Lidiane Dutra
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Processo criativo

Submersa


Olá pessoal!

A última ilustração do ano (nem acredito!) nasceu a partir do último livro lido, que foi A Menina Submersa: memórias, da Caitlín R. Kiernan. Fiquei tão impressionada com a história que, assim que finalizei a leitura, comecei a esboçar a minha menina submersa. Não é uma representação da Imp, a protagonista, mas uma interpretação de várias simbologias presentes na obra.



Sem querer dar spoiler: Imp é uma artista plástica esquizofrênica, que resolve escrever uma história sobre os fantasmas que a assombram. Só que essas assombrações não são aquelas tradicionais que conhecemos. No caso de Imp, é um quadro chamado A Menina Submersa, e outro chamado Fecunda Ratis, além de Eva Canning. mistura de sereia e lobo.

Estado deplorável da mesa.
Procurei trabalhar com o elemento água saindo/entrando na cabeça, mas sem deixar a figura "submersa". O efeito de mar agitado nos cabelos é algo que adoro. Os pássaros pretos também fazem parte da narrativa, e um olho aberto e o outro fechado representam o limite do sonho/real. A lua tríplice representa Imp e outras duas mulheres (loucas) de sua vida: a mãe Rosemary e a avó Caroline (a anciã, a mãe e a donzela, achei fantástica essa ligação). O resultado final ficou assim:



Materiais utilizados: aquarelas Pentel e Sakura, caneta pigment liner da Staedtler 0.3 e lápis aquarelável Derwent. Fiquei muito feliz com o resultado desse trabalho, fiz em uma tarde e cada vez mais estou curtindo usar aquarela. Espero muitas meninas submersas e muita tinta para 2015.

Abraços,
Lidiane :-)
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Dicas Materiais

Giz de cera tons de pele Uniafro/Koralle

Aviso: o produto mencionado neste post foi comprado por mim, para uso pessoal e profissional, portanto, não recebi patrocínio da loja e da marca citada. 


No início do mês, vi a notícia do lançamento de um kit de giz de cera, na fan page da Koralle, com 12 tons de pele. A parceria da loja com a Uniafro resultou num dos produtos mais legais que vi nos últimos tempos (dá pra ler uma matéria completinha aqui). A minha irmã acabou me presenteando com o kit (obrigada, Mana!) e agora quero mostrar tudo em detalhes para quem também se interessou.


Quando estudei os pressupostos da arte/educação e suas implicações na sala de aula, a primeira coisa abordada com veemência pelos professores é a desconstrução de estereótipos. E um dos mais arraigados é a questão do lápis rosinha tido como "tom de pele". A pergunta que fica é: cor da pele de quem? É possível universalizar uma única cor como o verdadeiro tom de pele? A resposta é: não. Propositalmente, o rosinha, juntamente com preto e branco, ficaram de fora da caixa, dando lugar a uma gama de cores excelente.

A qualidade dos gizes é profissional. Eles liberam bastante pigmento logo na primeira esfregadela no papel. Claro que, como todo giz de cera, é bastante frágil, e amolece com o calor. Portanto, sugiro não empregar muita força, ou então colocar um extensor de lápis, como esse que mostrei aqui. Acima, a imagem está sem filtro, e é possível notar que já dá pra chegar a uma tonalidade de pele realista sem precisar fazer um mix muito grande de cores, ideal para trabalhar com crianças pequenas.


Acho importante esse tipo de iniciativa, pois é uma forma de nós termos uma identificação imediata com um material artístico. É como olhar para o giz de cera e já ver o seu tom de pele ali, sem precisar fazer um cálculo mental sobre quantos lápis eu preciso misturar para chegar até a cor que quero. E em fases específicas do desenvolvimento estético da criança, isso é fundamental. Torço muito para que esse kit seja amplamente divulgado, comercializado e distribuído nas escolas. E que outros produtos seja feitos a partir dessa iniciativa.

