ABC dos Sentimentos
Durante o mês de setembro, realizei uma atividade com o 2º ano, baseada no livro ABC dos Sentimentos, escrito pela Andrea Araújo. A Andrea tem um trabalho em ilustração e escrita afetiva que, além de lindo, é excelente para trabalhar com crianças. Desde que comecei a dar aulas me interessei por trabalhar um de seus livros, por trazer a questão da criança conseguir nomear e traduzir, através do desenho, aquilo que sente.
No livro, ilustrado durante o Inktober de 2016, a Andrea seleciona um sentimento para cada letra do alfabeto (excluindo as letras k, w e y). Conforme avançamos as páginas, podemos ver como a artista interpreta visualmente o amor, o nojo, a preguiça, o zêlo, e assim por diante.
Atividades de leitura e interpretação de texto são comuns nos anos iniciais, então escolhi o 2º ano B para aplicar este projeto, dividido em duas aulas. Na primeira aula aconteceu a leitura do livro. As crianças ouviram a história e puderam ver detalhadamente as imagens, misturando com vivências próprias: sentir medo do escuro, sentir saudades do cachorrinho que faleceu, sentir nojo de barata... Já na segunda aula, separei as letras do alfabeto em folhas coloridas, e recapitulei alguns sentimentos no quadro, para que as crianças tivessem um ponto de partida. Então, distribuí as folhas aleatoriamente (se fosse priorizar por letra do nome ia dar confusão) e a turma começou a desenhar.
Foi um momento muito forte para mim, tanto que não fiz registros fotográficos, como de costume. Conforme ia passando nas mesas, as crianças me contavam um pouco dos seus trabalhos, e em vários momentos me segurei para não chorar. Clique nas imagens abaixo para ver ampliadas e tente interpretar o que cada estudante desenhou:
Cada trabalho é único e carrega muito do universo particular de quem desenhou: a dedicação ao cuidar do bichinho de estimação; a expressão de leveza ao sentir a liberdade; o nojo do caracol; o orgulho da filha ao entregar o boletim para a mãe; o querer uma fatia de queijo; a saudade do ente querido em forma de gotas de chuva, que se transformam em lágrimas; a xenofobia - cada um dentro de uma bolha, sem dialogar.
Muitas pessoas, ao ver esse livro tão simples, mas tão potente em significado, começam a chorar, por diversos motivos. Há quem se emocione, ou lembre uma situação da infância, ou se sinta tocado, de algum jeito. E acredito que isso acabou transcendendo a proposta da atividade em si, e foi parar em outra esfera, a dos nossos afetos. E conseguir tocar outras pessoas desse modo é muito bonito, me deixa com o coração leve.
Às vezes, dentro da escola, passamos por situações de conflito que poderiam ser resolvidas mais facilmente se os envolvidos conseguissem expressar melhor seus sentimentos. Trabalhar essas questões desde a infância é importante para que, quando adultas, essas crianças possam lidar com situações da vida cotidiana da melhor maneira possível.
Se você gostou desse projeto e quiser guardar os desenhos do 2ºB para inspirar futuros trabalhos, ou até mesmo para admirar naqueles dias em que tudo parece meio nebuloso, faça o download do projeto aqui.
E se você deseja adquirir o livro ABC dos Sentimentos, da Andrea Araújo, mande um e-mail para andreaaraujopp4@gmail.com ou converse com a autora através do Instagram e do Facebook. Também é possível comprar a versão em ebook, na Amazon. Agradeço a Andrea por ter escrito este livro tão lindo, e por ter se emocionado junto comigo, demonstrando um enorme carinho pela turma e pelos desenhos produzidos pelos meus alunos.
