Desafio #AGostoDoArtista 03
O terceiro item do desafio #AGostoDoArtista é "eu gosto dessa música", e como eu já havia feito essa ilustração para o Ilustra Day de maio, acabei repetindo. É minha interpretação para Through Glass, do Stone Sour.
Se você quiser participar da tag, vai lá no Instagram da Dessamore e veja os próximos itens da lista. São 15 dias de desenhos, pra ninguém ficar sem postar. E para acompanhar minhas postagens em primeira mão, me segue no Instagram e Snapchat (lidydutra).
Abraços,
Lidiane :-)
Resenha: lápis de cor Polycolor
Promessa é dívida, e estou pagando todas através dos posts do BEDA - e adorando escrever todo o dia e conhecer outros blogs que fazem parte do projeto. E hoje trago a resenha dos lápis Polycolor, que tenho usado ultimamente e chamaram bastante atenção nessa ilustração aqui.
Polycolor é a linha de lápis de cor comum da Koh-I-Noor. Por comum, entenda-se não aquarelável. Segundo a marca, são utilizados óleos especiais na composição das minas dos lápis, porém, não encontrei dados adicionais sobre esses óleos, o que me deixou um pouco preocupada, não pela toxicidade (são atóxicos), mas porque podem ser de procedência animal, o que não é uma atitude ecologicamente correta.
Ainda de acordo com a fabricante, é essa composição que confere traços firmes e precisos, sem necessitar de muitas camadas de cores para conseguir o efeito desejado. São lápis que, conforme a pressão aplicada, servem tanto para cobrir grandes áreas como para fazer pequenos detalhes.
Tenho quatro embalagens temáticas desses lápis, que são: Portrait (Retrato), Landscape (Paisagem), Browns (Marrons) e Greys (Cinzas). Não são as cores convencionais que vemos em estojos comuns, elas têm funções bastante específicas:
Portrait (24 cores): especial para retratos, como o nome sugere. Apesar de quase metade ser de rosinhas, dá pra fazer muitas tonalidades de pele diferentes, principalmente usando os marrons. Recentemente descobri o roxo e estou louca para testar efeitos de cor com o azul e o verde também.
Landscape (24 cores): para paisagens tanto terrestres quanto marinhas, os azuis são belíssimos. Notem que as cores vão se repetindo de uma embalagem para a outra, mas não vejo problema nisso, pois é sempre bom ter alguns lápis na reserva.
Browns e Greys (12 cores cada): para quem gosta de trabalhos monocromáticos, estes são ideais. A caixa com marrons é a que mais repete cores, e uma curiosidade sobre todas as quatro é que não há lápis preto. É possível viver sem ele, minha gente!
Vamos falar de propriedades mais técnicas: a mina é muito macia mas, ainda assim, resistente. Não é necessário apontar o lápis diversas vezes (recomendo os apontadores da Derwent, pois têm o diâmetro maior do que os comuns). Mesmo assim, em climas muito úmidos, a consistência fica um pouco pastosa, por isso é bom ter cuidado.
A mistura entre as cores também é uma das maiores qualidades desses lápis, mesmo os tons mais díspares interagem muito bem. Já testei tanto em papel liso quanto em texturizado, tanto em branco quanto em kraft e aprovei em todos.
Aqui os swatches das cores (clique na imagem para ampliar). As que estão com o pontinho rosa são as repetidas. A foto está sem filtro, tirando os tons mais claros de cinza, dá para perceber que as cores são, em sua maioria, bastante vibrantes.
Pontos positivos
- textura de lápis aquarelável;
- qualidade da mina e da embalagem;
- gama e intensidade das cores;
- cores misturam bem entre si;
- ideal tanto para grandes áreas quanto para detalhes;
- caixas temáticas.
Pontos negativos
- não aquarelam (para quem curte esse efeito);
- preço maior do que as marcas nacionais;
- disponível apenas em lojas que vendem material profissional.
Nota geral
4,5 estrelas para esses lápis, se eu pudesse comprá-los na papelaria da esquina, seria um sonho!
Onde encontrar
É possível encontrar os lápis Polycolor em várias lojas virtuais, recomendo a Koralle e o Submarino (não possuo parceria com nenhuma delas, logo, é só uma indicação). Eles também são vendidos em embalagens com cores convencionais.
Semana que vem trago mais uma resenha, dessa vez sobre papéis!
Abraços,
Lidiane :-)
Desafio #AGostoDoArtista 02
O segundo item do desafio #AGostoDoArtista é "eu gosto dessa comida", e aqui preciso confessar: gosto de muita coisa, mas o amor pela pipoca, principalmente nos últimos tempos, é algo que não consigo nem dizer, apenas sentir.