A primeira ilustra que fiz foi esta, ainda estou me adaptando com a textura do giz e fico com receio de quebrar, mas continuarei experimentando. Para quem se interessou, o giz de cera pode ser adquirido neste link. Como já disse lá em cima, isso não é jabá! :D

Abraços,
Lidiane :-)
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Dicas Processo criativo Reflexões

Coisas que minam o processo criativo

Chifres...
Desde que publiquei este post, no qual falo da importância cada vez maior de registrar os meus processos, algumas pessoas me pedem para transcrever a listagem que está no caderninho que aparece na foto, então aqui vai um compilado do que contribui para minar meu processo criativo. Lembrando que são coisas que fui percebendo ao longo dos anos, a partir da minha experiência pessoal, então o que é ruim pra mim, pode não ser para outro.

1. Cansaço: às vezes eu vejo postagens, principalmente no Face, de pessoas que dizem "se você realmente ama o que faz, supera todos os obstáculos e blá blá blá"... mas cansaço físico e mental é algo que realmente influencia no trabalho criativo. Tem dias que eu realmente quero ilustrar, experimentar mil coisas novas, mas aí encaro uma rotina cheia de atribulações, e quando chego em casa o ânimo não aparece. Tentar não se abater com isso é muito difícil.

2. Falta de foco: ter um caderno de organização me ajudou bastante, ao longo do ano, a ter foco no que precisava fazer. Até a decoração do ateliê contribuiu para o meu rendimento, pois separei em quatro pranchetas, logo acima da mesa, imagens que me inspiram, esboços para finalizar, trabalhos em andamento e listagem de tarefas gerais.

3. Ambiente inadequado: tive uma longa caminhada até deixar meu espaço do jeito que queria, não só por estética ou ~ostentação~, mas para que eu me sentisse acolhida e inclinada a trabalhar. Ter uma cadeira confortável, uma boa mesa e prancheta, iluminação (cobertor no inverno, ventilador no verão), refletem na qualidade do trabalho e também na qualidade de vida.

4. Refação: ninguém merece cliente que vive pedindo alteração na ilustra, principalmente se ela é feita com técnicas tradicionais. Por isso, é importante estabelecer em contrato quantas são possíveis e estipular um valor por alteração, caso exceda o número permitido.

5. Maus hábitos: outubro foi um mês muito importante sob vários aspectos, ainda mais porque consegui abandonar em 80% o velho hábito da procrastinação. Fazer desafios de desenho, cumprir metas e dar um tempo nas redes sociais ajuda a eliminar esses cacarecos que só atrapalham a criatividade.

6. Job ruim: não adianta, tem coisa que é chata de fazer e, nessas horas, a gente pensa nas contas vencendo, naquele estojo de lápis maravilhoso que pode ser comprado com o dinheiro daquele trabalho, no cineminha do final de semana, enfim, tocando a vida.

7. Caraminholas que os outros colocam na sua cabeça: esses dias li o texto de um ilustrador, com recomendações para quem está começando, e uma delas era "não peça opinião em grupos do Facebook, você deve ser capaz de saber se o seu trabalho está bom ou não". E dependendo do que você está fazendo, concordo com o que ele disse. Essa facilidade de comunicação às vezes gera um ruído no processo criativo. É como você estar se esforçando para representar, por exemplo, cabelos cacheados, e receber uma enxurrada de críticas que em nada vão acrescentar, do tipo "ainda não está bom". Procure grupos e pessoas que realmente estão dispostas a te ajudar (diferente de jogar confete, diga-se de passagem). Criar é um processo íntimo, que requer referências e construções, desconstruções e reconstruções constantes em nossa mente, então cerque-se do que vai fazer diferença ao longo da sua caminhada.

