Melusina (#MerMay 04)
Esta é a penúltima produção do MerMay 2017 (veja a primeira, segunda e terceira), feita num dos momentos mais tristes da semana, no dia da morte de um dos meus maiores ídolos, o músico Chris Cornell. 💔 Sou fã declarada de Audioslave, I am the highway é uma das canções que mais fala ao meu coração, tenho todos os CDs da banda. Penso que os espíritos iluminados estão deixando esse mundo porque as coisas andam erradas demais. Ficamos nós, aqui, lamentando a perda. A música escolhida para embalar esta ilustração é do Nick Cave & The Bad Seeds, mas ao final da postagem prestarei minha homenagem ao Chris.
Melusina é uma personagem do folclore europeu que habita as águas doces, descrita algumas vezes como metade peixe ou como metade serpente. Também pode aparecer com duas caudas (vide sereia do Starbucks) ou com asas. Partindo dessas características, optei por uma figura ambígua, com uma cauda mais ondulada e a barbatana acompanhando o movimento.
Já comentei que meu propósito era sair dos retratos e explorar mais a estrutura anatômica e o gestual, mas sem colocar de lado a expressão do rosto. É muito fácil deixar a figura com uma cara blasé e focar em outros aspectos, mas o todo precisa falar a mesma linguagem. Se eu desenho uma personagem que tem esse caráter sedutor (sereia) e traiçoeiro (serpente), a expressão facial, por menor que seja, precisa acompanhar todo esse movimento. Tentei resolver isso arqueando de leve uma das sobrancelhas.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Pentel Sign;
- Caneta Pentel Sign;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
Todas as sereias do MerMay feitas até agora já estão no meu Studio no Colab55 e, sempre que rola alguma promoção de frete grátis ou desconto, eu aviso nas redes sociais, por ser um meio mais rápido. Então, se você acompanha o blog mas não costuma acessar outras plataformas, se inscreva na newsletter do Colab55, para não perder nenhuma oportunidade de levar uma arte bem bonitona pra casa.
Me despeço hoje também com música, e é muito difícil escolher uma só do Audioslave, pois gosto e sei praticamente todas de cor, mas acho que Heaven's Dead personifica o momento: heaven's dead when you get sad... 🎶
Todas as sereias do MerMay feitas até agora já estão no meu Studio no Colab55 e, sempre que rola alguma promoção de frete grátis ou desconto, eu aviso nas redes sociais, por ser um meio mais rápido. Então, se você acompanha o blog mas não costuma acessar outras plataformas, se inscreva na newsletter do Colab55, para não perder nenhuma oportunidade de levar uma arte bem bonitona pra casa.
Me despeço hoje também com música, e é muito difícil escolher uma só do Audioslave, pois gosto e sei praticamente todas de cor, mas acho que Heaven's Dead personifica o momento: heaven's dead when you get sad... 🎶
Russalka (#MerMay 03)
Cheguei à metade do MerMay (veja a primeira e segunda semanas), e estou bastante feliz com os resultados obtidos até o momento. Não estou correndo desesperadamente contra o relógio, nem apavorada ou esbaforida por ter que postar todos os dias, o Inktober do ano passado foi crucial para que eu encontrasse meu próprio ritmo em desafios de desenho. A sereia da semana vem de uma lenda eslava, e a música que escolhi é da maravilhosa Sophia Karlberg:
Russalka é uma figura mitológica muito respeitada pelos povos eslavos, estando associada à fertilidade e à beleza. Porém, no século XIX, sua lenda ganhou contornos sombrios, ao ser retratada como uma jovem mulher morta por afogamento (em algumas variações pelo próprio marido, em outras, por causa de um casamento infeliz) e que assombra rios e lagos até que sua morte seja vingada.
