Lidiane Dutra
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Aquarela Portfólio

Who says they don't cry? 🕸️



Eu preciso gostar muito de algo para decidir fazer uma fan art, pois sei que se o hype for grande, vai ter muita gente fazendo a mesma coisa, e isso pode atrair até mesmo pessoas que não vão se identificar com meus trabalhos regulares. Mas assim que vi as fotos promocionais e o clipe da nova música da Anitta, Boys Don't Cry, achei tudo tão perfeito, que foi quase impossível não querer ilustrar um dos looks inspirados na Lydia de Os Fantasmas Se Divertem. E lá fui eu, bem gotiquinha.



Gostei tanto das fotos que foi difícil escolher uma, mas acabei pegando como referência a que tinha uma iluminação muito bonita, misturando tons de azul e vermelho numa atmosfera bem surreal. E também coloquei meus melhores materiais para jogo, pois queria trabalhar bem a questão das nuances dos tons, a luz, a ilusão do tule no vestido. Para isso, usei papel 100% algodão e as maravilhosas aquarelas da White Nights, que fazem praticamente metade do serviço sozinhas. 


E aqui o trabalho foi com manchas, usando o úmido sobre úmido, para criar essas camadas e contrastes usando somente dois tons de azul e dois de vermelho. O pouco de finalização extra que fiz foi no rosto, usando pastel seco para reforçar os valores, pois fica mais suave que o lápis de cor, e também marcadores nanquim nos olhos. 90% do trabalho foi resolvido só na aquarela, e fiquei bastante feliz com o resultado:


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Arches fino 300g;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis Keramik;
  • Pastel seco Derwent;
  • Marcadores Pentel.

A era gótica chega para todas.

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Aquarela Portfólio

Green Man 🌿


As primeiras representações que vi do Homem Verde foram as ilustrações maravilhosas do Brian Froud (artista que amo estudar). Sempre que vejo uma folha de plátano, ou uma casca de árvore, penso em fazer um homem verde. E ontem, acabou saindo essa versão em aquarela.

O Homem Verde é a face adulta do deus tríplice e vive nas florestas. Eu não vou me estender falando sobre sua história, pois a Rosea Bellator já faz isso brilhantemente nesses dois textos: O Homem Verde - A Face Adulta do Deus Tríplice e O Deus Tríplice - O Cornífero, O Homem Verde e o Ancião. Recomendo essas leituras para quem quiser mais informações sobre essa figura.


A minha representação do Homem Verde é a face toda feita de folha. Não é uma folha específica de uma planta, mas uma criação livre, com os contornos que se encaixavam melhor nesse rosto que eu desejava construir. É um pouco da folha do plátano, mas as bordas são mais "comidinhas", como se uma lagarta tivesse almoçado por ali.

Trabalhei o úmido sobre úmido e fiz muitas camadas de cinza, marrom e verdes, e vários respingos para trazer as manchas. Queria a folha bem manchada, marcada pelo tempo, com o queimado do sol, as áreas onde pode haver um fungo, por onde uma formiga possa ter passado. Tenho focado bastante na questão das marcas do tempo no meu trabalho (talvez porque eu esteja envelhecendo também!). Os detalhes foram feitos com lápis de cor comum e os marcadores de sempre. O resultado:


Materiais utilizados:

  • Papel para aquarela Canson XL 300g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Lápis de cor Faber-Castell;
  • Marcadores Pentel.

Essa ilustração já está disponível no meu studio na Colab55, em formato de pôster, cadernos, almofadas, dentre outros produtos.

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Aquarela Portfólio

Oxum ✨


De acordo com a tradição da Umbanda aqui do RS, 2022 será regido pela mãe Oxum, e resolvi prestar minha homenagem à orixá com uma aquarela em muitos tons de amarelo e dourado, chamando a riqueza que ela merece.


