Organize suas gavetas
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Lembra daquela mensagem que dizia "use filtro solar", maior sucesso na virada do milênio? O texto foi o mais próximo do que podemos chamar de viral, na época, e ganhou até narração do Pedro Bial (se você ainda era poeira de estrelas em 1999, veja o vídeo aqui). Enfim, se eu tivesse que deixar uma mensagem para as futuras gerações (aloka), seria: organize suas gavetas. Existe uma metáfora muito interessante entre esses compartimentos e a nossa própria vida.
É quase certo que, quando minhas gavetas estão bagunçadas, cheias de quinquilharias e com muitas coisas velhas e sem importância, que jamais voltarei a usar, minha vida está praticamente a mesma coisa: no aspecto profissional, pessoal, nos estudos, nas relações. Sempre que me dedico a limpar as gavetas, organizar seu conteúdo, separar o que ainda me serve e o que precisa ser doado ou ir para o lixo, acabo dando um jeito nas outras esferas também. Há quem diga que o mesmo acontece quando varremos a casa.
Esse ato de separar, limpar e organizar nos ajuda a ver o que nos impede de ir em frente. É como colocar uma lente de aumento sobre um pequeno botão, cujo casaco de onde ele caiu não possuímos mais, e descobrir o por quê de ainda guardarmos algo que não acrescentará absolutamente nada para nossa existência. E isso se aplica às mágoas, dietas nunca iniciadas às segundas-feiras, promessas não cumpridas, metas que não queremos mais atingir, dentre inúmeras coisas.
Quando faxinei minhas gavetas e percebi que metade dos itens de papelaria havia sido comprada por impulso, decidi doar 90% e investir em materiais que realmente valeriam a pena, somente quando eu sentisse necessidade. Quando faxinei o blog e as redes sociais, na semana passada, deixei uma velha Lidiane no passado, juntamente com o peso de quem não sabia muito bem o que queria da vida. Já fiz esse exercício também com pessoas e situações, e a sensação de alívio é reconfortante.
Para ajudar você, que também pode estar precisando de uma faxina, vou deixar dois vídeos muito legais: o primeiro é da Fran Meneses, ilustradora que curto bastante, falando sobre cópia de uma maneira muito mais leve do que eu vinha encarando, principalmente nos últimos meses. Foi esse relato que me fez ver que não era certo eu me punir pelos erros dos outros. Quem não manja de inglês, pode ativar as legendas em espanhol.
O segundo vídeo é da Stephanie Noelle, falando que está tudo bem não dar conta de 1000 coisas ao mesmo tempo e ser igualmente excelente nelas. Você não precisa ser impecável em todos os aspectos da sua vida, é preciso pegar leve com aquelas coisas que não podemos ou não conseguimos controlar da maneira que desejamos. Dica que vi no perfil da Camila Averbeck.
É quase certo que, quando minhas gavetas estão bagunçadas, cheias de quinquilharias e com muitas coisas velhas e sem importância, que jamais voltarei a usar, minha vida está praticamente a mesma coisa: no aspecto profissional, pessoal, nos estudos, nas relações. Sempre que me dedico a limpar as gavetas, organizar seu conteúdo, separar o que ainda me serve e o que precisa ser doado ou ir para o lixo, acabo dando um jeito nas outras esferas também. Há quem diga que o mesmo acontece quando varremos a casa.
Esse ato de separar, limpar e organizar nos ajuda a ver o que nos impede de ir em frente. É como colocar uma lente de aumento sobre um pequeno botão, cujo casaco de onde ele caiu não possuímos mais, e descobrir o por quê de ainda guardarmos algo que não acrescentará absolutamente nada para nossa existência. E isso se aplica às mágoas, dietas nunca iniciadas às segundas-feiras, promessas não cumpridas, metas que não queremos mais atingir, dentre inúmeras coisas.
Quando faxinei minhas gavetas e percebi que metade dos itens de papelaria havia sido comprada por impulso, decidi doar 90% e investir em materiais que realmente valeriam a pena, somente quando eu sentisse necessidade. Quando faxinei o blog e as redes sociais, na semana passada, deixei uma velha Lidiane no passado, juntamente com o peso de quem não sabia muito bem o que queria da vida. Já fiz esse exercício também com pessoas e situações, e a sensação de alívio é reconfortante.
Para ajudar você, que também pode estar precisando de uma faxina, vou deixar dois vídeos muito legais: o primeiro é da Fran Meneses, ilustradora que curto bastante, falando sobre cópia de uma maneira muito mais leve do que eu vinha encarando, principalmente nos últimos meses. Foi esse relato que me fez ver que não era certo eu me punir pelos erros dos outros. Quem não manja de inglês, pode ativar as legendas em espanhol.
