Papel para técnicas mistas da Hahnemühle
Um dos itens da minha wishlist de aniversário era o papel com fibra de bambu, para técnicas mistas, da Hahnemühle. Como o bloco A4 estava muito caro e eu ainda não sabia se realmente valia a pena, resolvi comprar o mini bloco 8cm x 10,5cm e agora conto um pouco das minhas impressões.
Este papel tem gramatura de 265g e é ideal para aquarela, tinta acrílica e pastel (seco ou oleoso). Possui 90% de sua composição de fibra de bambu, e os outros 10% de algodão, além de ser acid free. Notem que, em comparação à caneta, o bloco é bem pequeno mesmo. Apesar de ter me decepcionado com isso no começo, depois vi que era o tamanho ideal para testes e para vender originais a um preço mais convidativo.
Utilizei aquarelas e marcadores neste primeiro experimento, e gostei do resultado. O papel praticamente não enruga, nem transfere para o verso da folha. Tem uma textura muito bonita, sem ser rugoso demais (achei similar ao Montval, que comprei na mesma leva).
Em resumo, a relação custo-benefício para quem trabalha com aquarela, principalmente, é bastante interessante, pois é um papel mais barato, mas com uma qualidade tão boa ou superior do que a maioria das linhas universitárias. Além de ser fabricado com um material que não agride o meio ambiente.
Essa pequena ilustração está à venda por apenas R$ 10,00 + envio! Quem tiver interesse, é só mandar um e-mail para lidiane@lidydutra.com.
Sketchbook Kraft Papel Pitanga
Oi gente! Hoje vou mostrar essa coisa marlinda da vida, que é o sketchbook kraft da Papel Pitanga, marca de cadernos artesanais da Isabella Pessoa. Antes de falar do caderno em si, quero registrar o carinho e a preocupação da Isabella, desde o momento da encomenda até a entrega (e nosso desapontamento mútuo com a falta de cuidado dos Correios com materiais frágeis).
Escolhi o sketchbook tamanho A5, pois considero que este é o ideal para as minhas necessidades, com detalhes em vermelho, que dá um contraste lindo com o kraft. Logo que vi, já customizei a capa com um postal, e essas fitas fofas que vieram junto. #mandatapes
O caderno tem abertura em 180º, o que permite trabalhar tranquilamente sem se preocupar com dobras e folhas que não ficam no lugar. O papel kraft em si tem uma gramatura e cor muito boas. Estou acostumada a usar o da Canson, que é bem mais fino e claro, e enruga facilmente. Porém, este se mostrou bastante resistente e oferece um meio-tom excelente para coloração de pele.
Detalhes do papel e das costuras. Fiquei muito impressionada com os acabamentos, pois é natural que um caderno artesanal apresente pequenas imperfeições, faz parte do processo. Mas o Papel Pitanga é impecável, as páginas são milimetricamente cortadas, as costuras não têm fios soltos, tudo fica no lugar. Gente, que gosto ter um material assim, sério. É só amor! ♥
Alguns dos desenhos que fiz até o momento. Esse papel se comportou muito bem com grafite, marcadores e tinta, quase não transferiu para o verso da folha. Como já disse em outras ocasiões, eu não costumo usar o avesso da página, logo, se vazar tinta, tudo bem. Mas para quem usa e se importa com esse detalhe, procure ficar nos materiais mais secos, e se quiser se arriscar em técnicas que exigem água ou pigmentos fortes, use um papel adequado, com gramatura superior a 300g.
Além do caderno que encomendei, a Isabella mandou, juntamente com as fitas, esse lindo journal com costura verde, folhas em papel reciclado e bordas arredondadas. Pretendo usá-lo para projetos e desafios de desenho.
Quem quiser encomendar o seu Papel Pitanga, visite o blog da Isabella, que também faz ilustrações lindas, e o Instagram da marca.
Quem quiser encomendar o seu Papel Pitanga, visite o blog da Isabella, que também faz ilustrações lindas, e o Instagram da marca.
Frida Kahlo
Quem me segue no Snapchat (lidydutra) e no Instagram, pode acompanhar o passo-a-passo dessa ilustração, através de uma série de videozinhos que, infelizmente, para algumas pessoas ficaram cortados.
