Inktober 2014: Semana 2
O mês de outubro já está praticamente na metade, e com ele o desafio Inktober. Vamos ao compilado do que aconteceu na semana passada.
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| Moleskine #37 |
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| Moleskine #38 |
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| Moleskine #39 |
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| Moleskine #40 |
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| Moleskine #41 |
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| Moleskine #42 + Selfless Portraits das Minas |
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| Moleskine #43 + Selfless Portraits das Minas |
Estou usando, basicamente, canetas e aquarela. Cheguei até a comprar algumas canetas Staedtler novas, para ter outras opções de ponta, e um conjunto de aquarela em pastilhas e pincel com reservatório que estou amando demais!
Abraços,
Lidiane :-)
Inktober 2014: Semana 1
Oi gente!
Estou firme e forte não sei até quando no Inktober 2014, e diariamente tenho postado nas redes sociais os resultados desse desafio. Tem sido muito bom desenhar todo o dia, tirar aquele tempinho com o sketchbook e as tintas que nem sempre é possível. Vejo agora que é uma questão de organização e vontade mesmo.
Segue um resumo de imagens da primeira semana, toda segunda-feira irei postar o compilado de produções da semana anterior. Alguns trabalhos ganharão também posts separados. :)
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| Moleskine #33 |
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| Moleskine #34 |
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| Moleskine #35 |
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| Moleskine #36 |
Já estou animada para fazer mais um desafio, talvez em dezembro ou janeiro. Quem se anima também? Para acompanhar os posts diários do Inktober, siga-me no Instagram.
Abraços,
Lidiane :-)
Nova Exposição: "Musas", na Mundo Moinho
Em 2012, tive a oportunidade de mostrar meu trabalho numa exposição modesta, mas que rendeu muitos frutos e teve ótima recepção. As Catrinas se mostraram excelentes cartões de visitas e, de lá pra cá, já produzi muitas outras peças e diversas inspirações surgem na minha prancheta a cada ano.
Agora, chegou a vez de reunir 30 musas que compõem o meu universo criativo, dentre elas Catrinas, piratas, feiticeiras e outras mulheres, em mais uma parceria com a Mundo Moinho Casa das Artes.
Musas é uma compilação de trabalhos pessoais e comissionados, da primeira Sugar Skull, de 2011, até A Face Oculta, última ilustração separada para este ano. A abertura acabou ficando para o dia 14 de outubro, meu aniversário de 30 anos!!! Será às 20h, na Mundo Moinho (Avenida Rheingantz, 105A, ao lado da Anhanguera) e já preparei um coquetel todo especial, ao estilo "gostosuras ou travessuras", como na exposição anterior. Acho que foi um dos pontos fortes, porque vi as pessoas se tornarem crianças novamente, diante dos docinhos rsrsrsrs.
Então, se você é de Rio Grande e região e quiser me presentear com a sua presença, ficarei muito feliz em recebê-lx. Todas as peças expostas serão prints lindos e em alta qualidade e estarão à venda. Também levarei postais e alguns caderninhos que comecei a produzir artesanalmente. Mais próximo ao evento divulgo preços e formas de pagamento.
Mas não é só isso! Ainda em outubro abrirei um novo curso de desenho, desta vez em nível básico, com aulas ministradas também na Mundo Moinho. Semana que vem libero mais informações sobre inscrições e ementa.
Quero agradecer a confiança da Andréia e do Bruno, da Mundo Moinho, e também o apoio de cada um que me acompanha e incentiva. :*
Abraços,
Lidiane :-)
Garota campestre
O trabalho de hoje surgiu mais como uma brincadeira no meu bloco de papel kraft do que como algo sério. Queria tentar fazer um rosto menos longilíneo e testar alguns "modelos" de olhos que tenho treinado, daí surgiu a figura campestre que mostrarei a seguir. Acima, com o cabelo pronto (utilizei lápis 3B Mars Lumograph, da Staedtler).
Aproveitei que estava lendo uma notícia sobre a moda das tatuagens metálicas e incorporei o acessório no pescoço nu da figura. As gotas me lembram coxinhas :D
Na hora de colorir a tiara de flores, decidi usar essa mini aquarela que ganhei há uns dois anos da minha baiana mais linda, Narinha (**muita saudade**), e incrivelmente o papel não enrugou tanto quanto eu achava. Percebi que meu problema com aquarela chama-se preguiça.
Finalizei as flores com lápis de cor comum, só para dar um acabamento na linha do grafite. E o resultado final ficou assim:
Estou adorando trabalhar com este papel kraft da Canson (linha de sketchbooks XL) pois, apesar de ser fininho, ele se comporta muito bem com tinta, caneta, lápis e aquarela (materiais que testei até o momento).