Dessa vez fiz uma variação nos cabelos, optando por essa massa etérea. Acredito que isso trouxe mais equilíbrio para a figura, visto que a cauda tem muito destaque e ela está de cabeça para baixo, numa das posições mais difíceis que já desenhei (veja minhas fotos de referência no Pinterest). Foi realmente um desafio de gestual e de compreensão do que estava acontecendo na cena. Já disse lá na primeira semana que minha maior inspiração é o trabalho do Chris Ridell no livro A Bella e a Adormecida, do Neil Gaiman, e só agora acredito que dosei bem o contraste de preto com dourado.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
As duas primeiras sereias já estão disponíveis no meu Studio no Colab55 em cadernos, almofadas, camisetas, dentre outros produtos. Em breve esta também estará lá. Gostaria de agradecer os acessos aqui no blog, que subiram bastante nas últimas semanas. O nível de engajamento no Instagram e no Facebook está cada vez pior, as redes simplesmente não entregam o conteúdo, mesmo com as notificações ativadas. Isso me deixa muito triste, pois elas são o primeiro canal de contato do público com meu trabalho. Acho que esse novo fôlego dos blogs se deve a toda essa conjuntura, por isso é importante deixar seu like nas postagens de seus artistas favoritos, é um grande incentivo.
As duas primeiras sereias já estão disponíveis no meu Studio no Colab55 em cadernos, almofadas, camisetas, dentre outros produtos. Em breve esta também estará lá. Gostaria de agradecer os acessos aqui no blog, que subiram bastante nas últimas semanas. O nível de engajamento no Instagram e no Facebook está cada vez pior, as redes simplesmente não entregam o conteúdo, mesmo com as notificações ativadas. Isso me deixa muito triste, pois elas são o primeiro canal de contato do público com meu trabalho. Acho que esse novo fôlego dos blogs se deve a toda essa conjuntura, por isso é importante deixar seu like nas postagens de seus artistas favoritos, é um grande incentivo.
Ligeia (#MerMay 02)
Ligeia é a segunda produção do meu MerMay 2017 (veja a primeira aqui) e estou curtindo muito participar do desafio dessa forma, semanalmente. Isso me dá tempo para pensar na proposta, pesquisar, encontrar soluções melhores para o meu traço, dentre outros preciosismos que eu não conseguiria dar atenção, caso desenhasse diariamente. E também estou adorando ver os trabalhos de outras ilustradoras e o quanto a maioria delas deseja aprender e se aperfeiçoar, a partir dessa vivência. A trilha sonora que escolhi é da Sade:
Ligeia é uma personagem da mitologia grega, filha do deus Aqueloo e da musa Terpsícore, por algumas fontes, ou de Aqueloo e Estérope, por outras. O poeta Higino cita-a como uma das nereidas, filhas de Nereu e Dóris. Mas o que me motivou mesmo a batizar a segunda sereia com este nome é o conto de Edgar Allan Poe, que eu ❤amo❤ e estou lendo na edição maravilhosa lançada recentemente pela Darkside. Minha ilustração é uma homenagem, não uma representação ipsis litteris da bela mulher de cabelos negros.
Já expliquei anteriormente como estou trabalhando nessas ilustrações, utilizando apenas grafite, multiliner e caneta dourada para obter esse contraste dramático, além de simplificar a quantidade de materiais empregados. Para a cauda, usei como referência a imagem de um peixe Betta, que está disponível num painel do Pinterest. Se você quer participar do desafio mas está sem ideias, dê uma olhada lá.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
Eu havia dito que no próximo mês de junho faria uma exposição individual, porém, ela foi transferida para julho, e estou pensando na possibilidade de levar todas as sereias, nem que seja em pequenos painéis, mas ainda vou amadurecer a ideia. Na próxima segunda trago a nova produção do MerMay 2017. Me conte nos comentários se você gostaria de ver Ligeia no meu studio no Colab55.
Eu havia dito que no próximo mês de junho faria uma exposição individual, porém, ela foi transferida para julho, e estou pensando na possibilidade de levar todas as sereias, nem que seja em pequenos painéis, mas ainda vou amadurecer a ideia. Na próxima segunda trago a nova produção do MerMay 2017. Me conte nos comentários se você gostaria de ver Ligeia no meu studio no Colab55.
