Livestream sobre processo criativo no canal da Mary Cagnin
![]() |
| Imagem: Mary Cagnin, via. |
Vamos conversar sobre nossas inspirações, motivações, como superar bloqueios criativos e como lidar com plágio, além de responder algumas perguntas enviadas pelo público. Inscreva-se no canal da Mary (e no meu também) e não perca essa oportunidade de prestigiar as minas!
Para quem perdeu a transmissão ao vivo, dá pra assistir aqui:
Para quem perdeu a transmissão ao vivo, dá pra assistir aqui:
Links bacanas #11
![]() |
| Imagem: David Mao, via. |
Domingo passado foi minha estreia como colaboradora do blog Delirium Nerd! \o/ Para quem ainda não conhece, é um site colaborativo feito por várias minas, cujo foco é cultura e universo nerd; um ambiente seguro para que mulheres possam debater sobre livros, séries, filmes, arte e assuntos relacionados.
Eu mandei alguns textos assim que vi a chamada para novas colaborações, e não esperava que a Isabelle (administradora do blog) fosse curtir e me aceitar. Fiquei super feliz e honrada. Para marcar essa etapa, selecionei alguns posts publicados no Delirium especialmente para as indicações do mês:
As ilustrações de Niki Bucko: no meu primeiro post, falei sobre o trabalho da Niki Buckno, uma ilustradora que admiro e acompanho já faz algum tempo. Minha ideia é trazer artistas pouco conhecidas pelo público, tanto nacionais quanto estrangeiras.
"As Horas" ou como as mulheres estão infelizes com seus papeis definidos socialmente: uma análise muito interessante não só do filme, baseado no livro de Michael Cunningham, mas também em como o patriarcado afeta a vida de mulheres, em três períodos totalmente diferentes.
Três razões para assistir "Penny Dreadful": uma das poucas séries que acompanho e curto bstante, inclusive já foi tema do Projeto Ilustra. As duas primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix, um prato cheio para quem curte a Era Vitoriana.
"As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley: quem gosta das histórias sobre o Rei Arthur, mas só teve contato com adaptações cinematográficas ou com os livros de Bernard Cornwell, precisa conhecer a famosa lenda, narrada pelo ponto de vista das personagens femininas, com ênfase em Morgana e Guinevere (Gwenhwyfar).
"Orgulho e Preconceito" em quadrinhos: eu nunca tinha lido nada da Jane Austen, apesar de ter muita vontade, e essa graphic novel foi meu primeiro contato com a autora. Recomendo essa resenha para quem ainda está em dúvida sobre a adaptação.
Quem tiver alguma sugestão de tema que eu possa vir a abordar, é só deixar nos comentários. Podem ser dicas de artistas, vídeos, livros. Curta a página do blog para acompanhar as novidades, e clique no banner que está aqui no rodapé para ver tudo o que já publiquei lá.
Curso Online de Aquarela com a Sabrina Eras - Módulos I e II
Como prometi nas seis metas para este ano, estudar era uma das minhas prioridades e, desde fevereiro, estou matriculada numa das turmas do Curso Online de Aquarela da Sabrina Eras. Já estamos no terceiro módulo e não consigo mensurar o quanto minha relação não só com as tintas, mas com o desenho, ansiedade e atitude profissional já mudaram.
Sempre admirei muito o trabalho da Sabrina; ano passado participei de um amigo secreto e tive a sorte de ser presenteada com uma aquarela original e outros mimos que ela mandou e, durante o curso, pude conhecê-la melhor e me encantar ainda mais com tamanha experiência e profissionalismo. A Sabrina é uma daquelas pessoas que sabem muito e querem mais é ensinar, e não guardar tudo pra si.
Quero aproveitar que ainda há vagas para as turmas da manhã e noite (interessados podem mandar um e-mail para samesjc@gmail.com) para contar sobre a minha experiência nos dois primeiros módulos, mostrar um pouco da evolução dos estudos, e motivar mais pessoas a fazer o curso também!
Muitas pessoas não quiseram participar do primeiro módulo por achar "básico demais". Bom, eu fiz quatro anos de graduação em Artes Visuais, estudei teoria da cor e posso dizer, com total convicção, que foi fundamental fazer cada quadradinho, estudar os valores, as fusões e manchas. Não só para aperfeiçoar a aquarela, mas para reavaliar tudo o que eu fazia com meus desenhos, de uma maneira geral. Um exemplo: veja este trabalho, de um ano atrás, e este outro, de abril passado. Observe a diferença no traço, emprego de cores, composição, uso de materiais e expressividade.
