#ilustraday março: sereia
O projeto ilustraday voltou este mês, com o tema sereias. Para quem não sabe como funciona, todo dia 15 é proposta uma temática diferente. Os trabalhos são recebidos diretamente pelo Facebook e divulgados na página, até o próximo dia 15, e assim por diante.
Fiquei encantada com as ilustrações coloridas e cheias de vida das outras meninas, mas como sou a diferentona, resolvi me inspirar no conto original de Hans Christian Andersen, que é bem triste e um pouco distante da imagem de Ariel que temos da Disney.
Na história original, a sereiazinha (que, pelo menos na versão que eu li, deste livro, não tem nome) faz de tudo, inclusive abre mão de sua cauda e sua bela voz, para conseguir uma alma imortal. Sim, senhoras e senhores: o príncipe está ali, mas é o de menos. O conto é muito melancólico, por isso, quis passar essa tristeza e desesperança com a minha sereia.
Procurei não focar no elemento cauda, mas na expressão do rosto e no cabelo, que dão a ideia geral da figura. Nas imagens acima, o rascunho na mesa de luz e já no papel para aquarela.
Optei por trabalhar com grafite primeiro, por ser um material delicado para misturar com pintura. Temi que a caneta multiliner trouxesse uma carga pesada demais e tornasse as coisas um pouco confusas. Assim que terminei essa parte, aquarelei de maneira bastante econômica, em pontos que sugerissem fragilidade da pele e aquele aspecto azulado/roxo de quem entra em contato com água gelada. O resultado:
Nós somos como o junco verde. Uma vez cortado, cessa de crescer. Mas os seres humanos têm almas que vivem para sempre, mesmo depois que seus corpos se transformam em pó. Elas voam através do ar puro até chegarem às estrelas brilhantes. Assim como subimos à flor da água e contemplamos as terras dos seres humanos, assim eles atingem belos reinos desconhecidos - regiões que nunca conheceremos. (Contos de fadas em suas versões originais, p. 41)
Materiais utilizados:
- As aquarelas e pincéis que descrevo neste post;
- Papel para aquarela Canson, linha universitária;
- Lápis grafite 4B Royal & Langnickel;
- Marcadores para os pequenos detalhes;
- Spray fosco da Acrilex para proteger dos fungos e ação da luz.
Essa ilustração foi gestada com bastante cuidado, pois eu estava no meio de um turbilhão de coisas: os estudos para o curso da Sabrina, encomendas, bloqueio criativo e muita cobrança. Foi uma forma de colocar a cabeça no lugar e organizar meus pensamentos através da pesquisa histórica, de materiais e métodos.
Recomendo que quem estiver passando por qualquer coisa parecida com o que contei acima, se concentre em algo que te desligue dos problemas. Funciona muito para mim.
E quem gostou dessa ilustração, pode encontrá-la sob a forma dos mais variados produtos, na nova Coleção Sereia do Colab55. Deixe seu like para que minha arte apareça na home do site, é muito importante para a divulgação e vendas!
Participe do #projetoilustra
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| Foto by Mike Petrucci, via. |
A novidade para o Projeto Ilustra (veja as edições de janeiro e fevereiro) é que agora os(as) leitores(as) também poderão participar! Quem quiser entrar na tag deve seguir essas regrinhas:
- Ilustrar o tema escolhido pelo grupo (você tem liberdade total de criação);
- É permitido utilizar várias técnicas (ou uma só);
- O limite é cinco desenhos (opcional);
- Postar durante o mês vigente com #ProjetoIlustra nas suas redes sociais. Se você tiver blog, pode fazer um post bem bacana mostrando o processo;
- Prazo de postagem: até o último dia do mês.
O mais legal de tudo é que poderemos acompanhar, através das redes sociais, todos os trabalhos que estão sendo feitos e selecionar alguns para entrar no nosso post. Quem quiser que a sua ilustração apareça aqui, pode me marcar também através do Instagram ou do Facebook. Selecionarei 3 leitores(as) por mês.
Tema de Março: Cenas de Série, sugerido pela Carla Nascimento.
Bora colocar a mão na massa e ilustrar bastante!
Rosto em grafite
Esse foi o primeiro desenho que fiz no meu sketchbook Canson One. Ele é tamanho A4 e as folhas possuem uma gramatura boa para técnicas secas (algumas pessoas usam aquarela com pouca água e guache, mas o papel fica bastante enrugado).
