Lidiane Dutra
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Projetos

Versos Molecos #01


Olá pessoal!

Lembram que na semana passada eu recebi o caderninho do projeto Versos Molecos? Pois então, já botei a mão na massa e comecei a desenhar. Cada participante tem direito a quatro páginas frente e verso, não sei se usarei todas, mas pretendo fazer, no mínimo, duas ilustras. E a primeira já está pronta:


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Dicas Livros Materiais

The Book Depository: experiência de compra

Etiqueta, nota de compra e envelope da encomenda. A última foto mostra um pequeno rasgo, que eu interpretei como tentativa de violação da correspondência.
Olá pessoal!

O post de hoje vai ser um pouco diferente do que estou habituada a fazer, mas acredito que vale a pena falar das experiências de compra em sites internacionais, pois semanalmente recebo mensagens perguntando sobre lojas confiáveis e formas de pagamento.

A primeira vez que ouvi falar sobre o The Book Depository foi no blog da Melina Souza. É um site britânico com uma variedade enorme de livros, diários e cadernos, dentre outros itens, a preços muito convidativos. No dia 02 de maio, entrei para dar uma olhada e, em meio às pesquisas, me deparei com o Art Doodle Love: A Journal of Self-Discovery, de autoria da Dawn DeVries Sokol. Paguei US$ 12,32 (R$ 25,40 pelo câmbio do dia + impostos).

Vou fazer um post especial para falar dessa belezinha :)
Voltando ao site, o cadastro é bem simples e, alguns dias depois de finalizar a compra, o pedido já foi confirmado. Comprei através do cartão de crédito, mas também é possível utilizar PayPal. É importante saber um pouco de inglês para não preencher algo errado, ok? O livro chegou embalado num envelope de papel cartão bem grosso, estava intacto quando abri. Também recebi a nota de compra e um marcador de páginas fofinho. A única coisa que não gostei foi de um furo na parte de trás do envelope, que interpretei como tentativa de violação da correspondência (já aconteceu em outras ocasiões), o que nem é culpa do TBD. O saldo geral foi o seguinte:

Pedido feito em: 02/05
Aprovado em: 08/05 (demorou um pouco porque peguei um feriado internacional)
Postado em: 08/05
Entregue em: 04/06

Marcador de páginas
Resumindo, é um site bastante confiável e rápido na entrega, diferentemente do Society6 e Threadless (eternidade define esse último). Para quem deseja fazer compras internacionais, quer segurança e não tem paciência para esperar, recomendo. Eu, particularmente, nunca tive problemas nas compras realizadas pela internet, mas sempre pesquiso sobre a loja e tomo alguns cuidados, como manter o antivírus atualizado, vejo se aparece o cadeado de conexão segura e não preencho formulários antes de ler as políticas de privacidade. Todo cuidado é bem-vindo.

Abraços,
Lidiane :-)
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Projetos

6 on 6 Project - Junho

Olá pessoal!

Hoje é dia da segunda postagem do 6 on 6 Project. Para quem perdeu a primeira, clique aqui para conhecer. Já adianto que, logo após nossa iniciativa tomar forma, muitas outras nasceram no grupo Two Bee, e várias pessoas legais começaram projetos similares em seus blogs. Chega de conversa e vamos às fotos!

Frankie emoldurada por um filtro dos sonhos. 
Não é uma gracinha essa Hello Kitty usando óculos?!
Livros lidos em maio.
Uma cabeleira castanha nascendo na minha prancheta!
Mensageira da criatividade, sempre ajuda nas ilustras ;)
Adorei a filosofia de divas publicada na revista Glamour, recortei para me inspirar.
Que tal ver as fotos das outras participantes do projeto?
Bruna | Carol | Elisabete | Pauliane | Talita

Abraços,
Lidiane :-)
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Projetos

Meme: Conhecendo seu blog

Fonte
Olá pessoal!

