Lidiane Dutra
  • Home
  • Sobre
  • _Sobre mim
  • _Currículo
  • Trabalhos
  • _Portfólio
  • _Encomendas
  • Blog
  • _Arquivo
  • _FAQ
  • Contato
Portfólio Processo criativo Projetos

Redesenhando: Pirata


Demorou um pouquinho, mas consegui fazer mais um trabalho do meu projeto pessoal para este ano: redesenhar algumas ilustrações antigas, que gosto muito, como parte da comemoração pelos 10 anos do blog. E a escolhida é uma das minhas favoritas, e também a de muita gente: Pirata, de 2013.

Na época, essa ilustra significou muito para mim, pois ela foi feita de uma maneira muito rápida, com um material que curto bastante (esferográfica) e conseguiu dar um fôlego na minha produção. Senti que conseguia ser criativa, despretensiosa e obter um bom resultado se eu curtisse mais o processo e simplificasse algumas coisas.

O que resolvi mudar

Quando decidi mexer nessa ilustração, pensei em não inventar muito, não sair demais da proposta inicial. Aí veio o coronavírus, a quarentena, e toda essa carga emocional que paira sobre as nossas cabeças desde então. Senti que se fosse refazer a pirata nesse momento, ela precisaria carregar uma mensagem a mais. Por isso tomei a liberdade de fazer alterações bem significativas.


A primeira coisa que acrescentei foi um braço. A pirata de 2020 não quer continuar com um dos olhos fechados, por isso ela está prestes a tirar o tapa-olho. Ela quer ver tudo, ela quer ver a verdade. Esse foi o ponto central que trabalhei: ela não está ali para entreter. Ela não sorri, está levemente curvada para frente, com uma expressão cansada. O barco que ela carrega na cabeça está mais elaborado, mais pesado, e dele sai o cordão com uma âncora. Os pássaros também tomam uma forma menos abstrata do que gaivotas infantis sobrevoando a cena.



Depois, a mudança mais radical foi com o material. Utilizei aquarela e, se antes a figura estava flutuando na folha, agora ela emerge da água. E é na direção da água que está o cordão com a âncora. O cabelo tem a mesma cor do líquido, mas continua com a mesma marca que torna a primeira ilustra tão marcante. É um cabelo-kraken. Em seguida, toda a figura ganha cor, o que também deixa bastante diferente da proposta original.

A caneta dourada aqui vem para trazer a ideia de tesouro, que pode ser algo que aprisiona (a corrente no pescoço, a âncora) ou que liberta (os pássaros). Finalizei a figura com lápis de cor e caneta nanquim, como de costume. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela grana fina Harmony Hahnemühle;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincel Keramik;
  • Lápis de cor SuperSoft Faber-Castell;
  • Canetas Sakura e Posca.


Acredito que a maior diferença está no espírito da figura: antes ela transmitia alegria, inocência, agora ela está afogada nesse mar de incerteza que o planeta se converteu, carregando seus próprios pesos, seus tesouros ou despojos de guerra, tentando não afundar, tentando equilibrar os sentimentos, mas com esse profundo desejo de liberdade, que está presente no movimento da mão prestes a retirar o tapa-olho.

Se antes o meio mal estava influenciando meu processo de criação, aqui ele está por todos os lados - até debaixo d'água. Deixe um comentário com a sua interpretação e o que você achou das mudanças. Em algum momento desse ano, volto com mais um redesenhando.

Leia mais →
Materiais Processo criativo

Testando: guache + sketchbook


Estou tentando usar mais o sketchbook, dentro do meu próprio método, e resolvi arriscar com guache e aquarela, mesmo sabendo que a gramatura das folhas poderia não suportar. Peguei um antigo kit de guache da TGA e fiz algo bem sem pretensão, pois realmente nunca estudei a técnica para elaborar algo decente, e provavelmente vou achar esse estudo péssimo no futuro. Mas, por hora, está valendo.