***

Para fechar esse post, gostaria de compartilhar o documentário Mulheres Desenhadas, desenvolvido pela Raquel Vitorelo, para o Curso de Comunicação e Multimeios da PUC-SP. O vídeo mostra a experiência de mulheres que desenham e contou com a colaboração de 59 artistas, que enviaram seus autorretratos. No Tumblr do projeto, é possível ler depoimentos e ter uma dimensão do processo criativo de desenhar, ser desenhada e se autodesenhar. Um trabalho lindo lindo, que merece ser divulgado e mostra que não está morta quem peleia. Parabéns, Raquel!


Abraços,
Lidiane :-)
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Dicas Materiais

Marsala, a cor de 2015


Sempre que chega essa época, a Pantone divulga a cor referência para o próximo ano. Para 2015, a escolhida foi Marsala (18-1438), em homenagem ao vinho e à cidade que produz a bebida.

É um tom de vermelho/marrom/vinho/telha que, num primeiro momento, não curti, embora tenha utilizado tons muito parecidos nos meus últimos trabalhos (desde Fauno a cor aparece numa coisinha ou outra). Até esse tom marronzinho do blog lembra a cor! #chocada

Ainda segundo a marca, Marsala é uma cor que combina com muitos tons de pele, é sensual, sutil e incentiva a criatividade e a experimentação.

Bora usar Marsala nas produções!

Abraços,
Lidiane :-)
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Projetos

#ilustraday dezembro: Natal!


O tema de dezembro do ilustraday não podia ser outro, afinal já é Natal, o ano está acabando e chegou a hora de escrever a cartinha para o bom velhinho, pedindo uma Caloi. Como eu ando hiperbólica ultimamente, fiz a versão feminina do Rudolf, a famosa rena do nariz vermelho. Aproveitei para testar as Copics e o kit de giz de cera tons de pele (que falarei mais adiante).


Realmente as canetas Copic são tudo de bom que falam, comprei o kit Ex-1 (sketch) e achei a textura e mistura de cores excelente, usei nos cabelos da figura. O ideal é trabalhar com um papel bem liso, sugiro os da Canson Marker e Layout 180g, que são apropriados para canetinhas e não são tão caros. O resultado final ficou assim:


Alguns detalhes:




Materiais utilizados:
- canetas Copic nos cabelos e flores;
- caneta nanquim Staedtler 0.6;
- giz de cera Pintkor tons de pele;
- Posca dourada;
- papel Canson Layout 180g.

O Ilustraday é um projeto aberto a quem quiser participar, basta pedir para ser adicionado ao grupo no Facebook, todo dia15 um tema diferente é liberado.

Abraços,
Lidiane ;-)
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Processo criativo

Diaba #2


Só para registrar a mocinha feita em papel vermelho, durante meu último desafio de desenho, após escanear e tratar a imagem. Gostei muito de trabalhar nesse papel da Canson, pela textura lisa e excelente para marcadores. Usarei mais vezes, e também nas outras cores.

Abraços,
Lidiane ;-)
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Materiais

TAG: What's in my pencil case?


A fofíssima Ju Rabelo me indicou para responder a essa tag e desvendar o que carrego no meu estojo. Em 2011, vejam só, eu já havia mostrado minha mania de organização, mas tudo aquilo desapareceu e deu lugar a uma pessoa bem mais clean. 

Como é muito difícil, hoje em dia, eu desenhar fora de casa, sempre que carrego meu estojo ele está abastecido com o básico para começar uma ilustração ou esboçar algo no sketchbook. Às vezes complemento com alguma caneta colorida, ou com o kit de aquarelas, mas o que carrego consiste em:


1. Lapiseira 2mm Faber-Castell (cheiro de infância)
2. Lapiseira 0.7 Pentel com grafite vermelho
3. Lapiseira 0.9 Tris
4. Esfuminho #3 Keramik
5. Lapiseira borracha Faber-Castell
6. Borracha Mars Plastic Staedtler
7. Lápis 3B Koh-I-Noor
8. Lápis 4B cotó Staedtler
9. Lápis 5B Koh-I-Noor
10. Lápis 6B Faber-Castell
11. Extensor para lápis Keramik
12. Caneta nanquim Unipin 0.3
13. Caneta nanquim Staedtler 0.6
14. Caneta Pigma Brush
15. Caneta esferográfica Bic preta

Não levo apontador porque dificilmente quebro a ponta do lápis ou sinto necessidade de ficar apontando. Deixo para fazer isso em casa, usando meu pinguim, um apontador à pilha. Também deixo uma boa quantidade de grafites dentro da lapiseira, para não precisar levar caixinhas. Por ser fininho e compacto, esse estojinho vai na bolsa ou até mesmo dentro de uma pasta ou necessaire.

