Inktober 2017 | Semana 02
Chegamos na segunda semana de Inktober e preciso admitir o quanto está sendo difícil controlar as emoções durante o desafio deste ano. Certamente é uma das melhores respostas do público ao meu trabalho, tanto de quem me acompanha há bastante tempo, quanto quem chegou agora. Estou recebendo um ótimo feedback todos os dias, até mesmo em ilustras que pensei que não agradariam muito. Quanto à evolução do meu traço, comparo com o que foi produzido há dois anos e me espanto para o bem. Foi uma decisão bastante acertada voltar a estudar.
Porém, tenho sentindo muitas dores musculares, em decorrência do tempo que passo sentada desenhando ou na frente do computador, editando imagens. Tem dias que mal consigo caminhar direito, logo após terminar uma rodada de desenhos. Também estou lidando com um volume excepcional de trabalho na FURG, em decorrência do evento em EaD que estamos organizando desde o início do ano. Por fim, precisei suspender encomendas, mesmo precisando da grana, por cansaço e falta de tempo. Enfim, é com tudo isso que tento lidar e entregar um Inktober que transforme dores e amores em arte de qualidade. Vamos ver o que rolou durante a segunda semana:
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| 09/10/17 |
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| 10/10/17 |
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| 11/10/17 |
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| 12/10/17 |
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| 14/10/17 🎉 |
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| 15/10/17 |
Teve muita ilustração especial durante essa semana, como a do dia 10, até agora a mais curtida (lembrando que vou selecionar as que o público mais gostou para colocar na lojinha), a bruxinha para sexta-feira 13 e, é claro, a do dia 14, minha Catrina especial de aniversário. Assim que eu finalizar o desafio, voltarei a me dedicar mais à loja e outras coisas que inevitavelmente tive que deixar de lado para dar conta de tudo o que estou fazendo.
Inktober 2017 | Semana 01
A primeira semana do desafio de desenho mais amor do ano já passou, e estou aqui para recapitular tudo o que aconteceu e juntar as artes produzidas entre 01 e 08 de outubro na mesma postagem. Para o Lidytober 2017 optei por algo diferente do que fiz nos outros anos: já compartilhei a ilustração final digitalizada e tratada, pois além de melhorar a imagem e visualização dos detalhes, também é mais fácil para mim, pois não consigo fotografar com qualidade e durante o dia.
Para quem ficou com curiosidade, esses trabalhos estão sendo feitos em tamanho A5, no papel para técnicas mistas da linha XL Canson. Esse papel se comporta muito bem com marcadores à base de álcool (mesmo assim, transfere para o verso da folha), mas ainda não é um material que recomendo, tenho usado para gastar o estoque. A relação completa de materiais que estou usando encontra-se neste post aqui do blog e também neste aqui, lá do Instagram.
Ao final do desafio, pretendo gravar um vídeo para meu canal no YouTube, assim como já fiz com os sketchbooks alguns anos atrás, e também colocar as ilustras mais curtidas na lojinha. Vamos às produções da primeira semana:
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| 01/10/17 |
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| 02/10/17 |
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| 03/10/17 |
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| 04/10/17 |
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| 05/10/17 |
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| 06/10/17 |
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| 07/10/17 |
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| 08/10/17 |
Inktober sempre é um desafio no qual fico na minha zona de conforto, pois são muitos desenhos para produzir. Geralmente, seleciono várias imagens para referência e já coloco na ordem que desejo, intercalando figuras mais complexas com outras mais simples, que exigem menos detalhes.
Mesmo assim, notei uma melhora expressiva no grau de complexidade e detalhamento das minhas figuras. Tenho me arriscado em áreas que antes não pensaria para um projeto desses, como movimentos corporais diferentes, tecidos de várias texturas, expressões faciais, cabelos, posturas... além da limitação que me impus na paleta de cores. Enfim, tem sido bem bacana ver como consigo lidar com todas essas novidades de maneira organizada. O único incômodo é a dor nas costas, após horas desenhando (faço vários no mesmo dia).
