Links bacanas #14
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Este é um daqueles posts para salvar na sua aba de favoritos e consultar sempre que precisar. Trago verdades uma seleção de bancos de imagens com referências para estudar anatomia. Vem comigo!
Vale lembrar que o stock do DeviantArt é ótimo como um todo, aqui selecionei os que eu uso com mais frequência. Apesar do Pinterest ser um mar de inspirações, a grande maioria das imagens ali são protegidas por direitos autorais. O legal desses bancos é que você pode verificar o tipo de licença antes de fazer download da foto, muitas já são de uso livre.
Se você conhece algum banco de imagens legal, deixe o link nos comentários, assim é possível ajudar mais gente e formar uma biblioteca bem maravilhosa.
Trabalhando valores
Um dos pontos mais estudados no curso da Sabrina (vocês vão ter que me aguentar falando sobre isso) são os valores da pintura. O que é valor? Não é algo relacionado ao preço da obra, mas sim àquilo que dará o contraste e definirá as formas do seu trabalho. Quanto mais luz, maior o valor; quanto menos luz, menor o valor.
De acordo com James Gourney, no seu livro Color and Ligh: a guide for the realist painter, o valor (value) é uma das dimensões propostas por Albert Munsell em seu sistema numérico de cores, juntamente com o matiz (hue) e a pureza da cor (chroma). Eu não vou adentrar mais neste assunto, pois requer estudo aprofundado, e ainda não estou no nível de poder explicar isso claramente num post.
De acordo com James Gourney, no seu livro Color and Ligh: a guide for the realist painter, o valor (value) é uma das dimensões propostas por Albert Munsell em seu sistema numérico de cores, juntamente com o matiz (hue) e a pureza da cor (chroma). Eu não vou adentrar mais neste assunto, pois requer estudo aprofundado, e ainda não estou no nível de poder explicar isso claramente num post.
Do primeiro rascunho (com referência fotográfica para a pose) até a arte final, fiz três estudos diferentes, utilizando aquarela, grafite e, por último, grafite e sanguínea. Este foi o que chegou mais próximo ao que eu desejava, com as marcações de luz, sombra e volumes bem definidas. Não usei esfuminho, como de costume, apenas o lápis grafite da linha Othello, da Stabilo, que é extremamente macio, e a cor Red Chalk, da Gioconda.
Para quem não conhece, a sanguínea é um material muito utilizado para esboços e arte final, com coloração avermelhada (daí o nome), próximo à terracota. Geralmente, se trabalha a seco, assim como o pastel. O lápis que usei é de uma linha da Koh-I-Noor, e não chega a ser uma sanguínea propriamente dita, mas uma cor aproximada. O resultado final ficou assim:
- Lápis Gioconda Red Chalk;
- Lápis Stabilo Othello 3B;
- Papel Canson 180g.
Eu prefiro fazer vários estudos completos quando estou testando essas possibilidades, assim já exercito outros pontos, como proporção, traço, etc., mas há quem prefira os thumbnails, que são miniaturas da ilustração, nas quais é possível testar materiais e fazer as marcações necessárias de luz, sombra e cor. Quando faço encomendas, também utilizo thumbnails, para facilitar o entendimento do briefing e ter certeza do que fazer antes de começar, afinal, existe um tempo de execução do trabalho.
Eu não estou colocando esses trabalhos na lojinha porque, como disse, são estudos bastante pontuais. Além dos valores, gostei das hachuras e do rastro deixado pelo lápis, que geralmente disperso com a ajuda do esfuminho. Achei que ficou mais dinâmico e fresco, só preciso treinar mais a pressão do lápis sobre o papel. Aos poucos, seguimos.
Catrina Dourada
Sim, eu voltei a produzir! Depois de um longo e doloroso inverno (quase literalmente), senti vontade de fazer algo que não fosse somente para estudo, nem encomenda. E, com a proximidade do mês mais lindo do ano, bateu aquela saudade de desenhar uma Catrina. Já fazem quase cinco anos que a primeira caveira surgiu na minha prancheta e - acho que - a última foi em 2014. Eu me afastei um pouco da temática porque muita gente me conhecia só por isso, e queria mostrar que sabia fazer outras coisas. Mas, no fundo, tem aqueles temas que habitam nosso coração, e não saem de lá nem com reza brava. Então acho que uni o útil ao agradável com essa Catrina Dourada.
