Summary of Art 2018
Todo ano faço um summary of art para ter noção do que produzi e da evolução do meu trabalho ao longo de 12 meses. É uma forma legal de ver o que funcionou e o que precisa ser melhorado. Esse ano cogitei não fazer este balanço, acredito que houve muita inconsistência na minha produção; em muitos meses fiz malabarismos para poder produzir algo.
Mas a inconsistência também faz parte do trabalho artístico, e acabei me envolvendo em mil outras atividades que me encheram de orgulho e satisfação, como ensinar arte para crianças e montar uma exposição com o que elas próprias produziram.
Mas a inconsistência também faz parte do trabalho artístico, e acabei me envolvendo em mil outras atividades que me encheram de orgulho e satisfação, como ensinar arte para crianças e montar uma exposição com o que elas próprias produziram.
Posso não ter sido constante ou ter perdido um pouco o ritmo, mas tudo o que fiz foi em momentos em que queria muito estar envolvida naquilo, sempre procurando doar meu melhor.
Obrigada a todas(os) que permaneceram comigo durante este ano; que entenderam a minha ausência das redes sociais e a mudança de foco da minha vida artística; que não esqueceram de me indicar, curtir, acompanhar e, principalmente, obrigada a cada um que entende a arte como resistência.
Me despeço das atividades do blog em 2018 por aqui, desejando um feliz Natal 🎅 e um 2019 de luz e esperança para todas(os)!! ✨
O template foi feito por DustBunnyThumper e pode ser baixado aqui.
Laguna 🌅
Depois do hiato pós-Inktober (meus últimos trabalhos acabados já têm quase dois meses), voltei com uma ilustração feita com lápis de cor, que sempre vai ser um dos meus materiais favoritos.
Esses dias rolou uma discussão bem interessante lá no GAG, sobre como encontrar motivação para desenhar diante de uma rotina atribulada e do cansaço por ela gerado. O que tem funcionado comigo é não sentir culpa. Faço o que posso, quando posso. Deixei de lado as encomendas e hoje me dedico somente aos projetos pessoais. O que ganho como professora garante meu sustento, por isso pude dar outro status para minha arte. Depois que entendi essa nova realidade, voltei a sentir prazer em produzir, mesmo reduzindo o ritmo. Claro que essa não é a realidade de quem vive 100% de freela, mas se você divide seu tempo com emprego em meio período ou integral, tente descansar o suficiente e não sinta culpa.
Comecei pela pele, trabalhando com tons mais quentes, puxados para o laranja (o anúncio da cor do ano pela Pantone só veio dias depois hehehe), quem me acompanha há mais tempo sabe que não costumo usar bege puro para colorir peles claras, mas sim trabalho construindo tons sobre marrons, sépias, laranjas, rosados, vermelhos e por aí vai. Em seguida, cobri os cabelos com a brush pen da Pentel e gostei bastante do contraste.
Para a água, usei desde azul da Prússia e verde folha até rosa. Foi bastante difícil e acredito que não consegui chegar num resultado satisfatório para essa água, pois foi a primeira vez que tentei esse efeito com lápis de cor. Talvez com aquarela fosse mais fácil, pois tenho ainda na memória os ensinamento que a Sabrina passou em seu curso e vários exemplos para me guiar. Mas mesmo assim quis arriscar, afinal, como saberei se vou conseguir se não tentar, não é mesmo?
Materiais utilizados
- Papel Nostalgie Hahnemühle;
- Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
- Brush pen Pentel;
- Multiliner Copic e caneta gel dourada para os detalhes.
Não esqueça que no post anterior tem presente! São três modelos de calendário 2019 para download gratuito (uso pessoal), com ilustrações que gostei de fazer em 2018. É só clicar aqui.
Como monto meus planos de aula + freebie
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| A gata professora |
Alguns dias atrás abri uma enquete lá no Instagram, pedindo para que mandassem sugestões sobre assuntos relacionados à docência em artes. E uma das maiores dúvidas diz respeito aos planos de aula: como fazer, o que abordar, como executar.
Por isso, resolvi compartilhar como eu monto meus planos de aula, além de disponibilizar um modelo, pronto para download. Claro que é a minha experiência, e não uma receita pronta. Existem passos que podemos seguir, mas não uma regra fechada, um tem-que-ser de um jeito ou outro.