Fechado/aberto. Cabe tudinho que preciso!
Agora eu quero saber o que tem no estojo da Rosali, da Thaís e do Mika. E também de quem mais quiser participar da brincadeira, basta deixar um comentário. 

Abraços,
Lidiane :-)
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Dicas

Inspiração: Santiago Caruso (NSFW)


Quem já me acompanha sabe que curto coisas um tanto quanto creepy, e tenho vários livros sobre vampiros, principalmente. E foi através de dois títulos de horror que conheci o trabalho maravilhoso do ilustrador argentino Santiago Caruso. Os livros A Condessa Sangrenta e Senhorita Christina, edições de luxo (caprichadíssimas, diga-se de passagem) publicadas pela Tordesilhas, equilibram muito bem as narrativas vampirescas com a arte gótica de Santiago. São belos exemplos de como a ilustração apoia o texto, mantendo o mesmo nível de relevância para a história. Selecionei algumas imagens, extraídas do site do artista, para compartilhar com vocês:
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Processo criativo Projetos

Desafio de desenho: dia #5


Então eu consegui concluir o desafio de desenho! Pelo menos uns três dos cinco trabalhos que fiz ficaram assim, só no esbocinho, porque quero aquarelar ou usar minhas Copics (que ainda não chegaram ¬¬) ou os lápis novos da Derwent que o Antonio me presenteou adiantado (obrigada, amorzinho ♥).

Não publiquei no sábado porque tenho evitado abrir o computador em casa, faço somente quando tenho trabalhos para editar. Também aproveitei o findis para fazer outras coisas, que aos poucos vou mostrando.

Agora, um pequeno desabafo: gente, estou bem desmotivada em relação a publicar com frequência no blog. Pouca gente vem interagir aqui, tudo acontece mais no Facebook e no Instagram. Tenho repensado esse espaço e a importância dele para o meu trabalho. Faço um esforço para produzir conteúdo, até mesmo porque não vivo de blog. Não sei se vocês têm interesse em ver outras coisas, faz tempo que não trago assuntos novos, fico só nas ilustrações mesmo. :( Penso em fazer vídeos, voltar com as resenhas de materiais e livros, mas desanimo ao ver que tem posts que amo ♥ e mesmo assim tem zero comentários. O retorno de vocês é importante para que eu produza conteúdo, já que dispenso um tempo considerável por aqui. 

Abraços,
Lidiane :-)
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Processo criativo Projetos

Desafio de desenho: dia #4


Gostei tanto desse trabalho que resolvi deixá-lo assim, só no esboço, para aquarelar posteriormente, quando eu estiver com mais tempo para me dedicar a ele. Estou amando fazer diferentes tipos de chifrinhos.


Abraços,
Lidiane :-)
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Projetos

Desafio de desenho: dia #3


Talvez uma das coisas que eu mais ouça sobre minha aparência (por que o corpo da mulher é sempre alvo de julgamentos), diz respeito às minhas olheiras. "Ai, tu estás com umas olheiras tão grandes hoje", diz aquele ou aquela que acha estar me fazendo um favor em avisar sobre algo que está no meu rosto desde a infância. Aí vem a falsa preocupação: podes estar doente, podes estar cansada, podes não ter dormido direito. Não, meu bem. Eu apenas TENHO olheiras. Elas são parte de mim. Não são indicativo de nada. E não te dizem respeito. 