Star Wars Day ★
O tema de maio do Girls Artist Gang é Star Wars, e eu decidi fazer minha ilustra utilizando o efeito galáxia em aquarela numa máscara do Darth Vader. Não tenho muito o que explicar, a ideia é bem simples e o efeito é obtido desta maneira. Ficou um pouco torto, mas valeu sair da minha zona de conforto e criar uma fan art (já disse que tenho birra em só desenhar isso).
Materiais utilizados
- Papel Canson Moulin DuRoy satinado (usei uma sobra que havia guardado);
- Aquarelas Van Gogh e W&N;
- Pincéis Keramik;
- Marcadores Posca e Copic;
- Guache branco Talens.
Se você quiser participar do tema mensal, é só postar sua arte no Instagram, sem esquecer de marcar o perfil do projeto Girls Artist Gang. Que a força esteja com as minas! ★
Lorelei (#MerMay 01)
Foi dada a largada para o MerMay 2017, eu contei aqui neste post o que é e como vai ser minha participação no desafio. As minhas meninas irão ao ar todas as segundas-feiras de maio, em postagens bastante especiais. Como serão somente cinco ilustrações, aproveitei para fazer algo bem inspirador, com música, história e referências que me inspiraram. Sugiro que você entre no clima:
Todas as sereias terão um nome, uma história e uma trilha sonora para acompanhá-las. Resolvi começar com a lenda de Lorelei e essa música do Eagle-Eye Cherry para homenagear a Nanda Corrêa, ilustradora que fez uma das sereias mais lindas que já vi, inspirada nessa música. Na primeira vez que entrei no antigo blog dela e encontrei o processo de criação daquela ilustra, fiquei maravilhada. Você pode ver do que estou falando aqui.
Lorelei ou Loreley faz parte do folclore alemão. Conta a lenda que ela vivia num rochedo, às margens do rio Reno. Nas noites de lua cheia cantava e, como isso, atraía os marinheiros para as pedras e para a morte. Quando o filho do conde tem o mesmo fim, o nobre ordena que suas tropas matem a sereia mas, antes que pudesse ser capturada, ela lança seu colar de pérolas ao rio, levantando uma enorme onda. Depois disso, Lorelei nunca mais foi vista, mas seu canto ainda pode ser ouvido nas noites enluaradas. Com informações deste site.
Para essas ilustrações vou utilizar o mínimo de materiais possível. Já tenho trabalhado nesse sentido há bastante tempo, com foco na aquarela, mas resolvi voltar para meu material favorito, que é o grafite. O contraste do lápis preto com a caneta dourada dará o tom dessa série, inspirada pelo livro A Bela e a Adormecida, de Neil Gaiman, ilustrado por Chris Riddell. É uma das obras mais bonitas da minha estante e sempre tive vontade de fazer algo semelhante. O resultado ficou assim:
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
Fiquei muito satisfeita com o movimento desse cabelo. Depois de muito tempo trabalhando em massas de cor, é bem legal voltar a fazer esse efeito que gosto tanto, de fio a fio. Sinto a minha mão mais leve e gestual para dar o acabamento, por isso não demoro tanto tempo para finalizar um trabalho do gênero. Na próxima segunda trago a nova produção do MerMay 2017. Me conte nos comentários se você gostaria de ver Lorelei no meu studio no Colab55.
Mer-tea ☕
O rascunho dessa ilustração estava guardado há mais de um ano, pois foi pensado para o projeto ilustra de janeiro de 2016, depois para o ilustraday de março, e assim fui deixando de lado, já que não conseguia acertar as proporções da figura. Mas agora, depois de algumas aulas de Proko e estudo de anatomia e aquarela, consegui finalmente chegar num resultado satisfatório. E com isso, já anuncio que vou participar do MerMay esse ano, com alguns ~poréns~.
Para quem não sabe, o MerMay é um desafio de desenho criado pelo ilustrador e animador Tom Bancroft, que tem em seu currículo várias animações da Disney, como A Bela e a Fera e O Rei Leão. Consiste em desenhar uma sereia por dia, durante todo o mês de maio. Ano passado fiz uma ilustração simbólica, pois não consegui me programar. Para esse ano eu estava super animada, mas declinei da ideia do desafio completo por uma causa nobre: minha próxima exposição individual, que acontecerá em junho, e para a qual estou focando todas as minhas energias. Por isso, aproveitarei o gancho de uma hashtag chamada #mermaidmonday, que rola às segundas-feiras pelas redes sociais, e produzirei uma sereia diferente por semana.
