Speak Now (TV)
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Arches (carnê de viagem) 300g;
- Aquarelas White Nights e Sennelier;
- Pincéis Keramik;
- Lápis de cor Albrecht Dürer;
- Marcadores Derwent.
Arte para tattoo
Agora uma ilustração minha é oficialmente uma tattoo! Digo oficialmente porque muitas pessoas pedem pra tatuar ilustrações já existentes e outras sequer pedem autorização e saem tatuando... Eu já fiz muitos projetos para tattoo, mas a maioria não foi pra frente, e outros sequer recebi uma foto para saber como ficou, e isso me deixa mega triste, afinal é minha arte, gostaria de ver o resultado.
Por isso, foi com muita alegria que recebi o pedido da Adriana Leonhardt para pensar num desenho para ela, a partir da arte de um dos rótulos que fiz para a Bruta Flor Chás. A execução do trabalho ficou por conta da Violeta Tattoo (que eu vi pequena, abafa!), que foi de uma delicadeza e profissionalismo maravilhosos. Acima, a tatuagem finalizada e, abaixo, o desenho que fiz com marcador Copic e tratamento digital:
Part of your world
Só para constar que participei do Mermay esse ano, com um mês de atraso na postagem e de uma maneira bastante modesta. Ainda não quero voltar a desenhar sereias, ainda mais que veio todo o hype do filme novo.
Usei lápis de cor escolar da Tris e canetinhas com glitter. Valeu pelo exercício, a pose saiu totalmente da minha cabeça, sempre é uma vitória quando consigo deixar as proporções minimamente harmoniosas.
Continue a nadar...
Hekate Astrodia
Materiais utilizados
- Papel para aquarela XL Canson;
- Aquarelas White Nights;
- Pinceis da Shein;
- Marcador dourado Pentel.
Mulher-árvore
E encontre seu caminho com o vento soprando por trás
Que o sol ilumine o seu rosto
Que a chuva umedeça os seus campos até nos encontrarmos
Que a deusa mantenha no aconchego de suas mãos
Que o círculo se abra mas não se quebre
Que amor da deusa esteja entre nós
Feliz encontro, feliz despedida
Feliz reencontro irmãs
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Canson XL;
- Aquarelas Van Gogh;
- Pincéis Keramik;
- Lápis Polycolor;
- Fundo adicionado digitalmente com Photoshop.
Branca de Neve
Era uma vez um rascunho, que permaneceu por bons meses na pastinha encantada dos projetos, e que desejou criar vida através de uma reinterpretação da personagem Branca de Neve. O tema era batido, pensou o rascunho, mas com criatividade e boas referências, poderia dar certo. E foi assim que o rascunho se tornou uma ilustração completa, feita em aquarela, e viveu feliz para sempre.
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Arches 30g;
- Aquarelas White Nights;
- Lápis de cor Polycolor;
- Marcadores Pentel para os detalhes.
The Season Of The Witch
13 lições em 13 anos 💜
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| Quem estava por aqui nessa época? Print resgatado do web archive. |
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| Primeiro banner oficial do blog, e banner que fiz em 2012. Nessa época, ilustrei muitos banners para outras pessoas. |
- aprendi a tirar meu trabalho de pastas e gavetas e mostrá-lo ao mundo, mesmo na época em que ele não era bom o suficiente para ser apreciado. Isso me deu coragem;
- entendi que precisaria lidar com as críticas, que não daria pra me esconder atrás de um sorriso amarelo, e que precisaria separar o que era construtivo e para o meu bem, daquilo que era o puro suco do chorume que só uma caixa de comentários raiz poderia proporcionar;
- acabei criando uma comunidade de pessoas dispostas a me acompanhar e a trocar suas experiências comigo, a se fortalecer a partir da arte e buscar melhorar, e isso me fez ver que o conhecimento se torna melhor quando compartilhado, e que ele não está restrito à academia ou um artigo publicado em revista com qualis A: ele pode estar na atenção e disponibilidade de alguém que tirou um tempo do seu dia pra dizer o quando você evoluiu do ponto x ao z. Houve uma época que consegui listar mais de 300 artistas mulheres no meu blogroll, para se ter uma ideia;
- aprendi a lidar com os trolls e vi como tem gente com tempo ocioso suficiente a ponto de criar vários perfis fake para dar unlike em série nos seus vídeos, e até mesmo só acompanhar a sua vida. E que o melhor remédio é não dar palco pra esse povo, que eles somem rapidinho;