Para o terceiro dia de desafio, resolvi fazer uma mulher com orgulhosas olheiras, com olhos de ressaca. Presto uma homenagem também ao calo que tenho no nariz, devido aos anos usando pesados óculos. Penso que diversificar a representação de minhas figuras passa também por enxergar minhas próprias particularidades (que a sociedade teima em chamar de "defeitos") de outra forma.


Utilizei caneta nanquim, caneta hidrocor (um parto achar uma caneta preta que funcionasse hahaha) e grafite sobre papel kraft. E fiquei emocionada com as manifestações de carinho lá no Instagram.

Abraços,
Lidiane :-)
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Processo criativo Projetos

Desafio de desenho: dia #2


Para o segundo dia de desafio, resolvi fazer uma extraterrestre, com três pares de olhos, cabelo azul e tudo mais. Usei caneta nanquim e hidrocores Crayola, com uns toques de lápis de cor. Uma ET diz muito sobre como me sinto em determinados lugares e situações. Já deu pra perceber que está sendo bem intimista esse desafio, né?! :D



Abraços,
Lidiane :-)
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Processo criativo Projetos

Desafio de desenho: dia #1


Me desafiei a fazer um desenho por dia, durante toda essa semana, e aqui está o resultado de ontem (sempre vou postar o que fiz no dia anterior, ok?).


Quis representar um demônio como uma maneira simbólica de expulsar determinadas energias de dentro de mim. Não necessariamente coisas negativas, mas impulsos que me levam a tomar determinadas atitudes. Também é uma forma de expressar o outro lado de cada indivíduo e tentar compreender porque é tão complicado lidar com algumas pessoas.


Em outras culturas, o demônio não é visto como um opositor a Deus, mas sim um ser que é metade divino, metade humano, possui livre arbítrio e pode agir tanto para o bem quanto para o mal.


O material que utilizei foi papel Canson colorido (ele tem uma superfície super lisa, muito boa para trabalhar com canetinhas), caneta nanquim, marcadores Magic Color e Posca, e lápis.

Amanhã tem mais produções.

Abraços,
Lidiane :-)
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Processo criativo Projetos

O que tenho feito no Paperblanks #2 e desafio de desenho


Resolvi me desafiar essa semana e fazer um desenho por dia, começando hoje, até sexta-feira. Enquanto não posto a primeira produção, deixo registrado aqui dois esboços que fiz no meu Paperblanks na última semana. São estudos para duas artes maiores, que gostaria de finalizar com Copics. Sim, comprei minhas sonhadas Copics \o/ Ainda não chegaram, então estou segurando o forninho da ansiedade.

Acima, o esboço para Hécate. Eu amo mitologia e a figura da deusa sempre mexeu demais comigo, ainda mais depois do fim do meu Retorno de Saturno. Gosto da ideia de representar a mãe, a anciã e a virgem, na mesma imagem. Claro que preciso fazer n ajustes, mas o caminho é este.


Para não perder o costume, um fauno. Quis tentar fazer uma trança espinha de peixe, com base em algumas imagens. Depois de concluir a line art, fiquei com aquela dúvida cruel: tá tão bem assim, quero colorir, mas tenho medo de estragar. Quem nunca, né?!

Amanhã atualizo o blog com o primeiro dia do desafio e, assim que chegarem as minhas Copics, mostro como ficaram esses dois esboços.

Abraços,
Lidiane ;-)
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Processo criativo

O que tenho feito no Paperblanks



Novembro não tem sido um mês de grandes produções, embora eu esteja bem embalada pelo mês passado e por tudo que consegui fazer. Fiz uns rabiscos nos primeiros dias do mês, mas não passaram disso. Pelo menos ainda não. Daí que resolvi desencantar meu Paperblanks tamanho A4. Quero tirar a poeira dos sketchbooks antes de começar um novo. Por enquanto, tenho essas duas mocinhas aí de cima, na mesma vibe das últimas coisas que tenho feito.

