Lidiane Dutra
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Dicas Materiais

Limpando minhas paletas de aquarela 🎨


Resolvi aproveitar o feriado de ontem (03/06) para fazer algo que queria há bastante tempo: limpar meu godê de aquarelas, que uso ininterruptamente desde 2016, e estava em petição de miséria, como dá para ver acima. Sim, eu sei que não existe aquarela "suja", podemos reaproveitá-las, basta adicionar água e tomar cuidados contra o mofo, mas já não era mais o meu caso. Muitas tintas acabaram, sim, mofando. Além disso, como fui adicionando cores novas à medida que comprava, os tons estavam fora de ordem, o que causava uma confusão na hora do uso. E isso era uma das coisas que eu mais queria arrumar. 


Além disso, vários tons já não me agradavam, e tenho pensado bastante em reduzir minha paleta de cores nas ilustrações. Fiquei pensando nisso depois da última participação no art vs artist, achei tudo muito colorido e desordenado, queria dar um sentindo de unidade aos meus trabalhos. Quando falo em reduzir a paleta de cores, me refiro a usar menos cores nas ilustrações (no máximo 4) e aproveitar seus subtons para fazer misturas, como fiz no meu retrato para o curso da Isadora Zeferino. Algumas ilustradoras com paletas bem definidas que me inspiram são a Pri Barbosa e a Nanda Corrêa. Mas sinto que ainda estou tateando na busca pela "minha paleta".



Como limpei o godê: como disse, tenho esse godê da Keramik desde 2016, quando fiz o curso da Sabrina Eras. Algum tempo depois, comprei um menor, da Sinoart, mas acabei dando pouco uso para esse segundo. Acabei limpando e guardando, talvez no futuro use para guache. Para tirar toda essa tinta encalacrada, usei um lava jato (sim, aqueles de lavar carro, que é pressurizado) e uma espátula para ir tirando o que estava mais encrustado. Depois, usei sabão líquido e uma escova de dentes para terminar a limpeza. Embora tenha ficado limpinho, o estojo ficou bastante manchado, principalmente de azuis e roxos, para isso não teve jeito. Em seguida, separei as cores que eu realmente queria continuar usando, e as coloquei em ordem.


Agora todos os meus marrons e terrosos estão juntos, seguido pelos vermelhos, rosados, roxos, azuis e verdes. Fiquei muito feliz com essa disposição, pois me dá uma organização visual muito boa na hora de usar as tintas. Além disso, posso visualizar também como combinar melhor através do círculo cromático, já que fui dispondo a cor e seus tons quentes e frios lado a lado.



Aproveitei para juntar também todas as aquarelas em pastilha que tenho num único estojo. Ainda vou organizá-lo melhor, nesse momento só passei as half pans para cá, mas deixarei com a mesma disposição da paleta das aquarelas em bisnaga, e procurarei alternar entre as duas quando for trabalhar, pensando em como aproveitar ao máximo o que o estojo me oferece. Ainda são muitas cores, eu sei. Mas acredito que organizá-las já é um bom caminho para pensar na minha paleta de cores pessoal. 


Para acompanhar meus trabalhos em tempo quase real, é só seguir no Instagram.

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Dicas Materiais

Meus materiais favoritos 💜 2021

Mais um ano chegou, e está na hora de atualizar o post com meus materiais favoritos de desenho e pintura!
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Materiais Processo criativo

Testando: guache + sketchbook


Estou tentando usar mais o sketchbook, dentro do meu próprio método, e resolvi arriscar com guache e aquarela, mesmo sabendo que a gramatura das folhas poderia não suportar. Peguei um antigo kit de guache da TGA e fiz algo bem sem pretensão, pois realmente nunca estudei a técnica para elaborar algo decente, e provavelmente vou achar esse estudo péssimo no futuro. Mas, por hora, está valendo.

Meu próprio método de usar o sketchbook

Não curto muito usar o sketchbook para fazer rascunhos e estudos de ilustrações. Para isso, gosto de folhas sulfite comum, soltas, que posso manusear sem muito cuidado, sobrepor, recortar, estragar se for o caso.

