Selfless Portraits das Minas
Foi no maravilhoso site Think Olga que descobri uma iniciativa de empoderamento das mulheres no meio da ilustração: é o Selfless Portraits das Minas, grupo no Facebook que incentiva a produção gráfica feminina e a interação entre as participantes, que são divididas semanalmente em duplas, que se desenham (mas nada impede de uma guria escolher outra do grupo, aleatoriamente, para desenhar).
Nessas minhas poucas semanas no projeto, já desenhei duas gurias fantásticas: a Emanuelly e a Gabriela, já fui desenhada pela Gabriela também, conheci várias ilustradoras fodas e confesso que o grupo consome 90% do meu tempo no Facebook, já que o feed anda um mar de chorume sem fim.
Mas o grupo não serve apenas como network, muitos debates e reflexões surgem a todo momento, e o que chamou minha atenção foi que, quase sempre, as meninas publicavam seus trabalhos com a seguinte legenda (e suas derivadas): "fiquei com medo de não estar bom".
Por que as mulheres sentem tanto medo de expor seus trabalhos artísticos? Por que esse fantasma da reprovação alheia sempre tem que cair sobre nós? Num grupo como o Selfless Portraits das Minas, a intenção não é nivelar os desenhos a partir de um parâmetro (geralmente, equivocado, utilizado somente por quem considera como "arte" o que está exposto no Louvre), tampouco instituir o sistema das artes a ferro e fogo. Estamos ali por uma arte feminista e livre de medo e julgamento. Estamos para somar e incentivar a produção artística umas das outras, buscando articulações fora dos espaços tradicionais.
Sim, vai ter feminismo no blog. E se reclamar, vai ter dois!
Nem preciso comentar que empoderamento nada tem a ver com jogar confete gratuitamente. Quando uma ilustradora posta uma imagem, ela é encorajada a continuar. E é no contínuo aprendizado que aperfeiçoamos a nossa arte. Estar nesse meio tão rico tem me ajudado num exercício que considero fundamental: parar de apontar o dedinho, mais ainda se for para uma colega. Todas têm seu espaço, sua vez e sua voz.
Recomendo fortemente para todas as gurias que estão lendo este post agora e querem interagir com um grupo cheio de amor e troca de experiências, que solicite para participar do Selfless Portraits das Minas. Achou legal mas não é seu tipo de atividade? Indica para uma amiga! Compartilhe na sua turma de escola, faculdade, trabalho...
Abraços,
Lidiane :-)
Recomendo fortemente para todas as gurias que estão lendo este post agora e querem interagir com um grupo cheio de amor e troca de experiências, que solicite para participar do Selfless Portraits das Minas. Achou legal mas não é seu tipo de atividade? Indica para uma amiga! Compartilhe na sua turma de escola, faculdade, trabalho...
Abraços,
Lidiane :-)
Fauno
Fauno é uma ilustração na qual comecei a trabalhar sem um modelo pré-definido. Como em alguns dos últimos trabalhos, a ideia de fazer um ser mágico da floresta surgiu naturalmente, primeiro pensei nos chifres e depois decidi como seriam os demais elementos. Acho que foi minha leitura d'A Senhora da Magia que contribuiu para que eu embarcasse para uma terra encantada e deixasse esse bichinho vir à tona.
Somente quando eu já estava com o cabelo pronto, fui parar para pensar em todas as referências de fauno que eu tinha e me surpreendi, por lembrar somente do personagem do filme O Labirinto do Fauno e das Crônicas de Nárnia. Talvez por isso minha figura careça de elementos mais sólidos. Mesmo assim, gostei da delicadeza do rosto, do focinho e da expressão facial como um todo. Os cabelos curtinhos com a franja também foram um recurso para ressaltar os chifres e fugir do meu padrão cabelão. Para completar, sardas e orelhas pontudas.
Para esta ilustração utilizei as canetas nanquim de sempre, Posca dourada, marcadores Magic Color e um conjunto de lápis bem diferente que comprei recentemente, da Royal & Langnickel. Nunca havia testado nada da marca, mas me arrisquei numa latinha para aquarela com lápis HB, 2B, 4B, dois lápis grafite aquareláveis, pincel e limpa-tipo. Gostei bastante da precisão dos lápis sobre o papel Layout 180g da Canson.