O que é um plano de aula?
Plano de aula é uma espécie de roteiro, no qual o professor vai especificar tudo o que será abordado durante uma aula. Contém informações sobre conteúdos, atividades, avaliação, métodos, referências, etc. Também pode ter a forma de um projeto de trabalho, contendo uma ou mais aulas, ou até mesmo um mês ou bimestre inteiros.O que colocar no plano?
Embora não exista uma receita pronta, alguns elementos aparecem de praxe em planos de aula, tais como: data ou período de realização da aula, temática, conteúdos abordados, objetivos da aula, metodologia/sequência de atividades, recursos e avaliação. Essa estrutura básica permite que o professor não só tenha clareza do que abordar, como também organize melhor seu material, agende espaços da escola (se necessário), prepare recursos de apoio e, sim, estude! Porque, para mim, é imprescindível que, munido do plano de aula, o professor estude o tema e busque amparo bibliográfico para a aula.Como estruturar o plano de aula?
Os meus planos de aula são organizados da seguinte forma:
É sempre assim? É. Sou muito caxias com meu planejamento, pois dedico muitas horas além da hora atividade para realizá-lo. Tenho um caderno onde elaboro as semanas (dá para ver na imagem, a Luna está deitada em cima dele), além de uma agenda tipo planner, que me dá a visão de toda a semana de aulas, e onde anoto a sequência de atividades por turma. Faço tudo de maneira analógica, pois me concentro melhor do que na frente do computador.
- Data (período de realização da aula);
- Tema (assunto trabalhado);
- Conteúdos (baseado nos objetivos de aprendizagem, o que vai ser pontuado dentro do tema);
- Objetivos (o que eu quero com aquela aula);
- Sequência de atividades (como vou executar aquela aula);
- Recursos (o que eu preciso para realizar a aula);
- Avaliação (ao final, o que espero que os alunos aprendam com a aula).
É sempre assim? É. Sou muito caxias com meu planejamento, pois dedico muitas horas além da hora atividade para realizá-lo. Tenho um caderno onde elaboro as semanas (dá para ver na imagem, a Luna está deitada em cima dele), além de uma agenda tipo planner, que me dá a visão de toda a semana de aulas, e onde anoto a sequência de atividades por turma. Faço tudo de maneira analógica, pois me concentro melhor do que na frente do computador.
Dicas extras:
→ Tenha uma agenda como a que mencionei acima. Ela ajuda a dar um panorama da semana e das atividades que precisam ser realizadas. Meu modelo é este aqui, mas dá pra procurar modelos gratuitos para baixar, ou fazer sua própria agenda. O importante é se organizar;
→ Faça um checklist das coisas que precisa levar para a aula (pendrive, papéis, revistas, etc.), isso evita esquecimentos e perrengues de última hora com equipamentos;
→ Procure manter-se à frente, planejando o mês inteiro, ou os próximos 15 dias. Assim, você mantém a sequência de atividades num ritmo bom, vê onde as turmas estão com dificuldade e tem mais folga para fazer alterações ou replanejar uma aula;
→ Anote alterações no seu plano. Por exemplo: uma discussão que durou mais tempo que o planejado, ou uma proposta dos estudantes que não estava prevista, mas você achou legal executar. Isso ajuda a ver o quanto suas aulas são dinâmicas e o quanto você consegue se adaptar. Lembre-se: flexibilidade deve ser a palavra-chave de um planejamento, ele é o ponto de partida, mas nem sempre o de chegada;
→ Prepare-se para DAR RUIM. Porque uma coisa que a vida docente tem me ensinado é que nem tudo sai sempre como planejado, e precisamos manter a calma nessa hora. Você pode ter preparado uma aula linda, interativa, cheia de materiais legais e: o equipamento pifa, os alunos não levam material, você sente dor de barriga, chove e não vai ninguém, aparece uma demanda de última hora ou, simplesmente, a turma não está na mesma sintonia que você e não absorve o conteúdo da aula. É normal e acontece com todo mundo, bola pra frente.