No sketchbook gosto de fazer desenhos compactos (versões menores de ilustrações que faria usando papel A4), tabelas de cores dos lápis e tintas bem feitas, coisas bonitas mesmo e com unidade, que eu possa folhear depois de algum tempo e sentir que contei histórias ali. Por isso, tenho dificuldade em manter um caderno. Este ano, me propus a ser fiel ao meu método e tentar usar o sketchbook pelo menos uma vez por mês.

Um recado importante é: use o sketchbook da maneira que tiver vontade. Sempre. É o que realmente importa.


Utilizei o guache TGA para fazer as flores e a blusa da figura. Para a pele e o cabelo, aquarela. O fundo foi feito com aquarela perolada Sakura Koi. Eu tenho muito ranço com as aquarelas da Koi por serem extremamente opacas e lembrarem muito... um guache. Porém, é justamente essa qualidade da opacidade que torna as aquarelas shine melhores do que a de outras marcas, na minha opinião: com apenas uma camada elas cobrem razoavelmente uma área, conferindo um brilho perolado muito bonito e entregando bastante cor. As minhas são em pastilha avulsas, comprei na Koralle (link não patrocinado, mas poderia).


No fim das contas, o papel não enrugou muito, tanto que deu até para digitalizar. Os detalhes de corações foram feitos com caneta metalizada e o contorno da figura foi com lápis de cor, ao invés das canetas que costumo usar. Achei que deu mais leveza. Vou adotar.

Em tempo: maio está aí e, com ele, o MerMay? Ainda estou na dúvida se participo, como em todos os desafios, em todos os anos. Se rolar, vocês saberão, aqui tanto a arte como a blogueiragem é sempre no free style. 😊
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Materiais Processo criativo

Meu novo sketchbook


Quem me acompanha sabe que sketchbook não é meu forte. Acabo abandonando o barco, pois gosto de fazer tudo bonitinho; deixo os estudos e riscos aleatórios para as folhas soltas, que depois posso reordenar da maneira que quiser. Mas o último Lidytober, feito todo num único sketchbook, reacendeu a vontade de investir novamente num caderno, dessa vez sem medo de usar da maneira que gosto: desenhos bem acabados, todos os materiais usados sem medo de ser feliz, muitas mulheres maravilhosas, sim.

O sketchbook que comprei é da marca Hahnemühle, tamanho A5, papel com 120g, ideal para esboços com técnicas secas (embora eu vá tentar jogar uma aquarela nele). Aqui tem o modelo, para quem se interessou (não é jabá). Esse sketchbook tem uma abertura muito boa, e se mantém em 180º facilmente, o que ajuda muito na hora de desenhar. O primeiro desenho que fiz foi, na realidade, uma transposição do que estava no outro sketchbook, que eu havia começado no ano passado, e abandonei lá pela décima página. Comecei a usar para rascunho de anotações, pois não consegui me sentir conectada a ele.




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Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 19 de Fev, 2019 às 3:14 PST
Acima, o primeiro desenho, feito no sketchbook abandonado. Abaixo, o desenho refeito no caderno novo, com os materiais que julguei mais adequados para desenvolver a ideia (bem melhor, não é?):



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Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 17 de Jan, 2020 às 11:33 PST
Em seguida, fiz minha já tradicional homenagem para Iemanjá (todo ano represento a orixá) e usei uma caneta pincel da Pentel que marcou demais para o outro lado, mas não rasgou o papel. Por isso, acredito que um pouco de aquarela não vai ser um desastre.



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Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 1 de Fev, 2020 às 10:18 PST
Por último (até o momento), fiz a personagem Kim, interpretada pela atriz Park So-dam em Parasita, na cena do jingle da Jessica. Amei demais o filme, mereceu todos os prêmios que ganhou. Jessica, only child, from Illinois, Chicago...


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Uma publicação compartilhada por Lidiane Dutra 🌙 (@lidydutra.art) em 12 de Fev, 2020 às 3:25 PST
Quem quiser acompanhar mais trabalhos no meu sketchbook, é só seguir no Instagram. O alcance está pequeno, mas dá pra ir levando, eu também não me preocupo em atualizar as redes com muita frequência, então considero que está chegando em quem se interessa pelo que faço. 