Quando começo a comer pipoca é mais ou menos assim: "Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta."
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Abraços,
Lidiane :-)
Vamos falar sobre cópia?
Nos últimos dias acompanhei um caso no YouTube relacionado à cópia das ilustrações de algumas artistas, incluindo a Jennalee Auclair, que fez um vídeo sobre a questão. Situações que envolvem plágio e uso não autorizado de conteúdo são uma dor de cabeça sem fim. Digo por experiência própria, pois desde que fiz a resenha do giz de cera tons de pele, vários sites têm republicado as minhas imagens sem permissão e sem créditos. É chato e muito desgastante.
Quando as pessoas lucram em cima da cópia fica ainda pior, pois imaginem vocês todo o trabalho que envolve produzir, por exemplo, uma estampa, que você vai colocar na sua loja virtual e, de repente, uma confecção de fundo de quintal pega a sua imagem da internet (que já está em baixa resolução), apaga qualquer sinal de crédito e põe a arte à venda.
Mas será que nós, enquanto sociedade, não encorajamos esse comportamento? Numa época em que curtidas, elogios e SDV transbordam nas nossas time lines, a cópia é o caminho mais fácil para o "sucesso", por se tratar de uma fórmula pré-pronta: você faz o que todos estão fazendo, pega um recorte daqui, outro de lá, e voilà: tem seu público fiel formado. Se alguém acusar de plágio, é só dizer que foi inspiração, apagar e daqui a alguns meses começar tudo de novo.
Da parte legal que envolve direitos autorais, todos nós que produzimos arte e conteúdo estamos bastante cientes. O meu objetivo com este post é pontuar a necessidade de uma sociedade que pare de educar para e pela cópia. E quem fala aqui é a professora, que se recusa a ir pelo caminho mais fácil. Que senta ao lado do aluno e o encoraja a construir seu próprio repertório.
Mas será que nós, enquanto sociedade, não encorajamos esse comportamento? Numa época em que curtidas, elogios e SDV transbordam nas nossas time lines, a cópia é o caminho mais fácil para o "sucesso", por se tratar de uma fórmula pré-pronta: você faz o que todos estão fazendo, pega um recorte daqui, outro de lá, e voilà: tem seu público fiel formado. Se alguém acusar de plágio, é só dizer que foi inspiração, apagar e daqui a alguns meses começar tudo de novo.
Da parte legal que envolve direitos autorais, todos nós que produzimos arte e conteúdo estamos bastante cientes. O meu objetivo com este post é pontuar a necessidade de uma sociedade que pare de educar para e pela cópia. E quem fala aqui é a professora, que se recusa a ir pelo caminho mais fácil. Que senta ao lado do aluno e o encoraja a construir seu próprio repertório.
No livro Formas de Pensar o Desenho, Edith Derdyk dedica um capítulo inteiro para falar sobre imitação e cópia. Embora o público alvo seja professores que trabalham com crianças em idade escolar, acho válido trazer os dois conceitos abordados pela autora, pois eles são a síntese do que aqui vou chamar de educação para o plágio e educação para a construção de repertório:
CÓPIA: "O ensino fundamentado na cópia inibe toda e qualquer manifestação expressiva e original. A criança, autorizada a agir dessa forma, certamente irá repetir fórmulas conhecidas diante de qualquer problema ou situação que exige respostas. Ela, com todo o seu potencial aventureiro, deixa de se arriscar, de se projetar. Seu desenho enfraquece, tal como o seu próprio ser." (p. 107)
CÓPIA: "O ensino fundamentado na cópia inibe toda e qualquer manifestação expressiva e original. A criança, autorizada a agir dessa forma, certamente irá repetir fórmulas conhecidas diante de qualquer problema ou situação que exige respostas. Ela, com todo o seu potencial aventureiro, deixa de se arriscar, de se projetar. Seu desenho enfraquece, tal como o seu próprio ser." (p. 107)
IMITAÇÃO: "A imitação possui significado distinto da cópia. Ela decorre da experiência pessoal, orientada pela seleção natural que a criança efetua dos 'objetos', para então apropriar-se deste ou daquele conteúdo, forma, figura, tema, através da representação. Imitar é a maneira de se apropriar. A capacidade de imitar só é possível quando a criança está apta a reproduzir e simbolizar imagens mentais internas. A imitação representa estas imagens mentais sob forma de linguagem, ampliando o repertório gráfico através da repetição. Esta também faz parte do processo de aquisição do conhecimento. Basta olhar para uma criança aprendendo a andar. A repetição é a incorporação de gestos, de elementos gráficos, de conteúdos que vão se acrescentando ao repertório infantil, por livre-arbítrio. A criança detém o poder de decisão." (p. 110)
Podemos, a partir desses dois trechos, concluir que, para Derdyk, a cópia inibe o desenvolvimento do processo criativo, enquanto a imitação e a repetição são maneiras naturais da criança adquirir conhecimento. Frisei bastante a autora porque euzinha (minha opinião particular) não concordo com o termo imitação, acho que ele é muito limitado (dentro da ampla definição que ela mesma dá) e carrega em si vários estereótipos, difíceis de desconstruir. Como esse livro foi escrito na década de 1990, talvez nem a Edith concorde mais com o termo que usou.