→ Faça um checklist das coisas que precisa levar para a aula (pendrive, papéis, revistas, etc.), isso evita esquecimentos e perrengues de última hora com equipamentos;
→ Procure manter-se à frente, planejando o mês inteiro, ou os próximos 15 dias. Assim, você mantém a sequência de atividades num ritmo bom, vê onde as turmas estão com dificuldade e tem mais folga para fazer alterações ou replanejar uma aula;
→ Anote alterações no seu plano. Por exemplo: uma discussão que durou mais tempo que o planejado, ou uma proposta dos estudantes que não estava prevista, mas você achou legal executar. Isso ajuda a ver o quanto suas aulas são dinâmicas e o quanto você consegue se adaptar. Lembre-se: flexibilidade deve ser a palavra-chave de um planejamento, ele é o ponto de partida, mas nem sempre o de chegada;
→ Prepare-se para DAR RUIM. Porque uma coisa que a vida docente tem me ensinado é que nem tudo sai sempre como planejado, e precisamos manter a calma nessa hora. Você pode ter preparado uma aula linda, interativa, cheia de materiais legais e: o equipamento pifa, os alunos não levam material, você sente dor de barriga, chove e não vai ninguém, aparece uma demanda de última hora ou, simplesmente, a turma não está na mesma sintonia que você e não absorve o conteúdo da aula. É normal e acontece com todo mundo, bola pra frente.
Freebie
E para ajudar você, que está passando por algum perrengue, ou está em estágio ou entrou nesse negócio da docência agora e encontra-se arrancando os cabelos, preparei um modelo dos meus planos de aula (inclusive dei essa aula na semana passada), para você baixar e se guiar. É SÓ UM GUIA. Use como ponto de partida para sua prática e adapte às suas necessidades. Lembre-se de que não existe uma regra ;)Download do arquivo aqui
Espero ter ajudado quem sente dificuldades na questão do planejamento de aulas e, assim que outras dúvidas forem surgindo, faço mais postagens.
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Inktober 2018 🎃 Semana 04
Esta é a última produção do meu Inktober 2018. Esse desafio foi permeado por sentimentos conflitantes, por ter sido feito durante o período eleitoral. Foi impossível não me sentir afetada e direcionar minhas angústias para o momento da produção. E essa ilustração realmente ilustra tudo o que estou sentindo. Mantendo a temática proposta, essa é a Fada do Renascimento 🌹.
O processo de criação segue o de sempre, só que desta vez eu esqueci completamente de marcar os valores antes de começar a pintura pra valer. Tive que fazer algumas camadas a mais de marrom e siena para dar contraste suficiente. Uma dica para acertar os valores é tirar uma foto em preto e branco: se ficar tudo num único tom de cinza, é porque está faltando contraste por valor.
Os detalhes foram feitos com as já tradicionais multiliner, caneta dourada e algum reforço com lápis de cor. O resultado final ficou assim:
Materiais utilizados
- Papel Arches 300g grana fina;
- Aquarelas Maimeri Venezia e Van Gogh;
- Pinceis Keramik linha 311;
- Caneta Posca branca e dourada;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B.
Algumas semanas atrás fiz uma ilustração representando o Memento Mori que, na forma de uma rosa, lembra a morte e a brevidade da vida. A Fada do Renascimento também traz esse simbolismo, mas vai um pouco além, pois toda morte também significa renascimento, em outra forma, de outra maneira. Nada mais contundente para o dia de hoje e para o momento que vivemos.
Não é fácil curar cicatrizes, mas da dor pode nascer a beleza, mesmo que breve, e dela brotar a vontade de lutar por um futuro melhor. Vamos limpar nossas feridas, nos fortalecer e seguir adiante. Ninguém solta a mão de ninguém. Onde nos querem cinzas, seremos terra fértil.