As encomendas para o primeiro trimestre de 2020 já estão encerradas, em breve divulgarei datas para o segundo trimestre, mas ainda é possível comprar pela minha loja na Colab55 ou INPRNT. Ah! Quem está posando para a foto é a Luna, só que ganhei mais 4 ajudantes felinos: a Mimi (mãezinha), Yoda, Tygra e Cheetara (filhotes). Em breve eles aparecerão por aqui também ;)
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Materiais Portfólio Projetos

#4 Purple


Esta é a última produção para a série de Deusas do arco-íris. Embora algumas pessoas tenham me pedido para fazer outras cores e dado sugestões ótimas, creio que devo encerrar por aqui. No início, seriam somente três trabalhos (RGB), mas eu precisava incluir o roxo. Antes de continuar, aperte o play!


A inspiração para essa figura veio de três mulheres poderosas: Iza, Rihanna e Halle Bailey. Eu não queria uma cópia fotográfica de uma delas, nem montar um Frankenstein com as três, por isso, vi muitas referências, mas na hora de trabalhar fechei todas as abas com imagens e deixei fluir.

Como eu nunca tinha desenhado dreadlocks antes, também procurei algumas referências em ilustração e, sem dúvida, o trabalho da Loish foi de grande valia para estudar a composição dos fios e a estrutura capilar como um todo. E é na construção dos dreads que foquei o registro dos processos:



Primeiro, comecei dando volume com o lápis de cor preto, fazendo a mesma técnica que utilizo sempre para os cabelos: fio a fio. Depois, fui preenchendo com roxo, atenta ao formato e ao volume para, enfim, completar os espaços em branco com um lilás pastel delicado. Tive muito receio de não ficar bom, de não conseguir dar movimento, mas quando vi o cabelo tomando forma, me senti encorajada. E já quero desenhar mais dreads.

Não fiz fotos do processo de coloração da pele, mas vou falar brevemente sobre: utilizei azul marinho para marcar todas as sombras da face, dois tons de marrom (um mais quente e outro mais frio) para construir a base da pele e ocre com vermelho para as finalizações. Nesta etapa do trabalho foi a deusa Jacquelin de Leon quem me deu um norte, pois ela sempre colore peles não-brancas muito bem, e também este tutorial maravilhoso de Juliana Rabelo. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel Canson Bristol;
  • Lápis de cor Rijksmuseum;
  • Lápis de cor SuperSoft;
  • Multiliner Copic;
  • Caneta metálica e branca Posca.


A caneta dourada que eu vinha usando para fazer essa série, da UniPin, acabou explodindo enquanto eu fazia este trabalho aqui, por isso os detalhes em dourado ficaram diferentes das ilustras anteriores. Veja as demais deusas: Azul, Vermelha e Verde.


Agora vou tentar focar no Inktober e tentar fazer um desenho por dia, assim como nos quatro primeiros anos que participei do desafio. Enfatizo bem o tentar porque por mais que eu já tenha me planejado e até separado um sketchbook para isso, tudo pode acontecer. Então não prometo nada, quando chegar outubro veremos.

Resultado de imagem para purple rain gif

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Dicas Materiais

Meus papéis favoritos (atualizados)


Depois de fazer um post atualizado com meus materiais favoritos, chegou a vez de comentar sobre os meus papéis prediletos. Gosto muito de testar coisas novas, algumas vezes me dou bem e descubro materiais realmente interessantes, e em outras fico com o gosto amargo do fracasso e o bolso vazio.

Resolvi dividir esse post em: papéis para aquarela, papéis para desenho a lápis e papéis para marcadores diversos (álcool e água). Vou colocar os links de onde encontrar estes produtos, para que vocês tenham uma média de preço, porém, esta não é uma publicação patrocinada por nenhuma loja, estou dando minha opinião sincera e recebendo 0 centavos por isso.