Eu estava passando por um bloqueio criativo muito grande em relação à aquarela. Não conseguia fazer os exercícios propostos pela Sabrina, me incomodava com trabalhos antigos, que antes considerava bons, enfim, foi bem cansativo.
Decidi começar o novo sketchbook para me animar, voltando ao meu material de origem. Trabalhei somente com o lápis Mars Lumograph 4B da Staedtler e esfuminho com moderação. Não recorri a outros materiais, como caneta multiliner, por exemplo, nem para os detalhes dos olhos, coisa que sempre faço. Gosto muito de apontar meus lápis com o apontador da Derwent, mas tem quem prefira estilete (não consigo, não me obrigue).
Eu adorei esse rosto e a profundidade do olhar. Utilizei uma foto como referência e procurei prestar atenção em detalhes da anatomia da modelo, e não na semelhança do desenho com a imagem original. Curti tanto que decidi até trocar a header do blog, aquelas luas estavam me incomodando.
Gosto de pensar nos olhos como a janela da alma, porque muitas das nossas emoções são facilmente transmitidas através do olhar. Apesar de achar vários tipos de representações da figura humana muito bonitas, é naquelas em que a figura olha diretamente pra mim que fico mais encantada. É como se a pessoa retratada soubesse o que está se passando entre nós, como se fosse cúmplice daquele momento.
Encontrei uma pesquisa no site Hypescience que endossa essa tese da janela, feita por alguns pesquisadores norte-americanos (e criticada por outros tantos). Dá para ler aqui. Recomendo também este texto da Marilena Chauí, presente no livro O Olhar, coletânea organizada por Adauto Novaes.
No sketchbook #4
Durante o mês de fevereiro consegui finalizar dois sketchbooks, recheados de desenhos da primeira até a última página. Um feito inédito para mim, até então. Nunca me dediquei com tanto afinco ao estudo (quase) diário, e senti a diferença no meu traço, na auto-crítica e na forma de encarar meus processos.
No sketchbook Cícero, onde fiz praticamente todo o Inktober, dediquei as últimas vinte páginas aos estudos de aquecimento e também charts de todas as minhas canetas e marcadores, algo que não tinha para consulta. Por esse motivo, não vou me deter nele aqui. Se quiser ver os exercícios que fiz, eles estão reunidos neste post.
Já o sketchbook para aquarela da Miolito contém meus melhores estudos com tinta, até então (e alguns que considero horríveis). Comecei a usá-lo no dia do meu aniversário, com uma galáxia, e encerrei no mesmo estilo. Dá pra ver muitas mudanças e experimentos, além dos primeiros estudos com as aquarelas para a oficina da Sabrina que eu vou falar até a exaustão.
Por conter muitas coisas legais, decidi gravar um vídeo mostrando cada uma das páginas. Fiquei bem surpresa ao saber que o canal já tem 100 inscritos hahaha. Aperte o play!
Alguns trabalhos feitos nesse sketchbook conquistaram o meu coração, por isso, resolvi destacá-los fora do vídeo. Outros desenhos feitos no final de 2015 já apareceram por aqui.
Com a finalização desses sketchbooks, já comecei a trabalhar em três novos cadernos: um da linha Canson One, tamanho A4; um da minha loja no Colab55 e outro para aquarela em papel Montval, da Miolito. Para o post não ficar gigante, mostrarei o que tenho feito neles numa próxima ocasião. Mas quem quiser acompanhar meus rabiscos em tempo real, é só me seguir no Instagram, Facebook e Snapchat (lidydutra).
Links bacanas #8
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| Foto by The Typical Female Magazine, via. |
8 de março, Dia Internacional da Mulher, e eu não poderia deixar de trazer links que tratam sobre o tema. Confesso que não simpatizo em nada com esses meses coloridos (março lilás, outubro rosa) porque fico com aquela sensação de que as lutas são um pouco distorcidas e tudo acaba virando "homenagem".
Ano passado eu já havia falado da importância de usar este dia para apoiar uma ilustradora, seja compartilhando o link para o seu portfólio (no meu blogroll tem ótimas sugestões), seja comprando e comparecendo a eventos de sua cidade, principalmente.
