Mais um sketchbook finalizado
A cada era glacial sai um vídeo novo no YouTube e, desta vez, mostro mais um sketchbook de aquarela finalizado. Fiz questão de mostrar esse, em especial, por dois motivos: o primeiro, foi porque fiz muitos exercícios da Oficina de Aquarela aqui (gente, é sério: eu não ganho nada da Sabrina pra fazer esse jabá, é de coração e porque sei que vale a pena) e, em segundo, porque tem muita coisa que não deu certo e acredito que é importante mostrar que se pode aprender com os erros.
Tornou-se muito comum ver nas redes sociais vários artistas compartilhando seus sketchbooks, alguns são tão bonitos que mais parecem artbooks, mas a função do caderno de estudos é justamente permitir-se errar, para então aprender com isso. Um sketchbook não precisa ser organizado e limpinho, com exercícios acabados e ilustrações finalizadas. Ele é o lugar de reflexão, de aprendizagem, de tentativa e erro, ali tudo é permitido.
Então, aperte o play para ver vários estudos que me deixaram orgulhosa, mas também muita coisa feia e mal-ajambrada. Posso dizer, com convicção, que aprendo com ambos. E se você gostou, não esqueça de deixar seu like e se inscrever no canal, para receber as atualizações antes de todo mundo.
Caixinha para guardar aquarelas
Dia desses mostrei no Snapchat a caixinha que comprei para guardar as aquarelas em bisnaga e, hoje, vou falar um pouco mais sobre ela (e como você pode fazer uma também). Minhas tintas estavam dentro de uma lata de bombom minúscula, mal conseguia enxergar quantas cores havia ali dentro. As caixas de madeira que encontrei em lojas de materiais artísticos, apesar de bonitas, eram muito caras e, cá entre nós, é uma caixa de madeira, não há nada de extraordinário nisso! Foi então que minha mãe falou de uma loja especializada em artesanato aqui em Rio Grande, e fui lá conferir. Encontrei essa espécie de escaninho, com quatro gavetas, que caiu como uma luva para as minhas necessidades.
Basicamente, é um cubo de MDF que mede 19cm x 19cm x 9cm, com quatro recipientes de 8cm x 8cm x 8,8cm. Também havia com seis divisórias mas, no momento, este já servia. Ele não ocupa muito espaço na mesa e deixa tudo a mão, quando preciso. Essa peça custou R$ 18,00 e a atendente sugeriu envernizá-la, para ajudar na conservação (coisa que ainda não fiz #shame). O pote de verniz custou R$ 4,50 e já aproveitarei para impermeabilizar meus pincéis da Ipaint. No total, gastei R$ 22,50.
Dividi as gavetas de acordo com a marca e frequência de uso das tintas. Na primeira parte, ficam as cores da Cotman que utilizo para fazer os cinzas ópticos; na segunda, as demais cores que possuo dessa marca. Logo abaixo, guardo as tintas da Van Gogh e, no último compartimento, as primas ricas da Sennelier e Rembrandt, e também os guaches da Talens. Essa gaveta ainda está pobrinha por motivos óbvios (risos)...
Como falei acima, encontrei essa caixa facilmente numa loja de materiais para artesanato, no centro da cidade. Acredito que seja comum esse tipo de peça em qualquer lugar do país e, se você tem um marceneiro de confiança ou gosta de colocar a mão na massa, é só pegar as medidas e ser feliz! Também é possível organizar as aquarelas em bisnaga de diversas outras maneiras, pesquisando por art supplies box no Pinterest dá para ter ideias muito legais de customização.
#ilustraday julho: preto e branco
A partir de agora os temas do ilustra day estarão disponíveis sempre no dia primeiro de cada mês, e o escolhido para julho foi preto e branco. Para quem caiu de para-quedas agora, aqui no blog, e não sabe do que estou falando, trata-se de um projeto criado pela Camila Rech no qual, todos os meses, o grupo escolhe o tema mais votado para ilustrar.
Como eu já venho trabalhando com materiais reduzidos desde o início do ano, resolvi diminuir também o tempo dispensado para produzir uma ilustração. Isso evita que eu fique lambendo demais a cria e acabe pecando pelo excesso de detalhamento. Busquei a imagem de uma trança no Pinterest, pois quem me acompanha já sabe que amo desenhar cabelos. Em poucas horas, nasceu esta prenda:
Materiais utilizados
- Papel Copic Paper Selections n. 6;
- Marcadores e multiliner Copic;
- Guache branco para os detalhes;
- Finalização no Photoshop (brushes).