Também queria agradecer pelos 2 mil seguidores alcançados no Instagram ❤, número pífio para qualquer outra pessoa, mas muito importante para mim, pois sei que não faço um tipo de arte que agrada a todos. Minha eterna gratidão a quem dedica um tempinho do seu dia para prestigiar minhas produções, e também às amigas que sempre estão me divulgando e impulsionando.
O Lidytober vai ao ar durante todos os dias do mês de outubro, no horário de pico das minhas redes sociais (a partir das 18h), e o resumo da semana acontece aos domingos, às 20h, aqui no blog.
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Preparativos para o Inktober 2017
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| 2016 e 2015 |
Existe uma lista oficial, criada pelo próprio Parker, para quem gosta de seguir uma temática durante o desafio, além de várias listas paralelas, incluindo aqui o Drawlloween. Mas cada pessoa é livre para criar da sua maneira (essa é a graça, afinal) e aproveitar o mês de outubro para colocar a criatividade para fora, sair da sua zona de conforto ou simplesmente fazer aquilo que mais ama, sem pressão.
Para esse ano, é óbvio que vou desenhar muita mulher, porém, todas elas terão como tema Bruxaria. Assim como ano passado, batizarei meu desafio de Lidytober, e o subtítulo será Grimório da Lidy. Bem amorzinho trevoso, como gosto. Não vou usar um sketchbook como em 2016, mas sim folhas avulsas tamanho A5 do famigerado papel para técnicas mistas da Canson. Fiz alguns testes e ele suporta bem os marcadores, então vou aproveitar a oportunidade para dar cabo de todas as folhas que tenho aqui.
Materiais que usarei
- Papel para técnicas mistas Canson XL;
- Marcadores: Copic, Faber-Castell, Sinoart, Bic, Crayola, Giotto, Posca, Pentel;
- Multiliners: Staedtler, Sakura, Copic.
Ao final do desafio, guardarei todas as ilustrações numa caixinha personalizada.
Postagens
Nas redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter, Tumblr) as postagens ocorrerão nos horários de pico, entre 18h e 21h. Já aqui no blog, o resumo sairá todo domingo, a partir das 20h, com todos os trabalhos da semana. Ao final do desafio, criarei uma pasta no meu portfólio do Behance com todas as ilustrações digitalizadas e tratadas.
Seria um sonho poder transformar o Lidytober em zine ou exposição, para o ano que vem. Se eu conseguir financiamento, certamente levarei essa ideia adiante. Também estou aberta a parcerias com lojas e marcas que gostariam de apoiar minha participação no desafio. Quem tiver interesse, pode entrar em contato comigo pelo e-mail lidiane@lidydutra.com.
No próximo domingo, dia 01 de outubro, espero vocês nas minhas redes sociais com a primeira postagem oficial do Inktober 2017. Assinantes da newsletter poderão ver um petisco do que vai rolar com exclusividade, assine aqui!
Abraços! ❤
Florescer 🌸
A primavera começa no próximo dia 22 e, embora o país e o mundo pareçam ter mergulhado na idade das trevas, eu quero acreditar que existem motivos para florescer e tentar mudar a nossa realidade. Um exemplo disso é a flor de lótus, um dos Símbolos Auspiciosos Tibetanos: apesar de crescer num ambiente enlameado, ela surge intocada pela sujeira, por isso, representa a pureza. Talvez essa ilustração seja um pouco sobre isso.
Recentemente comecei a leitura de Lua Vermelha, da Miranda Gray, por indicação da artista Amanda Roosevelt, e estou achando muito interessante a conexão que a autora faz entre o ciclo menstrual da mulher e suas energias criativas. Ainda estou nos primeiros capítulos, mas já chamou atenção o conceito de ideias-filhas; da capacidade da mulher gerar não só crianças como também ideias que se propagam no mundo. Certamente voltarei a falar desse livro aqui assim que terminá-lo. Mas vamos à ilustra:
Acredito que esse será o último trabalho pessoal finalizado que posto no blog antes do Inktober, que vai começar logo, logo. Estou ansiosa, já escolhi o sketchbook, o tema e os materiais, e em breve farei uma postagem contando como vai ser, assim como nos anos anteriores. Trabalhei no papel Moulin DuRoy satinado e sem muitos fricotes: uma aguada bem grande de payne's gray para os cabelos (com as flores isoladas por máscara) e aguadas menores no rosto. Para dar acabamento, lápis de cor e caneta multiliner. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Moulin DuRoy satinado;
- Aquarelas Cotman e Van Gogh;
- Pincéis Keramik pelo sintético;
- Lápis de cor Polycolor;
- Multiliner Copic;
- Máscara para aquarela Pébeo.