Embora o amarelo vivo não seja mais uma cor presente na minha paleta (vou escrever mais adiante como tenho definido minha paleta de cores pessoal) consegui utilizar o tom mais quente (amarelo cádmio) misturado a outras cores, que conferiram uma tonalidade geral mais próxima ao que uso, sem tirar a vibração que eu queria passar na pintura. Também aproveitei para colocar em prática ensinamentos que fazem toda a diferença no meu trabalho.



Fiz a marcação dos valores de forma diferente, colocando um fundo azul ultramar em toda a figura. Depois, fui construindo as camadas com uma mistura de azul ultramar e alizarin crimson, com alguns toques de sépia. Esse tipo de coloração para pele negra aprendi com a Sabrina Eras, que é construir a base em tons azulados e não com o marrom quente logo de cara. Fica muito mais natural.


A finalização também foi feita com o pastel seco, que fica mais sutil que o lápis de cor. Para as rosas, usei amarelo cádmio, ocre e laranja, para dar profundidade. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Canson XL;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pastel Seco Derwent;
  • Marcadores Pentel.
"Oxum é uma deusa das águas doces, e seu domínio é o amor, a beleza e a criação. Ela é um dos sete principais orixás e é homônima a um rio na África Ocidental. A lenda diz que Oxum é a fonte de poder de todos os outros orixás. Ela faz todas as coisas fluírem no universo, tanto pelo amor quanto pela força, e foi enviada pelos outros orixás para intervir diante de Ogum, o orixá das ferramentas e pai da civilização, que se cansou de criar e cessou a evolução do mundo. Oxum foi a única capaz de levantar o ânimo dele e de incentivá-lo a voltar a criar. Oxum também é a única deusa capaz de transmitir mensagens entre o mundo mortal e o Criador Supremo no paraíso." - Divinas Mulheres, de Ann Shen.
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Aquarela Portfólio Projetos

Os Enamorados 👫


Todo ano, desde 2017, faço uma interpretação artística do arcano de tarô que rege o período e, por interpretação artística, quero dizer que eu tomo liberdade para não fazer referência a todas as simbologias da carta; é uma visão um pouco mais livre, inspirada naquilo que eu artisticamente quero representar com aquele arcano. Faço questão de explicar isso, pois algumas pessoas não entendem e querem me dar palestra sobre tarô, algo que não é o intuito da ilustração. É mais um rito de passagem que faço a cada começo de ano, uma forma de colocar as intenções no papel em forma de arte.

A carta regente de 2022 é Os Enamorados, geralmente representado por um casal (em algumas variações, um homem e duas mulheres) e a figura de um anjo. Pesquisando mais sobre a carta e sobre o fato de ser um casal formado por homem e mulher, me deparei muito com a questão de energia masculina e feminina/ consciente e inconsciente, e não está ligada efetivamente ao amor romântico, mas à parceria e tomada de decisões.

Imagens: Tarô de Marselha, O Beijo e foto de referência. Via.

A minha ideia era fundir duas figuras, para que quem olhasse de relance visse uma só figura, algo que lembrasse a escultura O Beijo, do Brancusi. Mas como fazer, e como fugir da representação mais clássica, principalmente a do Tarô de Marselha? Pesquisei algumas imagens no Pinterest para servir como base, até encontrar uma que fosse mais próxima do que eu estava pensando.


Gostei muito da foto do casal, mas não queria que a mulher parecesse menor ou mais atrás do homem, por isso, juntei mais as duas figuras, fundindo-as numa meia lua e fazendo a linha dos cabelos e do rosto sugerir o formato de um coração. Como estou trabalhando com um papel que não é necessariamente para aquarela, a pintura tem ficado bastante manchada, mas é um efeito que tem me agradado, principalmente quando incorporado à textura da pele, pois a pele real é carregada de marcas, e não uma massa disforme de efeito blur.

Quem me acompanha há bastante tempo já sabe o passo-a-passo da minha pintura, com a marcação dos valores primeiro, e retoques com lápis de cor por último. Me dei conta de como tenho feito galáxias novamente, acho que ando com a cabeça na lua kkkkkkk! Para o fundo, ao invés do guache, ressuscitei minha tinta acrílica preta, cujo efeito é igualmente bonito. O resultado:


Materiais utilizados

  • Papel Concept Sketch & Draw Hahnemuhle 220g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis pelo sintético Giotto;
  • Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
  • Marcadores Pentel;
  • Tinta acrílica Reeves.

