Evolution, Pearl Jam
Um dos clipes mais clássicos da banda grunge é também uma obra-prima da animação, dirigido por Kevin Altieri e Todd McFarlane. Envolveu o trabalho de mais de cem (eu disse c-e-m) ilustradores, que tiveram em torno de um mês para finalizar as artes do clipe.
Viva La Vida, Coldplay
O clipe usa como pano de fundo o quadro A Liberdade Guiando o Povo, de Eugéne Delacroix. O próprio nome da canção foi extraído de uma obra da mexicana Frida Kahlo.
Scream, Michael Jackson ft. Janet Jackson
Um dos clipes mais caros da história da música, a colaboração futurista entre os irmãos Jackson se passa em uma nave espacial, na qual Michael visualiza e quebra algumas obras referentes a diversos períodos artísticos.
Blood, Sweat & Tears, BTS
Por fim, a banda que é sensação entre todas as minhas amigas ilustradoras tem um clipe que além de se passar em um museu, traz algumas referências a pinturas famosas e escolas artísticas.
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Espero que tenham curtido minhas indicações, assim que eu recolher mais referências, volto para uma 4ª edição do post.
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Galaxy Dancer
Tive a honra de ser convidada pela minha amiga Isabella Pessoa para compor seu projeto Ink Dancers, que entrará em breve para financiamento coletivo no Catarse. Ink Dancers foi o tema que a Bella escolheu para o Inktober do ano passado, e todas as bailarinas maravilhosas que ela criou podem ser conferidas lá no Instagram. Uma delas, inclusive, é em minha homenagem e eu não poderia ter ficado mais feliz com isso.
Há três anos atrás eu já havia produzido uma bailarina, para uma escola de dança, com um cabelo de galáxia bem expressivo, e resolvi retomar o tema, só que dessa vez todo o corpo da bailarina foi coberto de estrelas e nebulosas. Deixei apenas as sapatilhas douradas em evidência.
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Arches satinado 300g;
- Aquarelas Sennelier e Cotman;
- Guache dourado Talens;
- Canetas Pentel e Posca douradas e brancas.
Espero que a Bella tenha curtido o resultado e já estou louca para ver o artbook pronto! Assim que tiver detalhes do projeto volto aqui para divulgar, lembrando que sua ajuda é muito importante para que os sonhos dos seus artistas preferidos se tornem realidade. E para conferir o trabalho lindo da Bella e encomendar uma ilustra personalizada, é só segui-la em @bellapessoa.
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Como tem sido a experiência docente
Disclaimer: Neste post vou preservar as identidades dos estudantes por motivos éticos, apresentando imagens que não mostrem seus rostos.
Sempre que posto alguma foto referente à escola nas minhas redes sociais, vem uma leva de pessoas perguntar como tem sido a experiência docente, e também deixar recados muito carinhosos, que certamente fazem a diferença no meu dia-a-dia de pessoa ansiosa, que acha sempre que está indo pelo caminho errado.
Trabalhar com crianças pequenas tem sido extremamente diferente de tudo o que já vivi (e olha que tenho bastante história pra contar). Elas são muito receptivas à arte e descobrir coisas novas, sejam materiais, lugares, conceitos, e também muito antenadas no que acontece nas plataformas virtuais, nos super heróis e músicas do momento. Por isso, tento sempre integrar as atividades com o cotidiano delas, sem deixar de apresentar coisas novas e histórias das regiões do mundo que estamos estudando.
Minha base de trabalho é a história da arte pois, a partir dela, é possível contemplar os objetivos de aprendizagem disponibilizados para as escolas, e também oferecer repertório visual diversificado, abrindo bastante margem para as atividades gráfico-plásticas. Tento sempre focar no desenho, que é minha área nativa, pois uma das coisas não tão legais que notei logo no início é que as crianças têm desenhado pouco.
Uma das primeiras atividades que fiz foi a produção de um retrato e um autorretrato (acima), não só para trabalhar observação e imaginação, como também para despertar o respeito pelas diferenças e pelo espaço dos colegas. Antes de entrar no estudo da história da arte propriamente dito, fiz uma introdução de conceitos básicos como memorização, dimensão espacial, sentido de direção e também elementos básicos da linguagem visual.
Nas imagens anteriores, alguns trabalhos sobre pintura rupestre, desenvolvidos pelas turmas de 1º ano. A foto que abre esse post é da aula sobre máscaras africanas, que fiz com o 3º ano. A turma confeccionou máscaras em papel kraft, recortes de revistas, barbantes, lã e lantejoulas.
Aqui, eu no Dia Nacional do Livro Infantil, representado a Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo hahaha. Foi um dia muito divertido, várias professoras encarnaram personagens de Monteiro Lobato, e eu pude me realizar ao entrar com a trilha sonora da sensacional Cássia Eller! Acho que as crianças passaram uma semana me chamando de Cuca hehehe...
Eu vou criar uma categoria específica para assuntos relacionados ao ensino de Artes, chamada Sala de Aula. Por enquanto, queria só matar a curiosidade de quem sempre pergunta pelas aulas, mas aos poucos quero sistematizar postagens de ajuda, como planos de aula e atividades para quem ministra aulas para Educação Infantil e Anos Iniciais. Tem muito material bom para os Anos Finais e Ensino Médio, mas senti bastante dificuldade em relação aos pequenos, por isso, quero usar minha experiência para montar um pequeno repositório para ajudar outros(as) professores(as).
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