Reitero tudo o que disse naquela ocasião: o que falta à grande maioria das mulheres é oportunidade. Se elas não têm um ambiente seguro para mostrar seus trabalhos, se não há visibilidade em eventos ou se os próprios clientes desconhecem suas existências, é difícil avançar. Eu tenho um perfil muito combativo para essas questões, arrumo treta mesmo, me recuso a baixar minha cabeça. Vão me respeitar, sim!
Os links que trago hoje são de diversos sites e abordam diferentes assuntos, vem comigo!
- Um texto da Manu Cunhas e o poder que as palavras têm de motivar ou acabar de vez com a vontade de uma pessoa de estudar e progredir no desenho;
- Post do IdeaFixa a respeito das musas de grandes pintores e suas histórias nem sempre com finais felizes, que envolvem abandono, abuso físico e mental e apagamento de protagonismo;
- 11 autorretratos (antes e depois do LSD): uma jovem documentou sua primeira experiência com a droga, através de vários retratos. Não deixa de ser um experimento interessante, mostrando como alucinógenos agem no nosso organismo;
- 11 autorretratos (antes e depois do LSD): uma jovem documentou sua primeira experiência com a droga, através de vários retratos. Não deixa de ser um experimento interessante, mostrando como alucinógenos agem no nosso organismo;
- Galeria de imagens da Ivory Flame, uma das modelos que mais admiro, por sua total consciência em relação ao próprio corpo e sua imagem. Aqui ela disponibiliza ensaios que certamente ajudarão quem deseja praticar desenho de anatomia;
- Prosa de Cora, projeto lindo da Malena Flores, que leva mais beleza e gratidão para o nosso dia-a-dia, em formato de texto+ilustração.
Aproveite o dia de hoje para divulgar artistas e valorizar seus trabalhos. Faz diferença para você, que adquire cultura, e para essas minas fantásticas que precisam de apoio!
Minhas aquarelas e pincéis favoritos (até o momento)
Nem consigo acreditar que estou fazendo um curso de aquarela com a DIVA Sabrina Eras! Ela abriu uma turma online nas quintas-feiras à noite e tem sido uma experiência maravilhosa. Assim como aconteceu com a oficina da Amanda Mol, farei um post contando a minha experiência, logo que concluir as atividades. Mas já consigo dividir minha jornada em Antes de Sabrina (AS) e Depois de Sabrina (DS).
Esse contato mais íntimo com aquarela me fez perceber que tudo o que eu sabia até agora era muito, mas muito incipiente. Sempre complementei meus estudos com apostilas, livros e tutoriais no YouTube. Aprendi muito vendo os outros, mas sentia falta de um conhecimento aprofundado. Logo na primeira aula já percebi que havia muita coisa a ser corrigida.
Por falta de conhecimento (e um pouco de teimosia), acabei comprando material de qualidade duvidosa, que me impediu de evoluir rapidamente. Agora estou começando a corrigir isso, e verificar que muitas das minhas dificuldades estavam relacionadas diretamente às tintas. Com o papel não tive muitos problemas, pois investi em itens de qualidade, o mesmo para os pincéis.
Resolvi montar este guia para ajudar quem gosta de saber o tipo de material que uso na hora de ilustrar (aquela listinha que sempre faço nos posts específicos de criação). Talvez até o final do curso isso mude, mas já é um bom começo.
Por falta de conhecimento (e um pouco de teimosia), acabei comprando material de qualidade duvidosa, que me impediu de evoluir rapidamente. Agora estou começando a corrigir isso, e verificar que muitas das minhas dificuldades estavam relacionadas diretamente às tintas. Com o papel não tive muitos problemas, pois investi em itens de qualidade, o mesmo para os pincéis.
Resolvi montar este guia para ajudar quem gosta de saber o tipo de material que uso na hora de ilustrar (aquela listinha que sempre faço nos posts específicos de criação). Talvez até o final do curso isso mude, mas já é um bom começo.
Aquarelas que já usei e gostei
1. Sennelier: é a marca que a Sabrina recomenda, e posso dizer que ela vale cada centavo de investimento. As tintas em bisnaga da Sennelier vêm com 10ml, e possuem mel na sua composição, conferindo uma consistência e acabamento únicos. A transparência e o brilho dessa aquarela se destacam no papel, principalmente se você estiver usando um satinado (hot pressed). Por ser um pouco mais cara (paguei em torno de R$ 56), só pude comprar uma cor, mas tenho vontade de adquirir outras, futuramente.
