Lidiane Dutra
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Processo criativo Projetos

Inktober 2016 | Semana 03


E o Inktober 2016 está chegando ao final. A próxima semana será também a última do desafio, e estou tão tranquila que mal consigo acreditar que tudo deu certo, até o momento, e consegui cumprir meu cronograma. Falarei sobre essa experiência na última postagem, que será na segunda-feira, 31 de outubro, ao invés de sábado. Fique ligado! Enquanto isso, aqui está o resumo de 16 a 22/10:

16/10
17/10
18/10
19/10
20/10
21/10
22/10
Para acompanhar os posts em tempo real, basta me seguir no Instagram, Facebook, Twitter ou Tumblr, publico simultaneamente nessas redes todos os dias, a partir das 18h. E, na segunda-feira de Halloween, às 20h, sairá o resumo final do Inktober 2016.
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Processo criativo Projetos

Inktober 2016 | Semana 02


A segunda semana de Inktober passou voando e foi bastante especial para mim, por causa do meu aniversário, na sexta. É claro que eu precisava desenhar uma Catrina para comemorar a data hehe. Tem muita gente me perguntando duas coisas, e vou aproveitar esse post para tirar essas dúvidas.

A primeira é: como estou conseguindo seguir o desafio sem falhar um dia, e a resposta é que, desde o ano passado, eu me adianto e produzo dois, três trabalhos numa única vez. Muita gente faz isso para se organizar quanto às postagens nas redes sociais. A segunda é: o que tem dentro da caixinha rosa que aparece em todas as fotos? Na realidade, é um adereço da minha Monster High Skelita Calaveras, uma mala de viagem em formato de caixão, e não tem nada dentro, não.


Já vou aproveitar para responder a uma terceira pergunta: sim, este mês aqui no blog terá só Inktober, mesmo. Eu não conseguiria fazer outros posts com a mesma qualidade que prezo, por isso, me detive aos resumos semanais do desafio. Então, vamos à segunda semana!

09/10
10/10
11/10
12/10
13/10
♥ 14/10 ♥
15/10
Para acompanhar os posts em tempo real, basta me seguir no Instagram, Facebook, Twitter ou Tumblr, publico simultaneamente nessas redes todos os dias, a partir das 18h. E, aos sábados, tem o resumo aqui no blog.
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Processo criativo Projetos

Inktober 2016 | Semana 01


A primeira semana do Inktober já passou e eu estou adorando ver o trabalho de vários artistas. Senti que esse ano o pessoal se puxou, embarcou nas listas e desafios e tem feito coisas maravilhosas. Em compensação, vi algumas cópias por aí também... #estamosdeolho. Enfim, esse é o resumo da minha participação entre os dias 01 e 08 de outubro:

01/10
02/10
03/10
04/10
05/10
06/10
07/10
08/10
Os materiais utilizados foram os mesmos que falei neste post. Vou manter esse ritmo de trabalho até o final do desafio. Quem quiser acompanhar tudo em tempo real, é só me seguir no Instagram, Facebook, Twitter e Tumblr. Os posts saem simultaneamente nessas redes, sempre a partir das 18h. Por aqui, o resumo semanal é aos sábados.
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Processo criativo Projetos

Vai ter Inktober!


Sim, vai ter Inktober! Já separei um Moleskine especialmente para o desafio (foi presente de uma professora muito querida e sempre tive dó de usar) e, apesar de não seguir nenhuma lista pronta, coletei algumas imagens de referência pra não me perder ao longo do caminho. 

Meu tema de sempre será, óbvio, as mulheres, e elas aparecerão, ao longo dos dias de outubro, bem poderosas, trevosas e cheias de atitude. Trabalharei, basicamente, com meus marcadores Copic, Posca e Faber-Castell. Não usarei aquarela, pois as páginas do sketchbook não suportam água.

