Lidiane Dutra
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Portfólio Processo criativo Projetos

Vênus à deriva 🌊


Essa ilustração foi criada para a capa da primeira edição da Zine Marítimas, cujo tema é à deriva. Trata-se de uma releitura da obra O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli, pintada em 1486. Para quem não sabe de que obra estou falando, é esta aqui:


Quando tive a ideia da releitura, não estava pensando diretamente na zine (foi de tanto ver a capa do livro Mulheres, Mitos e Lendas), mas os conceitos foram se encaixando. Acabei fazendo mais dois trabalhos inspirados nessa Vênus saindo do mar, mas que estão em stand by. Tentei utilizar vários materiais, como grafite e aquarela (abaixo), mas senti que não estava conseguindo comunicar bem o que queria transmitir, algo que lembrasse levemente as estéticas seapunk e vaporwave. Daí, cheguei num material que já fazia um bom tempo que não utilizava: o pastel seco.


Na realidade, o pastel seco entrou mais para resolver o problema da coloração da pele. Nos cabelos, apostei em quem nunca me deixa não mão, o bom e velho lápis de cor, com alguns filetes de caneta holográfica e muito dourado. O recorte da imagem também se deve à referência do livro Mulheres, Mitos e Lendas, sendo que fiz questão de ressaltar a espiral de cabelos no ombro (que no quadro original tem proporção áurea).


Materiais utilizados

  • Papel Hahnemühle Nostalgie;
  • Pastel seco Derwent;
  • Esfuminho Derwent;
  • Lápis de cor Staedtler Karat;
  • Caneta holográfica Pentel;
  • Caneta dourada Sakura.
Neste post antiguinho, tem um pequeno tutorial com minhas primeiras experiências com pastel seco, mas continua válido. A Suellen Rubira escreveu o editorial da Zine Marítimas e falou muito amorosamente tanto dessa releitura, quando da nossa proposta nesse primeiro volume. Abaixo, a capa completa:


Para ler a zine, clique aqui. Abaixo, o episódio de We Can Be Readers no qual falamos da zine: 

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Reflexões

Não há mais vontade criativa que chegue ☔


Eu tenho tentado, em meio à montanha de trabalho que necessito vencer diariamente, manter um mínimo de sanidade me agarrando aos livros. Atualmente, estão na minha cabeceira Nós, mulheres, da Rosa Montero, um daqueles socos no estômago históricos, que nos fazem perceber o quão frágeis são os direitos das minorias, e Talvez você deva conversar com alguém, da Lori Gottlieb, terapeuta que narra suas aventuras enquanto profissional e paciente.


Fora isso, tudo é trabalho, o trabalho remoto que toma conta da casa, dos móveis, do celular incansável, da hora do almoço e do banho, pois se impregna em cada cômodo, disfarçado desse conceito chique de home office. Nunca senti tanta saudade de escola, do sinal tocando para anunciar a hora de entrada, o recreio, a saída. Do cansaço na sexta-feira, pois era um cansaço que deixava a semana para trás, o sentimento de dever cumprido. Hoje o dever é quantificar mensagens recebidas pelo WhatsApp e checar se áudio e vídeo estão funcionando no Meet.


Bueno, tirando isso - as leituras para manter a sanidade, e o trabalho - o resto é preocupação. Com o governo (ou a falta dele), a irresponsabilidade das pessoas, o egoísmo, o colapso, o negacionismo, a falta de perspectiva de sair desse buraco no qual nos enfiamos e ficamos tomando água de esgoto de guti-guti.


Não sei outros criativos, mas eu já joguei a toalha há uns bons meses. Fiquei no automático, fiz algumas coisas que precisavam ser feitas a duras penas, mas absolutamente nada mais sai de mim de maneira criativa e espontânea. Tudo é fruto ou da necessidade de cumprimento de prazos, ou de uma sensação vazia de preciso continuar senão enferrujo. Mas a verdade é que já faz um mês que não pego um lápis, que não sinto vontade de criar algo, e todo material que posto para manter as redes minimamente movimentadas é um grade tbt.


Não sei de onde nasce essa vontade criativa em meio ao caos e à desesperança. A Covid chega cada vez mais perto, infectando e matando conhecidos, colegas de profissão, anônimos que não são só números, são pessoas que tiveram família, sonhos e desejos.


Eu não sei de onde tirar essa vontade de criar no meio da morte. Aplaudo quem segue firme no seu propósito, fazendo arte ativista, usando o humor para denunciar o absurdo, ou simplesmente seguindo com as suas temáticas de costume como forma de resistência.


Eu não consigo mais, só quero que tudo isso passe, que alguém jogue a corda para que possamos sair do buraco. 


Escrevo esse texto direto do celular, num lampejo de tentar colocar os sentimentos na tela/papel. A impressão é de que todos estamos gritando, mas é um grito mudo, que ninguém ouve. Que tempos horríveis para ter acesso à informação, pois quanto mais leio e me informo, mais me desespero.


Enfim, não espero chegar a nenhuma conclusão com esse texto, é apenas um desabafo, e uma maneira de preencher esse espaço e justificar o pagamento do domínio. Talvez em breve eu publique um post agendado há algum tempo, que certamente vai destoar desse aqui, então tratarei de rever o texto, para se adequar ao meu momento de total descrédito na humanidade.


Fiquem bem, usem máscara e álcool em gel, evitem aglomerações e cuidem dos seus.


Foto via.

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Aquarela Portfólio

Dois de Fevereiro 🐚


Todo ano tento fazer uma pequena homenagem à Iemanjá, visto que por aqui sua celebração é bastante popular (e este ano não pode acontecer da maneira tradicional, por conta da pandemia). Dessa vez, a representei dentro de um barquinho de pescador, algo também muito particular da cultura rio-grandina, coroada por uma tiara de conchas e com estrelas prateadas em seu cabelo. Minha intenção era que a figura emoldurasse o barco, assim como as bandeirinhas emolduram as miniaturas que servem como oferenda, e também decoram as embarcações durante a travessia em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes, que acontece no canal Miguel da Cunha, que liga Rio Grande a São José do Norte.


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Canson XL;
  • Aquarelas Van Gogh e White Nights;
  • Pincéis Keramik;
  • Marcadores Pentel e Sakura.
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou

Dois de Fevereiro - Dorival Caymmi
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