Abaixo, a ilustração finalizada. Gostei muito de trabalhar com esses lápis, são muito intensos e eu nem precisei mexer nas cores no Photoshop. Quis deixar mais natural para que vocês percebam o quanto o grafite é amor e uma solução para aqueles tempos de bloqueio criativo que, de vez em quando, aparecem. Sobre a concepção da ilustra, apenas uma vontade muito grande de representar a Fridoca.
Materiais utilizados:
- Lápis grafite Conté à Paris 6B, Bruynzeel Sakura 5B, Royal & Langnickel 2B e aquarelável;
- Esfuminho;
- Caneta nanquim para detalhes dos cílios;
- Caneta Posca dourada e branca para pequenos detalhes.
Essa ilustração original (tamanho A4) está à venda, interessados podem mandar um e-mail para lidiane@lidydutra.com.
Mesa de luz artesanal
Olá pessoal!
Resolvi deixar a preguiça de lado e reativar meu canal no YouTube. Pretendo fazer alguns speed paintings e resenhas de materiais por lá. Para começar, mostrei minha mesa de luz, que é artesanal e já me acompanha há quatro anos.
Mesas de luz são equipamentos essenciais para quem ilustra, porém, o investimento é bastante salgado: em torno de R$ 500,00 a R$ 700,00, dependendo do tipo que você quer (lâmpada ou LED). Porém, com menos de R$ 100,00 é possível ter algo consistente para trabalhar, usando itens que encontramos em qualquer loja de materiais elétricos/marcenaria. Aperte o play!
Especificações da minha mesa:
- Caixa de MDF branco (ideal para rebater a luz) feita na marcenaria;
- Dimensões: 33cm x 24,5cm x 8,5cm (A4);
- Canaleta para encaixe do vidro: 1cm;
- Vidro fosco (para basculante de banheiro/cozinha) medindo 33cm x 22,7cm;
- Alimentação via carregador e plugue de celular, com fita de LED 12v branca (encontrada no Mercado Livre e instalação feita pelo eletricista).
Sobre a fita de LED, você pode comprar mais de 1 metro e usar para outras coisas na sua casa, pois vale o investimento. E se você manja dos paranauês de marcenaria e elétrica, melhor ainda, mas esse tipo de serviço é bastante simples e não costuma ser caro.
Detalhes da mesa para referência:
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| A última foto foi tirada com todas as luzes apagadas. Percebam que a mesa entrega bastante luminosidade para a cópia do desenho. Papéis utilizados no teste com gramaturas entre 90g e 300g. |
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| Fita de LED apagada/acesa. Você pode optar também por colocá-la em toda a volta da mesa, ou um pedaço de 5cm em cada lado (meu caso). |
Como disse no vídeo, essa foi a minha solução (nossa, na verdade, pois foi presente do namô) para a mesa de luz. Se você conhece outro modo de fazer ou quiser arriscar de um jeito diferente, se joga! Em tempos de crise, toda solução criativa é válida. Espero que tenham curtido o vídeo, perdoem os enquadramentos e a edição tosca, prometo melhorar.
Links bacanas #2
Oi gente!
Vamos aos links mais bacanas que encontrei pela blogosfera nas últimas semanas. Tem muita coisa linda, de reflexões sobre cópia até financiamento de livro para colorir de uma das ilustradoras mais fantásticas do Brasil.
1. A Ju Rabelo continuou com a discussão sobre cópia na arte, dessa vez falando sobre sua importância para o estudo do desenho;
2. A Ana Blue deu dicas para quem quer começar a desenhar;
3. A Mary Cagnin fez um vídeo muito legal com dicas para superar o bloqueio criativo (e ela também está com blog novo);
4. A Michelli mostrou o trabalho da incrível Jackie Huang;
5. A Juliana Fiorese fez uma resenha do livro A Menina Submersa e, de quebra, disponibilizou uma arte linda para download;
6. A Bia Reys ensinou a fazer paletas para aquarela que nos ajudam a combinar cores;
7. A Fernanda Guedes lançou, no Catarse, o projeto do seu livro para colorir e deu início ao movimento Artistas da Cor.
2. A Ana Blue deu dicas para quem quer começar a desenhar;
3. A Mary Cagnin fez um vídeo muito legal com dicas para superar o bloqueio criativo (e ela também está com blog novo);
4. A Michelli mostrou o trabalho da incrível Jackie Huang;
5. A Juliana Fiorese fez uma resenha do livro A Menina Submersa e, de quebra, disponibilizou uma arte linda para download;
6. A Bia Reys ensinou a fazer paletas para aquarela que nos ajudam a combinar cores;
7. A Fernanda Guedes lançou, no Catarse, o projeto do seu livro para colorir e deu início ao movimento Artistas da Cor.
Abraços,
Lidiane
Na prancheta #5
Tudo o que estava na prancheta do mês passado, permanece lá. Mas, mesmo assim, resolvi pôr em prática coisas que vinham rondando a minha cabeça, e deixar as ideias fluírem naturalmente no papel.