Os posts sairão sempre em torno de 18h simultaneamente no Instagram, Facebook, Twitter e Tumblr e, aqui no blog, farei um compilado semanal todo o sábado, com as produções do período. Lá no Delirium Nerd expliquei um pouco sobre como funciona o Inktober, para quem quiser participar. 
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Portfólio

Thomasin 🎃 Em clima de Halloween


Outubro mexe comigo, já falei diversas vezes e, talvez, seja a proximidade dele que, ao invés de me jogar para o inferno astral, esteja me ajudando a setorizar mais a vida. Por exemplo: consigo ver com mais clareza meus estudos, voltei a escrever, a produzir e, principalmente, a me motivar. Entendo que, para chegar no "lá", é preciso um "aqui", e ele só vai se construir se eu parar de reclamar e fazer  alguma coisa concreta (créditos para o Antonio).

Tenho estudado fundamentos, lido e aplicado esse conhecimento aos materiais que eu utilizava com mais frequência antes do curso da Sabrina, que está com vagas abertas para o último módulo. Interessados podem mandar um e-mail para samesjc@gmail.com. Um dos meus materiais preferidos sempre foi o lápis de cor mas, como toda boa megalomaníaca, eu comprava estojos de 49875483975 cores e queria usar todas de uma vez. O resultado era um carnaval, no pior sentido. Hoje tenho consciência disso. Plena.

Entender os valores, reduzir o número de materiais, a paleta de cores e trabalhar em camadas foi o desafio que me propus para essa ilustra. Eu tinha, no mínimo, 70 lápis à minha disposição, mas trabalhei com uns 8, no total. E três canetas. Foi fácil? FOI! Por quê? POR CAUSA DOS FUNDAMENTOS!  Quando você entende o que está fazendo, fica tudo muito mais claro. E é tão incrível esse processo de descoberta. Não que eu não entendesse o que fazia antes, mas eu não conseguia destravar, não ia pra frente, nem pro lado, mas muitas vezes para trás. Mentoria é tudo na vida, e já desenvolvi uma nova datação: Antes de Sabrina e Depois de Sabrina (AS/DS). 



Como de costume, usei uma foto para referência, só que desta vez procurei prestar muito mais atenção nas áreas de luz e sombra, ser fiel a isso (não quer dizer ser idêntico). Comecei toda a marcação com o lápis lilás e, quando joguei o ocre por cima, a cor saltou. Depois trabalhei com um bege rosado e marrom caramelo, e fui construindo camadas de cor, da mesma maneira que se constrói as camadas de transparência na aquarela.

Conforme eu colocava os detalhes dos olhos e definia as áreas mais claras, fazia a correção onde precisava. A pressão que coloquei no lápis foi mínima, justamente para poder construir esse rosto com volume. Se eu tivesse pesado a mão logo no início, dificilmente conseguiria alterar ou inserir mais um pouco de cor. Essa leveza na primeira camada ficou bem evidente com o cabelo. Geralmente, eu começo pela marcação do fio, mais escuro, e abro luz com o traço. Para essa ilustra, fiz uma base amarela que, conforme era adicionado marrom, ficou luminosa de maneira mais natural.


O truque que uso para saber se os valores estão corretos é tirar uma foto em preto e branco. Se falta valor, vai ficar tudo no mesmo tom. Se o contraste aparecer, é porque estou no caminho certo. Mais uma vez, repito: se você aprende os fundamentos, é capaz de trabalhar com qualquer material. Tudo o que coloquei em prática usando lápis de cor, aprendi com aquarela, algo totalmente diferente. 

Assim que eu finalizei a figura nua, achei que mesmo com todos os valores corretos, estava faltando algo pra dar mais contraste àquela pele tão perfeitinha. Foi aí que coloquei algumas sardas e fios de cabelo soltos, e tudo já ficou com outra cara. Mesmo assim, ainda faltava algo. Foi daí que tive a ideia arriscada de contrastar pesado, no caso, com a blusa e coleirinha pretas. De repente, a mocinha com cara de inocente ficou gótica, deusa, louca e feiticeira. Gosto assim! 
Materiais utilizados
- Papel Canson Layout 180g;
- Lápis de cor Polycolor;
- Marcadores Copic.