Então qual é o nosso papel, já que estamos na rede? Além de agir em prol dos nossos direitos, podemos também seguir um viés pedagógico e mostrar para os leitores o quanto copiar o trabalho de alguém é prejudicial para ambos os lados.
Sei que tem muita gente cara de pau, que copia para se dar bem mesmo, mas também lidamos com crianças, pré-adolescentes, pessoas em construção, por isso elas precisam ser educadas. Ainda há salvação, sabe? Sempre procuro pensar por esse lado, e o exemplo que dou é muito simples: é mais fácil um anônimo reconhecer que errou e pedir desculpas, do que uma grande rede de fast fashion brasileira que roubou a arte da Ëlodie e até hoje nega.
A seguir, uma lista de coisas que podemos pensar:
Educação para o plágio
- a pessoa não arrisca coisas novas e não testa seus limites;
- falta profundidade no aprendizado;
- é comum pular etapas (por exemplo, não estudar anatomia, ponto de fuga, etc.);
- a pessoa adquire os "vícios" daqueles que copia;
- falta de entendimento global e estrutural: a pessoa não sabe explicar por que tomou determinadas decisões.
Educação para a construção de repertório
- aprendizado a partir da coleta de informações;
- uso contínuo de referência;
- embasamento teórico-prático;
- treino constante;
- aprender com erros e acertos (seus e dos outros).
E nunca é demais dizer que, mesmo se você quiser copiar a ilustração de um artista para estudar, ou para prestar uma homenagem, lembre-se que:
- cópia não pode ser comercializada;
- cópia/inspiração deve ser sinalizada;
- o artista precisa consentir com a publicação;
- todas as obras são protegidas pela Lei de Direitos Autorais.
Atualização em 15/09/2018
Indico a leitura desses textos para complementar o que falei acima:- Nada se cria;
- A cópia como ferramenta de estudo;
- Máquina de xerox barata;
- Influência, inspiração e referência: o que são?
E se gostou desse texto, não esqueça de indicar a autoria e não copiar na íntegra! ;)
Abraços,
Lidiane :-)
Minhas inspirações: agosto
Mês passado não fiz o post com as minhas inspirações por motivos de esquecimento, mas vou compensar mostrando seis artistas fantásticas que acompanho.
Beatriz Mutelet: ilustradora francesa que tem sido minha maior inspiração nos últimos dois meses, mais ou menos. Tem formação em Artes Gráficas, Artes Plásticas e Ilustração, e suas figuras possuem forte caráter onírico, feitas principalmente com grafite, aquarela, nanquim e folhas de ouro.
Georgina Kreutzer: Esta arquiteta australiana é uma das minhas referências em lápis, papel kraft e retratos. Seus trabalhos hiperrealistas exploram luminosidade e diversas cores para criar efeitos sutis de volume. Cada projeto em andamento é uma aula particular no Instagram.
Stefari: Mestra dos cabelos volumosos e esvoaçantes, Stef Azevedo é uma ilustradora de Seattle que se supera a cada novo trabalho. Ela domina caneta esferográfica, nanquim, aquarela... quando acho que já chegou no topo de qualidade do seu trabalho, vem outro e outro, cada um mais arrasador.
Gabi Xavier: Conheci o trabalho da Gabi no Instagram e fiquei absurdada com as aquarelas dela. É um trabalho de alto nível, com aquela cara de Tumblr que a gente vê nos artistas gringos, mas ela "é nossa", brasileira, e PRECISA ser conhecida pelo maior número de pessoas possível. É sério!
Cruella (Andressa Raphaelly): A Cruella é um amor e faz as personagens mais fofas do Instagram. No seu blog é possível acompanhar vários tutoriais, que inclusive me ajudaram muito na época em que estava fazendo as ilustrações para o curso Maremundo e precisava treinar meu traço. Adoro as situações cotidianas que ela transforma em tiradas hilárias, como a "não sou obrigada".
