Livro: Amigos Imaginários, de Fernanda Guedes
Olá pessoal!
Há quatro anos acompanho o trabalho da ilustradora Fernanda Guedes. Ela é, sem dúvida, uma grande inspiração para mim, tanto quanto profissional, como quanto blogueira, embora ela tenha desativado seu blog lindo e vencedor do Prêmio Top Blog #snif.
Em 2010, a Fernanda transformou uma série de ilustrações muito legais no livro Amigos Imaginários, lançado pela Editora DBA. É uma publicação única, misto de livro de artista e crônicas, e um dos raros casos nacionais com capa dura e jacket (sobrecapa). O formato dele lembra o próprio sketchbook que a ilustradora usou para fazer seu trabalho. Na foto abaixo, fiz uma comparação do Amigos com meu Moleskine 9 x 14 cm para vocês terem uma ideia do tamanho:
"Algumas pessoas colecionam selos. Outras, cachimbos, bengalas, corujas... eu gosto de pensar que sou uma colecionadora de gente." (Fernanda Guedes)
Cada página do livro conta a história de um amigo imaginário: um desenho, acompanhado por uma crônica. São rostos inspirados em fotos retiradas de sites como The Facehunter e The Sartorialist, que Fernanda adapta ao seu estilo único de traços finos e curvas sinuosas. O projeto gráfico também encanta: as crônicas são manuscritas pela própria ilustradora, o que nos dá a sensação de folhear um diário íntimo, rico em detalhes sobre a vida de cada uma daquelas pessoas.
Minha amiga imaginária favorita é a Elizaveta. A história dela e seus olhos marcantes me encantam muito. Mas confesso que reli o livro umas três vezes até eleger meus favoritos, pois todos são excelentes! Como fui uma pessoa com vários amigos imaginários, que me ajudaram a desenvolver a criatividade e excelentes histórias, acho louvável um projeto como este, uma verdadeira aula sobre processo criativo. Vou deixar o link para o vídeo no qual a Fernanda folheia os sketchbooks que deram origem ao livro:
Abraços,
Lidiane :-)
[Repost] A mão
Quando o dia das mães começa a se aproximar, é certo que uma postagem aqui do blog vai para o topo das mais acessadas. É A mão, feita em 19 de agosto de 2010. Resolvi compartilhar um cartão que fiz ainda no jardim de infância, pois no dia 20 seria a qualificação do meu projeto de dissertação e o tal cartãozinho foi o estopim para várias ideias que desenvolvi durante a pesquisa. Olhem ele aí, completinho:
Resolvi trazê-lo novamente para compartilhar um pouco do que pesquisei e as (in)conclusões tiradas a partir dessa imagem tão significativa. Vocês repararam que voltei a falar de pesquisa? Quem sabe eu me anime, né? Então, abaixo, vou transcrever o trecho que vem em seguida da mãozinha, na minha dissertação.
Imprimir a marca da mão em uma superfície,
assim como nas cavernas de Santa Cruz, pode ser considerado um ato inaugural,
como pontua Derdyk (1994, p. 158): “(...) na medida em que assinala a
existência do homem como ser pensante, sabedor de si mesmo. Este gesto também
está presente nas descobertas da criança, quando ela consegue relacionar o ato
de pintar a mão com o de carimbar esta sobre algum suporte.”
Essa citação da autora, escrita em 1994, pode ser ilustrada por uma situação que ocorreu comigo na mesma época, durante o jardim de infância e que foi uma das responsáveis pela escolha do tema da dissertação, bem como uma série de outros fatores que me fizeram retornar ao desenho, e que está em estreita relação com o desejo atávico do ser humano de imprimir sua marca na natureza.
Em 1991, quando estava na pré-escola, a professora pediu uma tarefa recorrente até hoje nas classes: a confecção de um cartão comemorativo. O cartão em questão era para o dia das mães, e consistia em uma folha de papel A4 dobrada ao meio, com uma frase de parabéns, e a mão da criança como ilustração frontal. Na parte interna do cartão, a professora pediu para que cada uma assinasse, para mostrar às mães que as crianças já eram capazes de escrever o próprio nome.