Apesar de ter colocado alguns petiscos do processo no Snapchat, não me detive em fotografar demais, justamente para poupar tempo e terminar a ilustra mais rapidamente. Gostei bastante dessa experiência, e me desapeguei de detalhes mínimos, que certamente tentaria arrumar se ficasse um dia todo ilustrando.
Obs: Não sei o que aconteceu com a postagem anterior, sobre a exposição, tentei arrumar de várias maneiras mas, por algum motivo, não está chamando o texto como deveria na home do blog. Mas ao clicar no título, está tudo lá bonitinho.
Exposição "Elas por Elas", no Rio de Janeiro
Desde o final do ano passado estou envolvida em um projeto colaborativo muito bacana, que consiste em dar visibilidade para mulheres desenhistas. Trata-se do grupo Elas por Elas - as desenhistas brasileiras, idealizado pelo Zé Roberto Graúna, que pesquisa sobre mulheres nas artes gráficas. A primeira exposição realizada foi em homenagem à atriz Leila Diniz e, este ano, o foco são as esportistas que representam nosso País nos Jogos Olímpicos.
A atleta que me foi escolhida é a judoca Ketleyn Quadros, primeira mulher a conquistar medalha em esporte individual para o Brasil nas Olimpíadas (bronze em Pequim, 2008). Pesquisei bastante sua história e o quanto ela lutou para chegar onde está. Na época em que Ketleyn ganhou sua medalha, eu estava saindo da graduação e não prestava muita atenção à situação da mulher no esporte. Se não fosse a exposição, jamais saberia sobre esta conquista importantíssima. O que a grande mídia mostra são os feitos e vitórias masculinos, principalmente no futebol. Há horários reservados na TV aberta para os campeonatos estaduais e nacionais, programas que se dedicam a falar até sobre as tatuagens dos jogadores e, quando muito, o futebol feminino consegue destaque (a jogadora Marta tem cinco prêmios Bola de Ouro).
Escolhi uma imagem que mostrasse bastante o rosto da Ketleyn e procurei fugir do clichê de representar a bandeira ou suas cores. Nada contra esse tipo de representação, só pensei que seria um excesso de informação desnecessário. Dei uma de stalker do bem no perfil pessoal da judoca e vi que ela é super vaidosa, por isso resolvi "trazê-la" para o meu universo, como forma de fazer a ponte entre o tema central da exposição e meu estilo de desenho.
Fiz todo o trabalho do rosto com canetas Copic, tanto multiliner, quanto pincel, em tons de cinza. Para o fundo, escolhi um verde-água clarinho para conferir elegância e, novamente, me distanciar do verde-bandeira. Para as flores, trabalhei com Copic em tons de bordô e rosa, com alguns detalhes em verde claro e dourado. Procurei deixar toda a força na figura central da atleta e suavizar o que estava à sua volta. Detalhes como os cílios longos e os lábios marcados foram mais uma maneira de integrar meus códigos pessoais com o tema da exposição.
Materiais utilizados
- Papel Copic Paper Selections;
- Caneta multiliner preta Copic;
- Caneta ponta pincel Copic;
- Marcador dourado e branco Posca, para os detalhes.
E é com muito carinho que convido as queridas e queridos do Rio de Janeiro para a abertura da exposição coletiva Elas por Elas: as atletas brasileiras por nossas artistas, que acontecerá hoje às 18h. A exposição ficará na Sala Leila Diniz (Rua Prof. Heitor Carrilho, 81, Centro - Niterói) até o dia 11/8, de segunda à sexta, das 10h às 18h, com entrada franca.
Agradeço imensamente todo o empenho do Zé Roberto Graúna e todas as maravilhosas artistas do grupo. Não estarei presente fisicamente, mas meu coração estará lá, junto ao retrato da Ketleyn. Espero que minha arte chegue até ela e que eu consiga realmente passar para o público todo empenho que coloquei nessa ilustração.
Links Bacanas #12
Um ano de links bacanas! Pensei que haveria um momento em que garimpar links pela internet seria como achar agulha no palheiro, mas sempre tem gente maravilhosa, produzindo conteúdos incríveis. A seleção deste mês está muito amor:
Como usar Copic Markers: esse post no blog da Dezáina mostra o sistema de cores adotado pela marca Copic e o que significa as siglas que vemos nas tampas dos marcadores, uma ajuda e tanto para entender como esse material tão bom funciona.