Meu próprio método de usar o sketchbook

Não curto muito usar o sketchbook para fazer rascunhos e estudos de ilustrações. Para isso, gosto de folhas sulfite comum, soltas, que posso manusear sem muito cuidado, sobrepor, recortar, estragar se for o caso.

No sketchbook gosto de fazer desenhos compactos (versões menores de ilustrações que faria usando papel A4), tabelas de cores dos lápis e tintas bem feitas, coisas bonitas mesmo e com unidade, que eu possa folhear depois de algum tempo e sentir que contei histórias ali. Por isso, tenho dificuldade em manter um caderno. Este ano, me propus a ser fiel ao meu método e tentar usar o sketchbook pelo menos uma vez por mês.

Um recado importante é: use o sketchbook da maneira que tiver vontade. Sempre. É o que realmente importa.


Utilizei o guache TGA para fazer as flores e a blusa da figura. Para a pele e o cabelo, aquarela. O fundo foi feito com aquarela perolada Sakura Koi. Eu tenho muito ranço com as aquarelas da Koi por serem extremamente opacas e lembrarem muito... um guache. Porém, é justamente essa qualidade da opacidade que torna as aquarelas shine melhores do que a de outras marcas, na minha opinião: com apenas uma camada elas cobrem razoavelmente uma área, conferindo um brilho perolado muito bonito e entregando bastante cor. As minhas são em pastilha avulsas, comprei na Koralle (link não patrocinado, mas poderia).


No fim das contas, o papel não enrugou muito, tanto que deu até para digitalizar. Os detalhes de corações foram feitos com caneta metalizada e o contorno da figura foi com lápis de cor, ao invés das canetas que costumo usar. Achei que deu mais leveza. Vou adotar.

Em tempo: maio está aí e, com ele, o MerMay? Ainda estou na dúvida se participo, como em todos os desafios, em todos os anos. Se rolar, vocês saberão, aqui tanto a arte como a blogueiragem é sempre no free style. 😊
Leia mais →
Sala de aula

Sobre professores, blogueiros e quarentena

Marilyn Monroe na Universidade da Califórnia (UCLA), onde estudou literatura. Foto de Mel Traxel, fevereiro de 1952.

Quem está vivendo no planeta Terra em 2020 tem lidado com o coronavírus e com diversos protocolos criados para resguardar ao máximo a saúde pública, incluindo aqui a quarentena, ou isolamento social. Desde meados de março, a Prefeitura de Rio Grande decretou quarentena nas escolas da rede municipal e também orientou as instituições a manterem contato com a comunidade escolar (se possível), via internet, postando atividades lúdicas, não conteudistas, a fim de reforçar que estamos aqui e que o vínculo entre professores e estudantes se mantém. 

As duas escolas nas quais trabalho estão se empenhando em engajar a comunidade, dentro da sua realidade, seja com atividades, vídeos, dicas, mensagens. Nós, professores, não paramos de trabalhar, nem estamos de férias, como algumas pessoas podem pensar. Só que outro debate acabou vindo à tona, que é o uso do ensino a distância (EaD) como forma de mediação entre escola e aluno, em tempos de pandemia.

Eu trabalhei mais de 10 anos com EaD. Comecei no meu TCC, depois como tutora e, por fim, como professora pesquisadora, função na qual fiquei oito anos, trabalhando diretamente com design instrucional. Sei como a EaD pública funciona e sugiro que pesquisem sobre como a Universidade Aberta do Brasil ajudou na interiorização da educação superior no país. Então, para mim, não foi novidade, e eu consegui ter uma visão bem racional da situação, antes de preparar qualquer tipo de material para enviar aos estudantes.

Porém, mais do que discutir modelos de interação e o impacto da EaD no ensino básico, começaram a pipocar textões pelas redes sociais, a maioria de autoria desconhecida, de professores falando sobre a carga física e mental que tem sido preparar aulas a distância (o que é uma realidade, sem dúvida), e de que eles haviam estudado para serem professores, e não blogueiros e youtubers. Aí eu comecei a ficar transtornada.