Este cartão tão simples, que talvez por afeição ou qualquer outro motivo não foi descartado pela minha mãe, se tornou um dos principais pontos de referência da pesquisa. Ao perguntar para ela se havia guardado algum desenho da época de escola, a fim de reunir um corpus para ser analisado, me deparo com
a imagem impressa desta mão tão pequena e significativa, e imediatamente
lembro-me das pinturas rupestres e das imagens de Altamira, Lascaux e Santa
Cruz, e da importância delas para a história da humanidade.
Para a minha história e para desvendar a
necessidade que sinto em desenhar, nenhuma outra imagem poderia ser tão
significativa como a mão impressa no papel, o ato inaugural de deixar uma marca
no mundo e me reencontrar com todas essas questões 20 anos depois da confecção
deste cartão.*
Me emocionei agora, durante muito tempo fiquei receosa de rever o que tinha escrito, mas hoje sinto muito orgulho de tudo que fiz, pois me reconectei com algo que hoje é minha profissão e ainda tive a sorte de saber que a oficina que ministrei foi replicada com grupos de professores. Muito amor.
Abraços,
Lidiane :-)
[WIP] Suspiro Sincrético #02
Assim como fiz para o Poetas de Pijama, não vou mostrar as ilustras do Suspiro Sincrético finalizadas até que o livro seja lançado. Vou liberar alguns drops, como este e o primeiro. Mas, para quem está curioso, duas ilustrações já são conhecidas: Dedicação e Vem serão aproveitadas.
Abraços,
Lidiane :-)
6 on 6 Project - Maio
Mês passado, através do grupo Two Bee no Facebook, cinco meninas e eu tivemos a iniciativa de criar um projeto 6 on 6, similar ao que outros blogs já fazem. A ideia tomou forma rapidinho e hoje apresento meus primeiros resultados desse novo trabalho.
Durante seis meses, todo dia 6 de cada mês, as seis postarão seis fotos. A intenção é de que o tema seja livre mas, para este primeiro, a Bruna sugeriu algo ligado ao nosso cotidiano, para nos conhecermos melhor. E aqui está a minha contribuição.
1. Minha modelo favorita, a Vida, guardiã dos meus livros; 2. Canetas coloridas, que uso tanto para desenhar, quanto para escrever. Aliás, tenho escrito bastante ultimamente; 3. Uma ilustração do Suspiro Sincrético em andamento; 4. Eu ia colocar minha leitura do momento, mas esse texto publicado na Revista Gloss de abril me arrebatou; 5. Caderninhos novos, fazem parte da linha de papelaria da Antix; 6. Por fim, meus lenços da dança do ventre, estou louca para voltar a praticar, sinto saudades.
Gostou do 6 on 6? Então, vejam também os posts da Bruna, Carol, Elisabete, Pauliane e Talita.
Abraços,
Lidiane :-)
Abraços,
Lidiane :-)
Papelaria Antix
Olá pessoal!
Novidade zero que amo/sou rata de papelaria. Assumo meu descontrole com papeis, canetas e livros. E ultimamente não tenho freado meu impulso por esses itens. Daí entrei no site da marca Antix para ver umas fotos de roupas e acessórios para uma ilustração (juro) e, pimba! Me deparei com esse kit coisa mais linda à venda. O resultado vocês já sabem...
Antes de falar do conteúdo em si, alguns detalhes muito fofos chamaram minha atenção: a caixa do Sedex veio toda decorada com uma fita adesiva rendada e um adesivo vintage com meu nome e endereço. Logo que abri a embalagem, um perfume delicioso tomou conta da sala e olhem que mimo: a nota fiscal estava dentro de um envelope lacrado com adesivo e um cartão da marca. Mais carinho impossível.
Cada item do kit veio embalado individualmente, e todos eles unidos por uma fita verde com cartãozinho. Os produtos são: um caderno tipo Moleskine com elástico, fitilho e folhas pautadas (e no verso esses gatinhos músicos lindos de viver); um bloco imantado + um ímã recortado e um mousepad que serve como bloco de notas - as folhas são destacáveis.
Além da beleza da papelaria, fiquei encantada com todo o cuidado da marca com o consumidor. Meu quarto ainda está com o cheirinho gostoso dos papeis. Resumindo: amei de paixão! Mais caderninhos para a coleção...
Abraços,
Lidiane :-)
Obs.: Estes produtos foram adquiridos por mim e publicados por livre e espontânea vontade. Não tenho parceria de publicidade com esta marca, nem com qualquer outra citada aqui no blog.
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