Desejo da vida: o livro com as Catrinas de Sylvia Ji
Eu mal pude me conter quando, em sua página no Facebook, Sylvia Ji anunciou o lançamento de Day of the Dead and Other Works, edição luxuosa que compila os principais trabalhos da artista norte-americana, incluindo suas maravilhosas Sugar Skulls. Se você não sabe de quem estou falando, senta que lá vem história:
Em outubro de 2011 eu estava navegando pela finada conta no We Heart It, quando me deparei com várias ilustrações e pinturas de caveiras mexicanas. Como sou apaixonada por coisas mórbidas, fui pesquisar mais material e fiquei hipnotizada pelo trabalho da então desconhecida (para mim) Sylvia Ji. Foi o incentivo que precisava para começar a dar corpo aos meus retratos femininos e preferência por temas fantásticos, surgindo então uma de minhas ilustrações mais queridas, a Sugar Skull I.
Voltando ao livro, a obra contém 112 páginas e capa dura, com prefácio do curador Jan Corey Helford. Já está em pré-venda no site da Korero Press, com lançamento previsto para 17 de setembro deste ano (dá tempo de encomendar para o meu aniversário, #ficaadica). Convertendo para a nossa moeda, o custo deve girar em torno de R$ 80,00. As artes apresentadas são predominantemente as Catrinas, com muitos detalhes e closes que ajudam o leitor a descobrir cada minúcia das misteriosas mulheres de Ji.
Para mim, não há dúvidas de que a artista transita como ninguém entre o grotesco e o sensual; entre a sensação de repulsa e deslumbramento; entre vida e morte. Certamente é um item de colecionador inestimável para todos os amantes de Catrinas, Halloween e Dia dos Mortos. Mal posso esperar para ter o meu em mãos. As imagens são da página da Korero Press.
Minhas inspirações - agosto
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| Imagem via. |
2016 tem sido um ano de retiro, introspecção e estudo, basicamente. Eu entrei numa caverna e tentei me cercar de pessoas com interesses afins (embora, vez ou outra, apareça alguém para perturbar). Até mesmo porque, quase sempre que saio, acabo me irritando com alguma situação. Enfim, são tempos difíceis e quero realmente estar cercada por coisas boas. As minhas inspirações do mês refletem isso.
Jacquelin Deleon: sigo essa aquarelista no Instagram e gosto muito não só das cores e temas dos trabalhos, como também da noção de gestual que ela possui. Gestures têm sido minha pedra no sapato, tento me esforçar para estudá-los o maior número de vezes por semana, porque quero sair da esfera dos retratos. Sem dúvidas, a Jacquelin é uma das minhas maiores referências quanto ao gesto solto, cheio de movimento e expressão.
Amanda Palmer: muitas pessoas conhecem a Amanda somente por ser esposa do Neil Gaiman e ignoram a importância dessa artista para o cenário de arte independente mundial. É dela a campanha mais bem sucedida da história do site de financiamento coletivo Kickstarter e sua palestra no TED, The Art of Asking, virou um livro sensacional. Comecei a leitura achando que era só mais um título de autoajuda para artistas e leigos, mas as experiências da autora desde quando trabalhava como estátua viva me pegaram. Farei resenha assim que terminar.
Curso do Aaron Blaise: ainda falando em estudo de gestures, comprei o curso online Character Design, do Aaron Blaise, para ter mais suporte na hora de fazer meus exercícios. Não pretendo ir pelo caminho da criação de personagens, mas preciso de referências sólidas para melhorar meu traço. Mais para frente, pretendo escrever sobre a importância de ter uma base de conhecimento e o quanto vejo a falta disso, ultimamente.
Agosto é conhecido por ser um mês longo e cheio de infortúnios, que tal espantar um pouco desse desgosto estudando mais, não é mesmo? Em tempo: as imagens foram retiradas das páginas dos artistas linkadas aqui no post.
Projeto Ilustra: Receita Ilustrada
O Projeto Ilustra foi criado pela Ana Blue, do blog 9dades a solta. Somos um grupo de minas que postará em seus blogs, sempre no último dia do mês, o tema mais votado entre nós. O limite máximo de ilustrações é de cinco por participante, dependendo do tempo de cada uma.
O tema de julho foi receita ilustrada e, confesso, não sei e não gosto de cozinhar. Faço apenas o básico e necessário para a minha sobrevivência, apesar de vir de uma família de pessoas que cozinham bem (meu namorado também). Sou a ovelha desenhista, sorry. Por isso, pedi ajuda para a minha irmã e, aproveitando o clima muito frio aqui do sul, resolvi ilustrar a receita do chocolate quente que ela faz, que é super gostoso. Tudo é feito meio que no olhômetro, então, leve em consideração a quantidade de pessoas que vão tomar o chocolate
Chocolate Quente - Ingredientes:
- Leite;
- Chocolate em pó (não pode ser achocolatado);
- Canela em casca/cravo;
- Amido de milho;
- Amido de milho;
- Ovos;
- Açúcar.