O segundo vídeo é da Stephanie Noelle, falando que está tudo bem não dar conta de 1000 coisas ao mesmo tempo e ser igualmente excelente nelas. Você não precisa ser impecável em todos os aspectos da sua vida, é preciso pegar leve com aquelas coisas que não podemos ou não conseguimos controlar da maneira que desejamos. Dica que vi no perfil da Camila Averbeck.
Faxinei a gaveta das cobranças, pois sei que não consigo ter tempo hábil para me dedicar a tudo o que gostaria. Passei a focar em coisas pontuais, como: estudar aquarela; estudar gestual; ler; desenhar para mim, sem propósito. Cumpro essas pequenas metas quando posso e me sinto bem. E é sempre bom lembrar que, tanto a gaveta quanto a vida dos outros não são parâmetros utilizáveis para nós. Cada um sabe a hora e maneira ideal de pôr ordem na sua própria casa.
Acabei reativando meu Tumblr, pois sinto falta de uma plataforma criativa para me inspirar, e também para acompanhar artistas que gosto mais de perto. Quem quiser seguir, fique a vontade, por enquanto tenho repostado fotos do Instagram, mas abri o ask me para quem quiser conversar comigo. :)
Acabei reativando meu Tumblr, pois sinto falta de uma plataforma criativa para me inspirar, e também para acompanhar artistas que gosto mais de perto. Quem quiser seguir, fique a vontade, por enquanto tenho repostado fotos do Instagram, mas abri o ask me para quem quiser conversar comigo. :)
Na prancheta #6
As últimas semanas foram de dedicação a um projeto muito bacana que, assim que estiver concluído, mostrarei na íntegra. Já adianto que ele fala sobre violência contra mulher e eu, enquanto mulher e artista, me senti extremamente desafiada.
Como já havia dito lá no meu Instagram. certos trabalhos são difíceis de fazer, tanto em relação à técnica, quanto pelo envolvimento emocional que exigem. Ilustrar a violência contra a mulher, em suas mais variadas facetas, foi um processo doloroso de aprendizagem e empatia, que mudou (e muito) minha forma de pensar e agir.
Esses são alguns petisquinhos que já havia publicado nas redes sociais, visite meu portfólio para conhecer outros trabalhos na íntegra. Aos poucos, estou animando a voltar a postar, trazendo coisas legais que vi por aí, nos últimos dias. Fiz uma faxina no blog (venho repensando minha presença online desde o ano passado) e excluí muitos post antigos, coisas que já não faziam muito sentindo com o que produzo hoje e me sinto mais leve. O mesmo aconteceu na fan page, no Pinterest, no Twitter e no Instagram. Chega de juntar cacarecos, não é mesmo?
Abraços e boa semana! :)
Links bacanas #13
Eu sei que ando sumida do blog e que a frequência de postagens é cada vez menor, mas tem sido difícil me manter motivada de junho para cá (já expliquei um pouco aqui). Estou canalizando as minhas energias para os estudos e projetos que já venho trabalhando há um bom tempo. Mas achei justo trazer a seleção mensal de links, porque sempre vale a pena compartilhar coisas que, de uma maneira ou de outra, vão acrescentar algo novo na nossa vida. Então, vamos lá:
Com gato tudo fica melhor: a artista Svetlana Petrova achou uma ótima ideia inserir Zaratustra, seu gato de estimação, em obras icônicas da História da Arte, e o resultado é a série Fat Cat Art, que faz qualquer amante de felinos querer as imagens estampadas pela casa toda. Já quero versões com meus filhos Bruce e Sushi!
Entrevista com Sabrina Eras: entrevistei a Sabrina para meu post mensal no Delirium Nerd e foi muito legal! Ela contou um pouco da sua vida e carreira e como planejou o curso online de aquarela, que está com vagas abertas. Se você quer se profissionalizar com uma das melhores aquarelistas do Brasil, corre que ainda dá tempo.
O processo criativo do pôster de Stranger Things: a série mais amorzinho dos últimos tempos, que conseguiu me deixar envolvida até o último episódio e torcer pela Eleven, tem também um trabalho de arte muito lindo e altamente referenciado nos anos 1980. No post da DigitalArts é possível acompanhar o processo criativo de Kyle Lambert, artista responsável pela icônica imagem do pôster de ST.
Tolkien ilustrador: se existe alguma criação desse homem que não seja maravilhosa, desconheço. Além de linguista, escritor, poeta, professor... Tolkien também era um ilustrador de mão cheia, e criou as capas e as ilustrações internas para vários de seus livros, incluindo a trilogia O Senhor dos Anéis. Um artista completo.
Contra o exército do padrãozinho: a Babi traz uma reflexão sobre a nova "moda" de padronizar o feed das redes sociais, que se aplica muito bem também ao mundo virtual da ilustração. É comum ver, de tempos em tempos, um inconsciente coletivo tomar conta dos ilustradores e, na minha opinião, isso só torna tudo mais raso e sem propósito.