2. Rembrandt: também tenho apenas uma cor, e também pretendo investir em outras mais para frente. A Rembrant faz parte da linha profissional de aquarelas da Talens, está um degrau acima da Van Gogh. A consistência dessa tinta é excelente para fazer misturas e, ao trabalhar com valores, quanto mais clareamos o tom, mais percebemos o quanto ela é pigmentada.
3. Van Gogh: comprei apenas duas cores para testar e me apaixonei pelo resultado. A pigmentação é excelente e deixa um brilho bastante bonito, dependendo do papel utilizado. É mais barata do que a bisnaga da Cotman, por exemplo, e tão boa quanto. Muito amor pelo Azul da Prússia!
4. Cotman, da Winsor & Newton (pastilha e bisnaga): demorei para ter meu primeiro estojo da Cotman, pois o preço não ajudava. Mas quando consegui adquirir, não me arrependi. A qualidade das tintas é fantástica. As pastilhas são bastante consistentes, é preciso esfregar bem o pincel para soltar o pigmento. Já as bisnagas são práticas e com cores muito vibrantes. Comprei a maioria depois do curso com a Sabrina, pois vi que para os estudos renderia mais deixar a tinta no godê do que ficar gastando as pastilhas.
5. Koh-I-Noor: eu gostaria muito que minha primeira experiência com aquarela tivesse sido com as pastilhas dessa marca. Elas têm uma pigmentação e textura muito boas. Depois que comprei um disco de 12 cores, dificilmente usei o estojo da Cotman para estudos menores, feitos no sketchbook, quase sempre prefiro estas aqui. Elas não são tão espessas, o pigmento é liberado com mais facilidade.
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| Estudos de valores, realizados durante o curso da Sabrina Eras |
Meus desejos de consumo atuais: as bisnagas da Lukas e da Daniel Smith e as líquidas da Dr. Ph Martins. Algumas dessas tintas podem ser encontradas em lojas como Casa do Artista, Companhia do Papel, Koralle e Lukas do Brasil.
Vale destacar que eu uso tanto a pastilha quanto a bisnaga com a mesma facilidade, justamente por armazenar o conteúdo da segunda como expliquei acima. Porém, acho que a pastilha ainda fica um degrau abaixo no quesito pigmentação, por isso, se eu fosse colocar na balança a minha preferida, seria a bisnaga. Acredito que tudo tem sua hora certa de uso, e vai depender da experiência pessoal de cada um.
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| Dica da Kris Efe: utilize porta-pílulas (vende em qualquer farmácia) para transportar suas aquarelas em bisnaga com a mesma praticidade das pastilhas, além de manter sua paleta de cores organizada. |
Meus pincéis favoritos
1. Arches, pelo de Marta Kolinsky (n. 0, 2/0, 2, 5, 6): possuo seis pincéis da Arches (dois iguais), que acompanham os estojos de papel Torchon, Hot e Cold Pressed. Vale muito o investimento, pois o kit custa em torno de R$ 150,00, chegando até metade disso em promoções, por um material de qualidade profissional. Esse pincel é extremamente macio, carrega bastante água e pigmento e é perfeito para detalhes. Ao contrário do petit gris, ele não é tão molengo, a ponto de deformar nas mãozinhas mais pesadas.
2. Winsor & Newton, Petit Gris (n. 00): sugestão da Sabrina, por ser um pincel multifunções que permite cobertura de grandes áreas e também pequenos detalhes. O formato do cabo traz conforto no manuseio, o que faz toda a diferença na hora do degradê. Porém, as aquarelistas
3. Winsor & Newton (portátil): acho esse pincel super pequenino e estranho bastante. Dá para carregar no estojo sem machucar as cerdas, pois seu cabo é retrátil, como uma tampa de caneta. Tem uma precisão muito boa e é perfeito para contornos.
4. Royal & Langnickel (n. 2): pincel sintético que veio num kit de lápis grafite aquareláveis maravilhosos, que substituem muito bem o preto ou cinza chumbo em qualquer ilustração. É muito bom para cobrir áreas pequenas e delicadas e fazer filetes, como fios de cabelo e galhos.