Quando eu estava trabalhando nessa ilustra (e como já disse anteriormente), fiquei pensando nas galáxias que tanto curto, e na ideia de sermos todos poeira de estrelas; de carregarmos um pouquinho do universo em nós, e de que cada um de nós é em si um universo particular, com suas próprias peculiaridades. E ao pesquisar o significado da carta no deck do Tarô Iluminatti, me deparo com a descrição a seguir, que me deixou extremamente feliz com a sintonia. Acho que estou finalmente colocando o projeto aprender tarô em dia. Segue:

Todo homem e toda mulher são uma estrela: nós, e o universo, somos todos feitos da mesma coisa. Quando somos criados, contemos uma centelha do Divino, uma estrela em nossos corpos, que é um reflexo direto de cada outra estrela presente dentro de cada outra pessoa ou ser sobre a Terra. Nós nos juntamos a grupos para criar modelos no céu. Giramos pelo céu e temos órbitas, e alguns de nós colidem e outros se unem em lindas constelações. Mas somos todos crianças-estrelas, irmãos sob a mesma proteção do céu, e todos tentamos nos reunir com nossa origem. As estrelas dentro de nós conversam com a sua fonte, e ansiamos retornar a ela. A jornada é longa, mas encontramos em outra pessoa uma estrela que está mais próxima daquela pela qual ansiamos, e vemos nela a fonte de luz e ela a vê em nós. Nós nos juntamos a ela, em anseio, desejo e paixão, e por meio dela estamos completos. Isto é o amor: a união de duas estrelas presentes nos corpos dos seres humanos, expressa na construção de uma ponte entre eles. No entanto, não amaldiçoe a distância, Amante; não lamente o espaço que você deve atravessar para conseguir se reunir, pois é somente por causa dessa distância que você pode sentir algum anseio e amor.

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Aquarela Portfólio Técnica Mista

Efeito Borboleta 🦋


Em muitas tradições, o ciclo da vida aparentemente milagroso de uma larva, crisálida ou borboleta, representa a jornada da alma pela vida, morte e renascimento. A Linguagem dos Símbolos, David Fontana.


2021 foi um ano pesadíssimo, e me dá um alívio saber que ele está acabando. Sei que é muito mais uma superstição achar que, ao findar um ano, um novo ciclo começa, e as coisas ruins são deixadas para trás, mas eu realmente preciso deixar tudo isso passar. 


Por mais que tenha havido uma alegria aqui e outra ali, de setembro em diante precisei aprender na marra a lidar com a perda, e isso tirou um bocado da minha vontade em compartilhar as coisas que tenho feito. Venho encarando a arte como um exercício bastante solitário, um momento para colocar a cabeça no lugar.


Me conforta saber que os últimos trabalhos do ano estão publicados no volume 04 da Zine Marítimas, que nasceu lá no início do ano da vontade da Ju Blasina, Suellen Rubira e minha em publicar mais mulheres. Precisei me afastar da editoria por não conseguir conciliar o tanto de trabalho que esse ano demandou, mas encerro o ciclo artístico sendo abraçada pelas gurias e pela revista. 

Essas duas ilustrações carregam um sentido de transformação do nosso olhar, que possamos enxergar a quantidade de chorume que os últimos anos têm despejado sobre o país, e encarar a mudança como uma responsabilidade cidadã, para sairmos do buraco institucional no qual nos enfiamos em 2018.

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Strathmore 300g grana fina;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pinceis Giotto;
  • Ilustrações (borboletas e larvas) para colagem extraídas do livro Extraordinary Things To Cut Out And Collage.


Para ler a zine completa, clique aqui, e para baixar um calendário 2022 exclusivo (e gratuito!), clique aqui.


Até 2022!

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