Juliana Fiorese: Conheci o trabalho da Juliana através de um vídeo da Tati Feltrin e me apaixonei pelo traço super delicado e característico. A relação dela com o público também é muito legal: através de um projeto de financiamento coletivo no Catarse, ela publicou o livro Valquírias (tenho!) e, sempre que pode, disponibiliza prints e desenhos para download.
Vocês notaram que as três últimas ilustradoras que mostrei são brasileiras, né? Tem MUITAS artistas legais no nosso país, todas elas com perfis nas redes sociais, então tire um tempo para pesquisar novos nomes e seguir o trabalho dessas gurias, pois vale a pena.
Mês que vem volto com mais inspirações (espero não esquecer rsrsrsrs).
Abraços,
Lidiane :-)
Vocês notaram que as três últimas ilustradoras que mostrei são brasileiras, né? Tem MUITAS artistas legais no nosso país, todas elas com perfis nas redes sociais, então tire um tempo para pesquisar novos nomes e seguir o trabalho dessas gurias, pois vale a pena.
Mês que vem volto com mais inspirações (espero não esquecer rsrsrsrs).
Abraços,
Lidiane :-)
Desafio #AGostodoArtista 01
O primeiro item do desafio #AGostoDoArtista é "eu gosto dessa cor", e consiste em fazer um desenho usando apenas nossa cor favorita. Desnecessário dizer que escolhi lilás/roxo, que amo tanto. Aproveitei para fazer um autorretrato como pônei-unicórnio-pégaso-maldito, feliz da vida colhendo lavandas pelo campo.
Se você quiser participar da tag, vai lá no Instagram da Dessamore e veja os próximos itens da lista. São 15 dias de desenhos, pra ninguém ficar sem postar. E para acompanhar minhas postagens em primeira mão, me segue no Instagram e Snapchat (lidydutra).
Abraços,
Lidiane :-)
Vem comigo pro BEDA (Blog Every Day August)!
A partir de hoje vai ter muitas coisas legais por aqui. Vou participar do BEDA, um projeto super legal que nasceu dentro do Rotaroots para comemorar o mês dos blogs, e que consiste em postar todos os dias de agosto (similar ao VEDA, que rola em abril).
Vai ter de tudo: de ilustrações a indicações de livros, vídeos, resenhas e muita coisa que eu vinha acumulando e deixando de lado, por pura preguiça. Fiz até um planner especialmente para o projeto, que já está com várias coisas prontas. Os posts irão ao ar todos os dias de agosto, sempre às 20h. Então quem quiser me acompanhar, marque esse horário na sua agenda.
Também vou participar de uma tag criada pela Dessamore, chamada #AGostoDoArtista. São 15 desenhos, que vou postar em dias alternados lá no Instagram e aqui. Vem comigo, que esse é só o começo!
Abraços,
Lidiane :-)
Abraços,
Lidiane :-)
Novo sketchbook
Ando um pouco sumida do blog não por falta de produção (quem me acompanha no Instagram e no Facebook sabe disso), mas por não estar à frente do computador todo dia. Tenho aproveitado as férias, qua acabam amanhã, para ficar um pouco off pelo menos do notebook, por isso acabo postando mais nas redes sociais.
No final de junho comecei um novo sketchbook. É um caderno espiral A5 da Cícero, o primeiro da marca que testo. Comprei em 2013, mas prometi para mim mesma que só usaria sketchbooks novos quando o Moleskine terminasse. Aqui estão as primeiras produções, estou bastante motivada. Fiz uma lista de coisas que gostaria de treinar e imprimi várias fotos de poses e estudos. Pretendo fazer todo o Inktober nele e também este desafio da Dessamore.
Como é possível ver em algumas imagens, o papel não possui uma gramatura alta, marcadores passam tranquilamente para o outro lado da página. Em compensação, a alvura das folhas destaca as cores.
| Um dos estudos que fiz para o Maremundo (que não saiu agora, mas vai sair em breve!) |
| ombrotodocagado.jpg pós Maremundo que não foi, mas vai ser! |
Vou postar as produções desse sketchbook de tempos em tempos, quero deixá-lo mais arrumadinho que o outro, porém sem perder a espontaneidade, se isso for possível.
Ah, quase esqueci! O caderno é na cor grafite, personalizei a capa com um dos meus prints e passei papel contact para segurar. Gostei tanto que vou fazer nos próximos.
Ah, quase esqueci! O caderno é na cor grafite, personalizei a capa com um dos meus prints e passei papel contact para segurar. Gostei tanto que vou fazer nos próximos.
Abraços,
Lidiane :-)
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