Mer-tea
Essa ilustração vai ficar de fora do MerMay, pois a proposta é muito destoante das referências que coletei para o desafio. Esse aqui é mais um estudo de personagem, de tirar o foco dos retratos. Como a ideia original envolvia chá/café, imaginei uma sereia tomando banho numa xícara quentinha, totalmente relax. Sereias em xícaras e banheiras são temas recorrentes para vários artistas, uma passada pelo Tumblr ou Pinterest comprova isso. Mas para essa ilustra não usei modelos, a construção da figura saiu inteiramente da minha cabeça, daí a dificuldade em acertar o passo. Para a cauda, me inspirei nas nadadeiras da FinFolk Productions.O bom em deixar um estudo "de molho" por tanto tempo é que as coisas vão se acertando naturalmente. Nossa percepção e técnica mudam muito no espaço de um ano, e aquilo que parecia impensável se torna fácil de solucionar com uma boa dose de estudos. Foi o meu caso com a posição dos braços da sereia, hoje já consigo ter uma ideia de construção corporal totalmente diferente.
É a primeira vez que uso esse papel da Canson (linha XL) e detestei, pois a textura é muito parecida com o da linha universitária. Tive que refazer a pintura, pois o primeiro contato foi um desastre, não consegui acertar a quantidade de água, as manchas ficaram péssimas por conta desses frisos, que lembram papel vergê. Fica a dica para quem deseja adquirir um bloco, eu não recomendo, só vou usar pois material artístico está super caro para ser desperdiçado.
Materiais utilizados
- Papel Canson Mixed Media;- Aquarelas Van Gogh, Sennelier e W&N;
- Guaches Talens;
- Pincéis Keramik;
- Multiliner Copic;
- Marcadores com glitter Giotto.
As minhas postagens do MerMay serão todas as segundas-feiras, a partir das 18h nas redes sociais e às 20h aqui no blog, bem completas, mostrando o processo de criação, materiais utilizados e trabalho final tratado. As melhores vou colocar no meu studio no Colab55, e uma delas estará na minha exposição.
Sketchbook Mochileiro 🌎
No início do mês recebi a visita do Sketchbook Mochileiro, projeto que vai viajar o Brasil de ponta à ponta e pousar na casa de 15 ilustradoras maravilhosas. E estou muito feliz e orgulhosa por fazer parte desse time, que vai representar a mulher brasileira. A primeira parada foi com a Kris Efe, que desenhou uma prenda we can do it maravilhosa. Já eu resolvi homenagear as mulheres da minha terra, do litoral sul.
A mulher cassineira (Praia do Cassino, sul do RS) tem a pele marcada pelo sol e pelo sal do mar, e se confunde com a imensidão da maior praia da América Latina. É livre e de uma beleza natural, não precisa de muita coisa para se sentir poderosa. Coloquei todas essas características numa figura que é metade humana, metade mar.
O meu navio
Nas águas do teu coração
Marés que vem, marés que vão
O meu amor canto por ti
Para te encontrar
Meu doce lar
Meu litoral
Luís Mauro Vianna
A próxima parada do Sketchbook Mochileiro é em Santa Catarina, com a Fefê Torquato. Você pode acompanhar as aventuras desse projeto através do Instagram, e participar na #sketchbookmochileiro, representando seu estado.
Vale a pena ter um blog artístico?
Essa é uma pergunta que tenho feito a mim mesma já faz algum tempo, principalmente depois de tantos casos de plágio, e de ver conteúdos cada vez mais massificados sobre arte e ilustração. Dos blogs que eu seguia em 2010, poucos sobreviveram. Outros, se transformaram em sites, canais, ou estão em hiato permanente. Apesar de abominar o discurso do "agora virou modinha", é difícil não concordar com ele: virou moda ilustrar, e tem gente se aproveitando disso das mais variadas maneiras, nem todas elas éticas com quem realmente vive disso.