Logo nos primeiros exercícios de valores com referência fotográfica, pude colocar à prova minha ansiedade e desejo de que tudo saísse perfeito. A aquarela é um material livre, sua graça está na mancha e na fusão. A mania que eu tinha de lamber o papel com um pincel bem fininho quase me levou à loucura, mas a Sabrina soube me ajudar a desconstruir isso, e hoje consigo deixar fluir e usar pincéis maiores e mais soltos.
Assim que me desprendi da ideia de perfeição e fotorrealismo, passei a prestar atenção em como a aquarela se comportava no papel, quando usar o úmido sobre úmido, como o uso de secador de cabelo pode interferir na fusão, a quantidade de água que cada pincel carrega, dentre outras coisas, Acredito que, a partir do exercício dos cinzas óticos (acima), fiquei mais solta.
Uma curiosidade: a maçã sempre foi um divisor de águas nos meus estudos. Quando fiz o famigerado curso do Instituto Universal Brasileiro (acredite!), meu primeiro desenho com proporções realistas foi o de uma maçã. Já na faculdade, foi uma maçã que me fez pegar amor pelo lápis de cor. Agora, foi a frutinha acima que me fez ter um puta orgulho de todo o esforço que tenho empenhado em cada pincelada hahaha.
Eis que chegamos à parte que considero a mais importante do segundo módulo: as paisagens! Eu não me imaginava pintando paisagens e, principalmente, curtindo a vibe. Sempre fui mais dos retratos e da representação da figura humana, achava lindo e, ao mesmo tempo, ~misterioso~ como alguns artistas retratavam a natureza e, assim que fiz o primeiro estudo de água, foi amor verdadeiro, amor eterno. Já quero fazer um sketchbook só de paisagens marinhas e de beira de cais, com muitos barcos encalhados ou velejando pelo horizonte.
Com este resumão do que tenho estudado com a Sabrina, até aqui, quero não só incentivar mais gente a fazer o curso, como também reforçar que é importante estar sempre disposto a aprender. Somos eternamente estudantes; quem se fecha para o conhecimento e, principalmente, acredita que já sabe de tudo e não tem nada a acrescentar, está fadado a ficar pelo caminho, a cair no esquecimento. Não tenha medo de admitir que não sabe usar um material, ou que usava da maneira inadequada. Tenha senso crítico e corra atrás!
Se você deseja embarcar no terceiro módulo do curso, já disse: mande um e-mail para samesjc@gmail.com, que a Sabrina passa os valores e o programa de estudos. E para acompanhar minhas aventuras em tempo real, siga lá no Instagram.
Minhas inspirações - junho
Este mês as minhas inspirações serão um pouco diferentes, assim como já fiz na edição de novembro do ano passado. Quero mostrar alguns registros da visita à exposição Barbie Terras Distantes. Num primeiro momento, pensei que eram apenas exemplares de colecionador aleatórios mas, depois de uma rápida pesquisa, descobri que são mais de 200 bonecas de coleções que celebram diferentes culturas. Inclui as coleções Passport Collection, Princess Collection, Landmark Collection, Treasures of Africa, Festivals of the World, Legends of Ireland, Benetton Fashion Fever e Fantasy Goddess (informações retiradas do site Museu Encantado).
A seguir, algumas das bonecas que achei mais bonitas e diferentes. Foi impossível fotografar todas detalhadamente, mas valeu o esforço. Clique nas imagens para ampliá-las.
Gostei de ver as representações de várias etnias, principalmente africanas e orientais, a diversidade de cabelos e tons de pele das bonecas, além do cuidado visual com ornamentos e roupas, desde botões e bijuterias, até as costuras dos figurinos.
Porém, senti falta de maior representatividade de corpos, as Barbies ainda estão presas à figura esguia e desproporcional e também me incomodou algumas bonecas do Brasil estarem com um biquíni sumário, enquanto as outras etnias usavam trajes típicos.
Para quem é de Rio Grande, a exposição Barbie Terras Distantes fica no Shopping Partage até o dia 26 de junho, das 10h às 22h.
Projeto Ilustra: Flores
O Projeto Ilustra foi proposto pela Ana Blue, do blog 9dades a Solta. Somos um grupo de minas que postará em seus blogs, sempre no último dia do mês, o tema mais votado entre nós. O limite máximo de ilustras é de cinco por participante, dependendo do tempo de cada uma.
