Projeto Ilustra: Games
O Projeto Ilustra foi proposto pela Ana Blue, do blog 9dades a Solta. Somos um grupo de minas que postará em seus blogs, sempre no último dia do mês, o tema mais votado entre nós. O limite máximo de ilustras é de cinco por participante, dependendo do tempo de cada uma.
O tema escolhido para junho foi games, e eu me senti numa sinuca de bico, pois sou totalmente avessa a esse universo. Nunca me interessei por jogos (até mesmo os de tabuleiro, na infância), então praticamente não existem referências disso na minha vida. Foi aí que meu namorado sugeriu que eu desenhasse alguma personagem feminina de League of Legends.
Escolhi a Diana por ter gostado da skin e também da história. Como qualquer trabalho artístico, tomei licenças poéticas na hora de representar, modificando o cabelo e alguns outros detalhes. Evitei pesquisar fanarts, para não me influenciar pelo traço de outros artistas e acabar fazendo uma cópia. Busquei imagens do próprio LOL e fotos de modelos aleatórias.
Apesar da aquarela tomar 90% do meu tempo nos últimos meses, estava doida para testar esse estojo da Derwent, que comprei numa promoção. Já namorava a linha Drawing há meses e queria muito testar um lápis de mina colorida, cujo intuito não fosse a cor, mas sim, o desenho em si.
Dessa vez consegui fazer várias fotos do processo. Após terminar o esboço, fiz a marcação de onde queria colocar as cores. Trabalhei basicamente com azul e preto, para não fugir muito da atmosfera da personagem. Senti muitos mixed feelings com esses lápis, pra falar a verdade, e arrematei com o Mars Lumograph, que é perfeito para detalhes.
Minhas primeiras impressões sobre a linha Drawing foram as seguintes: a pigmentação e maciez são as já características da Derwent, eles entregam cor com o mínimo de esforço. Porém, para ser um lápis de desenho, achei muito macio, acaba esfarelando com facilidade. Se a mina fosse um pouco mais rígida, talvez, seria melhor para pequenos detalhes. Também é possível esfumar e dar um efeito de pastel seco muito bonito. Recomendo os apontadores da marca, são os melhores que já usei.
O resultado final ficou assim:
Materiais utilizados- Papel Canson 180g;
- Lápis Derwent Drawing;
- Lápis Mars Lumograph 4B;
- Marcador dourado.
Sempre é bom lembrar que finalizo todos os trabalhos com verniz fixador fungicida e filtro UV.
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| A skin original, na qual me inspirei. |
''Eu sou a luz que percorre a alma da lua.''
Portando sua espada lunar crescente, Diana luta como uma guerreira dos Lunari, uma fé que persiste em existir nas terras ao redor do Monte Targon. Protegida em uma armadura que brilha como a neve à noite, ela é a encarnação viva do poder da lua prateada. Imbuída com a essência de um Aspecto do além do cume de Targon, Diana deixou de ser totalmente humana. Ela vive em conflito com seu poder divino e seu propósito neste mundo. - Texto e imagem extraídos daqui.
Quem quiser ver o que os leitores produziram, é só zapear #projetoilustra pelo Instagram. Mês que vem eu volto, sempre no último dia, com o tema escolhido pelo grupo e uma série de ilustrações legais para conhecer e visitar.
Livestream sobre processo criativo no canal da Mary Cagnin
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| Imagem: Mary Cagnin, via. |
Vamos conversar sobre nossas inspirações, motivações, como superar bloqueios criativos e como lidar com plágio, além de responder algumas perguntas enviadas pelo público. Inscreva-se no canal da Mary (e no meu também) e não perca essa oportunidade de prestigiar as minas!
Para quem perdeu a transmissão ao vivo, dá pra assistir aqui:
Para quem perdeu a transmissão ao vivo, dá pra assistir aqui:
Links bacanas #11
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| Imagem: David Mao, via. |
Domingo passado foi minha estreia como colaboradora do blog Delirium Nerd! \o/ Para quem ainda não conhece, é um site colaborativo feito por várias minas, cujo foco é cultura e universo nerd; um ambiente seguro para que mulheres possam debater sobre livros, séries, filmes, arte e assuntos relacionados.