Diante desse quadro da dor, bate aquela insegurança: vale a pena ter um blog artístico, ou divulgo meu trabalho nas redes sociais e parto direto para o portfólio? Eu vou contar como tem sido a minha experiência no assunto, mas já adianto que essa decisão só cabe a você.
Eu gosto muito de escrever, de colocar no papel ou na tela o que penso e sinto, é uma maneira de refletir sobre meu próprio fazer, tarefa que nem sempre é fácil ou confortável. Quando você escreve sobre seu processo criativo e se permite duvidar do próprio trabalho, está automaticamente saindo da zona de conforto e assumindo o risco da autocrítica. Por si só, já é algo corajoso, principalmente em tempos de corações e dedinhos pra cima em aprovação.
Ter um registro em formato diário dessa trajetória ajuda a enxergar várias coisas, desde o nosso crescimento pessoal e profissional, até o quanto nossas opiniões mudam, como o meio nos influencia, o quanto nos sentíamos seguros de algo que não sabíamos direito ou, ainda, o quanto nossas parcerias de trabalho confiavam em nós, numa época em que nossa técnica ficava muito aquém do esperado. Tudo isso que falei veio à tona na última limpeza que fiz aqui no blog, descartando posts antigos de alguns anos atrás (faço isso frequentemente, até mesmo para liberar espaço na minha conta).
As redes sociais são ótimas para divulgar em tempo real e receber feedback imediato, mas também geram uma expectativa que não é saudável. Que atire a primeira pedra quem nunca deu refresh na foto recém postada, para ver quantas curtidas estava recebendo. Só que essa ansiedade atrapalha o andamento das coisas, pois o foco deixa de ser o trabalho em si para ser o comentário, a quantidade de likes, a repercussão. Já o blog proporciona um tempo de leitura e reflexão diferentes, dá uma visão mais madura (ou não) do artista. Existe também a questão do alcance, Facebook e Instagram estão cada vez piores em relação às atividades orgânicas, tudo precisa ser pago.
Então, para quem gosta de escrever sobre seu trabalho e compartilhar suas experiências, blog e redes se complementam de maneira muito interessante. E por compartilhar, entendo buscar algo significativo para mostrar, dentro de um contexto, e não sair postando qualquer coisa, só pra parecer produtivo.
Sobre o portfólio (ou site e blog integrados), esse é um sonho antigo meu, mas ainda não consegui realizar por falta de grana, já que não é só o layout, tem servidor, domínio, manutenção, programador... Já passei pela experiência de pagar hospedagem, mas não ter como arcar com o restante e ficar na mão. Então busco alternativas tão boas quanto. Uma delas é o Behance, excelente portfólio com rede social integrada que, além de organizar tudo em álbuns e coleções, permite conhecer outros artistas e visualizar o melhor de seus trabalhos profissionais. Tenho cuidado de sempre atualizar com boas ilustras e descartar as mais antigas e as que não possuem um apelo interessante para aquele espaço.
Já aqui no blog, criei uma tag específica para portfólio, que filtra somente os posts com ilustrações, nos quais conto sobre o processo, os materiais e métodos, e esse "por trás das câmeras" chama a atenção de muitos clientes. Fica tudo no menu principal, sem complicações. Por isso, embora seja um sonho, não sinto falta de ter um site para portfólio agora, pois consigo me organizar bem.
Agora, uma coisa que não pode, de jeito nenhum, é plagiar o coleguinha. Fala-se muito da apropriação de trabalhos artísticos, mas também se copia texto alheio. Eu passo por isso desde 2015, essa semana descobri um post, de uma pessoa que já plagiou não só a mim, como outras ilustradoras, falando de suas experiências, no mesmo tom do relato sobre minha evolução na aquarela, algo extremamente pessoal. Não é errado você se sentir inspirado pelo texto de alguém e oferecer a sua versão, mas custa dizer de onde veio a ideia? Quantas vezes já publiquei postagens nas quais falo "vi isso aqui no blog de fulana" ou "por indicação de beltrana"... É o meio natural das coisas.