Preparo: Coloque numa panela o leite, o chocolate em pó, a canela em casca e cravo a gosto e deixe ferver. Separe as gemas das claras e faça uma gemada com pouco açúcar, para não ficar muito doce. Misture a gemada no chocolate e deixe ferver por mais alguns minutos, adicionando um pouco de amido de milho até ficar no ponto que você achar melhor (mais grosso, mais ralo). Bata as claras em neve para fazer o merengue como acompanhamento, e está pronto o seu chocolate! Eu sou péssima até para escrever a receita, espero que tenha fica compreensível.
Materiais utilizados na ilustração
- Papel Canson 180g;
- Lápis de cor Polycolor;
- Lápis de cor Polycolor;
- Marcadores Copic e Posca para os detalhes.
Mês que vem eu volto, sempre no último dia, com o tema escolhido pelo grupo. Participe você também, usando #projetoilustra. Ah, um último aviso: não vai ter BEDA! Aconteceram uma série de imprevistos, tanto técnicos quanto de saúde, e todo o tempo que eu dedicaria para preparar os primeiros 15 posts de agosto foi perdido. A programação do blog seguirá normal.
Mais um sketchbook finalizado
A cada era glacial sai um vídeo novo no YouTube e, desta vez, mostro mais um sketchbook de aquarela finalizado. Fiz questão de mostrar esse, em especial, por dois motivos: o primeiro, foi porque fiz muitos exercícios da Oficina de Aquarela aqui (gente, é sério: eu não ganho nada da Sabrina pra fazer esse jabá, é de coração e porque sei que vale a pena) e, em segundo, porque tem muita coisa que não deu certo e acredito que é importante mostrar que se pode aprender com os erros.
Tornou-se muito comum ver nas redes sociais vários artistas compartilhando seus sketchbooks, alguns são tão bonitos que mais parecem artbooks, mas a função do caderno de estudos é justamente permitir-se errar, para então aprender com isso. Um sketchbook não precisa ser organizado e limpinho, com exercícios acabados e ilustrações finalizadas. Ele é o lugar de reflexão, de aprendizagem, de tentativa e erro, ali tudo é permitido.
Então, aperte o play para ver vários estudos que me deixaram orgulhosa, mas também muita coisa feia e mal-ajambrada. Posso dizer, com convicção, que aprendo com ambos. E se você gostou, não esqueça de deixar seu like e se inscrever no canal, para receber as atualizações antes de todo mundo.
Caixinha para guardar aquarelas
Dia desses mostrei no Snapchat a caixinha que comprei para guardar as aquarelas em bisnaga e, hoje, vou falar um pouco mais sobre ela (e como você pode fazer uma também). Minhas tintas estavam dentro de uma lata de bombom minúscula, mal conseguia enxergar quantas cores havia ali dentro. As caixas de madeira que encontrei em lojas de materiais artísticos, apesar de bonitas, eram muito caras e, cá entre nós, é uma caixa de madeira, não há nada de extraordinário nisso! Foi então que minha mãe falou de uma loja especializada em artesanato aqui em Rio Grande, e fui lá conferir. Encontrei essa espécie de escaninho, com quatro gavetas, que caiu como uma luva para as minhas necessidades.
Basicamente, é um cubo de MDF que mede 19cm x 19cm x 9cm, com quatro recipientes de 8cm x 8cm x 8,8cm. Também havia com seis divisórias mas, no momento, este já servia. Ele não ocupa muito espaço na mesa e deixa tudo a mão, quando preciso. Essa peça custou R$ 18,00 e a atendente sugeriu envernizá-la, para ajudar na conservação (coisa que ainda não fiz #shame). O pote de verniz custou R$ 4,50 e já aproveitarei para impermeabilizar meus pincéis da Ipaint. No total, gastei R$ 22,50.
Dividi as gavetas de acordo com a marca e frequência de uso das tintas. Na primeira parte, ficam as cores da Cotman que utilizo para fazer os cinzas ópticos; na segunda, as demais cores que possuo dessa marca. Logo abaixo, guardo as tintas da Van Gogh e, no último compartimento, as primas ricas da Sennelier e Rembrandt, e também os guaches da Talens. Essa gaveta ainda está pobrinha por motivos óbvios (risos)...
Como falei acima, encontrei essa caixa facilmente numa loja de materiais para artesanato, no centro da cidade. Acredito que seja comum esse tipo de peça em qualquer lugar do país e, se você tem um marceneiro de confiança ou gosta de colocar a mão na massa, é só pegar as medidas e ser feliz! Também é possível organizar as aquarelas em bisnaga de diversas outras maneiras, pesquisando por art supplies box no Pinterest dá para ter ideias muito legais de customização.
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