Inktober 2019: Semana 05
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| Dia 25 |
A última semana do Lidytober 2019 foi dedicada à cor magenta (cor maravilha, para os antigos). Durante os últimos dias fiquei bastante preocupada em não terminar, porque quase atrasei alguns desenhos. Mas consegui finalizar tudo e estou bem contente com o desafio deste ano. As artes estão simples, mas cumpri o objetivo de dar essa pausa e produzir algo, principalmente num mês bastante agitado no calendário escolar, que precede vários projetos de final de ano.
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| Dia 26 |
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| Dia 27 |
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| Dia 28 |
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| Dia 29 |
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| Dia 30 |
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| Dia 31 |
Para o dia 31, resolvi usar uma paleta em tons de sépia, toda diferente do que vinha fazendo nos dias anteriores, em homenagem ao final do desafio, à presença constante da lua em cada figura (para quem reparou) e ao Samhain.
Obrigada para quem me acompanhou durante o Inktober deste ano, procurei não focar em likes e engajamento, mas sim na minha arte e no que estava ao meu alcance e estou muito feliz com o resultado. Se der, faço um vídeo folheando o sketchbook e posto no IGTV ou no YouTube.
Acho que novembro vai ser um mês com pouca produção (ou nenhuma), pois é fechamento de semestre, preparativos para mostra cultural, preciso começar a fazer meu planner 2020 e também terá uma novidade sobre a MALÉVOLA... que em breve contarei.
Conheça meu portfólio profissional
Loja virtual | Contato: lidiane@lidydutra.com
Inktober 2019: Semana 04
Inktober 2019: Semana 03
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| Dia 13 |
A cor escolhida para a terceira semana do Lidytober foi o roxo (na realidade, dois tons). Estou conseguindo intercalar desenhos mais detalhados com outros mais simples. Veja aqui a primeira semana e a segunda semana.
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| Dia 14 |
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| Dia 15 |
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| Dia 16 |
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| Dia 17 |
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| Dia 18 |
Também consegui fazer um vídeo lá no TikTok com as produções feitas até o dia 14, confira abaixo (está bem tosquinho, pois foi minha primeira publicação por lá):
Inktober 2019: Semana 02
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| Dia 07 |
Para a segunda semana do Lidytober, escolhi a cor verde. Já me sinto mais a vontade para fazer detalhes e me deter um pouco mais em cada desenho. Mas tudo de maneira muito simples, como já disse anteriormente. Veja aqui a primeira semana do projeto.
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| Dia 08 |
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| Dia 09 |
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| Dia 10 |
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| Dia 11 |
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| Dia 12 |
Convite: Oficina na Semana Feminista do IFRS
Gostaria de fazer um convite para quem é de Rio Grande e região. Dia 10 de outubro, próxima quinta-feira, ministrarei uma oficina chamada Criação e consumo de arte em tempos de internet: o impacto das redes sociais na produção artística feminina, durante a IV Semana Feminista do IFRS, que este ano tem como tema Mulheres na arte: representação e resistência. Quem fez o convite foi a querida Lucilene Ribeiro, que me deixou bastante livre para escolher o tema do encontro.
Num primeiro momento, pensei em fazer algo mais prático, ensinar alguma técnica de desenho ou pintura, mas são tantos os assuntos urgentes entre mulheres e arte, que resolvi usar minha experiência de divulgação através da internet e moderação de grupos artísticos no Facebook para falar sobre a relação de amor e ódio que é depender das redes para ter visibilidade.
Vai ser uma oficina com cara de bate-papo, na qual vou falar sobre arte independente, coletivos, ansiedade gerada pelos algoritmos e processo criativo, com algumas dicas de leituras, projetos e sites.
Clique aqui para fazer a sua inscrição, convide suas parcerias e vamos debater sobre a criação artística feminina e como as redes sociais têm nos afetado. Espero vocês lá!
Agradeço imensamente toda a organização da Semana Feminista e também aos participantes da oficina (não esperava ver o auditório cheio, como vi!). Foi muito legal conversar com jovens sobre algoritmo, plágio, criação, a luta das mulheres por reconhecimento e também sobre algumas artistas inspiradoras, que tanto ajudaram na minha própria caminhada. Por mais momentos como este, seguimos!
