Resenha: O que é qualidade em ilustração
Dentre os últimos investimentos que fiz em literatura técnica, está O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil - com a palavra o ilustrador, organizado pela Ieda de Oliveira. Fiz uma série de anotações durante a leitura (prometi um diário no Snapchat e falhei miseravelmente), porém, apesar de trazer discussões importantes, senti que a publicação não me conquistou. Vou explicar o motivo para esta opinião.
O livro traz sete artigos, escritos por Rui de Oliveira, Odilon Moraes, Renato Alarcão, Cristina Biazetto, Ciça Fittipaldi, Marcelo Ribeiro e Marilda Castanha. Também conta com depoimentos de ilustradores, respondendo a questão-título: "O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil?". Apesar dos nomes de peso, da relevância dos temas e do projeto gráfico muito bem pensado, ao final da leitura tive a sensação de mais do mesmo, como se eu não tivesse lido nenhuma novidade sobre o que foi posto. ¯\_(ツ)_/¯
O primeiro artigo, Breve histórico da ilustração no livro infantil e juvenil, de Rui de Oliveira, foi o que mais me deixou incomodada, por ser um texto de 36 páginas cheio de referências masculinas, enquanto as duas mulheres ilustradoras citadas ocupam apenas um parágrafo. Por mais que não tenha sido a intenção do autor (e eu realmente acredito nisso), já não dá pra deixar passar esse tipo de coisa. É muito desanimador, ainda mais depois da polêmica do Prêmio de Angoulême.
Adiante, O projeto gráfico do livro infantil e juvenil, escrito por Odilon Moraes, traz uma experiência mais pessoal do autor, seguido por As diferentes técnicas de ilustração, talvez o texto mais esperado do livro, mas que me desapontou um pouco também. Não pela sua qualidade, afinal o Alarcão é um dos melhores ilustradores brasileiros da atualidade, mas por me deixar com aquela sensação de já ter lido algo parecido na Revista Ilustrar.
As cores na ilustração do livro infantil e juvenil, da Cristina Biazetto e O que é uma imagem narrativa, da Ciça Fittipaldi foram os artigos que mais gostei, primeiramente, por sentir um alívio ao ler duas mulheres com trabalhos que admiro muito, e também por conter um arcabouço teórico-prático muito consistente, com várias explicações sobre o processo de construção da narrativa visual.
A relação entre o texto e a imagem, de Marcelo Ribeiro e A linguagem visual no livro sem texto, da Marilda Castanha, fecham a proposta do livro, mas de novo senti aquele grande ¯\_(ツ)_/¯. Claro que é uma opinião muito pessoal, baseada na minha leitura e na minha vivência (não comecei a ler texto acadêmico ontem, não). Não vi unidade nos textos, algo comum se você pega esse tipo de publicação, escrita por vários autores. Nem é meu objetivo desmerecer o trabalho de ninguém, acho válido ter cada vez mais discussões sobre o tema, colocadas cientificamente e não só em sites na internet.
Dentre os depoimentos, destaco um trecho da fala da Thais Linhares, a respeito da influência cultural na obra de um ilustrador. Ela diz: "observe como ele [o ilustrador] representa as figuras femininas e terá pistas se ele nasceu antes ou depois do movimento de emancipação das mulheres." Por isso que o seu papo furado não cola comigo, senhor Milo Manara...
Mesmo assim, o livro foi de grande valia para me ajudar na concepção de um trabalho futuro, e serviu para esclarecer algumas ideias que estavam bastante obscuras na minha mente como, por exemplo, o limite entre literalidade e licença poética na ilustração de uma história, seja ela destinada ao público infantil ou adulto.
Adiante, O projeto gráfico do livro infantil e juvenil, escrito por Odilon Moraes, traz uma experiência mais pessoal do autor, seguido por As diferentes técnicas de ilustração, talvez o texto mais esperado do livro, mas que me desapontou um pouco também. Não pela sua qualidade, afinal o Alarcão é um dos melhores ilustradores brasileiros da atualidade, mas por me deixar com aquela sensação de já ter lido algo parecido na Revista Ilustrar.