Essa ilustração, bem como o Pennywise da postagem anterior, já estão disponíveis no meu studio no Colab55 e, em breve, lançarei um frete promocional, pois as agendas 2018 já chegaram (mesmo modelo das 2017 - veja aqui). Não esqueça de seguir e deixar um ❤ na sua arte favorita, ajuda muito na divulgação.
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You'll float too 🎈
🎈 Assisti It: a coisa na semana passada e ainda não consegui tirar essa história espetacular da minha cabeça. Não li o livro, nem assisti ao telefilme de 1990, com Tim Curry no papel de Pennywise, o palhaço dançarino, por isso fui ao cinema despida de qualquer expectativa ou preconceito. E tive uma experiência incrível relacionada não só a terror como também amizade, crescimento, bullying, abuso e união.
🎈 Em abril do ano passado fiz uma ilustra para comemorar o aniversário do blog, de uma menina com um balão atado aos cabelos. O papel amarelo e a composição da figura me lembraram tanto o filme, que cheguei a repostar a imagem nas redes sociais. Mas It merecia mais, por isso, decidi fazer uma fanart (e só faço quando realmente gosto muito de algo) de Pennywise gender bender (gênero trocado).
🎈 Eu não andava muito disposta a postar no blog, nem a terminar alguns trabalhos pendentes e estudar anatomia; até mesmo o Inktober está atrasado no meu cronograma por falta de motivação. Mas essa palhacinha me deu muito fôlego para continuar, além de ter alegrado um dia chuvoso e cinzento. Não tirei fotos do processo porque foquei e em menos de uma hora já havia acabado. Foi bom sentir novamente o cheirinho do álcool das Copics, mais um motivo para me animar para o próximo mês.
Materiais utilizados
🎈 Papel Copic n.6;
🎈 Marcadores Copic, Bic Marking, Posca e Faber-Castell;
🎈 Canetinha com glitter Giotto.
🎈 Na história criada por Stephen King, It assume a forma de seu maior medo. No caso das crianças do Clube dos Perdedores, ele se manifesta através de doenças, traumas e abusos, além do palhaço. Enquanto artista, professora e pesquisadora da área de artes, dados os acontecimentos dos últimos dias, meu maior medo toma a forma da censura. Já me manifestei nas minhas redes pessoais, mas cabe o registro aqui: quando aplaudimos o fechamento de exposições por não concordar com a arte ali exposta, sem procurar entendê-la ou contextualizá-la, falhamos enquanto sociedade. Hoje foi uma ação pontual, amanhã será o museu como um todo, depois serão nossos blogs e sites. E isso é muito perigoso e deve ser amplamente debatido por todos.
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Autorretrato ❤ #meettheartist2017
O tema de agosto do projeto Girls Artist Gang é meet the artist (conheça a artista), em homenagem ao Dia do Artista, que comemora-se amanhã, 24 de agosto. Eu já havia feito essa tag em 2015, e em vídeo no ano passado, para o Girls Video Lab. Aproveitei também para atualizar meu autorretrato, pois o último que fiz e gostei foi em 2014. Ao final do post, você pode conferir a imagem completa, mas antes, quero mostrar mais desse retrato aquarelado, que significa muito para mim.
Acredito que, além de ser um dos temas mais recorrentes na história da arte, o autorretrato é também um dos maiores desafios para qualquer artista. Ao contrário do que se possa imaginar, não é uma questão que se resume à verossimilhança. Ano passado assisti a uma palestra do Hiro, no Iconic, e ele tocou nesse assunto: muitas vezes olhamos para aqueles retratos ultra realistas de celebridades, encontrados aos montes pela internet, mas a única emoção que o desenho passa está na expressão fotográfica da figura, e não na arte em si. É o tipo de trabalho que achamos bonito, mas que não prende a nossa atenção por muito tempo (não estou criticando quem faz esse tipo de arte, ok?).