Esse texto mesmo só saiu porque fiquei muito incomodada por mais uma vez a mesma pessoa ter copiado, e depois de ter lido esse post aqui, da Maki do Desancorando. Curiosamente, no meio da escrita, a Laiany também deixou um comentário neste post sobre a questão do site/portfólio e compartilhamento de ideias.
Resumindo: se você quer ter um blog artístico, tenha! Passe pela experiência de saber se dará certo ou não. Eu já fiz tanta coisa boba, mas a única maneira de saber se serviria para mim era tentando. Crie seu portfólio na plataforma que julgar melhor, compartilhe nas redes sociais que achar mais relevante, pergunte a outros artistas e pesquise sobre suas experiências. Você vai gastar muitas horas e algum dinheiro no processo (quando criei o site, tomei um susto com a cobrança integral do valor da hospedagem e fiquei à míngua), mas faz parte do pacote. Se acontecer de você acertar de primeira, ótimo! E sempre se lembre de uma coisa: tenha responsabilidade naquilo que compartilha por que, de uma maneira ou de outra, você vai ser referência para alguém, que vai entrar no seu espaço e confiar na sua palavra. E isso é de uma responsabilidade gigante, como já falei aqui.
Aproveito para dizer que troquei novamente o layout do blog, como uma forma de deixar tudo mais limpo e dar destaque para o conteúdo. As categorias foram reduzidas e agora está mais fácil achar um post de acordo com o assunto (deixei somente os mais relevantes). Esse template é do Beauty Templates, totalmente gratuito. A customização para português ficou por minha conta, tenho vários macetes legais para repassar, a quem interessar. ☺
Agora, uma coisa que não pode, de jeito nenhum, é plagiar o coleguinha. Fala-se muito da apropriação de trabalhos artísticos, mas também se copia texto alheio. Eu passo por isso desde 2015, essa semana descobri um post, de uma pessoa que já plagiou não só a mim, como outras ilustradoras, falando de suas experiências, no mesmo tom do relato sobre minha evolução na aquarela, algo extremamente pessoal. Não é errado você se sentir inspirado pelo texto de alguém e oferecer a sua versão, mas custa dizer de onde veio a ideia? Quantas vezes já publiquei postagens nas quais falo "vi isso aqui no blog de fulana" ou "por indicação de beltrana"... É o meio natural das coisas.
Esse texto mesmo só saiu porque fiquei muito incomodada por mais uma vez a mesma pessoa ter copiado, e depois de ter lido esse post aqui, da Maki do Desancorando. Curiosamente, no meio da escrita, a Laiany também deixou um comentário neste post sobre a questão do site/portfólio e compartilhamento de ideias.
Resumindo: se você quer ter um blog artístico, tenha! Passe pela experiência de saber se dará certo ou não. Eu já fiz tanta coisa boba, mas a única maneira de saber se serviria para mim era tentando. Crie seu portfólio na plataforma que julgar melhor, compartilhe nas redes sociais que achar mais relevante, pergunte a outros artistas e pesquise sobre suas experiências. Você vai gastar muitas horas e algum dinheiro no processo (quando criei o site, tomei um susto com a cobrança integral do valor da hospedagem e fiquei à míngua), mas faz parte do pacote. Se acontecer de você acertar de primeira, ótimo! E sempre se lembre de uma coisa: tenha responsabilidade naquilo que compartilha por que, de uma maneira ou de outra, você vai ser referência para alguém, que vai entrar no seu espaço e confiar na sua palavra. E isso é de uma responsabilidade gigante, como já falei aqui.
Aproveito para dizer que troquei novamente o layout do blog, como uma forma de deixar tudo mais limpo e dar destaque para o conteúdo. As categorias foram reduzidas e agora está mais fácil achar um post de acordo com o assunto (deixei somente os mais relevantes). Esse template é do Beauty Templates, totalmente gratuito. A customização para português ficou por minha conta, tenho vários macetes legais para repassar, a quem interessar. ☺
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