As cores na ilustração do livro infantil e juvenil, da Cristina Biazetto e O que é uma imagem narrativa, da Ciça Fittipaldi foram os artigos que mais gostei, primeiramente, por sentir um alívio ao ler duas mulheres com trabalhos que admiro muito, e também por conter um arcabouço teórico-prático muito consistente, com várias explicações sobre o processo de construção da narrativa visual.
A relação entre o texto e a imagem, de Marcelo Ribeiro e A linguagem visual no livro sem texto, da Marilda Castanha, fecham a proposta do livro, mas de novo senti aquele grande ¯\_(ツ)_/¯. Claro que é uma opinião muito pessoal, baseada na minha leitura e na minha vivência (não comecei a ler texto acadêmico ontem, não). Não vi unidade nos textos, algo comum se você pega esse tipo de publicação, escrita por vários autores. Nem é meu objetivo desmerecer o trabalho de ninguém, acho válido ter cada vez mais discussões sobre o tema, colocadas cientificamente e não só em sites na internet.
Dentre os depoimentos, destaco um trecho da fala da Thais Linhares, a respeito da influência cultural na obra de um ilustrador. Ela diz: "observe como ele [o ilustrador] representa as figuras femininas e terá pistas se ele nasceu antes ou depois do movimento de emancipação das mulheres." Por isso que o seu papo furado não cola comigo, senhor Milo Manara...
Mesmo assim, o livro foi de grande valia para me ajudar na concepção de um trabalho futuro, e serviu para esclarecer algumas ideias que estavam bastante obscuras na minha mente como, por exemplo, o limite entre literalidade e licença poética na ilustração de uma história, seja ela destinada ao público infantil ou adulto.
Na minha modesta opinião, o livro leva três estrelas. ✩✩✩
Esse exemplar consegui comprar na livraria da minha cidade, acredito que não seja difícil encontrar em lojas virtuais. Mas só invista nele se você realmente deseja se aprofundar no tema da ilustração editorial.
Links bacanas #6
Links bacanas é uma tag permanente aqui do blog, na qual faço uma pequena lista de sites, blogs e outras coisas interessantes que encontro na web.
Muitas pessoas gostam de começar o ano com as famosas resoluções (preciso fazer as minhas) e, em muitos casos, é possível encontrar promessas de produtividade e fim da procrastinação, até mesmo a redução do uso de redes sociais. Mas existem muitas maneiras de usá-las a nosso favor, e uma delas é através dos grupos do Facebook, onde é possível encontrar profissionais dispostos a ajudar você com aquela dica amiga, ou até mesmo a conseguir um freela.
Separei cinco grupos que tratam de ilustração, para você se atualizar e aumentar sua rede de contatos com outros artistas e empresas:
- Bate-papo ilustrado: o principal objetivo do grupo é estimular a troca de conhecimento entre ilustradores e profissionais do mundo das artes. Fique atento às datas de hangouts e eventos que sempre rolam por lá.
- 4forFAN: grupo dedicado à criação de personagens, toda a segunda-feira é proposto um tema diferente (ao estilo Illustration Friday). É muito legal acompanhar os vários estilos e soluções gráficas que aparecem, além de conhecer gente super talentosa.
- Ilustra Dúvidas: criado por um grupo de ilustradoras brasileiras divônicas, o objetivo é esclarecer dúvidas, dar dicas e divulgar trabalhos, tudo com aquele tom intimista e carinhoso que faz to-da diferença no mundo virtual. Muito amor envolvido nesse cantinho.
- Desafios 2Minds: criado para estimular a criatividade, não só através da ilustração. A cada semana é postado um tema diferente, desafiando os participantes a encontrar as melhores soluções.
- 2Minds Lab: nascido a partir do grupo anterior, é um espaço para aprender, discutir e ajudar, através de críticas construtivas, dicas e tutoriais.
Participar de um grupo não exige obrigatoriamente que você entre em todas as discussões e poste uma arte a cada duas horas, tem vezes que o legal é somente acompanhar e absorver informação. Quem conhece outros grupos legais sobre arte e ilustração para participar? Deixe o link nos comentários!
Separei cinco grupos que tratam de ilustração, para você se atualizar e aumentar sua rede de contatos com outros artistas e empresas:
- Bate-papo ilustrado: o principal objetivo do grupo é estimular a troca de conhecimento entre ilustradores e profissionais do mundo das artes. Fique atento às datas de hangouts e eventos que sempre rolam por lá.