Esse tipo de afirmação sou professora e não blogueira, como se uma coisa estivesse em cima e a outra embaixo, me perturba. Porque usa de uma situação atípica, que é a pandemia, para desqualificar a atividade de quem trabalha com internet. Eu já era professora por formação quando criei um blog, mas nunca havia entrado numa sala de aula, e foi o blog que me manteve criativa, focada, atualizada sobre a minha área e, principalmente, ocupada, pois eu trabalhei muito a partir de clientes que chegavam por aqui. E quando eu realmente pisei no chão da escola, consegui estabelecer um diálogo com os estudantes muito pela minha relação com o blog.

Os professores terem virado blogueiros, vlogueiros, roteiristas, fotógrafos, diagramadores da noite para o dia, evidencia o quanto o poder público negligencia o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação na educação, e como perderíamos muito menos tempo com isso se fôssemos capacitados para lidar com questões que envolvem as TDICs para muito além da teoria. 

Existe todo um universo de problemáticas quando se fala em enviar o material da aula pela internet: se a comunidade na qual a escola está inserida sofre com vulnerabilidade socioambiental, quais as condições que os estudantes têm de receber este material (desde suporte tecnológico até emocional), qual o grau de interação das famílias com as tecnologias, se o aluno tem comida na mesa, se não é agredido, abusado, e por aí vai. Também entram na conta a carga horária do professor, quantas escolas ele atende, se ele próprio tem familiaridade e condições de trabalhar com as tecnologias, se deseja inserir isso no seu cotidiano docente.

É o momento para discutir sobre tudo isso. Mas me entristece ver colegas achando que é algo horrível ser blogueiro, que ser youtuber é a maior inutilidade do mundo, que fazer roteiro é perda de tempo. Vamos pôr em perspectiva: blog nada mais é que registro, é diário de classe. Roteiro é plano de aula. O cientista que mais tem nos alertado sobre o coronavírus, Átila Iamarino, ganhou notoriedade com um canal no YouTube, no qual se dedica à divulgação científica.

Blogueiro e youtuber também é profissão, professor. Não vamos esvaziar um debate tão importante quanto o que está ocorrendo agora porque existe preconceito sobre essas profissões novas, que se aproximam demais com os anseios dos nossos estudantes. É um momento muito delicado, no qual todos sentem-se pressionados, de alguma maneira. Vamos tentar unir a nossa prática docente com a comunicação leve e despretensiosa que encontramos pela web, e agregar conhecimentos sem preconceitos ou estereótipos.

Resolvi ilustrar esse post com uma foto de Marilyn Monroe, durante o período que estudou literatura na UCLA, para nos fazer pensar. Marilyn foi um sexy symbol universal, muitas vezes encarnando o papel da loira burra no cinema. Mas na vida real a atriz era inteligente, leitora assídua dos clássicos e nunca parou de estudar. Morreu desejando ser levada a sério, ser reconhecida como a pessoa que era. Estereótipos nos aprisionam e nos impedem de entender a vivência do outro.
Leia mais →
Reflexões

10 anos de blog ✨


Ontem o blog completou 10 anos e não, não esqueci a data. Só senti que precisava escrever no momento certo. E os últimos tempos não têm sido certos para muitas coisas. Vivemos uma pandemia que marcará as próximas gerações, estamos em contato direto com o melhor e o pior da humanidade, enfrentando quarentena, colapso do sistema de saúde, descaso de muitos governantes, intolerância. E também solidariedade, empatia e, principalmente, a importância de se valorizar a arte, a saúde e a educação como nunca antes. 

Pela primeira vez em muitos anos, não estou me cobrando por não conseguir desenhar. Estou me dedicando às aulas, pois, mesmo com as escolas fechadas, nós professores estamos produzindo material para ser encaminhado aos estudantes. E escolhi para abrir esse post a imagem de um vídeo que gravei para os anos inciais (dá pra assistir aqui), contando a história de Leonardo da Vinci, pois  a contação vai ao encontro do que tenho me dedicado: resgatar histórias, atividades, ilustrações antigas, fragmentos de memórias que me constituíram profissional, ao longo desses dez anos.