5. Tigre, pelo de Marta Tropical (n. 0, 4, 10, 18, 24): esses são meus pincéis mais antigos, me acompanham desde a faculdade. Não são tão macios quanto os da Arches, mas compensam pela relação custo/benefício. São muito bons para cobrir grandes áreas e também para detalhes, carregam bastante água e são muito resistentes ao tempo (tenho os meus há 11 anos e estão intactos).
6. Sintéticos Ipaint (n. 2, 4, 6, 8, 10, 12): esse estojo de pincéis foi uma das melhores compras que já fiz, por vários motivos. Em primeiro lugar, eles vêm numa embalagem super prática, contendo seis pincéis redondos e seis chatos. Em seguida, vem o preço: paguei em torno de R$ 30 pelo kit. O pelo desse pincel é muito semelhante ao natural, porém, ele tem muito mais firmeza. Não sei se vou conseguir explicar direito, mas o fato é que ele é macio e, ao mesmo tempo, muito preciso, facilitando o manuseio e possibilitando coberturas e misturas, além dos detalhes com o filete. Minha única reclamação é quanto ao cabo, super frágil e de madeira crua, estou pensando em envernizá-los, pois tenho usado em praticamente todos os meus trabalhos.
Sobre os pincéis com reservatório da Pentel e Sakura: tenho os dois, mas gosto mais do Pentel, pois ele não entope. Uso quando estou trabalhando no sketchbook ou, por algum motivo, não posso usar meus pincéis e copos com água, e também quando saio de casa e quero pintar. O da Sakura é um pouco complicado, nos primeiros meses funcionou direitinho, depois começou a entupir e vazar. Tentei enchê-lo com nanquim, mas o problema dos vazamentos persistiu, então decidi deixá-lo de lado.
6. Sintéticos Ipaint (n. 2, 4, 6, 8, 10, 12): esse estojo de pincéis foi uma das melhores compras que já fiz, por vários motivos. Em primeiro lugar, eles vêm numa embalagem super prática, contendo seis pincéis redondos e seis chatos. Em seguida, vem o preço: paguei em torno de R$ 30 pelo kit. O pelo desse pincel é muito semelhante ao natural, porém, ele tem muito mais firmeza. Não sei se vou conseguir explicar direito, mas o fato é que ele é macio e, ao mesmo tempo, muito preciso, facilitando o manuseio e possibilitando coberturas e misturas, além dos detalhes com o filete. Minha única reclamação é quanto ao cabo, super frágil e de madeira crua, estou pensando em envernizá-los, pois tenho usado em praticamente todos os meus trabalhos.
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| Comparativo: tamanho dos cabos |
O único cuidado que esse tipo de pincel requer é que ele acaba deixando o usuário um pouco preguiçoso. A facilidade com que a água desce pelas cerdas leva a efeitos de degradê e misturas que podem fazer com que a pessoa pule certas etapas de aprendizado. Por isso, é bom usar com moderação, sempre intercalando o uso dos pincéis "normais".
Os pincéis podem ser encontrados nas mesmas lojas que citei para as aquarelas. Quanto aos papéis, os que mais uso são: Arches grain fin e grain satiné; Montval; Hahnemühle 100% algodão e Bamboo. Ainda uso os da linha universitária da Canson, principalmente para estudos e trabalhos que receberão tratamento digital, e o bloco que acompanha o livro Aquarela: o jeito fácil. Dentre todos estes, o grain satiné (satinado ou hot pressed) é meu preferido da vida, por seu acabamento liso e que deixa a aquarela muito mais brilhante. Já o torchon chegou hoje (yeah!) e estou louca para experimentar.
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| A serenidade do olhar de quem encontrou o melhor papel da vida. |
- Kit de aquarela para iniciantes
- Aquarelas favoritas da Ju Rabelo
- Pincéis para aquarela
- Papéis para aquarela
- Pincéis sintéticos para aquarela
- Papéis para aquarela cruelty free
- Principais características dos papéis para aquarela
- Aquarelas cruelty free
- Como estudar aquarela em casa
Agradecimentos especiais às lindonas Ju Rabelo e Kris Efe pelos posts completíssimos, que possibilitaram meus estudos e esse compilado maravilhoso de referências.