Nunca respondi a um meme [sad face], lembro-me de ter sido indicada a um que não agradou muito, há algum tempo atrás. Mas hoje, vi este aqui no Two Bee, e a Bianca indicou todo mundo que ainda não respondeu. Falando em Two Bee, estou participando de um projeto muito legal desse blog e, em breve, vou contar tudo pra vocês. Então, vamos à sabatina:

1. Como escolheu o nome do seu blog?
Ao contrário de várias pessoas que já responderam a esse meme, este é meu primeiro e único blog. Ao longo dos anos, ele mudou de nome duas vezes. O primeiro foi Desenhar é Preciso, lá de 2010. Eu me inspirei na frase Navegar é preciso, viver não é preciso, do Fernando Pessoa. Apesar de gostar muito desse nome, quando comprei um domínio, decidi investir em algo que ficasse para a vida toda, por isso, rebatizei o blog com meu próprio nome.

2. Há quanto tempo tem seu blog?
Há três anos e dois meses.

3. Como você divulga seu blog?
Adoro redes sociais, considero como extensão principal do blog: Facebook, Twitter, Tumblr, mas mantenho também outros canais que, eventualmente, uso para divulgar coisas daqui.

4. Quais os assuntos que têm mais visualizações no seu blog?
Meus trabalhos com desenho e ilustração. Depois disso, dicas sobre livros e artistas.

5. O que motivou você a criar um blog?
Eu passava por um momento mega difícil no mestrado, não conseguia parar e escrever. E todos os prazos estavam se esgotando. Precisava perder o medo da página em branco então, numa bela manhã, criei o blog e fiz minha primeira postagem. O gelo estava quebrado! Mais tarde, quando os primeiros seguidores surgiram, decidi mostrar mais do meu trabalho com o desenho e de mim, e hoje tenho muito afeto pelo que construí graças a este espaço.

6. Você mora onde?
Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul.

7. Quais os seus objetivos com o blog?
Mostrar o meu trabalho com ilustração, compartilhar coisas das quais gosto, artistas que admiro e dar dicas úteis para quem curte desenho. Na minha opinião, guardar algo interessante só para si é burrice, pois é compartilhando que se aprende. E também objetivo conhecer pessoas que estejam em sintonia com essa filosofia de vida.

8. Quais blogs você visita frequentemente?
Vários! Não saberia nem citar um ou outro. Acompanho meus blogs preferidos pelo Blogger e também pelo Bloglovin, sempre que aparece uma novidade no meu feed, dou uma espiada.

9. O que te inspira a criar posts?
Ainda tenho uma ideia bastante romântica de blog, visto como um diário virtual, então minha rotina é o que me inspira. Os trabalhos que surgem na minha prancheta, novidades que chegam nas lojas virtuais, coisas que vi, li e gostei, projetos pessoais. Mas o que me dá ânimo para continuar postando é o fato de ter interlocutores, pessoas que me visitam e deixam seu carinho e suas críticas construtivas, que me fazem crescer a cada novidade compartilhada.

10. Qual a sua idade?
Vinte e poucos. :P

11. Além do blog, tem outra ocupação? Se sim, quais?
Sou professora por formação e atuo no Núcleo de Design e Diagramação da SEaD/FURG. Também trabalho como ilustradora freelancer.

12. O que mais gosta de fazer nos finais de semana?
Dormir, já que acordo cedo a semana toda hehehe. Também aproveito para ficar mais com o Antonio (nosso namoro nasceu junto com o blog, sabiam?), fazer faxina, ler, descansar... coisas de final de semana.

13. Gosta de café?
Vanilla da máquina de Nescafé e cappuccino da Livraria Vanguarda, por favor!

13. Pretende fazer algo em 2014 para o blog?
Ainda não tenho planos para o ano que vem, só espero continuar aprimorando o conteúdo (esse ano diversifiquei com projetos, mais dicas), talvez fazer tutoriais. Um dos assuntos mais procurados é como desenhar um filtro dos sonhos, quem sabe não começo por aí... e mostrar meu trabalho com o desenho e o amor que sinto por essa linguagem.

Indico para responder a esse meme todos aqueles que leram o post e sentiram vontade de fazer também! Adorei participar.

Abraços,
Lidiane :-)
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Dicas

Inspiração: Cabelos

Joana Pedrosa
Olá pessoal!