O blog também chegou à marca de 1 milhão de acessos. É um feito enorme para um espaço sem monetização, sem impulsionamento, e quase sem divulgação, visto que não tenho uma quantidade enorme de seguidores nas redes sociais. Praticamente todo tráfego é orgânico, de pessoas que me acompanham, assinam o feed, ou simplesmente caem por aqui através da busca do Google, que já mandou muita coisa bizarra pra cá. Já recebi muito hate, que foi sumindo com os anos, já participei de blogagem coletiva, projetos, conheci muita gente. E agora quero fazer uma pequena retrospectiva, do fundo do coração.

Alguns números (até a escrita desse post)

  • Postagens: 472
  • Comentários: 2408
  • Acessos: 1004564 (o pico de acessos foi em junho de 2016)
  • Página mais acessada do blog: FAQ

Postagens mais acessadas

  • Como faço o efeito galáxia/nebulosa em aquarela
  • Maybe Tonight (Estelar)
  • Exposição "Mulheres"
  • Minhas aquarelas e pincéis favoritos (até o momento)
  • Links Bacanas #8

Postagens que mais gostei de escrever

  • Mostre Seu Trabalho
  • Grande Magia
  • Clipes com Referência na História da Arte (parte 1,  parte 2  e  parte 3)

Ilustras que considero um ponto de virada na minha vida

  • Sugar Skull: a primeira ilustração que vendi produtos - e fiquei conhecida por muito tempo pelas catrinas;
  • Pirate: mostrou meu potencial criativo;
  • Maybe Tonight (Estelar): minha primeira galáxia em aquarela;
  • Arabesque: primeira figura fora do padrão estético dominante;
  • Sereia: primeira aquarela que realmente gostei do resultado;
  • Summertime: marca o início do ano dos meus melhores trabalhos.

Curiosidades

  • O primeiro nome do blog foi Desenhar é Preciso, por causa da minha dissertação de mestrado;
  • O vídeo Minha mesa de luz artesanal, apesar de ser o mais assistido do meu canal no YouTube, nunca converteu muitas visualizações para o blog;
  • Tive que fechar os comentários da postagem sobre uma cola dimensional, de tanto que as pessoas me perguntavam o tempo de secagem da tal cola;
  • Também tive que apagar todos os posts sobre lojas virtuais, pois recebia muitos comentários sem noção, sobre quanto eu ganhava em dinheiro;
  • Durante anos o termo mais pesquisado do blog foi mulheres com a boca costurada (acredito que sejam as catrinas);
  • Todos os projetos de sketchbook viajante que participei nunca terminaram, muitos se perderam;
  • Já ajudei muitas pessoas que hoje tem números bem expressivos, mas que nunca disseram obrigada, e já tive até a sidebar plagiada por uma pessoa;
  • Acredito ter sido a primeira pessoa no Brasil a receber "mimos" da marca Derwent, antes mesmo dela vir para cá, em 2012.

Não sei se o blog vai ficar por aqui mais dez anos, se vai virar site, se a internet vai acabar... só sei que sou muito grata a todo mundo que me acompanhou um dia, que me acompanha até hoje, ou que recém chegou por aqui. Muito obrigada por curtir um espaço que, basicamente, contém meus delírios, e que nunca ousou ser grande coisa. Obrigada a todos os clientes que chegaram por aqui e confiaram no meu trabalho; aos alunos que vem dar uma olhadinha, de vez em quando, e a todas as amizades virtuais que fiz em decorrência do blog.