Atualização: veja algumas fotos do encontro
Agradeço imensamente toda a organização da Semana Feminista e também aos participantes da oficina (não esperava ver o auditório cheio, como vi!). Foi muito legal conversar com jovens sobre algoritmo, plágio, criação, a luta das mulheres por reconhecimento e também sobre algumas artistas inspiradoras, que tanto ajudaram na minha própria caminhada. Por mais momentos como este, seguimos!
Inktober 2019: Semana 01
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| Dia 01 |
Aqui está a produção da primeira semana de Lidytober 2019. Como já disse anteriormente, este ano optei por desenhos bem simples, com materiais antigos, que me possibilitassem participar do desafio todos os dias, sem surtar e sem me sentir pressionada a fazer o melhor dos trabalhos. Estou me divertindo, tirando um tempo para mim, e em alguns dias quase esqueci de postar, de tão tranquila que estou.
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| Dia 02 |
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| Dia 06 |
Inktober 2019: o que vou usar e algumas dicas para quem quer participar
Este ano conseguirei participar do Inktober!!! Me organizei bonitinho, para dar conta de fazer um desenho por dia, durante o mês de outubro. Claro que, assim como nos outros anos (e isso é uma coisa que sempre fiz durante o Inktober, não estou roubando), vou criar vários desenhos num dia e ir postando ao longo da semana no Instagram, no Facebook e, ao final de cada semana, aqui no blog.
Uma das minhas prioridades para este ano foi: não gastar com materiais. Não comprei uma caneta adicional sequer, tudo já é velho de guerra no meu ateliê, e será aproveitado até o final. Para não correr o risco de acabar alguma coisa na metade do desafio, fiz uma seleção de canetas que estão em bom estado e sei que ainda possuem bastante carga. O sketchbook também é um dos inúmeros que preciso dar cabo antes de pensar em adquirir um novo.
Neste post, vou detalhar cada um desses materiais, porém, meu objetivo não é fazer uma exposição de produtos e gerar ansiedade para consumo. Vou mostrar coisas que tenho há muito tempo, e irão me ajudar no desafio. Se você não tem esses materiais e deseja fazer o Inktober, não fique chateado. Dá pra desenhar com caneta esferográfica comum, o importante é participar e se divertir, caso você tenha vontade. A seguir, também vou dar algumas dicas para quem deseja se aventurar pelo desafio.
Começando pelo sketchbook, vou utilizar este lindo e macabro caderninho, que veio num kit do livro Para toda a eternidade, da Caitlin Doughty. O papel dele é pólen, fininho, e o marcador passa com tranquilidade para o verso da folha, por isso, tomarei o cuidado de colocar uma folha embaixo, para evitar acidentes. O bom desse sketchbook é que ele tem exatas 32 páginas, dá pra fazer uma capa e os 31 desenhos para fechar todo o caderno, que se transformará num lindo artbook (espero).
Não vou seguir nenhuma lista este ano, assim como nos anos anteriores. Geralmente, as listas não me agradam por completo, me sinto pressionada e ansiosa, por isso, prefiro ir até o Pinterest, pegar várias fotos interessantes e bem na minha zona de conforto, que me trarão segurança na hora de desenhar. E essa é minha primeira dica para quem se sente inseguro em desenhar todo dia: comece por algo dentro da sua zona de conforto, que te dá prazer em desenhar e, se você for se soltando, invista em experimentações. Caso contrário, permaneça ali, na sua zona de conforto, fazendo algo que vai trazer felicidade. Não dá pra fazer os 31 desenhos? Tudo bem, faça quantos puder e sentir vontade. Lembre-se: o desafio é para você, e não para os outros ou para a internet.