Você deve estar aí se perguntando: Mas Lidiane, o material é muito caro! Vou começar com o baratinho e depois eu vejo. Super concordo! O material é caro, sim, e você deve começar com o baratinho, sim! Mas depois você vai sentir a necessidade de usar um material melhor, pois limitações irão aparecer, inevitavelmente. Então, já guarde um dinheiro para o seu futuro em aquarela e será recompensado com trabalhos de qualidade.
E para quem deseja ter aulas virtuais, entre em contato com a Sabrina. Ela é uma das melhores aquarelistas da atualidade, super didática, atenciosa e extremamente profissional. :)
Minhas inspirações - março
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| Foto by Roksolana Zasiadko, via. |
Minhas inspirações é uma tag permanente aqui do blog, na qual todo mês mostro três artistas (dentre outras coisas), cujo trabalho admiro e merece ser compartilhado.
Tenho estudado muito nos últimos meses, em decorrência dos vários cursos e vários bloqueios criativos que seguiram, por este motivo, reservei a tag de março para indicar três canais para você treinar exercícios de aquecimento, gestual e muita (muita, mesmo!) anatomia.
Proko
New Master Academy
CG Master Academy
Continuo querendo pilhar algumas pessoas para montar um grupo de estudos sobre anatomia. Quem sabe a ideia sai do papel? :)
Tag: descobrindo novos blogs
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| Foto by The Typical Female Magazine, via. |
Fui indicada pela Bruna Morgan para responder a tag descobrindo novos blogs, que consiste em:
- agradecer a indicação, colocando o nome e o blog da pessoa que te indicou;
- responder as perguntas abaixo;
- indicar até dez blogueiros para responderem a tag e avisá-los do convite;
- formular dez perguntas para os blogueiros responderem;
- deixar o link da tag respondida nos comentários.
Como eu gosto bastante desse tipo de post, vou procurar fazê-lo pelo menos uma vez por mês, então, aceito sugestões de tags e memes.
Perguntas que recebi
1. O que você pretende realizar nesse ano?
Fiz uma lista de seis metas para 2016, a partir de experiências que deram muito certo no ano passado, e que pretendo levar para a vida toda. Também fiz uma lista de metas artísticas e estou bem feliz por, até agora, estar dando tudo certo.
2. Como você lida com o bloqueio criativo?
Escrevi sobre isso aqui e, basicamente, tento me afastar um pouco do que está me bloqueando. Se tenho problemas com aquarela, parto para o grafite. Não vejo mal em voltar para a sua zona de conforto quando tatu do errado. Ter noção de que fazemos algo muito bem nos impulsiona a tentar coisas novas.
3. Quais são as cinco coisas que você mais ama no mundo?
Artes em geral, meus entes queridos, silêncio, dormir com barulho de chuva e pipoca.
4. Qual foi a sua maior conquista?
Trabalhar com o que amo, que é a arte. Poder fazer uma faculdade e uma pós-graduação voltadas para a área e seguir nesse caminho.
5. Qual é o seu livro favorito?
Espelhos: uma história quase universal, do Eduardo Galeano. Ele é meu autor favorito de todos os tempos, tanto é que fiz uma lista com três livros essenciais que mudaram minha vida.
6. Qual é a sua citação favorita?
Apesar do Galeano ser meu autor predileto, minha citação favorita é do Fernando Pessoa:
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso, viver não é preciso."
Quero para mim o espírito dessa frase, transformada a forma para a casar
com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
7. Tem alguma superstição?
Sim, várias! Mas a mais esquisita de todas é que sempre, sempre deixo minha cama arrumada já ao acordar. Se não fizer isso, tenho a impressão de que meu dia todo dará errado e coisas terríveis acontecerão.
8. O que você gosta de fazer sozinha em casa?
Casa vazia significa silêncio, que é uma das coisas que mais amo. Portanto, aproveito para ter aquele momento ideal de trabalho e inspiração. Acendo um incenso e relaxo. Se estou muito cansada, aproveito para dormir.
9. Como você se vê daqui cinco anos?
Estabilizada financeiramente, fazendo o que amo e me preocupando menos com aquilo que não vai acrescentar em nada na minha vida, incluindo opiniões alheias não solicitadas. E com vários gatos. Muitos gatos. Todos os gatos que eu puder adotar.