A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar. - Eduardo Galeano

🎂🎂🎂🎂🎂🎂🎂🎂🎂🎂
Leia mais →
Dicas

Desenhos para colorir (e enfrentar o isolamento)

Pessoal, quando houve o boom de livros para colorir, fiz uma série de arquivos com desenhos meus para baixar, imprimir e soltar a criatividade. Resolvi resgatá-los para quem, assim como eu, está em quarentena e precisa encarar o isolamento social. É só clicar nas imagens e baixá-las. Lembrando que os desenhos são somente para uso pessoal - mas você é livre para compartilhar com quantas pessoas quiser!
Leia mais →
Portfólio

Jewel 💎


Eu sempre gostei muito de, no tratamento digital dos meus trabalhos, fazer o máximo de correções possíveis para que aquele desenho, feito num meio tradicional, não tivesse nada a perder, comparado a um trabalho feito digitalmente. Chegava a ser um excesso de limpeza, comigo horas na frente do computador limpando o fundo, removendo poeira do scanner, ajustando cor, e por aí vai.

Porém, de uns tempos pra cá, minha premissa tem sido: quero tudo sujo. O trabalho tradicional continua o mesmo, não mudei nada na minha técnica, mas na hora de digitalizar, quero ver até os poros do papel, quero que apareçam todas as granulações, o fundo, absolutamente todas as interferências possíveis. Não sei se existe alguma explicação freudiana para isso, só sei que tem sido ótimo esse ganho (no momento, estou achando um ganho, pode ser que no futuro me arrependa), que é uma nova versão do que fiz no papel. Não significa melhorar ou piorar o que fiz, acredito que se trata de uma terceira via, talvez em resposta ao excesso de imagens tratadas que vejo diariamente nas redes sociais. E com essa ilustra não foi diferente.

Algumas semanas antes do carnaval, comprei um kit de adesivos de pedraria para colar no rosto, que são muito usados em fantasias ultimamente. Em 2017, já havia feito algo semelhante em Carnavalesca, e gostaria de lançar mão desse recurso, de agregar um elemento diferente ao papel.  A ideia era fazer este trabalho entre 20 e 25 de fevereiro, mas não consegui, ele foi ficando para trás. Agora, com a quarentena imposta pelo COVID-19, consegui tirar um tempinho para finalizá-lo, antes de seguir com meus planos de aula.

Tem como ver algumas imagens do processo no meu Instagram, mas tenho estado cada vez mais preguiçosa para registrar as etapas, prefiro focar em terminar tudo sem tantas mexidas no celular e distrações. Usei pouquíssimos materiais: lápis grafite 2B, lápis de cor e os adesivos de pedraria. Assim como fiz lá em Carnavalesca. E o resultado ficou bem do jeito que eu queria: simples, enxuto, redondinho. Mas, para mim, a cereja do bolo veio na hora de digitalizar. A luz refletida das pedras criou um desfoque na imagem que deixou um aspecto antigo, tremido, meio anos 1980, que eu simplesmente AMEI:


Se pegarmos uma foto desse trabalho tirada com o celular, dá pra ver que é mais um trabalho meu normal, com os detalhes que gosto de colocar usualmente nas figuras. Mas, olhando para o arquivo digital, a estética de repente muda, deixa de ser algo glamouroso e passa a ser "fim de festa", como se fosse um registro feito espontaneamente, com uma polaroid. Achei fantástico e uma maneira de repensar meu próprio fazer.


Materiais utilizados

  • Papel para desenho Spiral creme 180g;
  • Lápis grafite Stabilo Othello 2B;
  • Lápis de cor Faber-Castell Super Soft;
  • Adesivo de pedraria para rosto (vende em lojas de maquiagem).

A linha Othello da Stabilo é excelente, o lápis 2B parece o 4B de qualquer outra marca em termos de suavidade da mina e intensidade da cor. Não é um lápis profissional caro (custa, em média, R$ 3,50), então dá para testar várias graduações e, para quem gosta de trabalhar de 4B para cima, considere começar com o 2B, pois os resultados são muito bons.