Abraços,
Lidiane ;-)
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Reflexões

Tag: conhecendo melhor a blogueira



Fui indicada pela linda Juliana Rabelo para responder a esta tag, que consiste em 11 curiosidades sobre a minha pessoa, acompanhadas de 11 perguntas feitas pela Ju. Eu ainda preciso formular mais 11 perguntas e indicar outras pessoas para responder, ou seja, pega sua pipoca e o seu guaraná e vem comigo nesse post, que está daqui ó!

11 curiosidades sobre minha pessoa:
1. Não sei andar de bicicleta, já tentei mas não deu;
2. Não consigo usar sapato de salto alto, curto mesmo é Melissa e All Star;
3. Meu namorado e eu temos o mesmo sobrenome, mas não somos parentes;
4. Sou muito fã da banda Stone Sour;
5. Sempre me despedaço choro feito uma criança nesta cena do filme Dumbo;
6. Uso batom vermelho em qualquer ocasião, não ligo para a opinião alheia;
7. Comidas da vida: arroz, feijão e pipoca. Não sou muito de doces;
8. Ainda quero e vou fazer um tour pela Europa;
9. Tenho mania de arrumação em nível hard core;
10. Meu happy hour ideal é um cappuccino com pão de queijo na livraria;
11. Tenho duas tatuagens: um olho de Hórus no antebraço direito e 3 borboletas na omoplata direita.

Perguntas da Ju:
1. Uma coisa que você morre de vontade de fazer, mas nunca fez: entrar num auditório onde está rolando uma palestra e dar um grito ou sair correndo na frente do palestrante;
2. Uma música pra cantar bem alto debaixo do chuveiro: Esta.
3. O que você está vestindo agora: jeans, camiseta e tênis;
4. Quando criança, o que você queria ser quando crescesse: queria ser professora, e acabei sendo;
5. Uma comida que você não gosta: carne vermelha, não como há 5 anos;
6. Um hábito ou mania estranha: ao acordar, já deixo minha cama arrumada, bem estendida, senão acho que o meu dia não dará certo e coisas horríveis acontecerão;
7. Uma indicação de livro: Espelhos, do Eduardo Galeano que, além de ser meu livro favorito da vida, é uma das coisas mais lindas que já li sobre a história da humanidade;
8. O que te inspira? Silêncio, paz e um lugar calmo para trabalhar e viver me inspiram muito.
9. Banho quente ou frio? morar numa região com as quatro estações bem definidas te faz desejar um banho bem quente no inverno e frio no verão.
10. Seu ideal de felicidade: conseguir viver do meu trabalho, que é o que amo e me faz feliz.
11. O que você vai fazer depois de responder essa tag? tomar um café. :D

Minhas perguntas (ao estilo Marília Gabriela):
1. Mocinha ou vilã?
2. Desce, sobe, empina ou rebola?
3. Romero Britto ou Picasso?
4. Livro físico ou e-book?
5. Filme ou série?
6. Doce ou salgado?
7. Praia, campo ou cidade?
8. Inverno ou verão?
9. Paris, Londres ou Nova Iorque?
10. Bolacha ou biscoito?
11. Selfie em preto e branco ou colorida? E poste a selfie, por favor!!!

Indico para responder a esta tag: 
Várias pessoas que eu curto e acompanho já responderam a esta tag, então vou indicar quem eu gostaria que participasse e ainda não o fez. Qualquer pessoa que quiser responder às minhas perguntas, sinta-se à vontade!

Abraços,
Lidiane ;-)

*Imagem [linda] daqui.
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Portfólio

Bruxa


Este foi o último trabalho do Inktober e ganhou meu coração por diversos motivos. Primeiro, eu simplesmente não sabia o que fazer para o dia derradeiro do desafio, estava cansada e super preocupada com algumas coisas. Daí sentei em frente à minha prancheta, destaquei a parte de trás do bloco de papel (aquele papelão duro ótimo para servir como suporte) e comecei a rabiscar algo totalmente inconsciente. Saiu a bruxinha de cabelos azuis que lembram o céu.