Vem criatividade: um guia de atividades simples para superar o bloqueio criativo.
YlnMn, o novo azul: descoberta acidental feita por cientistas da Universidade do Oregon (EUA), além de ser uma cor vibrante e única, é totalmente atóxica e já está disponível para comercialização.
Uma escala Real: uma paleta Pantone super divertida, em formato de... Rainha Elizabeth!
Livros sobre aquarela na Amazon: a Kris Efe dá dicas de livros sobre aquarela que podemos encontrar na Amazon, em todos os níveis: do básico ao técnico, com publicações nacionais e internacionais.
Onde encontrar as melhores imagens para o seu blog: a Loma fez um guia maravilhoso de bancos de imagens free, para serem utilizadas no blog. Mais do que isso, esses sites são excelentes para buscar referência para estudos de desenho e aquarela.
Dimi, o gato do telhado: na minha segunda colaboração para o Delirium Nerd, falei sobre esse projeto fofo da ilustradora Renata Soares, que envolve arte, educação e adoção responsável.
Não deixe o link morrer: a sempre ótima newsletter da Aline Valek aborda justamente o meu medo, quando comecei essa série de posts, e ainda nos alerta para algo que vem substituindo, de forma bastante nociva, a informação que recebemos através de linkagem: o PRINT. Aproveite e assine esse conteúdo de primeira.
Pare de procrastinar e comece a criar: um guia para deixar o medo e a preguiça de lado e fazer com que sua arte aconteça.
Aquarelas caseiras: um vídeo do Skillshare ensinando a fazer aquarelas em casa, com materiais que você encontra facilmente na cozinha. A consistência fica mais para um guache, mas é legal para trabalhar com crianças.
Este professor revolucionou sua maneira de dar aula: um professor chinês resolveu transformar o conteúdo dos livros em lindas ilustrações no seu quadro-negro. Ele acredita que os estudantes aprendem melhor dessa forma, e eu não poderia concordar mais!
Como sempre, os comentários ficam abertos para que você também compartilhe suas pesquisas no mundo virtual. Vamos ajudar na circulação de conteúdos bons, relevantes e que realmente vão acrescentar algo significativo às nossas vidas. ^^
Pare de procrastinar e comece a criar: um guia para deixar o medo e a preguiça de lado e fazer com que sua arte aconteça.
Aquarelas caseiras: um vídeo do Skillshare ensinando a fazer aquarelas em casa, com materiais que você encontra facilmente na cozinha. A consistência fica mais para um guache, mas é legal para trabalhar com crianças.
Este professor revolucionou sua maneira de dar aula: um professor chinês resolveu transformar o conteúdo dos livros em lindas ilustrações no seu quadro-negro. Ele acredita que os estudantes aprendem melhor dessa forma, e eu não poderia concordar mais!
Como sempre, os comentários ficam abertos para que você também compartilhe suas pesquisas no mundo virtual. Vamos ajudar na circulação de conteúdos bons, relevantes e que realmente vão acrescentar algo significativo às nossas vidas. ^^
Minhas inspirações - julho
A sempre maravilhosa Kris Efe, que possui as melhores fontes e referências da internet, divulgou ontem esse projeto sobre aquarela, que vai rolar durante todo o mês de julho: é o World Watercolor Month. Serão 31 dias de desafio nas redes sociais, basta taguear qualquer trabalho aquarelado com #worldwatercolormonth.
A iniciativa conta com um site especial, cheio de informações e banners para adicionar aos blogs, e até mesmo lojinha. Também existe uma ação social muito importante sobre ensino de arte e doação de materiais artísticos (no caso do WWM, uma instituição dos EUA será beneficiada), então que tal separar aquele lápis aquarelável, pincel ou tinta que você não usa mais e doar para uma escola da sua cidade? #dica
Eu não participarei durante todos os dias, mas incluirei meus estudos da Oficina de Aquarela da Sabrina Eras nessa campanha. Por isso, nas minhas inspirações do mês, trago três perfis no Instagram para quem curte aquarela e quer conhecer novos artistas, mas não sabe por onde começar. São contas que divulgam trabalhos de aquarelistas ao redor do mundo, ideais para pesquisar estilos e técnicas diferentes.