Eu mandei alguns textos assim que vi a chamada para novas colaborações, e não esperava que a Isabelle (administradora do blog) fosse curtir e me aceitar. Fiquei super feliz e honrada. Para marcar essa etapa, selecionei alguns posts publicados no Delirium especialmente para as indicações do mês:
As ilustrações de Niki Bucko: no meu primeiro post, falei sobre o trabalho da Niki Buckno, uma ilustradora que admiro e acompanho já faz algum tempo. Minha ideia é trazer artistas pouco conhecidas pelo público, tanto nacionais quanto estrangeiras.
"As Horas" ou como as mulheres estão infelizes com seus papeis definidos socialmente: uma análise muito interessante não só do filme, baseado no livro de Michael Cunningham, mas também em como o patriarcado afeta a vida de mulheres, em três períodos totalmente diferentes.
Três razões para assistir "Penny Dreadful": uma das poucas séries que acompanho e curto bstante, inclusive já foi tema do Projeto Ilustra. As duas primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix, um prato cheio para quem curte a Era Vitoriana.
"As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley: quem gosta das histórias sobre o Rei Arthur, mas só teve contato com adaptações cinematográficas ou com os livros de Bernard Cornwell, precisa conhecer a famosa lenda, narrada pelo ponto de vista das personagens femininas, com ênfase em Morgana e Guinevere (Gwenhwyfar).
"Orgulho e Preconceito" em quadrinhos: eu nunca tinha lido nada da Jane Austen, apesar de ter muita vontade, e essa graphic novel foi meu primeiro contato com a autora. Recomendo essa resenha para quem ainda está em dúvida sobre a adaptação.
Quem tiver alguma sugestão de tema que eu possa vir a abordar, é só deixar nos comentários. Podem ser dicas de artistas, vídeos, livros. Curta a página do blog para acompanhar as novidades, e clique no banner que está aqui no rodapé para ver tudo o que já publiquei lá.
Curso Online de Aquarela com a Sabrina Eras - Módulos I e II
Como prometi nas seis metas para este ano, estudar era uma das minhas prioridades e, desde fevereiro, estou matriculada numa das turmas do Curso Online de Aquarela da Sabrina Eras. Já estamos no terceiro módulo e não consigo mensurar o quanto minha relação não só com as tintas, mas com o desenho, ansiedade e atitude profissional já mudaram.
Sempre admirei muito o trabalho da Sabrina; ano passado participei de um amigo secreto e tive a sorte de ser presenteada com uma aquarela original e outros mimos que ela mandou e, durante o curso, pude conhecê-la melhor e me encantar ainda mais com tamanha experiência e profissionalismo. A Sabrina é uma daquelas pessoas que sabem muito e querem mais é ensinar, e não guardar tudo pra si.
Quero aproveitar que ainda há vagas para as turmas da manhã e noite (interessados podem mandar um e-mail para samesjc@gmail.com) para contar sobre a minha experiência nos dois primeiros módulos, mostrar um pouco da evolução dos estudos, e motivar mais pessoas a fazer o curso também!
Muitas pessoas não quiseram participar do primeiro módulo por achar "básico demais". Bom, eu fiz quatro anos de graduação em Artes Visuais, estudei teoria da cor e posso dizer, com total convicção, que foi fundamental fazer cada quadradinho, estudar os valores, as fusões e manchas. Não só para aperfeiçoar a aquarela, mas para reavaliar tudo o que eu fazia com meus desenhos, de uma maneira geral. Um exemplo: veja este trabalho, de um ano atrás, e este outro, de abril passado. Observe a diferença no traço, emprego de cores, composição, uso de materiais e expressividade.