Hoje resolvi deixar uma inspiração muito legal para o final de semana: cabelos! Eu, particularmente, adoro desenhá-los: lisos, longos, crespos, esvoaçantes ou curtos, emoldurando o rosto das minhas figuras. Gosto do efeito que uma boa construção dos fios dá à composição. 

E como tudo relacionado ao desenho, é importante praticar e conhecer nosso objeto de estudo, seja através de fotos, observando as pessoas na rua, ou até mesmo nossa própria cabeleira. E na hora de colocar no papel, um imenso leque de possibilidades se abre. Trouxe algumas imagens, de artistas que aprecio, e como eles resolvem graficamente o que cada tipo de cabelo tem a oferecer:

Sarah Joncas e Laura Laine
Longos e Cacheados: os cabelos longos talvez sejam os mais fáceis para quem está começando a praticar. O interessante é deixá-los esvoaçantes, com movimento, para não "chapar" a figura e deixar com aquele aspecto de Monalisa. Já os cacheados ganham ares sofisticados com as mechas bem delineadas, efeitos de luz, sombra e volume definidos.

Xiaoxi (Nancy) Zhang e Chrissy Lau

















Médios e Curtos: observem como o cabelo emoldura o rosto da primeira figura, conferindo um aspecto elegante e dinâmico. Já o curtinho dá um toque de modernidade e descontração. Em ambos os casos, as mechas laterais indicam movimento.

Hayden Williams e Raquel Carrero
Crespos e Lisos: Cabelos crespos ou afros são um exercício para a mão e, através deles, vários conceitos podem ser trabalhados - textura, volume, proporção, luz e sombra. A ilustração de Hayden Williams é uma prova disso. Já o liso com volume de Raquel Carrero nos mostra as várias possibilidades do grafite e também foge do efeito "chapado" que pode ocorrer nessa situação.

Juliana Rabelo, Liz Clements e Fernanda Guedes
Alguns artistas preferem representar o cabelo como uma massa de cor (sem os fios aparentes), no caso da ilustração de Juliana Rabelo. Outros, porém, gostam do efeito "fio a fio", como na segunda imagem. É interessante também brincar com penteados: coques, rabos de cavalo e tranças, como a trabalhada por Fernanda Guedes.


Acima, alguns dos cabelos que gostei de trabalhar. Pretendo estudar melhor os crespos e voltar a colorir os fios. Lembro de uma época em que treinava todo o dia, sobrepondo os tons até conseguir o efeito desejado. No momento, estou com um esboço bastante interessante em mãos e quero dar o merecido acabamento aos fios.

Espero ter inspirado quem passa por aqui!

Abraços,
Lidiane :-)
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Livros Processo criativo

[WIP] Suspiro Sincrético #03




E chegou o frio! Hora de trabalhar por chocolate quente, de rabiscar enrolada no cobertor, mas sem parar a produção jamais. Fiquei na dúvida sobre o resultado dessa ilustra, vou pensar se a coloco no livro ou não.

Abraços,
Lidiane :-)
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Livros

Livro: Amigos Imaginários, de Fernanda Guedes


Olá pessoal!

Há quatro anos acompanho o trabalho da ilustradora Fernanda Guedes. Ela é, sem dúvida, uma grande inspiração para mim, tanto quanto profissional, como quanto blogueira, embora ela tenha desativado seu blog lindo e vencedor do Prêmio Top Blog #snif.

Em 2010, a Fernanda transformou uma série de ilustrações muito legais no livro Amigos Imaginários, lançado pela Editora DBA. É uma publicação única, misto de livro de artista e crônicas, e um dos raros casos nacionais com capa dura e jacket (sobrecapa). O formato dele lembra o próprio sketchbook que a ilustradora usou para fazer seu trabalho. Na foto abaixo, fiz uma comparação do Amigos com meu Moleskine 9 x 14 cm para vocês terem uma ideia do tamanho:


"Algumas pessoas colecionam selos. Outras, cachimbos, bengalas, corujas... eu gosto de pensar que sou uma colecionadora de gente." (Fernanda Guedes)

Cada página do livro conta a história de um amigo imaginário: um desenho, acompanhado por uma crônica. São rostos inspirados em fotos retiradas de sites como The Facehunter e The Sartorialist, que Fernanda adapta ao seu estilo único de traços finos e curvas sinuosas. O projeto gráfico também encanta: as crônicas são manuscritas pela própria ilustradora, o que nos dá a sensação de folhear um diário íntimo, rico em detalhes sobre a vida de cada uma daquelas pessoas.