Papéis para aquarela

Moulin DuRoy grana fina: todos nós sabemos que papéis para aquarela estão entre os mais caros, principalmente se a fibra for 100% algodão. Existem algumas opções no mercado, como este papel da Canson, linha Moulin DuRoy. Ele é um papel intermediário com textura muito boa e excelente absorção da tinta. Não vai ficar encharcado, mas também não vai secar em poucos segundos, permitindo trabalhar de maneira tranquila. O grana fina possui uma textura muito delicada, e não marca demais caso você desejar fazer acabamentos com caneta ou lápis de cor. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.
Arches grana fina: sem dúvidas, o melhor papel para aquarela que já usei. Além de ter uma das embalagens mais chiques e maravilhosas que exitem (sou dessas). Houve uma época que a Arches era distribuída pela Canson, e os preços estavam bem ok para a qualidade profissional do papel. Porém, depois que as empresas se separaram, o preço do Arches foi parar na estratosfera, e nunca mais consegui comprar um bloco para mim. Estou economizando tudo o que dá meu bloco A4 e os bloquinhos em formato de cheque que comprei há milênios por (hoje) irrisórios R$ 75,00. Sobre a qualidade, ele tem tudo o que já mencionei acima sobre o Moulin DuRoy, com o adicional de deixar a cor mais vibrante e uma textura incrível quando finalizamos o trabalho. Parece que você está pintando sobre um tecido caríssimo. E essa é uma característica de todos os papéis dessa marca, eles valorizam muito a sua pintura, e são muito gostosos de trabalhar. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.


Hahnemühle textura fina: esse papel foi uma descoberta e tanto. Ele é relativamente barato e com uma qualidade semelhante ao Arches. Pelo preço do bloco, vale muito a pena o investimento, principalmente se você não está com tanta grana para investir num papel mais caro. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.

Papéis para desenho a lápis

Nostalgie, da Hahnemühle: esse papel também faz parte das minhas descobertas acidentais, e curti muito usar. O bloco A4 vem com 50 folhas de 190g satinadas. O acabamento é liso, ideal para quem não gosta de textura marcada. Tanto o grafite quanto o lápis de cor funcionam bem nele. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.


Layout 180, da Canson: o Layout é outro ótimo papel para quem não curte deixar a textura marcada, sendo também uma boa alternativa para quem gosta de trabalhar com marcadores a base de álcool ou água. Por ser um papel para desenho técnico, até os lápis com as minas mais duras performam bem no Layout. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.
"C" à grain, da Canson: este é para quem gosta de papel texturizado, embora não seja uma superfície tão marcante a ponto de interferir na cobertura do grafite ou lápis de cor. Dá para fazer ótimos efeitos, embora eu ache que o lápis aquarelado fique um pouco embolotado nesse papel. Por ser da linha escolar, tem um bom preço. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.

Papel para marcadores (álcool e água)

Bristol, da Canson: além de ser um excelente papel para marcadores, o Bristol funciona também com lápis de cor e grafite. É uma relação custo/ benefício muito boa, principalmente para quem busca qualidade e economia. Ele suporta tanto os marcadores à base de álcool, como os da Copic, quanto os à base de água (hidrográficas comuns), sem chupar a tinta da caneta com o tempo, deixando o desenho todo manchado. Já aconteceu de um papel da Copic absorver tanto a tinta, que passou para o outro lado da folha e, em seguida, para o papel que estava atrás, estragando duas ilustrações. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.

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Para fazer rascunhos e estudos rápidos, qualquer papel sulfite já me serve. Até houve um tempo que eu comprava papéis especiais para sketch, mas não vale o preço, pois a grande maioria vai fora.

Claro que uso outros papéis no meu dia-a-dia, mas estes são os meus favoritos, e os que recomendo para quem está buscando alternativas de trabalho. Como disse anteriormente, os links redirecionam para várias lojas, só para que vocês tenham uma rápida noção de preço, mas garimpando sempre se acha um bom desconto. Espero ter ajudado! Se quiser ver outros posts assim, veja as tags dicas, materiais e também a seção FAQ do blog.

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Meus materiais favoritos (atualizados)


Sempre que tem post de ilustração aqui no blog, me preocupo em colocar uma lista com todos os materiais que utilizei, pois é uma dúvida super válida de quem vai ver esse tipo de conteúdo. Outros dois posts mostram meus materiais favoritos e minhas aquarelas e pincéis favoritos. Como ambos já têm um tempinho, resolvi dar uma atualizada geral.