Eu intercalei petisquinhos desse trabalho entre o Instagram e o Tumblr, mostrei por lá várias etapas do processo, que compilo agora. O primeiro esboço fiz num intervalinho para o café, depois de ver uma imagem de referência no Pinterest. Usei somente a pose da modelo, mesmo.
Fiz o risco final com grafite vermelho, que tenho usado bastante. Novamente procurei trabalhar com poucos materiais, e também dar um respiro entre os estudos de aquarela. Geralmente, eu deixo acumular muitas tarefas, de até quatro semanas, então esse tipo de trabalho funciona como válvula de escape. Usei lápis 2B e 4B, caneta nanquim e lápis de cor. Aos 45 do segundo tempo, decidi fazer o fundo com guache dourado e, como o papel tinha pouca gramatura, enrugou. Mas fiquei feliz com o resultado, mesmo assim.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis Royal & Langnickel 2B e 4B;
- Multiliner Staedtler 0.3 e Copic 0.5;
- Lápis de cor Polycolor;
- Guache Talens ouro claro.
Não estou na melhor forma, acredito que já fiz coisas bem melhores (e outras horríveis) e tenho passado por períodos de estudo e intensa auto-avaliação. Recentemente, adquiri alguns cursos e livros de anatomia, e estou tentando conciliar tanta coisa para fazer. Mas gostei dessa ilustra, sem compromisso ou pressão. Ver o que preciso melhorar e tentar reduzir ainda mais os materiais que uso e a paleta de cores. E também aplicar o que tenho aprendido com aquarela em outros suportes.
Falando no mês mais lindo do ano: não sei se vou participar do Inktober, pois começarei o último módulo do curso da Sabrina, e quero me dedicar a ele ao máximo. Se eu conseguir adiantar alguma coisa, até faço, mas não prometo nada - como fiz no BEDA. Deixa rolar...
Minhas inspirações - setembro
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| Imagem da loja Nostalgic Hearts, extraída do Tumblr Pre-Raphaelisme. |
Eu não morri e nem fui parar na Record, só estou deixando as coisas acontecerem no seu tempo, estudando e pensando naquilo que vale mesmo a pena compartilhar. Como já disse anteriormente, voltei para o Tumblr, que é um lugar motivador e que me ajuda a trabalhar mais e procrastinar menos (ou a procrastinar de maneira criativa). Fiz uma lista com os cinco tumblrs mais inspiradores do meu feed, para quem quiser seguir também e dar um gás nos seus processos de criação:
Loish: uma das ilustradoras digitais que mais gosto, no blog da Loish é possível ir um pouco além do que ela mostra no Instagram e acompanhar processos de criação e esboços (muitos), o que me faz perceber, cada vez mais, a importância de estudar e se desafiar, sempre.
Iraville: ilustradora que conheci no Instagram e depois no YouTube, com seus vídeos maravilhosos. No tumblr ela também mostra mais dos seus processos (uma das coisas mais legais dessa rede social é que as imagens ficam com cores e resolução excelente, o que torna a experiência muito melhor) e trabalhos finalizados. Para quem curte aquarela e lápis de cor com paletas reduzidas, é um prato cheio.
Female Beauty in Art: uma seleção de obras de arte com a temática da figura feminina. São esculturas, pinturas, ilustrações e esboços que mostram a evolução da representação do corpo da mulher ao longo da história.
Pre-Raphaelisme: eu amo os Pré-Rafaelitas, já falei um pouco aqui e, neste tumblr, é possível encontrar, além das obras de Waterhouse e Rossetti, diversos artistas do período, e também outras imagens inspiradoras na mesma vibe.
Astronomy is Awesome: ótimas referências para quem curte pintar galáxias, além de uma infinidade de imagens lindas do sistema solar, nebulosas e estrelas. Bom para produzir arte e também para perceber que somos um grão de areia na vastidão do cosmos.