Obrigada por acompanhar meu Inktober, todas as ilustrações estão à venda no formato pôster na minha loja virtual. A quem também participou do desafio (concluindo ou não) deixo um abraço apertado e parabéns pela vontade de continuar produzindo arte. ❤
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Inktober 2018 🎃 Semana 03
E a penúltima semana de Inktober já está entre nós! Este tem sido, sem dúvidas, o desafio que mais estou curtindo fazer, apesar de todos os contratempos (não poder desenhar todos os dias; tomar shadownban do Instagram e ter que pagar para impulsionar publicação; ter um curto espaço de tempo para produzir cada peça), pois estou me dedicando 100% e colocando minha alma nesse projeto. São meus melhores desenhos, minha melhor paleta, minhas melhores decisões. Resultado de ANOS estudando e tentando imprimir identidade ao meu trabalho. E a terceira ilustra é a Fada Bonsai 🌳.
Seguindo o mesmo padrão das ilustrações anteriores, comecei com o risco inicial, depois de muito rascunho e estudo das proporções. Coloquei a figura sentada num tronco de árvore e dei ao cabelo o movimento similar à copa do Ficus. Esse tronco, em especial, foi uma das coisas que mais gostei de pintar, até agora, pois consegui um tom de realismo que me deixou bastante satisfeita.
Também seguindo o padrão já adotado anteriormente, adicionei detalhes dourados com caneta gel, e reforcei alguns pontos com lápis de cor também. O resultado final ficou assim:
Materiais utilizados
- Papel Arches 300g grana fina;
- Aquarelas Maimeri Venezia e Van Gogh;
- Pinceis Keramik linha 311;
- Caneta Posca branca e dourada;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B.
Essas fadas plus size representam um ponto de mudança na minha arte, no qual finalmente consegui agregar elementos que há muitos anos sinto falta e tento corrigir. Ainda é um começo para algo maior, mas já me deixa com o coração aquecido por, em meio ao caos, conseguir dar vida a um sonho antigo.
Fiz uma mudança no calendário e a última ilustração não será publicada no domingo, dia 28, mas sim no dia 31 de outubro, para fechar de vez o mês e o Halloween. É uma data significativa para mim e achei mais coerente também.
Para acompanhar os petisquinhos da última fada, fique de olho no Instagram, curta e compartilhe para me ajudar a dar visibilidade para este projeto.
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Inktober 2018 🎃 Semana 02
A segunda produção do Lidytober está no ar! Dessa vez, aproveitei para participar também do desafio Girls Artist Gang de outubro, cujo tema é abóbora. Nasceu, assim, a Fada Abóbora 🎃.
O processo de criação é sempre o mesmo, e já deu para perceber que escolhi uma paleta reduzida para todos os trabalhos, com cores outonais, que remetem ao Halloween. Coloquei um pouco de médium shine e guache dourado nas abóboras, mas o efeito se perde na digitalização. Na imagem abaixo é possível ver um pouco do brilho. Fiquei bem feliz com a textura das pedras.
O resultado final ficou assim:
Materiais utilizados
- Papel Arches 300g grana fina;
- Aquarelas Maimeri Venezia e Van Gogh;
- Pinceis Keramik linha 311;
- Caneta Posca branca e dourada;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B.
No próximo domingo teremos a terceira ilustração do Lidytober. Lá no Instagram solto os petisquinhos do que virá, ao longo da semana.
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Inktober 2018 🎃 Semana 01
A primeira produção para o Lidytober, o meu Inktober, já está no ar! E foi, certamente, um dos trabalhos que mais amei fazer na vida. Esse esboço (assim como os das próximas semanas) foi feito ano passado. Uma ideia muito amada, que deixei engavetada até ter tudo o que precisava para executá-la como imaginei, desde os materiais até definição da paleta de cores e tempo de execução. E foi assim que nasceu a Fada Cogumelo 🍄. Um pequeno ser da floresta que vive entre a grama verde e as plantinhas, livre e feliz.
Comecei da mesma maneira de sempre, com o esboço a lápis sobre o papel. Escolhi o Arches grana fina pela textura e capacidade de absorção da tinta. Esse papel é, sem dúvidas, o melhor para aquarela que já usei, e seu preço salgado é a única coisa que me impede de utilizá-lo em todos os trabalhos. Os valores foram marcados com cinza payne, para depois receber as outras camadas de cor.
Para os cogumelos, escolhi trabalhar com laranja, alizarim e ocre, para deixá-los bem com aquela cara de papel de carta dos anos 90, algo mais próximo da fantasia do que da realidade. Coloquei toques de médium shine misturado ao laranja, mas o efeito é tão sutil que o scanner não pegou, infelizmente. A grama é uma grande aguada com pequenos pontos para simular os tufos.