Neste post não vou incluir papéis favoritos, pois este é outro assunto, quero detalhar cada papel utilizado, fotografar suas texturas, quais são melhores para lápis, marcador, aquarela, por isso, vai levar um pouco mais de tempo. Aguardem e não desistam de mim!


As aquarelas que sempre uso nas minhas ilustrações são: Cotman, Sennelier, Rembrandt, Van Gogh e Venezia. Não uso outras, até mesmo porque quero gastar algumas dessas para investir num estojo da Lukas. Aliás, estou esperando muitos dos meus materiais acabarem para comprar outros, evitando assim o acúmulo e a angústia de não poder testar como quero. Todas essas tintas estão misturadas nas minhas paletas, às vezes nem sei direito qual estou usando.


Os pincéis são os materiais com a mudança mais visível. Tenho muitos, que fui acumulando ao longo da faculdade, outros comprei para testar, mas desde que descobri os sintéticos da Keramik (marca nacional que mais se aproxima aos da Escoda), minha vida mudou para melhor. São baratos, têm um formato de cerda que permite armazenar uma quantidade boa de tinta, são bons para detalhes e também para cobrir grandes áreas e, o melhor, não usam pelo animal. Da esquerda para direita, meus pincéis favoritos são:

  • Linha 411 (cabo marrom): nº 4, 6 e 8. Cortei os cabos pois são muito longos.
  • Linha 220 (cabo preto): nº 4 e 6.
  • Linha 413 (cabo azul escuro): nº 8. Cortei o cabo pois é muito longo.
  • Linha 311 (cabo azul claro): nº 4, 6 e 8. Cabos no tamanho ideal, na minha opinião.
  • Linha 235S (cabo florido): nº 14. Pincel chato para umedecer áreas médias.
  • Linha 2500 (hake): nº 5. Pincel chato e macio para umedecer grandes áreas.

Percebam que existe uma diferença entre as numerações das linhas. Enquanto o nº 8 da 311 é bem gorducho, o mesmo da 413 é tão fino quanto o nº 4 da linha 411. Embora eu quase sempre compre material "no escuro", através de lojas online, recomendo que sempre vejam ao vivo o tipo e o formato ideais para seus trabalhos façam o que digo, não façam o que faço.

Em tempo: como armazeno pincéis? Sempre deixo-os secar na horizontal, para não estragar a madeira do cabo, e guardo numa caneca, assim como lápis e caneta, sem muito mistério.


As canetas multiliner, ou de nanquim descartável, são a minha perdição, tenho uma caneca cheia delas, com pontas que variam de 0.05 a 0.8, com cores do cinza claro ao sépia. E eu uso absolutamente todas elas. Por isso deixei de registrar qual marca e numeração usei numa ilustração, pois na hora de passar aqui para o blog, nem lembro mais. Mas vou listar aqui a marca e a ponta de todas elas:

  • Staedtler Pigment Liner (preta): 0.1, 0.2, 0.3, 0.5, 0.8;
  • Copic Multiliner (sépia): 0.05, 0.1, 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (preta): 0.3;
  • Pigma Micron (preta): 0.05, 0.1, 0.5, 0.8, brush;
  • Copic Multiliner (preta): 0.5, 0.8, brush s, brush m;
  • Copic Multiliner SP (preta): 0.5;
  • Derwent Graphik (sépia): 0.3;
  • Uni Pin Fine Line (light grey): 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (dark grey): 0.5.


Já as canetas que uso para detalhes compreendem um conjunto à parte das multiliners, é praticamente um balaio de gato. São canetas à base de nanquim, em gel, porosas e as famosas Poscas. Geralmente, as uso para cobrir grandes áreas de preto (cabelos, principalmente), fazer line art mais grossinha, abrir luz e aplicações metalizadas.