- 4forFAN: grupo dedicado à criação de personagens, toda a segunda-feira é proposto um tema diferente (ao estilo Illustration Friday). É muito legal acompanhar os vários estilos e soluções gráficas que aparecem, além de conhecer gente super talentosa.
- Ilustra Dúvidas: criado por um grupo de ilustradoras brasileiras divônicas, o objetivo é esclarecer dúvidas, dar dicas e divulgar trabalhos, tudo com aquele tom intimista e carinhoso que faz to-da diferença no mundo virtual. Muito amor envolvido nesse cantinho.
- Desafios 2Minds: criado para estimular a criatividade, não só através da ilustração. A cada semana é postado um tema diferente, desafiando os participantes a encontrar as melhores soluções.
- 2Minds Lab: nascido a partir do grupo anterior, é um espaço para aprender, discutir e ajudar, através de críticas construtivas, dicas e tutoriais.
Participar de um grupo não exige obrigatoriamente que você entre em todas as discussões e poste uma arte a cada duas horas, tem vezes que o legal é somente acompanhar e absorver informação. Quem conhece outros grupos legais sobre arte e ilustração para participar? Deixe o link nos comentários!
Trabalhando com poucos materiais
Às vezes nossos hábitos acabam nos limitando um pouco. Eu amo misturar materiais com texturas diferentes, é bem comum usar na mesma ilustração: grafite, lápis de cor, marcador, pastel seco, e por aí vai. Porém, esse costume me deixa super desconfortável quando quero sair de casa, por exemplo, e levar material de desenho comigo. Afinal de contas, o que escolher diante de tantas opções?
Dando continuidade aos estudos que venho realizando, tentei reduzir o número de itens na hora de trabalhar. Separei um estojo pequeno e me limitei a colocar ali o essencial. Detalhe: sem lápis e borracha! Não condeno o uso de borracha, como outras pessoas, não acho que tenha alguma coisa errada com isso. O problema é achar que só vai ficar realmente bom se o traço estiver super limpo.
A partir daí, comecei minha jornada, sabendo que precisaria misturar aquarela se quisesse tons diferentes, que se errasse a proporção, o risco não poderia ser apagado da folha, que se a tinta manchasse, as marcas ficariam no papel. E para uma pessoa cricri e certinha como eu, essa é uma experiência valiosa e altamente recomendável.
Os materiais que fazem parte da minha rotina, atualmente, são:
- Sketchbook para aquarela tamanho A5;
- Aquarela em pastilha (das marcas Koh-I-Noor e Winsor & Newton);
- Caneta esferográfica nas cores: rosa, azul, roxo, verde;
- Pincel com reservatório;
- Caneta multiliner 0.5 ou marcador permanente preto;
- Caneta branca.
O que trabalhar com material reduzido me ensinou: que nem toda limitação é ruim e que existe valor e beleza nos "erros". Claro que essa é uma experiência muito pessoal, como tudo que coloco aqui. Não estou obrigando os leitores a, a partir de hoje, usar somente um tipo de material nos seus estudos, cada pessoa é livre para experimentar o quanto quiser, e se não se sentir bem trabalhando apenas com caneta, por exemplo, fique à vontade para cercar-se de coisas que garantam a boa execução do seu desenho. O importante é ser feliz, sempre. :)
O próximo passo é trabalhar com grafite numa só graduação, sem auxílio de esfuminho e borracha. E reduzir a paleta de cores das ilustrações, exercício que a Juliana Rabelo faz muitíssimo bem.
Beard
Quem me acompanha sabe que não costumo desenhar muitos homens, meu universo visual é bastante feminino. Por isso, sempre é um exercício interessante ter que deixar de lado características marcantes do meu traço como, por exemplo, os grandes cílios, e tentar novas soluções.
Como havia usado pouco esse papel da Arches, que por sinal é ótimo, resolvi finalizar um desenho que já apareceu aqui. Procurei não colocar a pressão que, geralmente, me imponho na hora de trabalhar com um material mais caro. E fiquei bem feliz com o resultado.
Como havia usado pouco esse papel da Arches, que por sinal é ótimo, resolvi finalizar um desenho que já apareceu aqui. Procurei não colocar a pressão que, geralmente, me imponho na hora de trabalhar com um material mais caro. E fiquei bem feliz com o resultado.
