Hekate Phosphorus [versão 2022] 🗝️🔥
Em 2019 eu fiz uma representação de Hekate que gostei/ não gostei da finalização. Gostei por ter trabalhado em aquarela, e não gostei porque alguma coisa ali na área de baixo da composição não ficou 100%. Eu já tinha feito uma representação em 2016 que havia gostado muito, muito mesmo. Acho que nenhuma se compara a primeira, pois foi bastante espontânea, do jeito que gosto de trabalhar com o lápis.
Porém, dia desses, resolvi voltar na ilustração de 2019 e, num acesso de racionalidade e desapego pouco visto antes, taquei a tesoura no papel, sem dó nem piedade. Recortei toda a figura, as tochas, as luas... Fui aparando o cabelo e a composição, arrumando o que estava torto e rearranjando a posição da figura até deixá-la do jeito que imaginei.
Colei tudo cuidadosamente no papel cinza, fiz os acabamentos com caneta e, acima, está o resultado. Hekate da maneira que acredito que essa ilustração deveria estar desde o início. Parece que ela sempre foi assim. Esse processo me ajudou muito a trabalhar o desapego, visto que três dos meus trabalhos agora fazem parte do acervo da Otroporto, e eu estava com dificuldade em dizer "adeus" para eles.
Librianos costuma ter dificuldades em tomar decisões, principalmente quando se encontram em encruzilhadas e precisam escolher um caminho. Voltar atrás e olhar para o passado, para então projetar o futuro, tem sido o que ajuda a me direcionar (o famoso dar dois passinhos para trás, para então seguir em frente).
E esse movimento de retornar aos trabalhos antigos está me ajudando demais a enxergar o quanto já fiz coisas boas, só preciso valorizar minha trajetória e sempre, sempre seguir adiante.
Folhagem 🌿
Depois de muitos anos ilustrando somente em, no máximo, tamanho 24 x 32 (que é o tamanho dos blocos de aquarela que tenho), resolvi comprar novamente um bloco A3 para fazer exercícios de pintura, depois que meu projeto para a Otroporto foi aprovado (falarei mais disso em outra oportunidade). A minha preferência sempre vai ser por tamanhos menores, por questão de gosto, mas acho importante estar aberta a mudar o formato, de vez em quando.
Aproveitei para fazer algumas folhagens de costela-de-adão e testar algo mais decorativo, que não exigisse muita pesquisa ou precisão; que tivesse graça justamente no desprendimento.
Esse foi um dos últimos trabalhos que fiz ainda com essa configuração de espaço de trabalho, mudei tudo algum tempo depois (vou mostrar isso em detalhes tbm em algum momento).
Não usei papel próprio para aquarela, trabalhei num Canson 180g normal, por isso enrugou um pouco, o que não me incomodou, pois como disse, o foco era o desprendimento do perfeitinho.
Gostei tanto das minhas folhagens que decidi comprar uma moldura (também baratinha e também muito simples), e colocar esse trabalho na parede do meu quarto. Para que eu me lembre que preciso de tempo para me dedicar à arte, pois ela me rende belos frutos, que aquecem meu coração.
Rosto #02 🔥
Desenho rápido feito com um dos meus materiais favoritos, que nunca falha: lápis grafite. Aqui, usei graduações de 2B a 9B, além de lápis de cor e marcador metálico.
Materiais utilizados
- Lápis grafite Lyra 2B, 4B e 9B;
- Esfuminho Derwent;
- Caneta gel metálica Pentel.
Rosto #01 🔥
Desenho rápido feito com um dos meus materiais favoritos, que nunca falha: lápis grafite. Aqui, usei graduações de 2B a 9B, além de lápis de cor e marcador metálico. Gostei bastante desse resultado, às vezes é nas coisas mais simples que encontramos beleza e satisfação.
Materiais utilizados
- Lápis grafite Lyra 2B, 4B e 9B;
- Esfuminho Derwent;
- Lápis de cor Albrecht Durer Faber-Castell;
- Caneta gel metálica Pentel.
Chama Violeta 💜