10. Existe algum lugar do mundo que você sonha em conhecer?
Muitos, mas o principal é a Cueva de Las Manos, um sítio de pinturas rupestres, localizado na Argentina. Consiste, dentre outras coisas, numa parede com cerca de 600 metros retratando cenas de caça, animais, figuras abstratas e, o mais surpreendente, muitas mãos! Na minha concepção, é um lugar mágico, concebido por artistas de muitos milênios atrás e um legado que a humanidade precisa preservar.
Editado em 22/03
Recebi também dez perguntas da Camila Averbeck, aproveito para responder aqui neste post. Muito obrigada pela indicação, Camila!
1. Algum hobbie? (não sendo ligado ao trabalho)
Ler!
2. Algum medo?
Altura e baratas.
3. O que é felicidade?
Não tretar por qualquer coisa e não deixar que as tretas alheias te atinjam.
4. Tem alguma meta para esse ano?
Fiz uma lista de seis metas para 2016, a partir de experiências que deram muito certo no ano passado, e que pretendo levar para a vida toda. Também fiz uma lista de metas artísticas e estou bem feliz por, até agora, estar dando tudo certo.
5. Como se vê daqui cinco anos?
Estabilizada financeiramente, fazendo o que amo e me preocupando menos com aquilo que não vai acrescentar em nada na minha vida, incluindo opiniões alheias não solicitadas. E com vários gatos. Muitos gatos. Todos os gatos que eu puder adotar.
6. Indicação de livro?
Espelhos: uma história quase universal, do Eduardo Galeano.
7. Existe alguma coisa que mudaria em sua vida? Qual?
Sim, queria não ter tentado ser tão perfeita na minha vida acadêmica. Tento corrigir isso sendo uma boa orientadora para amigos e colegas de trabalho.
8. Canal do YouTube favorito?
O da Tatiana Feltrin.
9. Calor e sol ou frio e nublado?
Frio e nublado.
10. Alguma língua que queira aprender?
Morro de vontade de aprender francês.
Editado em 22/03
Recebi também dez perguntas da Camila Averbeck, aproveito para responder aqui neste post. Muito obrigada pela indicação, Camila!
1. Algum hobbie? (não sendo ligado ao trabalho)
Ler!
2. Algum medo?
Altura e baratas.
3. O que é felicidade?
Não tretar por qualquer coisa e não deixar que as tretas alheias te atinjam.
4. Tem alguma meta para esse ano?
Fiz uma lista de seis metas para 2016, a partir de experiências que deram muito certo no ano passado, e que pretendo levar para a vida toda. Também fiz uma lista de metas artísticas e estou bem feliz por, até agora, estar dando tudo certo.
5. Como se vê daqui cinco anos?
Estabilizada financeiramente, fazendo o que amo e me preocupando menos com aquilo que não vai acrescentar em nada na minha vida, incluindo opiniões alheias não solicitadas. E com vários gatos. Muitos gatos. Todos os gatos que eu puder adotar.
6. Indicação de livro?
Espelhos: uma história quase universal, do Eduardo Galeano.
7. Existe alguma coisa que mudaria em sua vida? Qual?
Sim, queria não ter tentado ser tão perfeita na minha vida acadêmica. Tento corrigir isso sendo uma boa orientadora para amigos e colegas de trabalho.
8. Canal do YouTube favorito?
O da Tatiana Feltrin.
9. Calor e sol ou frio e nublado?
Frio e nublado.
10. Alguma língua que queira aprender?
Morro de vontade de aprender francês.
Minhas perguntas
1. Qual é a sua primeira lembrança relacionada à arte?
2. Com quantos anos você começou a desenhar?
3. Quando descobriu que a arte poderia ser sua profissão?
4. Qual é o seu material favorito?
5. Qual é o seu maior desafio artístico?
6. Qual é o seu artista favorito?
7. Se pudesse escolher uma trilha sonora para sua vida artística, qual seria?
8. Qual ilustração sua você considera seu maior orgulho?
9. Você já tentou desenhar com a sua mão esquerda (ou direita, para canhotos)? Como ficou?
10. Mostra pra gente uma imagem do seu mais recente trabalho.
Quem indico
Agradeço a Bruna pela indicação e quem se interessou em responder a tag mas não está na minha lista, sinta-se à vontade para participar também e aproveita para deixar o link nos comentários.
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