Eu venho adiando a participação nessa tag desde o início do ano, quando ela bombou novamente, justamente porque não queria me desenhar. Mas fui me sentindo confiante para encarar o desafio, com toda a bagagem que eu não tinha alguns anos atrás. E não me refiro só à parte técnica de execução, mas também a tudo em mim que, no passado, foi motivo de vergonha e que, hoje, abraço da melhor maneira possível, como parte integrante daquilo que sou: minhas olheiras, meu nariz calejado dos óculos, dentre tantos detalhes que me tornam quem eu sou.
Escolhi trabalhar no papel Arches grano fino, um dos melhores para aquarela que já usei. A base do desenho é neutra, ou seja, fiz de memória, genericamente, e só depois de todas as áreas do rosto demarcadas, comecei a me olhar no espelho para ver as peculiaridades. A pintura seguiu tudo o que já estou acostumada a fazer, mas tomei o cuidado para representar as olheiras como as manchas que são, e não como dois círculos roxos chapados ao redor dos olhos. O segredo foi inserir várias camadas de tinta ocre, e finalizar com lápis de cor marrom claro. E SIM, eu me coloco demais nas minhas ilustrações, mas faço isso de maneira muito mais inconsciente do que se possa imaginar. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel Arches grano fino, 300g, 100% algodão;
- Aquarelas Van Gogh;
- Pincéis Keramik;
- Multiliner Copic;
- Lápis de cor Polycolor;
- Guache branco e marcador dourado para os detalhes.
Vários elementos presentes no meu dicionário de códigos e símbolos estão reunidos nesse autorretrato, como o crescente na testa, os cílios longuíssimos e - aquilo que não poderia faltar - a galáxia, meu universo particular de criações. A montagem da tag completa ficou assim:
Depois dessa experiência, risquei mais um medo da minha lista: o de retratar a mim mesma. Certamente isso também me ajudará a ilustrar outras pessoas, e se você se interessou por um retrato personalizado, é só mandar um e-mail para lidiane@lidydutra.com.
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Como faço para expor meu trabalho?
Esta postagem ia demorar um pouco mais para sair, mas como muita gente pediu e recebi mensagens com todo tipo de dúvida, resolvi sistematizar algumas dicas que me ajudaram até aqui a expor meus trabalhos. Já vou deixar bem sinalizado agora que a minha experiência se resume à uma cidade do interior do RS, e não a um grande centro, como São Paulo, por exemplo. Então o que se aplica aqui, pode não ser igual ao que rola em outros lugares.
Breve histórico acadêmico
Eu comecei a expor ainda na faculdade. Logo no primeiro ano, participei da mostra cultural que acontecia em paralelo com a mostra de produção universitária. E até o final da graduação foi assim. Sempre que havia semana acadêmica, atividades complementares, palestras, qualquer oportunidade de mostrar o que fazia, eu aproveitava. Em 2007, inclusive, participei da etapa regional do Salão SESI Descobrindo Talentos, e todas as vezes que ministrei aulas, cursos e oficinas, incentivava meus alunos a expor.
Começando a selecionar
Assim que saí da faculdade e comecei a investir no trabalho como ilustradora freelancer, continuei com essa mentalidade de expor em qualquer lugar que me oferecesse oportunidade, o que me fez entrar em muitas roubadas. Aqui em Rio Grande, existe uma coisa que apelidei de cultura do varal: a pessoa junta uma meia dúzia de trabalhos e monta um varal com cordinha e pregador de roupa, literalmente em qualquer lugar. Não importa se vai sujar, se vai bater um vento e levar tudo, se vai ficar feio. Isso começou a me incomodar profundamente, pois mesmo que eu creia que a arte deve ser acessível e estar em todos os lugares, por quê diabos tem que ser de qualquer jeito? Então, depois de alguns estresses, passei a recusar convites de última hora para montar exposições em locais que não garantiriam a integridade mínima dos meus trabalhos. Em outras palavras, comecei a selecionar. E, ao contrário do que se possa imaginar, isso não é ser metida: é ter respeito pelo que se faz, e mostrar aos outros como deve ser o tratamento correto com a arte.