Materiais utilizados:
- Papel Arches Grain Satiné 300g, 100% algodão;
- Aquarela em pastilha Koh-I-Noor;
- Pincel com reservatório Pentel, ponta média;
- Multiliner Copic;
- Posca branca e dourada para os detalhes.
Ainda pretendo resenhar essas aquarelas da Koh-I-Noor, por serem excelentes e com uma relação custo-benefício muito boa. Também quero falar sobre o pincel com reservatório da Pentel. Minha experiência anterior era com o da Sakura (que vem no estojo das aquarelas Koi), e ele entope muito, ao contrário desse, que tem uma performance melhor.
Gostaria de avisar que a temporada de encomendas de 2016 está oficialmente aberta, então, quem tiver interesse em contratar os meus serviços em ilustração para web, editorial, dentre outros, é só encaminhar um e-mail para lidiane@lidydutra.com e solicitar um orçamento, sem compromisso.
Gostaria de avisar que a temporada de encomendas de 2016 está oficialmente aberta, então, quem tiver interesse em contratar os meus serviços em ilustração para web, editorial, dentre outros, é só encaminhar um e-mail para lidiane@lidydutra.com e solicitar um orçamento, sem compromisso.
No sketchbook #3
De volta com o post sobre meus experimentos no sketchbook! Acho que o último foi em setembro, porque tivemos Inktober, desafio que me fez usar os caderninhos todos os dias, e depois disso dei uma parada, para entregar os últimos trabalhos de 2015.
Como contei nas minhas inspirações de janeiro, tenho experimentado muitas esferográficas e aquarelas, fortemente influenciada pelo trabalho da Niki Buckno (sigam o canal dela). Aproveitei o recesso do final de ano para me concentrar nesses estudos, que não tinham uma finalidade declarada, eram apenas exercícios que, ao meu ver, deram certo.
Já disse anteriormente que uma das minhas maiores dificuldades é deixar os exercícios dos sketchbooks com cara de inacabados, não me preocupar em fazer as coisas tão certinhas. Apesar de ser uma entusiasta de esboços altamente rabiscados, hachurados e cheios de "linhas cabeludas", o sketchbook ainda era um espaço permeado pela ideia de que deveria ser bonito e agradável visualmente, nada de ser desleixada. Ainda bem que consegui reverter essa situação!
Acredito que muito dessa ideia de ter que ser bonito vem do uso das redes sociais (calma, não estou dizendo que é certo ou errado) e do espelhamento no trabalho dos demais. É um exercício de constante desconstrução entender que o meu desenho é uma coisa, o dos outros artistas, é outra. Nenhum deles é melhor ou pior.
Com as canetas esferográficas rosa e azul bebê (linha Bic cristal, como dá pra ver na foto anterior), fiz o traçado inicial, e joguei aquarela por cima. Eu nunca, nunca gosto de deixar o rascunho aparecendo, tenho todas as espessuras de borracha possíveis para apagar as marcas do lápis. Como disse, vem dessa minha falta de capacidade em perceber, no meu próprio trabalho, que o "esqueleto" pode estar à vista, e pode ser belo e complementar a figura. Esse tom de rosa mescla muito bem com a tinta.
Finalizei com multiliner e Posca branca, e me surpreendi com o resultado. Os seguidores do Insta e do Face também, e logo comecei a receber mensagens se o desenho estaria na lojinha hahaha. Por isso, decidi tratar a imagem e disponibilizar lá no Colab55.
Continuando com os experimentos, me arrisquei até nos animais, apesar do cavalo ficar com cara de pônei maldito. Todo amor do mundo pelo sketchbook da Miolito, que já está quase acabando e deixando um vazio profundo no meu peito.
Este aqui também está lá no meu studio no Colab55, e tem a mão patinha do Bruce Wayne, o gatinho mais totoso do meu coração, que ficou passeando por cima de mim enquanto eu desenhava. Aquarela e gatos = muito amor envolvido!
Um pouco do processo do cavalinho mágico e da mocinha abaixo. Predileção natural por cabelos coloridos. E rostos, sempre.
Fan art da Princesa Mononoke e personagem livremente inspirada na Leeloo de O Quinto Elemento. Eu já estava com o post finalizado quando fiz esses dois, mas decidi incluí-los de última hora.