Abraços,
Lidiane :-)
[Blogagem coletiva] #stopthebeautymadness na vida e na arte
Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais.
Relutei bastante em escolher os temas propostos este mês no Rotaroots porque achei que nenhum se encaixava à temática do blog (já aconteceu outras vezes, mas acabo mudando de opinião). A inspiração só veio mesmo depois de ler o discurso feminista da Emma Watson, a opinião da Giza Souza sobre o Desafio Sem Make e este post da Lola, além de um desabafo da Melina sobre corpo alheio que, infelizmente, ela tirou do ar (antes que digam qualquer coisa, entendi perfeitamente o que ela quis passar).
Relutei bastante em escolher os temas propostos este mês no Rotaroots porque achei que nenhum se encaixava à temática do blog (já aconteceu outras vezes, mas acabo mudando de opinião). A inspiração só veio mesmo depois de ler o discurso feminista da Emma Watson, a opinião da Giza Souza sobre o Desafio Sem Make e este post da Lola, além de um desabafo da Melina sobre corpo alheio que, infelizmente, ela tirou do ar (antes que digam qualquer coisa, entendi perfeitamente o que ela quis passar).
Em 2012, juntamente com o querido Jeronimo Sanz, fiz uma série chamada Quatro Elementos e a última ilustração gerou alguns comentários capciosos. Sem terem sido indagadas sobre, algumas pessoas vieram até mim dizer que a figura tinha ficado feia e nariguda. Confesso que foi ali que acendi o sinal vermelho para muitas questões envolvendo minha arte. Gostaria de saber porque uma mulher com nariz fora do padrão não pode ser representada?
Sempre - desde as priscas eras da faculdade - recebi acusações por desenhar mulheres com "cara de boneca". Teve muita gente dizendo que nada do que eu desenhava valia a pena, pois qualquer um fazia. Isso me gerou um trauma de anos e uma difícil recuperação, do traço e da confiança.
Aos poucos, fui transformando minha maneira de ver a arte e as questões de gênero. O primeiro contato veio nas aulas de História da Arte (beijo, Ivana!), através dos trabalhos do grupo Guerrilla Girls. A Olímpia delas é emblemática:
Naquela época tudo era incipiente e eu estava mais para absorver o máximo de informação do que refletir sobre. Isso só aconteceu anos depois. O que tudo isso tem a ver com minha arte hoje e com a proposta do Stop the Beauty Madness, tema especial da blogagem de setembro, é que padrões de beleza existem desde os tempos mais remotos e nós, mulheres, estamos sujeitas a eles - infelizmente - na vida real e na arte.
Das mulheres com "cara de boneca" até a busca por identidade na minha arte, tenho feito um longo percurso. Posso ter começado através de estereótipos sim, como muitas outras meninas, mas o que desejo e me esforço é para colocar a figura feminina como protagonista de minhas obras. Escolher outras formas de representar essa mulher, em todos os seus matizes (branca, negra, magra, gorda, loira, ruiva, índia, cis, hétero, gay, trans*...) é algo que tem sido construído no meu repertório, com a ajuda de grupos como o Selfless Portraits das Mina, retratos comissionados de gurias reais e vontade de aprender. E isso precisa partir de mim, não de alguém disposto a apontar o dedo para o que faço, deliberadamente.
Então, convido a todxs que chegaram até aqui a parar de criticar absurdamente a arte feita por mulheres, já que os padrões seguidos há muito tempo são ditados por uma sociedade machista e patriarcal, que nos mede, nos pesa e diz o quanto valemos. Que decide se entraremos em museus como telas, meras passantes ou produtoras de arte. Essa desconstrução virá de nós, para nós. E cada uma, no seu tempo, encontrará espaço para fazer mulheres com todas as caras e corpos. De boneca ou não.
E antes que alguém venha aqui dizer "ai, mas teu texto está contraditório, porque se te diziam para parar de fazer mulher com 'cara de boneca' e tu acabou chegando a essa conclusão, eles estavam certos...", pare, agora. Porque 99,9% daquelas pessoas que me diziam isso, o faziam no intuito de que eu parasse de desenhar do meu jeito, para fazê-lo do jeito delas. Aí reside o x da questão, pois novamente é um padrão que se estabelece. E decidir como representarei minhas mulheres diz respeito a mim e às minhas referências. Daí a importância da desconstrução interna desses estereótipos impostos desde sempre. Ok?! ;)
Abraços,
Lidiane :-)
Aos poucos, fui transformando minha maneira de ver a arte e as questões de gênero. O primeiro contato veio nas aulas de História da Arte (beijo, Ivana!), através dos trabalhos do grupo Guerrilla Girls. A Olímpia delas é emblemática:
Naquela época tudo era incipiente e eu estava mais para absorver o máximo de informação do que refletir sobre. Isso só aconteceu anos depois. O que tudo isso tem a ver com minha arte hoje e com a proposta do Stop the Beauty Madness, tema especial da blogagem de setembro, é que padrões de beleza existem desde os tempos mais remotos e nós, mulheres, estamos sujeitas a eles - infelizmente - na vida real e na arte.