Logo nos primeiros exercícios de valores com referência fotográfica, pude colocar à prova minha ansiedade e desejo de que tudo saísse perfeito. A aquarela é um material livre, sua graça está na mancha e na fusão. A mania que eu tinha de lamber o papel com um pincel bem fininho quase me levou à loucura, mas a Sabrina soube me ajudar a desconstruir isso, e hoje consigo deixar fluir e usar pincéis maiores e mais soltos.
Assim que me desprendi da ideia de perfeição e fotorrealismo, passei a prestar atenção em como a aquarela se comportava no papel, quando usar o úmido sobre úmido, como o uso de secador de cabelo pode interferir na fusão, a quantidade de água que cada pincel carrega, dentre outras coisas, Acredito que, a partir do exercício dos cinzas óticos (acima), fiquei mais solta.
Uma curiosidade: a maçã sempre foi um divisor de águas nos meus estudos. Quando fiz o famigerado curso do Instituto Universal Brasileiro (acredite!), meu primeiro desenho com proporções realistas foi o de uma maçã. Já na faculdade, foi uma maçã que me fez pegar amor pelo lápis de cor. Agora, foi a frutinha acima que me fez ter um puta orgulho de todo o esforço que tenho empenhado em cada pincelada hahaha.
Eis que chegamos à parte que considero a mais importante do segundo módulo: as paisagens! Eu não me imaginava pintando paisagens e, principalmente, curtindo a vibe. Sempre fui mais dos retratos e da representação da figura humana, achava lindo e, ao mesmo tempo, ~misterioso~ como alguns artistas retratavam a natureza e, assim que fiz o primeiro estudo de água, foi amor verdadeiro, amor eterno. Já quero fazer um sketchbook só de paisagens marinhas e de beira de cais, com muitos barcos encalhados ou velejando pelo horizonte.
Com este resumão do que tenho estudado com a Sabrina, até aqui, quero não só incentivar mais gente a fazer o curso, como também reforçar que é importante estar sempre disposto a aprender. Somos eternamente estudantes; quem se fecha para o conhecimento e, principalmente, acredita que já sabe de tudo e não tem nada a acrescentar, está fadado a ficar pelo caminho, a cair no esquecimento. Não tenha medo de admitir que não sabe usar um material, ou que usava da maneira inadequada. Tenha senso crítico e corra atrás!
Se você deseja embarcar no terceiro módulo do curso, já disse: mande um e-mail para samesjc@gmail.com, que a Sabrina passa os valores e o programa de estudos. E para acompanhar minhas aventuras em tempo real, siga lá no Instagram.
Minhas inspirações - junho
Este mês as minhas inspirações serão um pouco diferentes, assim como já fiz na edição de novembro do ano passado. Quero mostrar alguns registros da visita à exposição Barbie Terras Distantes. Num primeiro momento, pensei que eram apenas exemplares de colecionador aleatórios mas, depois de uma rápida pesquisa, descobri que são mais de 200 bonecas de coleções que celebram diferentes culturas. Inclui as coleções Passport Collection, Princess Collection, Landmark Collection, Treasures of Africa, Festivals of the World, Legends of Ireland, Benetton Fashion Fever e Fantasy Goddess (informações retiradas do site Museu Encantado).
A seguir, algumas das bonecas que achei mais bonitas e diferentes. Foi impossível fotografar todas detalhadamente, mas valeu o esforço. Clique nas imagens para ampliá-las.
Gostei de ver as representações de várias etnias, principalmente africanas e orientais, a diversidade de cabelos e tons de pele das bonecas, além do cuidado visual com ornamentos e roupas, desde botões e bijuterias, até as costuras dos figurinos.
Porém, senti falta de maior representatividade de corpos, as Barbies ainda estão presas à figura esguia e desproporcional e também me incomodou algumas bonecas do Brasil estarem com um biquíni sumário, enquanto as outras etnias usavam trajes típicos.
Para quem é de Rio Grande, a exposição Barbie Terras Distantes fica no Shopping Partage até o dia 26 de junho, das 10h às 22h.
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