E também inclui essa homenagem ao David Bowie. :'(
Foram ótimos exercícios para soltar a mão e testar coisas novas, quero continuar fazendo isso e treinar mais gestual e anatomia, lançando mão desses materiais. Falando neles, já preparei outro post sobre como tem sido pra mim, uma usuária de técnica mista, trabalhar com um número reduzido de itens.
Minhas inspirações - janeiro
Minhas inspirações é uma tag permanente aqui do blog, na qual todo mês mostro três artistas, cujo trabalho admiro e merece ser compartilhado.
Olá pessoal, como foram as festas de final de ano? Espero que tenham começado 2016 muito bem e cheios de energia para aprontar muitas artes. Dei uma pequena pausa aqui no blog para descansar, mas já tenho vários posts agendados e muito assunto para por em dia.
E como já é de costume, abro o mês com o minhas inspirações. Dessa vez, as sugestões são de canais do YouTube, de ilustradoras que acompanho e sempre me ajudam, tanto com suas resenhas e reflexões, quanto com o compartilhamento de seus processos criativos.
Audra Auclair
Eu já acompanhava o trabalho da Audra através do Instagram, mas só me inscrevi no canal dela após ver um dos seus speed drawings nos vídeos relacionados de outra ilustradora. Além de ilustrações, ela também posta vlogs, resenhas e mostra um pouco do seu estúdio e gatinhos lindos.
Com a Audra, aprendi mais sobre fluidez do traço e busca de um estilo pessoal, além de trabalhar melhor com aquarela e encontrar paletas de cores mais interessantes. Como a maioria dos temas dela são relacionados à mitologia e natureza, a fonte de inspiração, para mim, é inesgotável.
Niki Buckno
O canal da Niki também chegou até mim através dos vídeos relacionados (sempre prestem atenção neles!), e foi uma das melhores descobertas de 2015. A maneira despretensiosa que ela utiliza suas canetas Bic coloridas para fazer o traçado e as texturas de fundo me encantou. Nunca pensei que aquelas esferográficas azul e rosa bebê, que estão há anos dentro do meu estojo, dariam um efeito tão impactante no resultado final.
Além disso, a Niki trabalha sem medo de errar, coisa que já foi discutida aqui. Os materiais que ela usa são muito simples: Bic, caneta preta e branca, aquarela, nanquim, pincel com reservatório e sketchbook. Depois de ter assistido quase todos os vídeos disponíveis, separei os mesmos materiais e fiz alguns estudos, que me surpreenderam, e também a quem me segue lá no Instagram. Farei um post especial para contar essa experiência e o que tenho aprendido com ela.
Happy D. Artist
Audra Auclair
Eu já acompanhava o trabalho da Audra através do Instagram, mas só me inscrevi no canal dela após ver um dos seus speed drawings nos vídeos relacionados de outra ilustradora. Além de ilustrações, ela também posta vlogs, resenhas e mostra um pouco do seu estúdio e gatinhos lindos.
Com a Audra, aprendi mais sobre fluidez do traço e busca de um estilo pessoal, além de trabalhar melhor com aquarela e encontrar paletas de cores mais interessantes. Como a maioria dos temas dela são relacionados à mitologia e natureza, a fonte de inspiração, para mim, é inesgotável.
Niki Buckno
O canal da Niki também chegou até mim através dos vídeos relacionados (sempre prestem atenção neles!), e foi uma das melhores descobertas de 2015. A maneira despretensiosa que ela utiliza suas canetas Bic coloridas para fazer o traçado e as texturas de fundo me encantou. Nunca pensei que aquelas esferográficas azul e rosa bebê, que estão há anos dentro do meu estojo, dariam um efeito tão impactante no resultado final.
Além disso, a Niki trabalha sem medo de errar, coisa que já foi discutida aqui. Os materiais que ela usa são muito simples: Bic, caneta preta e branca, aquarela, nanquim, pincel com reservatório e sketchbook. Depois de ter assistido quase todos os vídeos disponíveis, separei os mesmos materiais e fiz alguns estudos, que me surpreenderam, e também a quem me segue lá no Instagram. Farei um post especial para contar essa experiência e o que tenho aprendido com ela.