Resolvi batizá-la de Thomasin por causa do filme A Bruxa (amo!) e colocá-la no header do blog e na loja, porque fiquei bem contente, apesar dos mixed feelings recorrentes em relação a tudo o que faço. Já estou no clima de Halloween, me segura que vai ter Inktober trevoso também. E para acompanhar meus trabalhos, é só acessar:

Facebook | Instagram | Twitter | Tumblr | Behance | Lojinha
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Processo criativo

No meu feed - ago/set 2016 | @lidydutra


Essa é mais uma tentativa de juntar meu feed do Instagram e outras redes sociais aqui no blog e comentar, com um pouco mais de profundidade, as coisas que faço por aí e que, não necessariamente, resultam em projetos ou ilustras finalizadas. São estudos, compartilhamentos, querências, dentre outros assuntos que - acredito - merecem um registro "definitivo". 

A imagem que abre essa postagem é a primeira folha do meu sketchbook para aquarela da Papel Pitanga, marca da querida Isabella Pessoa. Tenho usado ele direto nos meus estudos, e a ilustra foi baseada numa foto da Chelsea Flower Crowns, com supervisão do meu chororô pela própria Bella, que ficou dando dicas para desentortar olhos, abaixar valores, etc.


A Mary Cagnin teve seu projeto Black Silence, uma HQ de ficção científica, totalmente financiado pelo Catarse e eu sou uma das orgulhosas apoiadoras. Essa é a minha fanart da Comandante Ubuntu, personagem principal da história.



Dois estudos baseados em  Alphonse Mucha. Tenho um livro da Editora Criativo com vários sketches de figura feminina desse artista, ótimos para aprender gestual, expressões, caimento do tecido no corpo, além de enriquecer o repertório visual. Estudar os mestres e mestras do passado é tão importante quanto seguir aquele ilustrador maneiro no Insta, até mesmo porque as pessoas que admiramos hoje também buscam as suas referências no ontem. Detalhe para o nariz com calombinho muito amor.


Um dos primeiros testes desse estudo aqui, sobre valores, que não deu certo. Ficou péssimo, de verdade. Além de não conseguir deixar a pele com um tom natural (exagerei no dioxazine e no vermelho), ainda errei feio, errei rude no uso do marcador branco para abrir luz. Mas valeu o aprendizado, depois consegui chegar no resultado pretendido.



Aqui são duas imagens publicadas no Tumblr, amor verdadeiro, amor eterno no quesito qualidade da foto. A primeira, é uma citação que norteou toda a pesquisa de mestrado, e que sempre retorna para minha vida nesses momentos de questionamento do que faço. Acho linda, poética e verdadeira. Já a segunda é a capa do livro Sketching from the imagination, auto-presente que me dei. É um compilado maravilhoso de esboços de vários artistas, com comentários a respeito dos estudos e do ato de cultivar um sketchbook. Tenho degustado aos poucos, pretendo falar dele algum dia por aqui. Consegui retomar o ritmo de leitura após A Arte de Pedir, da Amanda Palmer (que também ganhará resenha).



Mais estudos de aquarela. Ainda sobre valores, fiz um desenho despretensioso somente com sépia, que saiu melhor e mais fresco do que todos os trabalhos finalizados dos últimos quatro anos hahaha. Gostei tanto que insisti na figura (tenho curtido muito fazer o mesmo tema de várias maneiras) e finalmente consegui utilizar dioxazine na pele sem ficar uma cor esquisita. O segredo é "sujar" a cor pura, até chegar num cinza ótico (Santa Sabrina!). Faltou valor, mas é um começo, minha maior frustração é não conseguir trazer para a figura humana tudo o que tenho aprendido em aquarela. Mas agora, vai... Posso mostrar outras imagens do processo, se for de interesse da audiência.


Por fim, uma grata surpresa que tive semana passada. A Laís, do canal Turch3se, me entrevistou por e-mail, e o resultado é o vídeo acima. Fiquei muito feliz com todo o carinho que ela colocou em sua fala e na produção do material. Significa muito para mim ser lembrada assim, pelo trabalho que semeio na internet há mais de seis anos, e ver que encorajo e inspiro outras pessoas. É uma responsabilidade enorme, que não dou conta, mas também uma alegria infinita.