O efeito da aquarela no papelão ficou maravilhoso, eu nunca imaginaria que meses tentando essas manchas que lembram nuvens fosse sair pela simples reação da água e da tinta ao papel! Achei que enrugaria e começaria a sair pedacinhos mas, felizmente, consegui dosar o essencial para ficar desse jeitinho.


Os olhos vazados têm o mesmo sentido de open your mind que eu venho trabalhando em outras ilustrações. Estamos passando por um período muito extremista, com opiniões postas a ferro e fogo, então é importante sempre estar aberto a aceitar e tentar compreender o que o outro tem a nos dizer da melhor forma possível.


Essa ilustração foi feita com canetas Staedtler (line art) e aquarela em pastilha. Aqui termina minhas contribuições para o Inktober 2014, seguimos com a programação normal do blog na semana que vem. 

Lembrando que, se você gostou de qualquer uma de minhas ilustrações e deseja um trabalho personalizado para seu blog, site ou projeto, entre em contato comigo através do e-mail lidiane@lidydutra.com e peça um orçamento sem compromisso. 

Abraços,
Lidiane :-)
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Reflexões

Por que suas ilustrações são parecidas com você?


De tempos em tempos costumo ouvir uma pergunta, que se intensificou nas últimas semanas, que é a seguinte: suas ilustrações são tão parecidas com você, isso é intencional? Resposta: não, não é. 

Represento aquilo que compõe o meu universo visual e imaginário. Sigo uma série de referências, tenho arquivos com fotos para me inspirar, uso a gama das minhas cores favoritas, trabalho com aquilo que me identifico e me faz feliz, isto é fato. Ilustrar mulheres e dar preferência para seus rostos e olhos é colocá-las no protagonismo de minhas ilustrações, é fazer com que elas observem e interajam com o espectador.

Pode até ser que essa "semelhança" seja inconsciente, o que para mim, enquanto mulher e artista, é uma grande vitória sobre uma indústria cultural que despeja, diariamente, padrões de consumo em massa. Que diz o que devemos vestir, que cor e corte de cabelo devemos ter, do que devemos gostar. 

Agora, quero chamar outras mulheres, outros corpos, outras etnias a compor o escopo das minhas ilustrações. Quero co-autoria. Já entendi os meus limites e como posso superá-los e quero fazer isso com urgência. Quero ouvir outros tipos de perguntas, receber outros feedbacks. Mas acho que, por enquanto, o grande enigma está respondido.




Escolhi essa mocinha dentuça para ilustrar o post porque sou apaixonada por vampiros e, no momento, estou relendo Noturno, do Guillermo Del Toro. E eu já devo ter dito que estou apaixonada pela série The Strain, baseada neste livro... Senhor Del Toro me deixando viciada em séries, vê se pode :D

Abraços,
Lidiane :-)
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Processo criativo

Raven


Dias antes do Halloween, minha cabeça começou a ficar povoada por seres um tanto esquisitos, e a leitura de alguns contos de horror e mistério ajudou a dar o tom dessa ilustra, livremente inspirada no Corvo, do Poe. 


"Num universo inconcebivelmente complexo, cada vez que uma criatura se defrontava com diversas alternativas, não escolhia uma, mas todas, criando, dessa forma, muitas histórias universais do cosmo. Já que nesse mundo havia muitas criaturas e que cada uma delas estava continuamente cercada de muitas alternativas, as combinações desses processos eram inumeráveis, e a cada instante esse universo se ramificava infinitamente em outros universos, e estes, por sua vez, em outros." - Olaf Stapledon (extraído do livro Antologia da Literatura Fantástica)



Materiais: caneta Staedtler em diversas espessuras para a line art, caneta Pigma Brush para o pretão, Tombow nos tons de cinza e Sharpie nos detalhes em vermelho. Tudo sobre papel para aquarela 300g. 

Abraços,
Lidiane :-)
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