Depois de finalizar a pintura, optei por não fazer retoques com lápis de cor, somente um pouco no rosto e algumas partes do corpo da fada. Nem multiliner utilizei, apenas fiz um reforço onde o contorno do lápis falhou. O destaque ficou mesmo para a tinta. As bolinhas brancas e douradas foram feitas com caneta posca, também como de costume.
Materiais utilizados
- Papel Arches 300g grana fina;
- Aquarelas Maimeri Venezia e Van Gogh;
- Pinceis Keramik linha 311;
- Caneta Posca branca e dourada;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B.
Gostei muito de como a textura do papel conversou com o restante da pintura, embora o meu scanner esteja me decepcionando e eu tenha que fazer um trabalho de edição que era desnecessário com o equipamento antigo. Penso em comprar somente um scanner de mesa, para evitar a fadiga. Quem tiver indicações, já pode me passar, por favor!
No próximo domingo, além do grande evento Meu Aniversário, teremos a segunda ilustração do Lidytober. Lá no Instagram solto os petisquinhos do que virá, ao longo da semana.
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Memento Mori 🌹💀🌹
Apesar de sempre tentar compreender os códigos que fazem parte do meu processo criativo e manter um pequeno acervo de livros que me permitem aprofundar questões relativas ao sagrado feminino, eu ainda não havia parado para estudar símbolos e seus significados. E resolvi começar pelo ótimo (e ricamente ilustrado) A Linguagem dos Símbolos, de David Fontana. A leitura tem sido fácil e muito rica, principalmente nessa época de Inktober, na qual me aproximo de temais mais mórbidos.
Falando em Inktober: vou participar do desafio deste ano, porém, seguindo o modelo que adotei para o MerMay: uma ilustração por semana. Contei sobre os motivos ao final deste post. A primeira ilustra sai no dia 07.
Memento Mori foi uma espécie de "aquecimento" para o Inktober, e serviu para testar alguns materiais novos que comprei, como a brush pen da Pentel, que realmente é aquele sonho de caneta que eu imaginava hehe.
Utilizei o papel Bristol para trabalhar com lápis grafite sem interferência de alguma textura indesejada. Desde que fiz essa ilustra, lá em 2016, fiquei apaixonada por tranças espinha de peixe e, embora seja um pouco demorado para finalizar, o resultado fica tão bonito, que vale o esforço.
Utilizei a brush pen na roupa, ela é extremamente pigmentada e seca rápido. Os detalhes em dourado foram acrescentados posteriormente, inclusive a rosa que, originalmente, seria feita a lápis. Embora eu tenha parado essa ilustra no meio por conta de uma mudança, todo o processo foi muito tranquilo, pois eu sabia exatamente onde queria chegar. É reconfortante saber que estou conseguindo conciliar, da melhor maneira possível, a vida de professora com a de ilustradora.
Materiais utilizados
- Papel Bristol Canson;
- Lápis Lyra 2B e 4B;
- Esfuminho Derwent;
- Multiliner Staedtler;
- Pentel Brush Pen;
- Caneta gel dourada Pentel.
Uma figura comum na Renascença e no Barroco era o memento mori - literalmente, "lembre-se de morrer" em latim -, associado à brevidade da vida e à decadência inevitável da beleza. A rosa, símbolo dessa expressão, desabrocha rapidamente e dura pouco tempo até suas pétalas caírem. (A Linguagem dos Símbolos, p. 93)
Outros detalhes que estão presentes nessa ilustração são o contraste de preto e dourado que, para mim, representa ao mesmo tempo solenidade e decadência; as joias, que significam riqueza no plano material mas não serão levadas para o plano espiritual e a fechadura localizada no terceiro olho, que pode ser tanto a vontade de expandir o conhecimento, quanto o fechar-se em si. Essas são interpretações bastante pessoais, que acrescentei à ideia inicial.
A partir da semana que vem começo as ilustrações para o Inktober, que serão postadas sempre aos domingos (07, 14, 21 e 28). Mas será possível acompanhar alguns petiscos lá no Instagram.
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