Quem quiser me seguir nesta e em outras redes sociais, sabe que pode me encontrar por @lidydutra, ou então digitar meu nome que minha carinha já aparece na busca. Abraços e até!
Organize suas gavetas
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Lembra daquela mensagem que dizia "use filtro solar", maior sucesso na virada do milênio? O texto foi o mais próximo do que podemos chamar de viral, na época, e ganhou até narração do Pedro Bial (se você ainda era poeira de estrelas em 1999, veja o vídeo aqui). Enfim, se eu tivesse que deixar uma mensagem para as futuras gerações (aloka), seria: organize suas gavetas. Existe uma metáfora muito interessante entre esses compartimentos e a nossa própria vida.
É quase certo que, quando minhas gavetas estão bagunçadas, cheias de quinquilharias e com muitas coisas velhas e sem importância, que jamais voltarei a usar, minha vida está praticamente a mesma coisa: no aspecto profissional, pessoal, nos estudos, nas relações. Sempre que me dedico a limpar as gavetas, organizar seu conteúdo, separar o que ainda me serve e o que precisa ser doado ou ir para o lixo, acabo dando um jeito nas outras esferas também. Há quem diga que o mesmo acontece quando varremos a casa.
Esse ato de separar, limpar e organizar nos ajuda a ver o que nos impede de ir em frente. É como colocar uma lente de aumento sobre um pequeno botão, cujo casaco de onde ele caiu não possuímos mais, e descobrir o por quê de ainda guardarmos algo que não acrescentará absolutamente nada para nossa existência. E isso se aplica às mágoas, dietas nunca iniciadas às segundas-feiras, promessas não cumpridas, metas que não queremos mais atingir, dentre inúmeras coisas.
Quando faxinei minhas gavetas e percebi que metade dos itens de papelaria havia sido comprada por impulso, decidi doar 90% e investir em materiais que realmente valeriam a pena, somente quando eu sentisse necessidade. Quando faxinei o blog e as redes sociais, na semana passada, deixei uma velha Lidiane no passado, juntamente com o peso de quem não sabia muito bem o que queria da vida. Já fiz esse exercício também com pessoas e situações, e a sensação de alívio é reconfortante.
Para ajudar você, que também pode estar precisando de uma faxina, vou deixar dois vídeos muito legais: o primeiro é da Fran Meneses, ilustradora que curto bastante, falando sobre cópia de uma maneira muito mais leve do que eu vinha encarando, principalmente nos últimos meses. Foi esse relato que me fez ver que não era certo eu me punir pelos erros dos outros. Quem não manja de inglês, pode ativar as legendas em espanhol.
O segundo vídeo é da Stephanie Noelle, falando que está tudo bem não dar conta de 1000 coisas ao mesmo tempo e ser igualmente excelente nelas. Você não precisa ser impecável em todos os aspectos da sua vida, é preciso pegar leve com aquelas coisas que não podemos ou não conseguimos controlar da maneira que desejamos. Dica que vi no perfil da Camila Averbeck.
É quase certo que, quando minhas gavetas estão bagunçadas, cheias de quinquilharias e com muitas coisas velhas e sem importância, que jamais voltarei a usar, minha vida está praticamente a mesma coisa: no aspecto profissional, pessoal, nos estudos, nas relações. Sempre que me dedico a limpar as gavetas, organizar seu conteúdo, separar o que ainda me serve e o que precisa ser doado ou ir para o lixo, acabo dando um jeito nas outras esferas também. Há quem diga que o mesmo acontece quando varremos a casa.
Esse ato de separar, limpar e organizar nos ajuda a ver o que nos impede de ir em frente. É como colocar uma lente de aumento sobre um pequeno botão, cujo casaco de onde ele caiu não possuímos mais, e descobrir o por quê de ainda guardarmos algo que não acrescentará absolutamente nada para nossa existência. E isso se aplica às mágoas, dietas nunca iniciadas às segundas-feiras, promessas não cumpridas, metas que não queremos mais atingir, dentre inúmeras coisas.