Dicas a partir da minha experiência
1. Tenha algo concreto para expor, sejam conjuntos de ilustrações, séries temáticas, retrospectiva dos últimos anos, comissionados por tema/assunto ou encomenda específica para o local. Mulheres (2015) foi feita exclusivamente para a ocasião, enquanto Elementais (2017) foi uma seleção dos últimos dois anos de produção. Busque unidade;
2. Mantenha suas redes sociais ativas, organizadas e atualizadas, assim, é mais fácil encontrar você e ter o primeiro contato com seu trabalho. Uma dica que dou é ter o mesmo username para as redes principais (você me encontra como lidydutra em praticamente todos os lugares);
3. Mantenha um e-mail profissional e link para o portfólio atualizado e organizado. Muitos lugares fazem o primeiro contato por rede social, mas toda a tratativa é formalizada por e-mail, e é de bom tom você ter uma assinatura no rodapé, com link para seu site. Neste vídeo a Sula e a Ale dão dicas sobre montagem de portfólio;
4. Tenha contatos na imprensa local, centros culturais e museus. Fique de olho em editais de seleção, curadoria e ocupação e, periodicamente, mande um release para esses locais sobre seus projetos e interesse em firmar parceria. Também é legal fazer parte de grupos de artistas no Facebook, que promovem exposições e atividades periódicas. Ano passado, participei de uma exposição no Rio de Janeiro, por conta do grupo Elas por Elas - as desenhistas brasileiras;
5. Após reservar o espaço, defina como será sua exposição: duração em dias ou semanas, originais ou reproduções, divulgação, valores das obras, contrapartidas do local (molduras, cavaletes, limpeza, segurança...). Tenha todas as conversas registradas, tire fotos e catalogue as obras e, se possível, faça contrato. Já passei pelo incômodo de ter trabalhos extraviados e foi o registro fotográfico que me possibilitou recuperá-los;
6. Deixe suas informações de contato, compra e tudo o que for relevante em legendas de destaque, ao lado das obras. E se prepare para uma enxurrada de perguntas via redes sociais, acontece;
7. Cuide da divulgação pessoalmente. Mesmo que o espaço envie press release, não conte só com isso. Dê atenção para quem visita e marca em fotos ou manda mensagens parabenizando, é um cuidado e carinho com o público. Elementais foi toda divulgada no boca-a-boca e pelas minhas redes, pois a imprensa não publicou o release enviado pelo shopping. Mas a audiência fez a exposição acontecer;
8. Não terceirize aquilo que você pode cuidar sozinho como, por exemplo, montagem e desmontagem. Problemas acontecem e, se você estiver por perto na hora certa, pode contorná-los. Também é bom fazer uma visita semanal ao local, para ver se está tudo bem, limpinho e arrumado do jeito que você deixou;
9. Fazer coquetel de abertura não é mais uma obrigação. Cheguei a discutir bastante sobre isso, e muita gente endossou que não estaria lá pela comida, mas sim por mim. A abertura de Catrinas (2012) foi cheia de gostosuras ou travessuras, com doces e decoração de Halloween, um dia mágico que ficou na minha memória. Mas para Elementais, não senti essa necessidade, por ser num shopping, durante a semana, com muitas pessoas queridas não podendo se deslocar até lá. E caso for fazer coquetel, veja no que o lugar pode ajudar, não arque com tudo sozinho;
10. Não deixe que a frustração sobre algo que deu errado anteriormente tire a sua vontade de expor. Se eu fosse contar todos os percalços de Elementais, vocês chorariam litros. Mas a recepção ao meu trabalho, o público, o apoio dos amigos e da família, me levantaram para seguir adiante, e acabou dando certo. Como já falei acima, problemas acontecem, e nós vamos nos fortalecendo a cada queda, para não cometer o mesmo erro lá na frente, ou saber o risco que se corre ao firmar determinadas parceiras. É um processo de interação muito legal com o público, e uma grande oportunidade de venda.