- se hoje eu consigo chegar diante de uma turma com 30 adolescentes e falar a plenos pulmões, foi porque tive que aprender a ser comunicativa aqui e me mostrar sem medo. No começo eu era só uma assinatura nas postagens, hoje sou alguém que vai usar suas experiências para se comunicar com o público e comunicar suas intenções;
- percebi a seriedade em compartilhar o conhecimento que adquiri lá na construção da comunidade, e que a minha opinião poderia ser muito útil ou causar um efeito devastador em alguém. Foi por isso que parei tanto de fazer resenhas de materiais isoladamente, só para mostrá-los e causar a impressão de que aquilo precisaria ser comprado. Hoje prefiro falar o que uso dentro de um contexto e do que funciona para mim, e que isso pode ser diferente para os outros. Vez ou outra publico compras, mas deixo isso para a rede social das dancinhas;
- estudei a fundo as leis e direitos que falam sobre autoria, fui plagiada tantas vezes que fica difícil contabilizar, e o mais curioso é que muitas vezes o plagiador é uma pessoa com perfil acolhedor, que parece ser mais um admirador do seu trabalho, pra ganhar sua confiança e te confundir quando o plágio acontecer. Hoje sou muito mais atenta a copyright e copyleft, principalmente com a IA e as NFTs dominando o mercado de arte;
- aprendi a vender meu peixe, a diferenciar preço de valor e briguei muito, muito mesmo, para que a arte fosse reconhecida como o trabalho que é, pelo menos entre meus pares. Fui muito mal interpretada por isso, chamada de mercenária por perguntar se pagariam por um serviço, de reclamona por achar absurdo que um quadro deveria dividir espaço com uma goteira, e de ingrata quando questionei o que era arte para um grupo, se era só o belo decorativo, ou também o que nos incomoda e desacomoda. Hoje estou muito mais paz e amor por questões de saúde, já tive minha cota de briga pra essa vida. Respondi tantas vezes a pergunta “como faço pra ter uma loja virtual?” Que já perdi as contas;
- comecei a mexer em html e coisas básicas de programação para poder fazer ajustes pequenos de layout, e ajudei tantas pessoas a criar seu próprio blog com isso! E foi essa curiosidade de saber como a página funcionava por dentro que sempre fez eu me manter curiosa a respeito de tecnologias, embora eu não entenda nada além de abrir e fechar tag. Devo muito, muito mesmo, à Elaine Gaspareto, pessoa incrível que a todos ajudava com seus tutoriais, e que infelizmente foi mais uma vítima da Covid em nosso país;
- entendi que ser criativa é pesquisar e explorar sempre, que tudo muda o tempo todo e precisamos estar atentos ao que acontece à nossa volta. Seja pesquisar tendências de cores, redes sociais do momento, materiais, softwares, leituras… o mundo é fluido e o artista precisa entender isso;
- aprendi através do exemplo dos outros, para o bem e para o mal. Como lá no início tudo era mato, eu ia vendo o que os outros faziam e pensava se aquilo funcionaria pra mim ou não. Foi assim que descobri as lojas virtuais, os concursos de estampa, as publicações, como precificar commissions, dentre outros;
- experimentei várias formas de financiamento coletivo e descobri que não é o modelo ideal para mim, pois me senti muito cobrada pelos patronos a produzir, a estar sempre alegre e receptiva, mesmo quando me falavam coisas que me machucavam ou quando simplesmente não pagavam o boleto do apoio. Todo meu respeito a quem usa essa modalidade de renda, tento ser uma patrona que respeita os limites do artista que ajudo;
- por último, o poder da rede. Hoje em dia, ter uma persona online está muito ligado à fama, aos números, ao engajamento. Mas com o blog aprendi sobre o poder de várias pessoas se mobilizando em torno de algo. Seja uma blogagem coletiva sobre livros, um projeto fotográfico, o follow friday (compartilhar perfis e blogs amigos toda sexta-feira), e o boca a boca virtual: se eu trabalho com retratos, mas o cliente quer personagens, posso indicar quem faça, e sempre sou retribuída. E os clientes chegam porque conhecem não só o meu trabalho, mas a minha escrita e minha ética. E tudo isso vem desse organismo vivo e em eterno movimento que é a rede, a autonomia compartilhada que uma amiga querida cunhou para a sua tese.
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| Mais banners de épocas distintas, quando eu ainda colocava uma linha explicando o que fazia, e quando passei a usar somente o meu nome, até chegar à assinatura "crua"como é hoje em dia. |


























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