Happy D. Artist
O canal da Happy D. é recomendado para quem gosta de acompanhar speed paintings coloridos, a maioria narrada pela própria artista, explicando um pouco das decisões tomadas ao longo do processo.
Uma das coisas que sempre gosto de frisar para quem está começando a ilustrar e fica encantado e, ao mesmo tempo, um pouco frustrado ao ver esse tipo de vídeo (de speed drawing/painting) é que, como o próprio nome diz, o processo está acelerado, então não se martirize por não conseguir trabalhar com tanta agilidade quanto o artista, porque 1) aquele material foi editado para ficar três ou quatro vezes mais rápido, muitas vezes leva dias para ser concluído e 2) o fator experiência e intimidade com a técnica que você quer usar conta muito. #ficaadica
Uma das minhas metas para este ano é atualizar o meu canal com mais frequência, de preferência duas vezes por mês, não só com ilustras mas também com resenhas de livros, materiais e alguns tutoriais, inclusive pretendo revisitar o de galáxia com aquarela.
Uma das coisas que sempre gosto de frisar para quem está começando a ilustrar e fica encantado e, ao mesmo tempo, um pouco frustrado ao ver esse tipo de vídeo (de speed drawing/painting) é que, como o próprio nome diz, o processo está acelerado, então não se martirize por não conseguir trabalhar com tanta agilidade quanto o artista, porque 1) aquele material foi editado para ficar três ou quatro vezes mais rápido, muitas vezes leva dias para ser concluído e 2) o fator experiência e intimidade com a técnica que você quer usar conta muito. #ficaadica
Uma das minhas metas para este ano é atualizar o meu canal com mais frequência, de preferência duas vezes por mês, não só com ilustras mas também com resenhas de livros, materiais e alguns tutoriais, inclusive pretendo revisitar o de galáxia com aquarela.
Feliz 2016 + calendário para download
Esta é a última postagem do ano e eu não poderia me despedir de 2015 e dos leitores tão queridos, que me acompanharam nessa jornada, sem um presente especial. A princípio eu não faria nada, mas decidi elaborar um calendário bem simples, de uma folha só, para ser impresso e usado na agenda, no caderno de organização ou na parede.
O formato dele é A4 e traz consigo a ilustração Moon Child. É bem simples mesmo, gente. Apenas uma recordação para levar com vocês em 2016. Para quem for imprimir em casa, sugiro usar papel Canson 120g (como esse da imagem), ou então uma cartolina branca.
Para fazer o download do seu calendário, clique aqui. Quem sabe ano que vem me empolgo e volto a fazer os walllpapers mensais, hein? E quem imprimir, não esquece de me marcar no Instagram ou mandar por inbox no Facebook, vou adorar ver.
Desejo a todxs um excelente final de ano, e que nosso 2016 seja repleto de arte e inspiração. Até janeiro!
Abraços,
Lidiane :-)
Tag: 15 coisas legais que aconteceram em 2015
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| Vem comigo! Foto: Antonio Quaresma |
A Ana Blue, do blog 9dadesasolta, me marcou na tag 15 coisas legais que aconteceram em 2015, e aproveitei para fazer um comparativo com as metas que estabeleci para minha vida nesse ano. Será que consegui cumprir o que prometi? Será que teve mais coisa boa, mais coisa ruim ou foi 50-50? Vamos descobrir:
1- consumo mais consciente: esse foi o grande mérito de 2015. Eu parei de comprar até o mundo acabar. Desde roupas e sapatos, até livros e materiais artísticos, minhas compras foram bastante controladas (com algumas jacadas de vez em quando), em nada se comparando a anos anteriores.
2- desapego: junto com o consumo consciente, veio o desapego de tudo aquilo que estava sobrando. Doei livros, lápis, canetas, roupas, sapatos, acessórios. Limpei gavetas e caixas que continham desde maquiagem até sketchbooks nunca usados. Não cheguei a aplicar a Marie Kondo, mas busquei um olhar mais crítico a respeito do que gostaria de guardar na minha vida.
3- uso do sketchbook: eu tinha um grande problema em deixar esboços inacabados e o sketchbook com aquela cara de "aqui pode errar". Tudo precisava ser perfeito, e isso me fazia mal. Mas consegui reverter essa lógica e transformar meus caderninhos (atualmente 4 em uso) nos lugares onde tudo é permitido: erros, experimentos, proporções esquisitas...