Resultado de imagem para achatar a curva gif

Para quem, assim como eu, está de quarentena (as escolas tiveram as aulas suspensas por causa do coronavírus), entenda a importância do isolamento, não só para você, como para aqueles que mais precisam neste momento, que são os idosos e as pessoas que dependem exclusivamente do SUS para tratamento. Não vamos sobrecarregar os sistemas de saúde, nem estocar comida ou álcool gel. O importante, neste momento, é ter empatia e pensar coletivamente. ❤
Leia mais →
Portfólio Processo criativo

Harley Quinn 💥 Birds Of Prey


Fui assistir Aves de Rapina na estreia, sem grandes expectativas, e saí do cinema com balde de pipoca e copo personalizados, já comprei uma brusinha temática e simplesmente AMEI tudo no filme: história, personagens, figurinos, trilha sonora... QUE diferença faz uma mulher dirigir um filme com protagonistas femininas!

Lá naquela bagunça que foi Esquadrão Suicida, embora a Margot Robbie tenha sido excelente como Arlequina, a sexualização da personagem me incomodou bastante. Aquela câmera que passeava pelo corpo da atriz era horrível, só decepção. Mas em Aves de Rapina dá pra ver o quanto ela incorporou o espírito da Harley, assim como o Jason Momoa abraçou o Aquaman, e Gal Gadot a Mulher Maravilha (só para ficar na DC).

Como estou na vibe de fazer fanarts (todas as personagens que já desenhei estão reunidas aqui), não pensei duas vezes e comecei a esboçar minha versão da Harley Quinn, baseada nas incríveis fotos de divulgação do filme e em toda nova caracterização, que está incrível. 


Depois de escolher uma imagem em que a personagem está mandando beijinho como referência, começou o verdadeiro desafio: fazer a mão esticada para frente, com a maior naturalidade possível. Recorri a bancos de poses e outras imagens para ter mais precisão, pois só as fotos da atriz não estavam ajudando, era uma posição bem difícil para mim. No final, dei uma modificada em relação à imagem original, e acredito que isso fez toda a diferença no meu trabalho.

O resultado:
A pintura seguiu o que sempre faço: primeiro as áreas com os valores marcadas a lápis, depois as camadas de aquarela, e a finalização com lápis de cor e marcadores. Usei muitos tons metálicos, é uma pena que a digitalização sempre retire muito desses efeitos. A propósito, deixei a imagem bem crua, com riscos e pontos de interferência, pois acredito que essas sujeirinhas combinam com a Harley e sua postura irreverente.


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Harmony Hahnemühle 300g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
  • Marcadores metálicos diversos.


A Harley Quinn de Aves de Rapina sempre vai me lembrar a Xuxa do disquinho ao contrário, seja pelo cabelo ou pelas atitudes hahahaha. Essa emancipação foi realmente fantabulosa, já quero sair vestida com aquele macacão amarelo e patins por aí.

Essa fanart demorou para ficar pronta não porque eu fiz corpo mole, mas sim porque algo fantabuloso aconteceu comigo: fiz outro concurso público para professora, fui aprovada e também já fui nomeada!!! Estou muito feliz, porém sem tempo algum para me coçar; novamente vou entrar naquela espiral de aproveitar ao máximo todos os momentos livres - nos quais não vou desejar estar dormindo -, mas vai ser por uma boa causa e, no final, tudo vai se encaixar.

Para finalizar, deixo a trilha sonora de Aves de Rapina, que está tão sensacional quanto o filme, cheia de artistas femininas (algumas eu já conhecia, outras não):


Resultado de imagem para harley quinn diamonds gif
Diamonds are a girl's best friend
Leia mais →
Materiais Processo criativo

Meu novo sketchbook


Quem me acompanha sabe que sketchbook não é meu forte. Acabo abandonando o barco, pois gosto de fazer tudo bonitinho; deixo os estudos e riscos aleatórios para as folhas soltas, que depois posso reordenar da maneira que quiser. Mas o último Lidytober, feito todo num único sketchbook, reacendeu a vontade de investir novamente num caderno, dessa vez sem medo de usar da maneira que gosto: desenhos bem acabados, todos os materiais usados sem medo de ser feliz, muitas mulheres maravilhosas, sim.