Quando faxinei minhas gavetas e percebi que metade dos itens de papelaria havia sido comprada por impulso, decidi doar 90% e investir em materiais que realmente valeriam a pena, somente quando eu sentisse necessidade. Quando faxinei o blog e as redes sociais, na semana passada, deixei uma velha Lidiane no passado, juntamente com o peso de quem não sabia muito bem o que queria da vida. Já fiz esse exercício também com pessoas e situações, e a sensação de alívio é reconfortante.
Para ajudar você, que também pode estar precisando de uma faxina, vou deixar dois vídeos muito legais: o primeiro é da Fran Meneses, ilustradora que curto bastante, falando sobre cópia de uma maneira muito mais leve do que eu vinha encarando, principalmente nos últimos meses. Foi esse relato que me fez ver que não era certo eu me punir pelos erros dos outros. Quem não manja de inglês, pode ativar as legendas em espanhol.
O segundo vídeo é da Stephanie Noelle, falando que está tudo bem não dar conta de 1000 coisas ao mesmo tempo e ser igualmente excelente nelas. Você não precisa ser impecável em todos os aspectos da sua vida, é preciso pegar leve com aquelas coisas que não podemos ou não conseguimos controlar da maneira que desejamos. Dica que vi no perfil da Camila Averbeck.
Faxinei a gaveta das cobranças, pois sei que não consigo ter tempo hábil para me dedicar a tudo o que gostaria. Passei a focar em coisas pontuais, como: estudar aquarela; estudar gestual; ler; desenhar para mim, sem propósito. Cumpro essas pequenas metas quando posso e me sinto bem. E é sempre bom lembrar que, tanto a gaveta quanto a vida dos outros não são parâmetros utilizáveis para nós. Cada um sabe a hora e maneira ideal de pôr ordem na sua própria casa.
Acabei reativando meu Tumblr, pois sinto falta de uma plataforma criativa para me inspirar, e também para acompanhar artistas que gosto mais de perto. Quem quiser seguir, fique a vontade, por enquanto tenho repostado fotos do Instagram, mas abri o ask me para quem quiser conversar comigo. :)
Acabei reativando meu Tumblr, pois sinto falta de uma plataforma criativa para me inspirar, e também para acompanhar artistas que gosto mais de perto. Quem quiser seguir, fique a vontade, por enquanto tenho repostado fotos do Instagram, mas abri o ask me para quem quiser conversar comigo. :)
Na prancheta #6
As últimas semanas foram de dedicação a um projeto muito bacana que, assim que estiver concluído, mostrarei na íntegra. Já adianto que ele fala sobre violência contra mulher e eu, enquanto mulher e artista, me senti extremamente desafiada.
Como já havia dito lá no meu Instagram. certos trabalhos são difíceis de fazer, tanto em relação à técnica, quanto pelo envolvimento emocional que exigem. Ilustrar a violência contra a mulher, em suas mais variadas facetas, foi um processo doloroso de aprendizagem e empatia, que mudou (e muito) minha forma de pensar e agir.
Esses são alguns petisquinhos que já havia publicado nas redes sociais, visite meu portfólio para conhecer outros trabalhos na íntegra. Aos poucos, estou animando a voltar a postar, trazendo coisas legais que vi por aí, nos últimos dias. Fiz uma faxina no blog (venho repensando minha presença online desde o ano passado) e excluí muitos post antigos, coisas que já não faziam muito sentindo com o que produzo hoje e me sinto mais leve. O mesmo aconteceu na fan page, no Pinterest, no Twitter e no Instagram. Chega de juntar cacarecos, não é mesmo?
Abraços e boa semana! :)
Links bacanas #13
Eu sei que ando sumida do blog e que a frequência de postagens é cada vez menor, mas tem sido difícil me manter motivada de junho para cá (já expliquei um pouco aqui). Estou canalizando as minhas energias para os estudos e projetos que já venho trabalhando há um bom tempo. Mas achei justo trazer a seleção mensal de links, porque sempre vale a pena compartilhar coisas que, de uma maneira ou de outra, vão acrescentar algo novo na nossa vida. Então, vamos lá:
Com gato tudo fica melhor: a artista Svetlana Petrova achou uma ótima ideia inserir Zaratustra, seu gato de estimação, em obras icônicas da História da Arte, e o resultado é a série Fat Cat Art, que faz qualquer amante de felinos querer as imagens estampadas pela casa toda. Já quero versões com meus filhos Bruce e Sushi!