  • Brush Pen Pentel (preta);
  • Sakura Pigma FB (preta);
  • Pentel Sign Pen (preta);
  • Gellyroll Sakura 08 (branca);
  • Posca PC-5M (dourada);
  • Posca PC-3M (branca);
  • Pentel Slicci 08 (dourada e prateada).


Lápis grafite é, sem dúvida, um dos materiais que mais uso e tenho curiosidade em testar, embora tenha minhas duas marcas favoritas: Staedtler (linha Mars Lumograph) e Lyra (linha ArtDesign). Não vou especificar cada graduação que tenho, pois nas minhas coisas é possível encontrar os lápis técnicos de mina super dura, até os artísticos bem macios. As graduações que uso com mais frequência são: 2B, 4B e 6B. Tanto é que tenho estoque de algumas delas.

Na foto acima, estão os lápis de todas as marcas que tenho. Alguns vêm em estojos com 24 unidades, outros comprei isoladamente. São eles: Stabilo Othelo, Koh-I-Noor Hardtmuth, Staedtler Mars Lumograph, Derwent Graphic, Lyra ArtDesign, Royal & Langnickel, Conté à Paris, Sakura Bruynzeel.

Gosto de lápis macios, com mina escura e que, quando bem apontados, deslizem no papel sem esfarelar e esfumem bem. E isso, os meus dois preferidos fazem de maneira maravilhosa, por isso os recomendo.


Os periféricos são aqueles materiais que, sem eles, não tem desenho, mas que raramente são listados. Não despertam tanta curiosidade quanto as aquarelas, por exemplo, mas fazem grande diferença no resultado final de um trabalho. Eu gosto de usar um esfuminho, que é esse rolinho de papel prensado, ideal para esfumar o grafite. Ele tem uma numeração, mas geralmente uso um fininho para detalhes e um maiorzinho para áreas mais amplas. Também sempre tenho à mão uma borracha Mono Zero, da Tombow, a minha é a 2.3, que uso para correções e abrir luz. É possível comprar o refil separadamente. Ainda uso uma lapiseira Pentel 0.9, para as linhas gerais, e também uma borracha preta Pentel, que não esfarela, e um apontador Derwent com dois diâmetros diferentes.

Dica: para limpar a ponta do esfuminho, retirando o excesso de grafite e ajudando a dar uma aparada, mantendo o formato original, uso uma lixa de unha comum.


Por fim, os lápis de cor. Como praticamente todos os meus trabalhos são uma grande salada em técnica mista, sempre dou os retoques finais na aquarela, reforçando valores ou chegando ao tom desejado, com lápis de cor. Os meus preferidos são os da linha Polycolor, da Koh-I-Noor. É uma linha intermediária com preço ok, não-aquarelável, vendida em estojos ou individualmente. As minas são macias, entregam bastante cor, e se mantêm firmes, sem precisar apontar toda hora. Sei que tem muitos lápis profissionais excelentes, mas me acostumei muito bem a essa linha e não penso em substituí-la tão cedo. Acima, meu estojo com cores próprias para retrato, tenho outro para paisagens e mais alguns com cores selecionadas.



Essa é a minha lista atualizada de materiais favoritos, mas antes de encerrar o post, gostaria de pontuar duas coisas importantes:

1. O que funciona para mim, pode não funcionar para você. Portanto, antes de sair comprando um material (e longe de mim querer incentivar o consumismo desenfreado, tudo o que tenho foi comprado ao longo de ANOS), pesquise o tipo de material que gosta, quais as técnicas são predominantes no seu trabalho e que tipo de material você gostaria de testar/ técnica que você quer arriscar. Tudo isso é importante para evitar investimento em algo que vai ficar parado na gaveta. Por exemplo, eu não trabalho com tinta a óleo e não tenho interesse, então não há motivos para comprar um tubo. Em compensação, sempre tive curiosidade de testar pastel oleoso, por isso, pesquisei uma marca intermediária boa para começar a estudar.