Das mulheres com "cara de boneca" até a busca por identidade na minha arte, tenho feito um longo percurso. Posso ter começado através de estereótipos sim, como muitas outras meninas, mas o que desejo e me esforço é para colocar a figura feminina como protagonista de minhas obras. Escolher outras formas de representar essa mulher, em todos os seus matizes (branca, negra, magra, gorda, loira, ruiva, índia, cis, hétero, gay, trans*...) é algo que tem sido construído no meu repertório, com a ajuda de grupos como o Selfless Portraits das Mina, retratos comissionados de gurias reais e vontade de aprender. E isso precisa partir de mim, não de alguém disposto a apontar o dedo para o que faço, deliberadamente.
Então, convido a todxs que chegaram até aqui a parar de criticar absurdamente a arte feita por mulheres, já que os padrões seguidos há muito tempo são ditados por uma sociedade machista e patriarcal, que nos mede, nos pesa e diz o quanto valemos. Que decide se entraremos em museus como telas, meras passantes ou produtoras de arte. Essa desconstrução virá de nós, para nós. E cada uma, no seu tempo, encontrará espaço para fazer mulheres com todas as caras e corpos. De boneca ou não.
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| Vai ter mulher de todo tipo e, se reclamar, vai ter mais. |
Abraços,
Lidiane :-)
Leilani Joy e seu processo criativo
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| Fonte: Leilani Joy |
Eu cresci profissionalmente com opiniões bastante antagônicas a respeito do uso de referências, com professores a favor e outros contra mas, ao assistir os vídeos da Leilani, consegui perceber que o importante é o melhor para mim, o que me deixa confortável e me dá suporte suficiente para executar um trabalho, de acordo com tudo o que pensei.
Com ela, aprendi a fazer thumbnails (miniaturas) para testar posições/expressões, a fazer teste de cores, a criar um painel semântico, a me debruçar sobre os esboços e ver o que funcionava ou não. Enfim, recomendo fortemente que você assista e se inspire com as pinturas e a performance da Leilani.
Abraços,
Lidiane :-)
Sketchbookinho
Registro feito no meu sketchbookinho, foi o primeiro rabisco feito por lá, mas não cheguei a mostrá-lo inteirinho. Fiz numa época bem difícil, com muito chorume escorrendo no feed. Porém, parece que os ânimos se acalmaram, e tenho visto ótimas iniciativas brotando via Facebook. E é assim que tem que ser, minha gente. Precisamos usar as redes sociais a nosso favor positivamente, e não para disseminar ódio e preconceitos.
Falando em Face, ontem minha página chegou às 1000 curtidas e estou muito, mas muito feliz. Fiquei igualmente feliz com os primeiros 10, 100 likes, e acredito estar colhendo os frutos de um trabalho feito com todo amor. Sempre que penso numa postagem, quero que ela não só seja lida e compartilhada, mas que quem a viu sinta-se tocado e motivado a produzir belezuras em sua vida. Muito obrigada, de todo coração, a cada pessoa do outro lado da tela, que gosta e acompanha o que faço.
Abraços,
Lidiane :-)
#ilustraday setembro: musas
Ilustraday é um projeto criado pela Camila Rech para reunir várias ilustradoras da blogosfera, que publicam todo dia 15 de cada mês ilustras relacionadas a um tema. O deste mês é musas.
Como eu fui adicionada ao grupo pela Ju hoje de manhã (obrigada, sua linda!), tive que pensar rápido em quem desenhar. Primeiro veio a musa-mor Jolie, mas a Chell já havia feito sua homenagem diva, então busquei inspiração numa personagem que amo e que é muito musa, para mim:
Dra. Pamela Lillian Isley, aka Hera Venenosa. Não me demorei demais nos detalhes, para conseguir postar no dia, mas mesmo assim curti o resultado. Acho que preciso me desafiar mais em relação ao tempo, geralmente demoro dias para fazer uma ilustração.
Acima, o esboço ultra rápido/sujo/amassado. Material utilizado: canetinhas de várias espessuras, caneta gel e lápis de cor. Mês que vem, prometo caprichar na ilustra. Para conferir outros trabalhos, acesse a página do Ilustraday no Facebook.
Abraços,
Lidiane :-)
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