Quem quiser ver todos esses trabalhos em tempo real, é só me seguir no Instagram, Facebook e no Tumblr, principalmente. Ou em qualquer outra rede social listada aqui na barra lateral, sou facilmente encontrada pelo meu username: lidydutra.
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Dicas

Links bacanas #14

Imagem via.
Este é um daqueles posts para salvar na sua aba de favoritos e consultar sempre que precisar. Trago verdades uma seleção de bancos de imagens com referências para estudar anatomia. Vem comigo!

- Posespace
- Female Anatomy for Artists
- Referências visuais para artistas
- Senshistock
- Twilitemuse
- Reine-haru
- Sketch Daily
- Faestock
- Nappy
- Croquis Cafe
- Unsplash
- 16 bancos de imagem gratuitos

Vale lembrar que o stock do DeviantArt é ótimo como um todo, aqui selecionei os que eu uso com mais frequência. Apesar do Pinterest ser um mar de inspirações, a grande maioria das imagens ali são protegidas por direitos autorais. O legal desses bancos é que você pode verificar o tipo de licença antes de fazer download da foto, muitas já são de uso livre.

Se você conhece algum banco de imagens legal, deixe o link nos comentários, assim é possível ajudar mais gente e formar uma biblioteca bem maravilhosa.
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Processo criativo

Trabalhando valores


Um dos pontos mais estudados no curso da Sabrina (vocês vão ter que me aguentar falando sobre isso) são os valores da pintura. O que é valor? Não é algo relacionado ao preço da obra, mas sim àquilo que dará o contraste e definirá as formas do seu trabalho. Quanto mais luz, maior o valor; quanto menos luz, menor o valor.

De acordo com James Gourney, no seu livro Color and Ligh: a guide for the realist painter, o valor (value) é uma das dimensões propostas por Albert Munsell em seu sistema numérico de cores, juntamente com o matiz (hue) e a pureza da cor (chroma). Eu não vou adentrar mais neste assunto, pois requer estudo aprofundado, e ainda não estou no nível de poder explicar isso claramente num post.


Do primeiro rascunho (com referência fotográfica para a pose) até a arte final, fiz três estudos diferentes, utilizando aquarela, grafite e, por último, grafite e sanguínea. Este foi o que chegou mais próximo ao que eu desejava, com as marcações de luz, sombra e volumes bem definidas. Não usei esfuminho, como de costume, apenas o lápis grafite da linha Othello, da Stabilo, que é extremamente macio, e a cor Red Chalk, da Gioconda. 

Para quem não conhece, a sanguínea é um material muito utilizado para esboços e arte final, com coloração avermelhada (daí o nome), próximo à terracota. Geralmente, se trabalha a seco, assim como o pastel. O lápis que usei é de uma linha da Koh-I-Noor, e não chega a ser uma sanguínea propriamente dita, mas uma cor aproximada. O resultado final ficou assim:

Materiais utilizados
- Lápis Gioconda Red Chalk;
- Lápis Stabilo Othello 3B;
- Papel Canson 180g.


Eu prefiro fazer vários estudos completos quando estou testando essas possibilidades, assim já exercito outros pontos, como proporção, traço, etc., mas há quem prefira os thumbnails, que são miniaturas da ilustração, nas quais é possível testar materiais e fazer as marcações necessárias de luz, sombra e cor. Quando faço encomendas, também utilizo thumbnails, para facilitar o entendimento do briefing e ter certeza do que fazer antes de começar, afinal, existe um tempo de execução do trabalho.

Eu não estou colocando esses trabalhos na lojinha porque, como disse, são estudos bastante pontuais. Além dos valores, gostei das hachuras e do rastro deixado pelo lápis, que geralmente disperso com a ajuda do esfuminho. Achei que ficou mais dinâmico e fresco, só preciso treinar mais a pressão do lápis sobre o papel. Aos poucos, seguimos.
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