Esse conjunto de tons de cinza da Copic foi um dos primeiros que comprei, há cinco anos, e ainda me acompanha. Só a N2 foi recarregada, por enquanto. Claro que as outras estão acabando mas, no momento, não tenho como gastar com caneta, e vou aproveitá-las em detalhes de sombreamento, sem cobrir grandes áreas. Se você não tem Copic, qualquer marcador à base de álcool serve, os da Magic Color tem excelente custo-benefício para quem está começando.
Já deu pra perceber que não vou usar tinta nanquim, pois o papel do meu sketchbook é muito fino. Por isso, peguei o kit mais novo de multiliners que tenho, comprei para o Inktober de 2017. Adoro as canetas Micron, e a que mais uso é a 05, para tudo. Não me incomoda o traço mais grossinho, acho que é uma espessura que me permite fazer muitas coisas de uma só vez.
Para cobrir grandes áreas com tinta preta, recorri a todas as canetas que eu tinha e que poderiam cumprir esta função: um marcador permanente da Faber-Castell, desses para CD; uma brush pen da Pigma, com ponta fininha; a brush pen da Pentel, com ponta mais flexível; e a caneta Sigma da Pentel, com ponta fibrosa, que permite fazer tanto detalhes, quanto cobertura de grandes áreas. Qualquer marcador permanente já serve, e existem opções baratinhas no mercado (como o da Faber, acima).
Para os detalhes, escolhi a caneta Gelly branca da Sakura, que abre pontos de luz, e duas canetas em gel metálicas, uma dourada e outra prateada, que comprei no supermercado e não chegou a custar R$ 5,00 o par. Como já falei acima, é possível fazer o Inktober com material escolar barato, o importante é querer participar e se sentir satisfeito com seu próprio trabalho e empenho. Uma dica bem em conta para quem quer fazer detalhes metálicos e não encontra essas canetas facilmente, é misturar purpurina (não pode ser glitter) com cola branca. Depois de seco, o efeito fica bastante similar ao da caneta, porém um pouco mais opaco.
Por fim, para cada semana escolhi uma cor dominante. Essa cor vai aparecer em detalhes e preenchimentos, e vai me ajudar a dar o tom daquela semana. Como já falei acima, só vou usar canetas que estão com uma boa dose de carga, por isso, não tem vermelho, que é sempre a primeira a acabar. Em compensação, teremos: laranja, verde, azul e rosa da Bic Marking e roxo e magenta da Faber-Castell. Vou me virar nos trinta com essas cores e seja o que as deusas da criação quiserem... Uma alternativa à essas canetas é qualquer canetinha hidrográfica escolar. Fazem exatamente o mesmo efeito.
Um último recado importante: não se compare com outros artistas (não plagie!!!), não fique ansioso por postar todos os dias e faça o Inktober por você. Nenhum like e nenhuma validação social valem o stress e o desgaste de fazer algo que você não quer. Se você fizer somente um desenho e se sentir bem com isso, parabéns! Você concluiu o Inktober com sucesso. E se você não estiver a fim de fazer, mas quiser acompanhar seus artistas favoritos, também está valendo.
Para me acompanhar nessa jornada, acesse o Instagram e o Facebook, as atualizações sairão sempre por lá, a partir de 01/10, após às 21h. Por aqui, o resumo semanal sairá às segundas-feiras.
Um último recado importante: não se compare com outros artistas (não plagie!!!), não fique ansioso por postar todos os dias e faça o Inktober por você. Nenhum like e nenhuma validação social valem o stress e o desgaste de fazer algo que você não quer. Se você fizer somente um desenho e se sentir bem com isso, parabéns! Você concluiu o Inktober com sucesso. E se você não estiver a fim de fazer, mas quiser acompanhar seus artistas favoritos, também está valendo.
Para me acompanhar nessa jornada, acesse o Instagram e o Facebook, as atualizações sairão sempre por lá, a partir de 01/10, após às 21h. Por aqui, o resumo semanal sairá às segundas-feiras.
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