O tema escolhido para o mês de maio foi flores e, preciso confessar, ficou muito difícil pensar em algo em meio a tantas notícias ruins. O caso de estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro mexeu com muitas mulheres, eu inclusa, e foi nesse turbilhão de emoções que surgiram duas ilustrações, bastante diferentes, porém, com uma mensagem que eu gostaria de deixar registrada.
Para a primeira imagem, escolhi uma referência no Pinterest como base para expressar o acolhimento que a vítima, apesar de tudo, recebeu da grande maioria das mulheres que se mobilizaram, de uma maneira ou de outra, contra a cultura do estupro. É uma flor que significa também um abraço.
Materiais utilizados
- Marcadores, multiliner e papel Copic.
Materiais utilizados
- Marcadores, multiliner e papel Copic.
Já a segunda imagem é um retrato inspirado em Frida Kahlo, uma das artistas que melhor representa a luta e o empoderamento das mulheres. Vi muitos compartilhamentos a respeito da história deste quadro, e em como Frida usou sua arte contra o machismo e a opressão vivenciada diariamente pelas mulheres.
Materiais utilizados
- Aquarelas Cotman e Sennelier;
- Pincel com reservatório Pentel;
- Lápis Staedtler Mars Lumograph 4B;
- Papel Canson 180g com textura (comprei no Chuy, nunca encontrei no Brasil).
Detalhes da primeira ilustra:
Materiais utilizados
- Aquarelas Cotman e Sennelier;
- Pincel com reservatório Pentel;
- Lápis Staedtler Mars Lumograph 4B;
- Papel Canson 180g com textura (comprei no Chuy, nunca encontrei no Brasil).
Detalhes da primeira ilustra:
Detalhes da segunda ilustra:
Quem quiser ver o que os leitores produziram, é só zapear #projetoilustra pelo Instagram. Mês que vem eu volto, sempre no último dia, com o tema escolhido pelo grupo e uma série de ilustrações legais para conhecer e visitar.
SalvarSalvar#ilustraday maio/junho: galáxia
O tema de maio e junho do queridíssimo ilustra day foi o que eu já vinha votando nos últimos três meses: galáxia! Não preciso dizer o quanto amo esse assunto, tanto é que o post mais acessado do blog é, justamente, o tutorial do efeito galáxia com aquarela, que vai receber uma atualização ainda esse ano.
Para desenvolver essa ilustração, escolhi uma foto no stock do DeviantArt. Venho tirando minhas referências de lá desde que a Ju Rabelo sugeriu o site, num hangout com as madrinhas. Foi um desafio transpor a pose da modelo para o papel e encaixar dentro das minhas ideias, já que estou mais acostumada a trabalhar com retratos e, cada vez mais, sinto a necessidade de estudar gesture.
Sempre procuro partir de uma ideia e, desta vez, notei alguns paralelos com outros trabalhos como, por exemplo, o projeto ilustra do mês passado, que já faz referência à sensação de isolamento. Naquele trabalho, a expressão da figura era séria, de profunda introspecção. Já nesta, a moça parece apreciar sua queda livre no infinito, deixando-se levar pelo momento.
Acho que isso tem muito a ver comigo mesma, com situações do cotidiano e pensamentos que me ocorrem com cada vez mais frequência. Mergulhar no meu processo criativo, estudar e entender o que quero e, principalmente, o que não quero mais, tem sido uma aprendizagem que veio na hora certa. Infelizmente, perdi todas as fotos do processo porque meu celular morreu do nada, ontem, em minhas mãos (todas chora).
O legal dessa ilustração é que ela pode ser vista tanto na horizontal, quanto na vertical, fazendo com que o espectador possa atribuir vários sentidos, conforme a sua leitura.
Materiais utilizados
- Papel Canson Moulin DuRoy satinado 300g (ainda não sei se gostei dele);- Máscara para aquarela Pébéo (usei para isolar a figura enquanto aquarelava);
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 4B;
- Aquarelas e pincéis deste post;
- Marcadores branco, prata e dourado para os detalhes.
Essa ilustra já está disponível no meu studio no Colab55, através de vários produtos legais. E se você comprar o pôster, pode mudar a orientação para retrato ou paisagem sempre que quiser. Não esqueça de favoritar com um ♥, isso ajuda muito na divulgação!
Um último recadinho: o dia dos namorados está aí, quem quiser uma ilustração personalizada com o seu amor, manda um hello para lidiane@lidydutra.com!
