10 anos de blog ✨


Ontem o blog completou 10 anos e não, não esqueci a data. Só senti que precisava escrever no momento certo. E os últimos tempos não têm sido certos para muitas coisas. Vivemos uma pandemia que marcará as próximas gerações, estamos em contato direto com o melhor e o pior da humanidade, enfrentando quarentena, colapso do sistema de saúde, descaso de muitos governantes, intolerância. E também solidariedade, empatia e, principalmente, a importância de se valorizar a arte, a saúde e a educação como nunca antes. 

Pela primeira vez em muitos anos, não estou me cobrando por não conseguir desenhar. Estou me dedicando às aulas, pois, mesmo com as escolas fechadas, nós professores estamos produzindo material para ser encaminhado aos estudantes. E escolhi para abrir esse post a imagem de um vídeo que gravei para os anos inciais (dá pra assistir aqui), contando a história de Leonardo da Vinci, pois  a contação vai ao encontro do que tenho me dedicado: resgatar histórias, atividades, ilustrações antigas, fragmentos de memórias que me constituíram profissional, ao longo desses dez anos.

O blog também chegou à marca de 1 milhão de acessos. É um feito enorme para um espaço sem monetização, sem impulsionamento, e quase sem divulgação, visto que não tenho uma quantidade enorme de seguidores nas redes sociais. Praticamente todo tráfego é orgânico, de pessoas que me acompanham, assinam o feed, ou simplesmente caem por aqui através da busca do Google, que já mandou muita coisa bizarra pra cá. Já recebi muito hate, que foi sumindo com os anos, já participei de blogagem coletiva, projetos, conheci muita gente. E agora quero fazer uma pequena retrospectiva, do fundo do coração.

Alguns números (até a escrita desse post)

  • Postagens: 472
  • Comentários: 2408
  • Acessos: 1004564 (o pico de acessos foi em junho de 2016)
  • Página mais acessada do blog: FAQ

Postagens mais acessadas

Postagens que mais gostei de escrever


Ilustras que considero um ponto de virada na minha vida

  • Sugar Skull: a primeira ilustração que vendi produtos - e fiquei conhecida por muito tempo pelas catrinas;
  • Pirate: mostrou meu potencial criativo;
  • Maybe Tonight (Estelar): minha primeira galáxia em aquarela;
  • Arabesque: primeira figura fora do padrão estético dominante;
  • Sereia: primeira aquarela que realmente gostei do resultado;
  • Summertime: marca o início do ano dos meus melhores trabalhos.

Curiosidades

  • O primeiro nome do blog foi Desenhar é Preciso, por causa da minha dissertação de mestrado;
  • O vídeo Minha mesa de luz artesanal, apesar de ser o mais assistido do meu canal no YouTube, nunca converteu muitas visualizações para o blog;
  • Tive que fechar os comentários da postagem sobre uma cola dimensional, de tanto que as pessoas me perguntavam o tempo de secagem da tal cola;
  • Também tive que apagar todos os posts sobre lojas virtuais, pois recebia muitos comentários sem noção, sobre quanto eu ganhava em dinheiro;
  • Durante anos o termo mais pesquisado do blog foi mulheres com a boca costurada (acredito que sejam as catrinas);
  • Todos os projetos de sketchbook viajante que participei nunca terminaram, muitos se perderam;
  • Já ajudei muitas pessoas que hoje tem números bem expressivos, mas que nunca disseram obrigada, e já tive até a sidebar plagiada por uma pessoa;
  • Acredito ter sido a primeira pessoa no Brasil a receber "mimos" da marca Derwent, antes mesmo dela vir para cá, em 2012.

Não sei se o blog vai ficar por aqui mais dez anos, se vai virar site, se a internet vai acabar... só sei que sou muito grata a todo mundo que me acompanhou um dia, que me acompanha até hoje, ou que recém chegou por aqui. Muito obrigada por curtir um espaço que, basicamente, contém meus delírios, e que nunca ousou ser grande coisa. Obrigada a todos os clientes que chegaram por aqui e confiaram no meu trabalho; aos alunos que vem dar uma olhadinha, de vez em quando, e a todas as amizades virtuais que fiz em decorrência do blog.

A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar. - Eduardo Galeano

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