O sketchbook que comprei é da marca Hahnemühle, tamanho A5, papel com 120g, ideal para esboços com técnicas secas (embora eu vá tentar jogar uma aquarela nele). Aqui tem o modelo, para quem se interessou (não é jabá). Esse sketchbook tem uma abertura muito boa, e se mantém em 180º facilmente, o que ajuda muito na hora de desenhar. O primeiro desenho que fiz foi, na realidade, uma transposição do que estava no outro sketchbook, que eu havia começado no ano passado, e abandonei lá pela décima página. Comecei a usar para rascunho de anotações, pois não consegui me sentir conectada a ele.




Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 19 de Fev, 2019 às 3:14 PST
Acima, o primeiro desenho, feito no sketchbook abandonado. Abaixo, o desenho refeito no caderno novo, com os materiais que julguei mais adequados para desenvolver a ideia (bem melhor, não é?):



Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 17 de Jan, 2020 às 11:33 PST
Em seguida, fiz minha já tradicional homenagem para Iemanjá (todo ano represento a orixá) e usei uma caneta pincel da Pentel que marcou demais para o outro lado, mas não rasgou o papel. Por isso, acredito que um pouco de aquarela não vai ser um desastre.



Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 1 de Fev, 2020 às 10:18 PST
Por último (até o momento), fiz a personagem Kim, interpretada pela atriz Park So-dam em Parasita, na cena do jingle da Jessica. Amei demais o filme, mereceu todos os prêmios que ganhou. Jessica, only child, from Illinois, Chicago...


Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 12 de Fev, 2020 às 3:25 PST
Quem quiser acompanhar mais trabalhos no meu sketchbook, é só seguir no Instagram. O alcance está pequeno, mas dá pra ir levando, eu também não me preocupo em atualizar as redes com muita frequência, então considero que está chegando em quem se interessa pelo que faço. 

As encomendas para o primeiro trimestre de 2020 já estão encerradas, em breve divulgarei datas para o segundo trimestre, mas ainda é possível comprar pela minha loja na Colab55 ou INPRNT. Ah! Quem está posando para a foto é a Luna, só que ganhei mais 4 ajudantes felinos: a Mimi (mãezinha), Yoda, Tygra e Cheetara (filhotes). Em breve eles aparecerão por aqui também ;)
Leia mais →
Anterior Próximo
Assinar: Comentários (Atom)