Minha amiga imaginária favorita é a Elizaveta. A história dela e seus olhos marcantes me encantam muito. Mas confesso que reli o livro umas três vezes até eleger meus favoritos, pois todos são excelentes! Como fui uma pessoa com vários amigos imaginários, que me ajudaram a desenvolver a criatividade e excelentes histórias, acho louvável um projeto como este, uma verdadeira aula sobre processo criativo. Vou deixar o link para o vídeo no qual a Fernanda folheia os sketchbooks que deram origem ao livro:


Abraços,
Lidiane :-)
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Processo criativo

[Repost] A mão

Quando o dia das mães começa a se aproximar, é certo que uma postagem aqui do blog vai para o topo das mais acessadas. É A mão, feita em 19 de agosto de 2010. Resolvi compartilhar um cartão que fiz ainda no jardim de infância, pois no dia 20 seria a qualificação do meu projeto de dissertação e o tal cartãozinho foi o estopim para várias ideias que desenvolvi durante a pesquisa. Olhem ele aí, completinho:


Resolvi trazê-lo novamente para compartilhar um pouco do que pesquisei e as (in)conclusões tiradas a partir dessa imagem tão significativa. Vocês repararam que voltei a falar de pesquisa? Quem sabe eu me anime, né? Então, abaixo, vou transcrever o trecho que vem em seguida da mãozinha, na minha dissertação.

Imprimir a marca da mão em uma superfície, assim como nas cavernas de Santa Cruz, pode ser considerado um ato inaugural, como pontua Derdyk (1994, p. 158): “(...) na medida em que assinala a existência do homem como ser pensante, sabedor de si mesmo. Este gesto também está presente nas descobertas da criança, quando ela consegue relacionar o ato de pintar a mão com o de carimbar esta sobre algum suporte.”
Essa citação da autora, escrita em 1994, pode ser ilustrada por uma situação que ocorreu comigo na mesma época, durante o jardim de infância e que foi uma das responsáveis pela escolha do tema da dissertação, bem como uma série de outros fatores que me fizeram retornar ao desenho, e que está em estreita relação com o desejo atávico do ser humano de imprimir sua marca na natureza.
Em 1991, quando estava na pré-escola, a professora pediu uma tarefa recorrente até hoje nas classes: a confecção de um cartão comemorativo. O cartão em questão era para o dia das mães, e consistia em uma folha de papel A4 dobrada ao meio, com uma frase de parabéns, e a mão da criança como ilustração frontal. Na parte interna do cartão, a professora pediu para que cada uma assinasse, para mostrar às mães que as crianças já eram capazes de escrever o próprio nome.
Este cartão tão simples, que talvez por afeição ou qualquer outro motivo não foi descartado pela minha mãe, se tornou um dos principais pontos de referência da pesquisa. Ao perguntar para ela se havia guardado algum desenho da época de escola, a fim de reunir um corpus para ser analisado, me deparo com a imagem impressa desta mão tão pequena e significativa, e imediatamente lembro-me das pinturas rupestres e das imagens de Altamira, Lascaux e Santa Cruz, e da importância delas para a história da humanidade.
Para a minha história e para desvendar a necessidade que sinto em desenhar, nenhuma outra imagem poderia ser tão significativa como a mão impressa no papel, o ato inaugural de deixar uma marca no mundo e me reencontrar com todas essas questões 20 anos depois da confecção deste cartão.*

Me emocionei agora, durante muito tempo fiquei receosa de rever o que tinha escrito, mas hoje sinto muito orgulho de tudo que fiz, pois me reconectei com algo que hoje é minha profissão e ainda tive a sorte de saber que a oficina que ministrei foi replicada com grupos de professores. Muito amor.

Abraços,
Lidiane :-)
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