2. O material não faz o artista. Ter coisas boas é excelente para você não ficar passando perrengue na hora de trabalhar. É muito melhor investir num papel com gramatura boa para desenho do que comprar folha sulfite escolar. O mesmo vale para o restante. Porém, tem muita gente que trabalha super bem com materiais escolares, e que se tiver algo super profissional nas mãos vai decolar, e também tem muita gente que ostenta coisas importadas e caras, mas não investe em estudo. Então, procure sempre o equilíbrio entre o que você quer e o que o seu bolso permite e nunca, jamais deixe de investir em estudos. Seja tutorial no YouTube, livros ou cursos, o importante é saber o que fazer com os materiais que você dispõe. E é claro que, com o tempo, você vai sentir cada vez mais necessidade de se profissionalizar e adquirir coisas de qualidade. Mas tenha em mente que essa qualidade não pode ser só material.

Acho que era isso, como disse lá no começo, ainda nesta década faço um post com meus papéis favoritos. Não desistam de mim!

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Asrai ✨


Essa semana eu quis testar os lápis que ganhei de aniversário e ainda não tinha usado, da nova linha  EcoLápis SuperSoft da Faber-Castell. Tem muitos ilustradores fazendo resenha desse produto, mas esse não é o meu intuito, só quero falar sobre algumas impressões que tive na hora de colorir. 

O primeiro ponto que precisa ficar claro: é um lápis escolar. Quem está atrás de algo profissional, ainda precisa recorrer a outras linhas, da própria Faber ou da marca de sua preferência. É um produto bonito, com qualidade acima da média para a sua categoria mas, ainda assim, escolar.
A promessa desse lápis é entregar mais maciez na cobertura, inclusive em suportes escuros, e ele cumpre muito bem essa função. Talvez o que eu mais tenha gostado foi da paleta de cores neutralizada, muito diferente de tudo que já vi para o consumidor "comum". Geralmente as marcas se preocupam em fazer estojos com essa composição para artistas. Então, esse é um ponto muito positivo. O preço fica na casa de R$ 49,90 (está na média) e pode ser encontrado facilmente em qualquer papelaria. Mas vamos às minhas impressões:



O cabelo da figura foi feito com aquarela e álcool e a auréola com guache dourado. Deixei para trabalhar com o lápis na pele e também para finalizar detalhes do cabelo próximos ao rosto. É possível perceber que neste papel (Canson 200g) o lápis marcou bastante a textura, mas as cores misturaram muito bem entre si e deixaram um ar iluminado bem interessante. Acredito que num papel mais liso, como o layout, ele funcione ainda melhor. Não senti tanta diferença quanto à entrega de cor em relação ao EcoLápis comum, mas em matéria de maciez, o SuperSoft realmente cumpre seu propósito. Foi um teste bem tímido, só para sentir o que o material me daria, mas ainda quero fazer outros experimentos, principalmente com relação à pele negra.


Materiais utilizados

- Papel Canson 200g;
- Materiais para pintura deste post;
- Guache dourado Talens;
- EcoLápis SuperSoft Faber-Castell.


Asrai é uma pequena fada da água, presente nas mitologias inglesa e escocesa. As asrais são criaturas belas e gentis, que derretem assim que o sol nasce, mas aparecem novamente a cada lua cheia. Sempre são retratadas como mulheres de longos cabelos verdes, pele translúcida e pés palmados.

Eu não tinha este ser em mente quando finalizei o trabalho, mas ao pesquisar no livro Seres Fantásticos, achei que a representação de uma asrai caía perfeitamente com a figura ilustrada. Sei que não é meu melhor trabalho, mas fica pelo aprendizado que proporcionou.

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Meus materiais de arte favoritos


As meninas do Girls Video Lab, grupo muito amor do qual participo, lançaram como tema para os vídeos do mês de maio meus materiais de arte favoritos. Já fazia um tempo que eu gostaria de mostrar uma lista do que uso, até mesmo porque muita gente me pede. Porém, no momento, não consigo gravar vídeos e atualizar o canal do YouTube (que ~misteriosamente~ triplicou o número de seguidores durante meu hiato - agradecida!). Então decidi escrever em forma de post com fotos e, assim que possível, gravo a tag.


Papel Canson Moulin DuRoy: conheci esse papel durante o curso da Sabrina e, assim que pude experimentá-lo, foi amor à primeira vista. A textura do grão fino é muito bonita, ele absorve água e tinta na medida certa e tem a melhor relação custo-benefício entre os papéis para aquarela 300g e 100% algodão, perdendo só para o Arches.