Tenho dado preferência por mostrar detalhes, ao invés do passo-a-passo da ilustra, por dois motivos: o primeiro, é que posto quase tudo no Instagram e ainda faço um apanhado geral toda semana no blog. Segundo, porque acabo me dispersando a cada clique, procurando uma luz adequada, além de ter que tratar todas as imagens, posteriormente. Mas nada impede que volte a fazer isso, um dia.
Abraços,
Lidiane :-)
Como andam as metas para 2014?
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| Um pequeno projetinho. |
Infinite
Pense numa pessoa feliz por ter feito uma boa ilustração, digitalizado e tratado a imagem, feito upload na loxinha e que, depois disso tudo, PERDEU todos os arquivos em alta resolução. Sim, esta pessoa sou eu. Consegui este feito incrível, com a ajuda do meu computador maluquinho, que remove arquivos sem minha permissão. Mas, são coisas que acontecem e nada impede de eu digitalizar o original novamente, um dia.
A ilustração de hoje veio naquela maré que, seguidamente, tem batido nas minhas praias: a inspiração instantânea. Rabisco feito, já fui colocando as ideias no papel sem muita dificuldade.
Infinite é uma ilustração que fala sobre o onírico. Os cabelos representam o céu noturno coberto por estrelas, numa alusão às múltiplas possibilidades de realização dos nossos sonhos. Os detalhes em azul ecoam nas palavras de Pedrosa (2010): "a mais profunda das cores, o olhar o penetra, sem encontrar obstáculo e se perde no infinito. É a própria cor do infinito e dos mistérios da alma". (Da cor à cor inexistente, p. 126) Vamos aos detalhes?
Pela primeira vez, utilizei o bloco de papel kraft da Canson, linha XL 90g, apesar de fininho, segurou bem a tinta acrílica sem enrugar muito. Para os detalhes do cabelo/céu, usei caneta gel prata e caneta Posca dourada (estou amando). O restante foi feito com caneta nanquim, lápis grafite e lápis de cor aquarelável. Prevejo muito amor daqui por diante com esse bloco fantástico (reparem nos detalhes da textura). Ah, também foi a primeira vez que usei o scanner novo, muito amor por essa imagem 1000 vezes melhor.
Para ler: Da cor à cor inexistente, de Israel Pedrosa
Para ouvir: We are all conected, Symphony of Science
Abraços e bons sonhos (dormindo ou acordado),
Lidiane :-)
Resenha: Marcadores Magic Color Série Ouro
O Antonio e eu temos uma sistemática muito funcional em relação a presentes: oferecemos um valor x para o outro gastar no que ele bem entender. Utilizei meu "vale" do dia dos namorados para comprar vários materiais artísticos que estava precisando (gente, eu não tinha uma régua de 30 cm decente, pode isso?) e experimentar novidades. E uma delas é este kit de 12 marcadores da Magic Color Série Ouro.
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| |--- 10 cm ---| |
A primeira coisa que chamou atenção foi o preço: eles são relativamente baratos se comparados aos marcadores de outras marcas, por se tratar de uma linha profissional. Depois, a separação das cores nas embalagens também me deixou curiosa (tem várias cartelas de cores intermediárias, neutras e cinzas, além de estojos completos). O meu kit é o de Cores Intermediárias I.
Assim que abri a embalagem, senti aquele cheirão de álcool, típico desse tipo de caneta. A ponta é bem resistente e a pigmentação no papel é boa. A intensidade da cor na ponta é exatamente igual a que é transferida para a superfície (no caso, utilizei um papel branco). Logo que passei a primeira camada, a tinta pareceu ser bem molhada, mas em questão de instantes já estava seca. Um cuidado a ser tomado para quem curte fazer degradé. Vamos ver o que o fabricante tem a dizer sobre o produto?
Possui ponta chanfrada japonesa com fio penteado de traçado de alta definição, sua grande diferença junto aos outros marcadores é que seu pigmento é a base de álcool e permanente.
Acima, a paleta que fiz com os respectivos nomes das cores. Coloquei um coração ao lado das que mais gostei e, para uma primeira impressão, gostei muito da cor no papel. É intensa, diferente, fiel à embalagem e com um acabamento acetinado super bonito. Depois dessa pequena amostra, testei o lilás na Sugar Skull VII e gostei do resultado, apesar de ter ficado um pouco manchado. Creio que o papel texturizado não ajudou. Fiquei curiosa para testar as outras cores (são 60 ao total), principalmente a branca, para superfícies escuras.
Ponto negativo: o cheiro forte de
Veja também minha opinião sobre as canetinhas Visaquarelle, da Bic.
Abraços,
Lidiane :-)
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