A iniciativa conta com um site especial, cheio de informações e banners para adicionar aos blogs, e até mesmo lojinha. Também existe uma ação social muito importante sobre ensino de arte e doação de materiais artísticos (no caso do WWM, uma instituição dos EUA será beneficiada), então que tal separar aquele lápis aquarelável, pincel ou tinta que você não usa mais e doar para uma escola da sua cidade? #dica
Eu não participarei durante todos os dias, mas incluirei meus estudos da Oficina de Aquarela da Sabrina Eras nessa campanha. Por isso, nas minhas inspirações do mês, trago três perfis no Instagram para quem curte aquarela e quer conhecer novos artistas, mas não sabe por onde começar. São contas que divulgam trabalhos de aquarelistas ao redor do mundo, ideais para pesquisar estilos e técnicas diferentes.
@watercolor.blog: para participar desse perfil, use #waterblog.
@watercolour_gallery: para participar desse perfil, use #watercolour_gallery.
@inspiring_watercolors: para participar desse perfil, use #inspiring_watercolors.
E se você quiser acompanhar os meus estudos em aquarela em tempo quase real, é só me seguir no Instagram. Bom mês aquarelado para todo mundo!
These are hard times for dreamers

Desde a criação do blog, há seis anos atrás, mês passado foi o que teve menos postagens publicadas. Segui meu pseudo-calendário editorial e aproveitei para falar do curso da Sabrina Eras, algo que queria fazer já tinha um tempo. Os motivos para esse acontecimento (que não vai se repetir, espero) foram: 1. se for para fazer algo de qualquer jeito, prefiro não fazer e 2. vi muita coisa errada acontecer na internet. Vou me deter a este último para fazer uma pequena divagação.
Já não é de hoje que fico de olho nos plágios rolando soltos no Instagram e web em geral, mas parece que houve uma superação (para o mal) durante o mês passado. Vi amigas e pessoas queridas sofrerem com empresas desonestas, que se apropriaram de seus trabalhos para fazer vários tipos de produtos (aqui, cabe um aviso: tome cuidado com fabricantes de capas para celular e roupas em geral, verifique se o artista é credenciado e está recebendo os royalties corretamente), cópias de trabalhos, gente vendendo arte que não era sua, pessoas fazendo tutoriais e ministrando cursos/palestras sobre assuntos que não dominam totalmente... só para citar alguns casos.
Comigo aconteceu algo muito, mas muito inusitado. Uma pessoa copiou toda a estrutura aqui do blog (inclusive, instalou o mesmo tema), do menu e fonte utilizada no banner até a sidebar, além de: estrutura e títulos dos meus álbuns no Behance e até mesmo as legendas das fotos nas redes sociais. Fiquei chocada e sem saber o que fazer pois, a cada dia, mais e mais plágios "sérios", envolvendo direitos autorais surgiam, e eu acabei não me sentindo a vontade para reclamar "só" disso.
Cheguei a pensar: o tema que instalei no blog é gratuito, qualquer um pode utilizar; também gosto de pesquisar a estrutura de outros sites, a fim de deixar a experiência dos usuários melhor; talvez a pessoa estivesse montando seu portfólio e encontrou no meu um norte para começar. Enfim... cogitei várias coisas na minha cabeça mas, no final, cheguei à conclusão de que foi má fé, mesmo. Por que foi só eu expressar meu descontentamento que tudo foi modificado. Moral da história: se você não deve, não teme!
Isso foi me desestimulando a escrever, somado ao fato de que passei a olhar o que posto de uma maneira ainda mais crítica. Tenho aprendido tantas coisas legais que fico com medo de divulgar uma informação errada, ou indicar um material de má qualidade. Sei que aí do outro lado tem gente que está começando sua jornada na ilustração e não desejo ser uma influência duvidosa, quero dar o meu melhor, sempre.
A situação mudou a partir de algumas coisas muito bacanas que aconteceram: primeiro, todo apoio das meninas dos grupos que participo, em especial a Sabrina e a Bella. É importantíssima essa troca que fazemos. Depois, fui surpreendida com um post lindo no Depois dos Quinze, com a indicação do meu Instagram. Também tem as colaborações para o Delirium Nerd. E, para finalizar, a livestream mais linda da internet, que rolou no último dia 28, lá no canal da Mary Cagnin. Foi uma experiência muito rica, com a qual aprendi várias coisas. Já quero um repeteco!