Aquarelas Van Gogh e Sennelier: minhas tintas preferidas são em bisnaga, pois consigo dosar melhor a quantidade na hora de misturar, sem contar que aquarela que sobra no godê nunca vai fora hehe. Das linhas universitárias, a Van Gogh é a melhor que já experimentei, tem cores lindíssimas (como esse rosa quinacridone que uso muito), boa pigmentação e resistência à luz, é mais barata que a Cotman e tem 3ml a mais. Já as da Sennelier são um desbunde, simplesmente. Tudo com elas fica lindo, e o grande diferencial da marca é o uso de cera de abelha na composição (para quem procura produtos veganos, não é recomendada).


Pincéis Keramik: melhores pincéis de pelo sintético que já usei, são macios, porém com a ponta firme, carregam boa quantidade de água e tinta e proporcionam conforto na hora de pintar. De cima para baixo, uso as linhas 220, 413 e 411. A Sabrina comentou que esses pincéis são parecidos com os da linha Perla, da marca Escoda, e que são uma boa alternativa nacional. Os preços são bastante acessíveis, alguns custaram menos que R$ 10. O único inconveniente é o cabo muito longo, mas eu corto com estilete e passo uma lixa fina e esmalte de unha para selar. Sobre ser de pelo sintético, só vejo vantagens, desde contribuir para o consumo consciente, até o barateamento dos custos. E não deve nada em qualidade para os de pelo natural.


Lápis Staedtler Mars Lumograph: meu amor por essa linha já é antigo, tanto que comprei logo uma caixa com uma dúzia de 4B. São muito macios, porém não esfarelam e mantêm a ponta por mais tempo que os lápis de outras marcas. Gosto de lápis bem apontado para fazer detalhes e nunca aconteceu desses quebrarem. Uso até ficar um cotoco (coloco no extensor) e a qualidade é visível na finalização de um trabalho: o Mars Lumograph tem uma das minas mais escuras de todos os grafites que já usei, o contraste fica super bonito, principalmente com aquarela. Uso um apontador da Derwent, não gosto de apontar com estilete.


Borrachas Pentel e Mono Zero: são as que melhor se comportam no papel para aquarela. A preta retira todo o grafite sem marcar e sem esfarelar demais, e a zero é perfeita para fazer detalhes e abrir luz. Uma bem baratinha, outra nem tanto, mas ambas fazem bastante diferença na finalização do trabalho.


Multiliner Copic: a linha SP é recarregável e de uma durabilidade incrível, até hoje não precisei trocar o refil da minha, e já devo tê-la há uns três anos. Já a outra é descartável, porém de longa duração também. Quanto ao pigmento, é um preto muito bonito, altamente resistente à água, ótimo para finalizar aquarelas. Também tenho o kit de sépia, que dá um efeito suave.


Marcadores Posca: utilizo ambas para detalhamento, sendo que a branca também serve para abrir luz na aquarela (aqueles pontinhos brancos nos olhos das figuras, por exemplo). Um substituto muito bom para essas canetas é o guache da Talens. Toda vez que preciso de um acabamento mais refinado, que não fique tanto com cara de marcador, troco a Posca por ele, e o resultado fica perfeito.


Lápis de cor Polycolor: já falei sobre esses lápis aqui, e continuam sendo meus favoritos da vida, com uma das melhores relações custo-benefício para os não-aquareláveis. Tenho várias latinhas com tons para retrato, paisagens, cinzas e marrons. Uso para dar acabamentos ou cobrir áreas inteiras, afinal, lápis de cor sempre ocupará um lugar carinhoso no meu coração.

Quase todos os meus materiais são comprados na loja online da Koralle (e isso não é jabá), pois compensa o valor do frete. No blog da Kris Efe tem todas as informações sobre produtos de arte veganos e cruelty free, para quem se interessou pela questão das tintas e pincéis, vale muito a sua visita.

Veja todos os meus trabalhos profissionais na aba Portfólio e também no Behance.
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