Arquivo

  • dezembro 2025 (2)
  • novembro 2025 (1)
  • outubro 2025 (1)
  • setembro 2025 (1)
  • agosto 2025 (1)
  • julho 2025 (2)
  • junho 2025 (2)
  • maio 2025 (1)
  • abril 2025 (2)
  • março 2025 (2)
  • fevereiro 2025 (1)
  • janeiro 2025 (8)
  • dezembro 2024 (1)
  • novembro 2024 (2)
  • outubro 2024 (2)
  • setembro 2024 (1)
  • agosto 2024 (1)
  • julho 2024 (2)
  • junho 2024 (1)
  • maio 2024 (6)
  • abril 2024 (1)
  • março 2024 (1)
  • fevereiro 2024 (2)
  • janeiro 2024 (5)
  • dezembro 2023 (2)
  • novembro 2023 (3)
  • outubro 2023 (1)
  • setembro 2023 (2)
  • julho 2023 (4)
  • junho 2023 (3)
  • abril 2023 (2)
  • março 2023 (1)
  • fevereiro 2023 (1)
  • janeiro 2023 (4)
  • dezembro 2022 (1)
  • novembro 2022 (2)
  • outubro 2022 (1)
  • setembro 2022 (1)
  • agosto 2022 (1)
  • julho 2022 (2)
  • junho 2022 (1)
  • maio 2022 (1)
  • abril 2022 (3)
  • março 2022 (2)
  • fevereiro 2022 (2)
  • janeiro 2022 (3)
  • dezembro 2021 (2)
  • novembro 2021 (1)
  • outubro 2021 (2)
  • setembro 2021 (1)
  • agosto 2021 (3)
  • junho 2021 (4)
  • maio 2021 (1)
  • abril 2021 (1)
  • março 2021 (2)
  • fevereiro 2021 (1)
  • janeiro 2021 (6)
  • dezembro 2020 (2)
  • novembro 2020 (1)
  • outubro 2020 (3)
  • setembro 2020 (2)
  • agosto 2020 (2)
  • julho 2020 (2)
  • maio 2020 (5)
  • abril 2020 (3)
  • março 2020 (3)
  • fevereiro 2020 (2)
  • janeiro 2020 (3)
  • dezembro 2019 (3)
  • novembro 2019 (1)
  • outubro 2019 (6)
  • setembro 2019 (2)
  • agosto 2019 (2)
  • julho 2019 (2)
  • junho 2019 (3)
  • maio 2019 (3)
  • abril 2019 (1)
  • março 2019 (2)
  • fevereiro 2019 (3)
  • janeiro 2019 (4)
  • dezembro 2018 (2)
  • novembro 2018 (1)
  • outubro 2018 (4)
  • setembro 2018 (2)
  • agosto 2018 (2)
  • julho 2018 (4)
  • junho 2018 (5)
  • maio 2018 (4)
  • abril 2018 (3)
  • março 2018 (2)
  • fevereiro 2018 (3)
  • janeiro 2018 (5)
  • dezembro 2017 (3)
  • novembro 2017 (4)
  • outubro 2017 (4)
  • setembro 2017 (3)
  • agosto 2017 (4)
  • julho 2017 (5)
  • junho 2017 (2)
  • maio 2017 (8)
  • abril 2017 (4)
  • março 2017 (5)
  • fevereiro 2017 (4)
  • janeiro 2017 (6)
  • dezembro 2016 (4)
  • novembro 2016 (5)
  • outubro 2016 (5)
  • setembro 2016 (6)
  • agosto 2016 (5)
  • julho 2016 (8)
  • junho 2016 (5)
  • maio 2016 (8)
  • abril 2016 (8)
  • março 2016 (10)
  • fevereiro 2016 (6)
  • janeiro 2016 (8)
  • dezembro 2015 (10)
  • novembro 2015 (6)
  • outubro 2015 (12)
  • setembro 2015 (8)
  • agosto 2015 (31)
  • julho 2015 (5)
  • junho 2015 (8)
  • maio 2015 (5)
  • abril 2015 (7)
  • março 2015 (8)
  • fevereiro 2015 (5)
  • janeiro 2015 (6)
  • dezembro 2014 (9)
  • novembro 2014 (13)
  • outubro 2014 (12)
  • setembro 2014 (6)
  • agosto 2014 (7)
  • julho 2014 (6)
  • junho 2014 (2)
  • maio 2014 (2)
  • abril 2014 (4)
  • março 2014 (3)
  • fevereiro 2014 (6)
  • janeiro 2014 (5)
  • dezembro 2013 (6)
  • outubro 2013 (4)
  • setembro 2013 (3)
  • agosto 2013 (3)
  • julho 2013 (4)
  • junho 2013 (5)
  • maio 2013 (6)
  • abril 2013 (7)
  • março 2013 (9)
  • fevereiro 2013 (2)
  • janeiro 2013 (7)
  • dezembro 2012 (2)
  • novembro 2012 (2)
  • outubro 2012 (4)
  • setembro 2012 (2)
  • agosto 2012 (4)
  • maio 2012 (1)
  • abril 2012 (1)
  • fevereiro 2012 (1)
  • dezembro 2011 (1)
  • novembro 2011 (1)
  • outubro 2011 (2)
  • junho 2011 (1)
  • Termos de uso
© Lidiane Dutra • Theme by MG Studio