Meus rascunhos costumam ser muito hachurados, riscados, apagados, sobrepostos... acho que isso faz parte da nossa marca gráfica, das pegadas que deixamos no caminho até a decisão final. Daí a importância de ver esses registros não como feios, tortos ou indecisos, mas como parte do nosso aprendizado.
Esse último esboço, que também abre o post, foi resgatado dos meus arquivos antigos. Eu tinha a maioria da figura pronta, e como dou muita atenção aos retratos, resolvi que era um bom momento para retomá-la. Estou curtindo o processo, acredito que coisas muito boas estão reservadas a esta mocinha.
No sketchbook #2
No finalzinho de julho mostrei meu novo sketchbook, e confesso que ele é o grande responsável pela melhora da compreensão do meu próprio processo criativo. Nele faço anotações, rabiscos, testes, e ainda fico com um arquivo precioso de todos esses dados.
Durante o #agostodoartista, vocês puderam acompanhar, quase diariamente, minhas produções e, desde que o desafio encerrou, continuei a todo vapor com exercícios diários. Vamos ver?
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| Teste de grafite azul. |
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| Estudos para uma ilustração e anotações. |
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| Estudo para trabalho comissionado. |
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| Estudo para corvos. Preciso treinar muito. |
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| Esboço de fan art feito a partir da observação de uma das ilustrações da Selenada. |
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| Um barbudo! Ainda quero finalizar esse estudo com grafite e deixar a barba bem tentacular, ao estilo Davy Jones. |
Mês que vem mostro mais estudos, quem sabe ainda esse ano consiga finalizar esse sketchbook. Pretendo fazer posts semelhantes ao na prancheta, assim fica mais fácil acompanhar o que estou produzindo.
Minhas inspirações - setembro
Setembro chegou, daqui a pouco o inverno dá espaço à primavera, por uma graça divina não aguento mais, e esse tempo de renovação e florescer inspira conhecer novos artistas, ou até mesmo saber o nome daquela ilustradora que sempre aparece na time line, mas que as pessoas insistem em não creditar. Para esse mês, separei três mulheres incríveis para você curtir, acompanhar e se encantar um pouco com tantos trabalhos excelentes. Vamos lá!
Ulyana Selene Regener (Selenada): descobri essa artista por acaso, no Pinterest, e me apaixonei por seus retratos de tirar o fôlego, e que já vi várias vezes sem referência por aí. Vamos se ligar, né gente? Ulyana é uma artista plástica suíça, com um dos estilos mais característicos que já vi em pintura digital. Seu Deviant é cheio de ilustrações de cair o queixo e nenhum detalhe passa despercebido, como em Sister Of The Night (acima), na qual a harmonia entre a face e os cristais das joias dão um toque de realismo impressionante.
Sabrina Bezerra: ilustradora brasileira que dá grande ênfase à figura feminina, trabalhando basicamente com nanquim e aquarela. O traço da Sabrina é muito limpo e simples, porém marcante. Gosto muito das linhas do cabelo e dos detalhes em vermelho que ela coloca nas mãos e rosto.
Rose Ellen Swenson: mais uma ilustradora que conheci pelo Instagram (aliás, uma ótima maneira de seguir pessoas legais é ver quem seus artistas favoritos seguem), cujo trabalho é marcado pelas linhas sinuosas e figuras extremamente expressivas. A Rose trabalha com nanquim, marcadores, aquarela e se tornou meu objeto de estudo por causa da construção dos cabelos e das flores.
Clique no nome das artistas para acompanhar seus trabalhos e ajudar na sua divulgação. Mês que vem eu trago mais três inspirações, e se você tiver alguém para indicar, é só deixar nos comentários.
Clique no nome das artistas para acompanhar seus trabalhos e ajudar na sua divulgação. Mês que vem eu trago mais três inspirações, e se você tiver alguém para indicar, é só deixar nos comentários.
Abraços,
Lidiane ;-)
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