Entrevista com Sabrina Eras: entrevistei a Sabrina para meu post mensal no Delirium Nerd e foi muito legal! Ela contou um pouco da sua vida e carreira e como planejou o curso online de aquarela, que está com vagas abertas. Se você quer se profissionalizar com uma das melhores aquarelistas do Brasil, corre que ainda dá tempo.
O processo criativo do pôster de Stranger Things: a série mais amorzinho dos últimos tempos, que conseguiu me deixar envolvida até o último episódio e torcer pela Eleven, tem também um trabalho de arte muito lindo e altamente referenciado nos anos 1980. No post da DigitalArts é possível acompanhar o processo criativo de Kyle Lambert, artista responsável pela icônica imagem do pôster de ST.
Tolkien ilustrador: se existe alguma criação desse homem que não seja maravilhosa, desconheço. Além de linguista, escritor, poeta, professor... Tolkien também era um ilustrador de mão cheia, e criou as capas e as ilustrações internas para vários de seus livros, incluindo a trilogia O Senhor dos Anéis. Um artista completo.
Contra o exército do padrãozinho: a Babi traz uma reflexão sobre a nova "moda" de padronizar o feed das redes sociais, que se aplica muito bem também ao mundo virtual da ilustração. É comum ver, de tempos em tempos, um inconsciente coletivo tomar conta dos ilustradores e, na minha opinião, isso só torna tudo mais raso e sem propósito.
Apoie quem produz conteúdo: o vídeo da Luh foi um dentre vários desabafos que li, só na última semana, sobre a falta de apoio que produtores de conteúdo precisam lidar. Não é raro a pessoa cansar, jogar tudo pro alto e, depois de um tempo, aparecer alguém dizendo que amava sua arte. Se gostava tanto, porque não curtia? Compartilhava? Apoiava? Não precisa ser um apoio financeiro (embora faça muita diferença), dar os devidos créditos para o autor e ajudar a compartilhar já é muito importante. Eu realmente espero que todo esse movimento de criadores resulte numa nova postura por parte do público, porque está difícil.
Não prometo voltar a frequência regular de postagens, mas sempre que eu me sentir à vontade para mostrar algo novo ou fazer textão (este é meu blog, afinal), apareço. :)
Desejo da vida: o livro com as Catrinas de Sylvia Ji
Eu mal pude me conter quando, em sua página no Facebook, Sylvia Ji anunciou o lançamento de Day of the Dead and Other Works, edição luxuosa que compila os principais trabalhos da artista norte-americana, incluindo suas maravilhosas Sugar Skulls. Se você não sabe de quem estou falando, senta que lá vem história:
Em outubro de 2011 eu estava navegando pela finada conta no We Heart It, quando me deparei com várias ilustrações e pinturas de caveiras mexicanas. Como sou apaixonada por coisas mórbidas, fui pesquisar mais material e fiquei hipnotizada pelo trabalho da então desconhecida (para mim) Sylvia Ji. Foi o incentivo que precisava para começar a dar corpo aos meus retratos femininos e preferência por temas fantásticos, surgindo então uma de minhas ilustrações mais queridas, a Sugar Skull I.
Voltando ao livro, a obra contém 112 páginas e capa dura, com prefácio do curador Jan Corey Helford. Já está em pré-venda no site da Korero Press, com lançamento previsto para 17 de setembro deste ano (dá tempo de encomendar para o meu aniversário, #ficaadica). Convertendo para a nossa moeda, o custo deve girar em torno de R$ 80,00. As artes apresentadas são predominantemente as Catrinas, com muitos detalhes e closes que ajudam o leitor a descobrir cada minúcia das misteriosas mulheres de Ji.
Para mim, não há dúvidas de que a artista transita como ninguém entre o grotesco e o sensual; entre a sensação de repulsa e deslumbramento; entre vida e morte. Certamente é um item de colecionador inestimável para todos os amantes de Catrinas, Halloween e Dia dos Mortos. Mal posso esperar para ter o meu em mãos. As imagens são da página da Korero Press.
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