São tempos difíceis para os sonhadores mas, aos pouquinhos, vamos mudar a situação. Esse período que tenho passado "na caverna", recolhida com meus estudos e só observando o que acontece à minha volta, tem me proporcionado um outro olhar sobre mim mesma, sobre as relações com os outros e sobre o trabalho.
Em julho a programação volta ao normal, na medida do possível, pois ainda ocupo 90% do meu tempo com estudos de aquarela. Mas já separei umas coisas bem legais para mostrar. E aviso que vou recompensar toda a falta de posts em agosto, com a volta do BEDA! Sim, vai ter conteúdo todo dia, assim como fiz ano passado. Já planejei o calendário editorial e aproveitarei as férias para adiantar várias coisas. Também quero lançar um vídeo com perguntas e respostas, mas ainda não sei quando.
Era isso, esse textão foi um misto de queria star morta com não podemo se entrega pros home de jeito nenhum. Espero que compreendam. Ah! Acabei trocando o layout: um pouco foi pelo acontecido, outro tanto porque o antigo não estava 100% responsivo. Pra variar, ainda não consegui ajustar o tamanho correto de todas as imagens. Me digam o que acharam, também estou sentindo falta dos comentários e da participação desse público tão lindo. :)
Abraços,
Lidiane
Projeto Ilustra: Games
O Projeto Ilustra foi proposto pela Ana Blue, do blog 9dades a Solta. Somos um grupo de minas que postará em seus blogs, sempre no último dia do mês, o tema mais votado entre nós. O limite máximo de ilustras é de cinco por participante, dependendo do tempo de cada uma.
O tema escolhido para junho foi games, e eu me senti numa sinuca de bico, pois sou totalmente avessa a esse universo. Nunca me interessei por jogos (até mesmo os de tabuleiro, na infância), então praticamente não existem referências disso na minha vida. Foi aí que meu namorado sugeriu que eu desenhasse alguma personagem feminina de League of Legends.
Escolhi a Diana por ter gostado da skin e também da história. Como qualquer trabalho artístico, tomei licenças poéticas na hora de representar, modificando o cabelo e alguns outros detalhes. Evitei pesquisar fanarts, para não me influenciar pelo traço de outros artistas e acabar fazendo uma cópia. Busquei imagens do próprio LOL e fotos de modelos aleatórias.
Apesar da aquarela tomar 90% do meu tempo nos últimos meses, estava doida para testar esse estojo da Derwent, que comprei numa promoção. Já namorava a linha Drawing há meses e queria muito testar um lápis de mina colorida, cujo intuito não fosse a cor, mas sim, o desenho em si.
Dessa vez consegui fazer várias fotos do processo. Após terminar o esboço, fiz a marcação de onde queria colocar as cores. Trabalhei basicamente com azul e preto, para não fugir muito da atmosfera da personagem. Senti muitos mixed feelings com esses lápis, pra falar a verdade, e arrematei com o Mars Lumograph, que é perfeito para detalhes.
Minhas primeiras impressões sobre a linha Drawing foram as seguintes: a pigmentação e maciez são as já características da Derwent, eles entregam cor com o mínimo de esforço. Porém, para ser um lápis de desenho, achei muito macio, acaba esfarelando com facilidade. Se a mina fosse um pouco mais rígida, talvez, seria melhor para pequenos detalhes. Também é possível esfumar e dar um efeito de pastel seco muito bonito. Recomendo os apontadores da marca, são os melhores que já usei.
O resultado final ficou assim:
Materiais utilizados- Papel Canson 180g;
- Lápis Derwent Drawing;
- Lápis Mars Lumograph 4B;
- Marcador dourado.
Sempre é bom lembrar que finalizo todos os trabalhos com verniz fixador fungicida e filtro UV.
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| A skin original, na qual me inspirei. |
''Eu sou a luz que percorre a alma da lua.''
Portando sua espada lunar crescente, Diana luta como uma guerreira dos Lunari, uma fé que persiste em existir nas terras ao redor do Monte Targon. Protegida em uma armadura que brilha como a neve à noite, ela é a encarnação viva do poder da lua prateada. Imbuída com a essência de um Aspecto do além do cume de Targon, Diana deixou de ser totalmente humana. Ela vive em conflito com seu poder divino e seu propósito neste mundo. - Texto e imagem extraídos daqui.
Quem quiser ver o que os leitores produziram, é só zapear #projetoilustra pelo Instagram. Mês que vem eu volto, sempre no último dia, com o tema escolhido pelo grupo e uma série de ilustrações legais para conhecer e visitar.
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