Trança 🍂
Dia dois/dela 🐚
Disse um velho orixá pra oxaláPra acreditarPra não temer, temer, temerDesses tempos verdadeirosTempos mausDisse um velho orixá pra oxaláPra acreditarPra não temer, temer, temerDesses tempos verdadeirosTempos mausDia 2 de fevereiroDia de IemanjáVá pra perto do marLeve mimos pra sereiaJanaína IemanjáPra perto do marLeve mimos pra sereiaJanaína IemanjáJanaína - Otto
Quase não deu, mas consegui fazer minha Iemanjá anual a tempo. Foi uma ilustração que começou muito bem no esboço, mas a pintura ficou tão errada, mas tão errada, que tive que partir novamente do zero, com a cabeça calma e reavaliando as decisões que eu precisava tomar.
Embora bata uma tristeza por "desperdiçar" material bom ("perdi" uma folha de papel Strathmore no processo), tudo é aprendizado e uma forma de reavaliar os nossos próprios caminhos. Mas depois que acertei o passo, a pintura fluiu como de costume.
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Arches fino 300g;
- Aquarelas White Nights;
- Pincéis Giotto;
- Aquarelas peroladas Sakura Koi;
- Marcadores Pentel.
Who says they don't cry? 🕸️
Eu preciso gostar muito de algo para decidir fazer uma fan art, pois sei que se o hype for grande, vai ter muita gente fazendo a mesma coisa, e isso pode atrair até mesmo pessoas que não vão se identificar com meus trabalhos regulares. Mas assim que vi as fotos promocionais e o clipe da nova música da Anitta, Boys Don't Cry, achei tudo tão perfeito, que foi quase impossível não querer ilustrar um dos looks inspirados na Lydia de Os Fantasmas Se Divertem. E lá fui eu, bem gotiquinha.
Gostei tanto das fotos que foi difícil escolher uma, mas acabei pegando como referência a que tinha uma iluminação muito bonita, misturando tons de azul e vermelho numa atmosfera bem surreal. E também coloquei meus melhores materiais para jogo, pois queria trabalhar bem a questão das nuances dos tons, a luz, a ilusão do tule no vestido. Para isso, usei papel 100% algodão e as maravilhosas aquarelas da White Nights, que fazem praticamente metade do serviço sozinhas.
E aqui o trabalho foi com manchas, usando o úmido sobre úmido, para criar essas camadas e contrastes usando somente dois tons de azul e dois de vermelho. O pouco de finalização extra que fiz foi no rosto, usando pastel seco para reforçar os valores, pois fica mais suave que o lápis de cor, e também marcadores nanquim nos olhos. 90% do trabalho foi resolvido só na aquarela, e fiquei bastante feliz com o resultado:
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Arches fino 300g;
- Aquarelas White Nights;
- Pincéis Keramik;
- Pastel seco Derwent;
- Marcadores Pentel.
Green Man 🌿
Materiais utilizados:
- Papel para aquarela Canson XL 300g;
- Aquarelas Van Gogh;
- Pincéis Keramik;
- Lápis de cor Faber-Castell;
- Marcadores Pentel.
Oxum ✨
De acordo com a tradição da Umbanda aqui do RS, 2022 será regido pela mãe Oxum, e resolvi prestar minha homenagem à orixá com uma aquarela em muitos tons de amarelo e dourado, chamando a riqueza que ela merece.
Embora o amarelo vivo não seja mais uma cor presente na minha paleta (vou escrever mais adiante como tenho definido minha paleta de cores pessoal) consegui utilizar o tom mais quente (amarelo cádmio) misturado a outras cores, que conferiram uma tonalidade geral mais próxima ao que uso, sem tirar a vibração que eu queria passar na pintura. Também aproveitei para colocar em prática ensinamentos que fazem toda a diferença no meu trabalho.
Fiz a marcação dos valores de forma diferente, colocando um fundo azul ultramar em toda a figura. Depois, fui construindo as camadas com uma mistura de azul ultramar e alizarin crimson, com alguns toques de sépia. Esse tipo de coloração para pele negra aprendi com a Sabrina Eras, que é construir a base em tons azulados e não com o marrom quente logo de cara. Fica muito mais natural.
A finalização também foi feita com o pastel seco, que fica mais sutil que o lápis de cor. Para as rosas, usei amarelo cádmio, ocre e laranja, para dar profundidade. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Canson XL;
- Aquarelas Van Gogh;
- Pastel Seco Derwent;
- Marcadores Pentel.
"Oxum é uma deusa das águas doces, e seu domínio é o amor, a beleza e a criação. Ela é um dos sete principais orixás e é homônima a um rio na África Ocidental. A lenda diz que Oxum é a fonte de poder de todos os outros orixás. Ela faz todas as coisas fluírem no universo, tanto pelo amor quanto pela força, e foi enviada pelos outros orixás para intervir diante de Ogum, o orixá das ferramentas e pai da civilização, que se cansou de criar e cessou a evolução do mundo. Oxum foi a única capaz de levantar o ânimo dele e de incentivá-lo a voltar a criar. Oxum também é a única deusa capaz de transmitir mensagens entre o mundo mortal e o Criador Supremo no paraíso." - Divinas Mulheres, de Ann Shen.