Resumindo
- Seja seletivo;
- Tenha unidade no seu trabalho;
- Seja profissional na hora de se apresentar;
- Conduza pessoalmente os processos;
- Aprenda com as experiências positivas e negativas.
Tentei contemplar tudo o que já aconteceu comigo, e espero ter ajudado quem está com medo ou dúvidas sobre montar uma exposição. Se você ainda não se sente pronto para dar esse passo sozinho, comece coletivamente, buscando outras pessoas com os mesmos interesses para compartilhar as responsabilidades que envolvem o processo. E se você ainda tem alguma dúvida, deixe nos comentários, que tentarei responder.
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*Photo by Juan Di Nella on Unsplash
Actias Luna 🐛
Depois de muito tempo transitando somente entre a aquarela e o grafite, voltei a usar lápis de cor para cobrir totalmente um desenho. Tenho preferido usar este material mais como complemento ou detalhe fino, pois é um processo mais demorado e, vendo alguns trabalhos antigos, sinto que me perdia demais nas cores. Por isso, resolvi fazer este exercício de "reciclar" a técnica que me acompanha desde quando eu nem sonhava em ilustrar.
E como acontece frequentemente, usei um estudo que estava em espera, daqueles que faço sem compromisso e deixo guardado até que case com alguma ideia. Outra coisa que tenho colocado em prática é a criação de thumbnails e composições prévias no Photoshop para estudar melhor a posição dos elementos, paletas e ajustar os tamanhos. No caso dessa ilustração, a preocupação foi com as asas, feitas separadamente. A Leilani Joy é uma artista que usa muito esses artifícios, e tem vários vídeos em seu canal sobre processo criativo e referências.
Cheguei a esta representação de uma fada, inspirada na mariposa actias luna, depois de ver alguns sketches antigos; houve uma época em que praticamente todas as minhas figuras possuíam asas de borboleta ou anjo. Pesquisei muitas imagens no Pinterest e também procurei artistas que costumam ilustrar essas mariposas, como a HappyD e a Caroline Jamhour.
À esquerda, a composição que fiz no Photoshop para me guiar, unindo o esboço da figura com o das asas, e acertando o tamanho para A4. Fiz algumas modificações na arte final (aquela orelha estava meio esquisita), e também já testei como faria a cor das asas, em tons de verde, azul e ocre. Esses tons estão presentes em todo o resto, com excessão do vestido, para o qual utilizei também rosas e pêssego. O que eu quis evitar foi o excesso de cores, priorizando a neutralidade do todo. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel Canson desenho 200g na cor creme;
- Lápis de cor Polycolor;
- Guache Talens branco;
- Multiliner Copic;
- Marcador Bic dourado.
Trabalhar com lápis de cor pode ser um pouco complicado no começo, principalmente se nós não conhecemos muito bem o material que temos em mãos. Como respondi esses dias lá no grupo Ilustra Dúvidas, acho importante pesquisar e comprar algumas unidades avulsas de marcas diferentes para testar. Eu tenho lápis da Koh-I-Noor, Derwent, Caran d'Ache, Staedtler e alguns escolares da Faber-Castell e cada um serve a um propósito diferente. O papel também influencia muito na pintura, principalmente se você deseja algo mais liso ou texturizado.
Sei que tenho dito muito isso ultimamente, mas, fiquei muito feliz com o resultado (que bom, né?!). Sério, eu estava muito enferrujada com lápis de cor, o tempo está úmido e tudo poderia ter dado errado. Mas quando vi as asinhas saírem exatamente como queria, ganhei gás suficiente para levar a pintura adiante. Acho que menos é mais sempre. Mesmo com várias cores à disposição, reduzi e neutralizei a paleta, para chegar no resultado desejado. E não fiquei lambendo o desenho depois de finalizar (isso aprendi com Sabrina).
Aproveitando que falei bastante sobre referências nessa postagem, gostaria de deixar como indicação este vídeo maravilhoso da Ale Presser e da Sulamoon, no qual elas discutem se usar referência é roubar. Vale muito a pena assistir. E para quem deseja saber mais sobre o simbolismo da mariposa, a Caroline Jamhour escreveu um texto ótimo em seu blog.
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