Minha contribuição para o #MerMay
Tem pipocado diversos projetos e tags pela internet e eu, sinceramente, não tenho estrutura psicológica para participar de todos, principalmente porque a maioria requer postagens diárias.
Durante o mês de maio surgiu o MerMay, que consiste em desenhar uma sereia por dia, até o dia 31. Recebi vários convites, mas como era um tema que vinha se repetindo em outros projetos e eu tenho dedicado muito tempo ao curso de aquarela com a Sabrina Eras, ficou humanamente impossível abraçar a causa.
Por isso, fiz uma sereia inédita "simbólica", representado o mês todo. Além disso, aproveitei a oportunidade para fazer um resumão de todas as vezes que me debrucei sobre o tema:
Os materiais utilizados nessa ilustração foram: aquarela, lápis grafite e marcadores. Não tenho imagens do processo, só esta aqui, porque tenho evitado fotografar tudo o que faço, me disperso demais. Usei como referência esta foto, para a posição da figura, e esta outra aqui para o top.
Uma boa maneira de descobrir desafios legais é zapear o Instagram. Como sigo muitos artistas, é fácil conhecer coisas novas. Se você deseja começar a desenhar, fica a dica: siga profissionais interessantes e preste atenção no trabalho deles.
Curso Carreira Ilustrador
Desde meados do ano passado tenho feito vários cursos online sobre ilustração, e eu nem saberia quantificar o valor disso na minha vida. Morar numa cidade do interior significa estar longe de praticamente tudo, por isso, é importante defender nosso direito à internet livre, para que o acesso à informação não seja prejudicado.
Voltando ao tópico do post, quero contar um pouco da minha experiência no curso Carreira Ilustrador. Conheci a proposta num post do Follow de Colours, durante a black friday do ano passado. Na época, o curso estava com 50% de desconto, gostei da ementa e resolvi fazer. Eu não conhecia o trabalho da Clau Souza (shame!) e, logo que tive acesso à plataforma, só me ocorria uma coisa: como assim ninguém havia me falado essas coisas antes? A partir daí, comecei um processo de evangelização das migas e migos para que se inscrevessem também.
O conteúdo do curso está dividido em quatro módulos, com uma média de quatro aulas cada, abordando temas pertinentes à profissão de ilustrador(a): insegurança no começo da carreira, mercado de trabalho, como se profissionalizar, softwares x papel, dentre muitos outros assuntos, sempre com o bom humor da Clau e do seu ajudante Sérgio, que é uma graça.
As videoaulas são curtinhas e a plataforma do curso é bastante intuitiva, sempre que um conteúdo era liberado, eu recebia um e-mail que me levava diretamente para a aula. Além disso, a Clau disponibilizou alguns extras, como exercícios de aquecimento e traço. A produção também é impecável e as referências à cultura pop vão de Rihanna ao Poderoso Chefão, não tem como não amar. Importante ressaltar que, uma vez que você paga o curso, ele é seu para sempre, dá para rever as aulas assim que pinta uma dúvida.
Principais coisas que aprendi
- fazer toda a documentação para apresentar ao cliente: do formulário de brienfing até o termo de prestação de serviço;
- cobrar corretamente pelo meu trabalho;
- selecionar trabalhos para o portfólio e definir melhor meu posicionamento nas redes;
- criar uma network através de grupos e divulgação em espaços que trazem retorno efetivo;
- entender a importância do analógico e do digital na ilustração e conhecer novas ferramentas.
Essa seleção não traz nem 1/3 de todo conhecimento que adquiri durante as aulas. Depois de concluir o curso, fiquei pensando nos vários e-mails com dúvidas que recebo, de pessoas que estão de olho apenas no produto final, e percebi que é muito importante não pular etapas de aprendizagem, e que não é feio sempre retornar ao básico quando nos sentimos perdidos na nossa profissão.
Pontos positivos
- preço muito bom (é possível parcelar);
- plataforma de fácil acesso;
- vídeos curtos e dinâmicos;
- Charisma, uniqueness, nerve and talent da Clau;
- informações que raramente vi algum profissional comentar.
Pontos negativos
- carga horária de 6 horas, o que pode desestimular profissionais que precisam de progressão.
Vale destacar que não estou recebendo nenhum jabá, isso aqui é minha opinião sincera e meus votos para que cada vez mais pessoas se inscrevam neste curso. E já aguardo outros projetos da Clau. :)
Assinar:
Comentários (Atom)






