Apoie quem produz conteúdo: o vídeo da Luh foi um dentre vários desabafos que li, só na última semana, sobre a falta de apoio que produtores de conteúdo precisam lidar. Não é raro a pessoa cansar, jogar tudo pro alto e, depois de um tempo, aparecer alguém dizendo que amava sua arte. Se gostava tanto, porque não curtia? Compartilhava? Apoiava? Não precisa ser um apoio financeiro (embora faça muita diferença), dar os devidos créditos para o autor e ajudar a compartilhar já é muito importante. Eu realmente espero que todo esse movimento de criadores resulte numa nova postura por parte do público, porque está difícil.
Não prometo voltar a frequência regular de postagens, mas sempre que eu me sentir à vontade para mostrar algo novo ou fazer textão (este é meu blog, afinal), apareço. :)
Desejo da vida: o livro com as Catrinas de Sylvia Ji
Eu mal pude me conter quando, em sua página no Facebook, Sylvia Ji anunciou o lançamento de Day of the Dead and Other Works, edição luxuosa que compila os principais trabalhos da artista norte-americana, incluindo suas maravilhosas Sugar Skulls. Se você não sabe de quem estou falando, senta que lá vem história:
Em outubro de 2011 eu estava navegando pela finada conta no We Heart It, quando me deparei com várias ilustrações e pinturas de caveiras mexicanas. Como sou apaixonada por coisas mórbidas, fui pesquisar mais material e fiquei hipnotizada pelo trabalho da então desconhecida (para mim) Sylvia Ji. Foi o incentivo que precisava para começar a dar corpo aos meus retratos femininos e preferência por temas fantásticos, surgindo então uma de minhas ilustrações mais queridas, a Sugar Skull I.
Voltando ao livro, a obra contém 112 páginas e capa dura, com prefácio do curador Jan Corey Helford. Já está em pré-venda no site da Korero Press, com lançamento previsto para 17 de setembro deste ano (dá tempo de encomendar para o meu aniversário, #ficaadica). Convertendo para a nossa moeda, o custo deve girar em torno de R$ 80,00. As artes apresentadas são predominantemente as Catrinas, com muitos detalhes e closes que ajudam o leitor a descobrir cada minúcia das misteriosas mulheres de Ji.
Para mim, não há dúvidas de que a artista transita como ninguém entre o grotesco e o sensual; entre a sensação de repulsa e deslumbramento; entre vida e morte. Certamente é um item de colecionador inestimável para todos os amantes de Catrinas, Halloween e Dia dos Mortos. Mal posso esperar para ter o meu em mãos. As imagens são da página da Korero Press.
Minhas inspirações - agosto
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2016 tem sido um ano de retiro, introspecção e estudo, basicamente. Eu entrei numa caverna e tentei me cercar de pessoas com interesses afins (embora, vez ou outra, apareça alguém para perturbar). Até mesmo porque, quase sempre que saio, acabo me irritando com alguma situação. Enfim, são tempos difíceis e quero realmente estar cercada por coisas boas. As minhas inspirações do mês refletem isso.
Jacquelin Deleon: sigo essa aquarelista no Instagram e gosto muito não só das cores e temas dos trabalhos, como também da noção de gestual que ela possui. Gestures têm sido minha pedra no sapato, tento me esforçar para estudá-los o maior número de vezes por semana, porque quero sair da esfera dos retratos. Sem dúvidas, a Jacquelin é uma das minhas maiores referências quanto ao gesto solto, cheio de movimento e expressão.
Amanda Palmer: muitas pessoas conhecem a Amanda somente por ser esposa do Neil Gaiman e ignoram a importância dessa artista para o cenário de arte independente mundial. É dela a campanha mais bem sucedida da história do site de financiamento coletivo Kickstarter e sua palestra no TED, The Art of Asking, virou um livro sensacional. Comecei a leitura achando que era só mais um título de autoajuda para artistas e leigos, mas as experiências da autora desde quando trabalhava como estátua viva me pegaram. Farei resenha assim que terminar.
Curso do Aaron Blaise: ainda falando em estudo de gestures, comprei o curso online Character Design, do Aaron Blaise, para ter mais suporte na hora de fazer meus exercícios. Não pretendo ir pelo caminho da criação de personagens, mas preciso de referências sólidas para melhorar meu traço. Mais para frente, pretendo escrever sobre a importância de ter uma base de conhecimento e o quanto vejo a falta disso, ultimamente.
Agosto é conhecido por ser um mês longo e cheio de infortúnios, que tal espantar um pouco desse desgosto estudando mais, não é mesmo? Em tempo: as imagens foram retiradas das páginas dos artistas linkadas aqui no post.
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