4- desafios: teve BEDA, #agostodoartista e Inktober. Consegui completar todos os desafios e manter minha sanidade mental, razoavelmente, ao final de todos eles. Apesar de ter ficado muito cansada com o último, quero voltar a me desafiar em 2016, porque ajuda a me manter focada.
5- materiais novos: fui a fundo na aquarela, não que tenha me tornado uma expert, mas perdi o medo. Também testei o pastel seco, arrisquei pouca coisa de desenho digital e tive períodos de miscelânea de materiais, contrastando com outros de retorno ao bom e velho grafite.
6- vídeos: reativei o canal no YouTube e estou muito feliz com a receptividade do vídeo sobre a mesa de luz artesanal. Aos poucos, vou me aperfeiçoando, mas já coloquei muita coisa que pretendia há um bom tempo: tem resenha, vlog, speed painting. E aceito sugestões sempre.
7- oficinas e festivais: em junho, participei do Festival CoMundo, onde ministrei uma oficina de desenhos para colorir. Em outubro, a Andréia Pires e eu ministramos o curso Maremundo, voltado ao público infantil. Foram experiências legais e serviram de parâmetro para organizar novos projetos.
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| Todo mundo dizendo xis! Foto: Andréia Pires |
8- presença na rede: reduzi minhas redes sociais, portfólios e lojas pela metade, porque é humanamente impossível estar presente em todos os lugares, ao mesmo tempo, com qualidade. Depois até me arrependi e voltei atrás em alguns, que realmente fizeram falta (como a loja nacional e o Behance). Mas esse detox virtual foi bom para me afastar um pouco do Facebook, que pode ser bem prejudicial à saúde de vez em sempre quando.
9- site: foi um passo muito importante pra mim, pois significou a profissionalização do meu trabalho, o cartão de visitas virtual que tanto queria. Além de ter sido a primeira vez que fiz uma curadoria entre todas as minhas ilustras, para selecionar o que era relevante.
10- cursos e leituras: fiz alguns cursos de ilustração online, que foram fundamentais em momentos de crise criativa. Além disso, voltei a fazer leituras técnicas, com o intuito de estudar e me atualizar em vários conceitos. Retomei coisas básicas, como anatomia, cor, elementos da imagem, dentre outros.
11- organização: a partir de um planner mensal, consegui me organizar para dar conta de tudo o que precisava fazer. Existem modelos ótimos na internet, é só baixar, imprimir e usar. De preferência, que fique num local visível (no meu caso, numa prancheta acima da mesa). Para quem está procurando um planner para chamar de seu, recomendo o do Flufly, do Não Me Mande Flores e do Primeiro Rabisco.
12- descanso: consegui viajar! E tirei vários feriadões para relaxar, ler um bom livro e descansar bastante. Acho que 2015 foi o ano que mais parei para esvaziar a cabeça, em muito tempo. E foi ótimo.
13- exposição: em abril fiz minha terceira exposição individual, chamada Mulheres, promovida pelo Centro Municipal de Cultura. Foi um mês de trabalho intenso, pois elaborei todo material inédito e exclusivo para a ocasião. A receptividade foi muito boa, além de ter feito contatos com outras pessoas e tornado minha arte conhecida na cidade, pois sinto que fico muito focada na internet e no "mercado externo".
14- participação na imprensa local: por conta da exposição, participei de alguns programas de TV locais, principalmente os da FURG (emissora universitária). Também recebi destaque no suplemento de cultura do Jornal Agora, com direito a matéria de capa e entrevista. Foi muito legal!
15- me importei menos com a opinião alheia: foi o ano do dane-se. Aprendi isso com a idade, com o feminismo e com a Elizabeth Gilbert. Nós não temos controle sobre a opinião dos outros, e isso não deve nos afetar. Só preciso aprender a dizer mais nãos. Ainda me incomodo com pessoas que não valorizam o trabalho artístico e querem explorar a todo custo, e isso seria facilmente resolvido com uma boa negativa.
Não vou taguear ninguém específico, mas quem quiser aproveitar esse momento para fazer um balanço do que aconteceu no seu ano, fique à vontade, e não esqueça de indicar o link nos comentários, para que eu possa visitar.
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